CULTURA, PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL - 24-11-2008
Na praça diante da Igreja de São Francisco de Assis, mais um exemplar tombou sob a força dos ventos que castigaram a cidade, com velocidade de até 140 km/hUnião Europeia lança a 'Europeana', a biblioteca de Alexandria digital
BRUXELAS (AFP) — Livros raros e antigos ou cujas edições se esgotaram, pinturas, músicas, manuscritos, mapas: o projeto "Europeana", que a Comissão Européia lançará na próxima quinta-feira pretende tornar acessível em apenas um site o imenso patrimônio cultura das bibliotecas nacionais do Velho Continente.
Esta é a idéia do portal multilíngue www.europeana.eu, que pretende armazenar não apenas livros, mas também outras obras digitalizadas em mãos de centros e instituições culturais européias.
"A 'Europeana' representa uma aliança inédita entre as novas tecnologias e o mundo da cultura. Estou convencida de que modificará de maneira profunda a forma que cada um terá acesso a partir de agora ao patrimônio cultural europeu", afirmou a comissária européia da Sociedade de Informação, Viviane Reding.
Como primera etapa do projeto, dois milhões de obras de arte estarão acessíveis na "Europeana" a partir de quinta-feira e o objetivo é incorporar mais oito milhões no mais tardar até 2010.
Entre os primeiros conteúdos estarão clássicos literários como "A Divina Comédia" de Dante e documentos históricos como a Magna Carta britânica, pinturas, gravações e manuscritos de compositores célebres como Beethoven e Mozart.
A criação da "Europeana" foi o objetivo-chave da iniciativa de digitalização de bibliotecas adotada pela Comissão Européia em 2005 com a intenção de abrir ao grande público o patrimônio cultural e científico dos 27 membros da UE. AFP
Países de língua portuguesa vão adotar programas culturais brasileiros
A I Reunião Extraordinária de ministros de Educação e Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovou, em sua Declaração Final, a difusão de projetos desenvolvidos pelo ministério da Cultura no Brasil. Os projetos foram apresentados pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira; pelo presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo; pelo coordenador-geral de Livro e Leitura, Jéferson Assumção; e pelo diretor da Secretaria do Audiovisual, Paulo Alcoforado.
São ações que vão consolidar a integração de nossas nações, que têm na língua sua principal ligação, mas que possuem outros laços fortes de afeto e de objetivos políticos, defendeu Juca Ferreira. Um dos pontos de destaque foi a definição de pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) que adote o português como uma de suas línguas oficiais. Para isso, os integrantes da CPLP vão trabalhar pela implementação do acordo ortográfico.
A diferença ortográfica criava uma dificuldade enorme e encarecia muito o fortalecimento dessa comunidade, afirmou o ministro brasileiro, que ressaltou a necessidade de respeitar as outras línguas faladas nos países-membros da CPLP, inclusive os idiomas indígenas no Brasil. É preciso que a afirmação do português como uma língua comum não seja um massacre nem uma destruição dessas outras línguas.
DOCTV
Entre os programas, o que está em fase mais avançada de implantação é o DOCTV, que terá uma versão para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Foi o primeiro programa cultural multilateral aprovado nos 12 anos de existência da CPLP.
Antes da reunião de ministros, fizemos uma reunião, também em Lisboa, com assessores de ministros da Cultura e dirigentes das TVs Públicas dos oito países-membros da CPLP e também da emissora de Macau (território chinês), para fechar o projeto, explica Paulo Alcoforado.
Em janeiro, vai ocorrer uma oficina com todos os participantes. A coordenação executiva do Programa vai fechar um plano de trabalho. O diferencial é que é um programa multilateral, que é executado, simultaneamente, em diferentes frentes, destaca Alcoforado.
PORTFÓLIO DE PROJETOS
A reunião também definiu prazo até fevereiro para aprovar todos os pontos do Portfólio de Perfis de Projetos Culturais da CPLP, um conjunto de iniciativas que serão realizadas nos oito países falantes da língua portuguesa. São projetos que envolvem renovação de quadros, com formação em gestão de políticas públicas para a área, e promoveriam um diálogo cultural dentro da CPLP, explica Zulu Araújo. Na reunião de ministros, ainda ficou definida a criação do Portal das Culturas da CPLP, em que cada país vai divulgar as suas obras e ações culturais.
POLÍTICAS DE LEITURA
Outro ponto acertado durante o encontro foi a cooperação para as políticas de incentivo à leitura, nas quais o Plano Nacional do Livro e Leitura do Brasil e o Plano Nacional de Leitura de Portugal foram referências. E foi discutida a idéia de organizar um seminário sobre o tema. Assim como já chegamos ao terceiro seminário sobre o tema no Mercosul, queremos puxar um seminário internacional sobre políticas de livro e leitura nos países de língua portuguesa, explica Jéferson Assumção.
PATRIMÔNIO
Outra iniciativa brasileira que será compartilhada com os demais países da CPLP é o Centro de Estudos do Patrimônio, localizado no Rio de Janeiro. A Unesco aprovou que o centro transforme-se em referência regional para a América Latina. Mas a Declaração Final da CPLP pede uma ampliação do reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), permitindo que o centro também preste serviços para a comunidade de língua portuguesa.
VALOR ECONÔMICO
Durante a reunião, o governo português anunciou que a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) demonstrou interesse em financiar um estudo sobre o peso econômico da língua portuguesa no Brasil e em Portugal - que são membros da organização. A OEI já financiou um estudo sobre o valor econômico do Espanhol. No entanto, foi acertado que, para que o estudo dê conta de toda a amplitude da língua portuguesa no mundo, presente em quatro continentes, Brasil e Portugal vão procurar, junto ao Banco Mundial, recursos para fazer o estudo em todos os países em que o idioma é falado. O Norte de Minas.net
Rio Grande do Sul - Governo estuda aumento de repasse para cultura
O Executivo estadual deve definir até o dia 15 de dezembro o volume de recursos que será aportado como contrapartida para a adesão ao programa do governo federal Mais Cultura. As tratativas são um desdobramento das reuniões da comissão de representação externa que acompanha as denúncias de fraudes na Lei de Incentivo à Cultura (LIC). O órgão técnico, coordenado pelo deputado Ronaldo Zülke (PT), garantiu a inclusão de emenda de R$ 1 milhão para a abertura de rubrica no orçamento estadual de 2009. Agora, cabe ao Piratini definir o valor total para encaminhamento da suplementação de recursos. "Há uma firme disposição do governo de assinar o convênio", afirmou Zülke, que tem feito a interlocução com os secretários da Cultura, Mônica Leal, e do Planejamento, Mateus Bandeira. O Rio Grande do Sul, segundo o parlamentar, é um dos poucos estados que ainda não havia aderido ao programa Mais Cultura. O governo gaúcho ainda não sinalizou valores, mas a expectativa do coordenador da comissão de representação externa é de que a suplementação possa chegar a R$ 10 milhões. Isso significaria um montante total de R$ 30 milhões, já que para cada R$ 1,00 aportado pelo Estado, a União disponibilizaria R$ 2,00.Além disso, a comunidade cultural reivindica também o aumento gradativo dos recursos da LIC. "O secretário Mateus ainda não tem uma resposta definitiva, mas o governo demonstrou estar sensível à questão", relatou Zülke. A ampliação do aporte de recursos deve ser acompanhada da reformulação da legislação para tornar a LIC mais eficiente e menos suscetível a fraudes. Segundo o deputado, o Ministério Público (MP) estadual deve concluir o parecer sobre as fraudes, que motivaram a criação da comissão de representação, antes do dia 2 de dezembro, data em que se encerram os trabalhos do órgão técnico. A garantia foi dada pelo subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais do MP, Eduardo de Lima Veiga. Zülke também tem conversado com os representantes da área empresarial, como Fecomércio e FCDL, para que também contribuam com sugestões de aperfeiçoamento da LIC, já que muitos dos associados são agentes patrocinadores de eventos culturais. Hoje, o deputado deve se reunir com os representantes da Fiergs. Até amanhã, a comissão de representação receberá as propostas de aprimoramento da LIC. As sugestões serão sistematizadas até a próxima semana, para nova rodada de discussões com a comunidade cultural. "A idéia é cotejarmos essas contribuições com o projeto que foi elaborado pelo Executivo e estabelecermos nova conversação para chegarmos a um acordo", afirmou Zülke, ao defender a consolidação de um sistema público de financiamento das atividades culturais fundamentado na LIC, no Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e no orçamento. Publicado na segunda-feira no Diário Oficial da Assembléia Legislativa, o projeto do Executivo que cria o sistema unificado de apoio e fomento à cultura (veja quadro) estabelece que as empresas patrocinadoras compensarão até 100% do valor investido através da LIC, desde que depositem 25% do valor na conta do FAC, que tem como objetivo apoiar iniciativas culturais e estimular projetos de pequeno porte, independentemente de apelo comercial. Essa alteração foi bem recebida, mas Zülke adverte que ainda há pontos de conflito como a definição do papel do Conselho Estadual de Cultura. "A proposta do governo retira o caráter deliberativo do conselho sobre os projetos culturais. Também há polêmica quanto ao processo de prestação de contas. Precisamos encontrar um denominador comum para superar essas divergências", afirmou Zülke. Paula Coutinho Jornal do Comércio
De Zumbi aos Lanceiros Negros: a luta pela liberdade
Brasília - No mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra, o Rio Grande do Sul lembra a contribuição dos negros gaúchos na Revolução Farroupilha e o episódio do "Massacre de Porongos", ocorrido 1844, zona rural de Pinheiro Machado, onde cerca de cem "lanceiros negros" foram mortos pelas tropas imperiais.
O Massacre de Porongos é um dos episódios da mais longa guerra civil do brasileira que durou dez anos. Entre 1835 e 1845 houve um movimento de revolta promovida pelos ricos estancieiros (grandes fazendeiros criadores de gado) contra o Império brasileiro. Os farroupilhas tinha ideais republicanos e queriam a independência da república Rio-grandense.
Na madrugada de 14 de novembro de 1844 mais de 100 soldados negros, do exército Farroupilha, foram dizimados pelas tropas imperiais, outros 200 foram presos. Como as negociações de paz estavam muito avançadas, eles não usavam armas naquela noite e foram surpreendidos pelas tropas imperiais.
Os soldados-escravos, chamados de “lanceiros negros”, lutavam na guerra em troca da promessa de liberdade. As causas do massacre sempre gerou grande polêmica entre os historiadores. Existe mais de uma versão para o fato.
Numa delas o grupo teria sido surpreendido pela tropa imperial que objetivava somente os soldados negros, que representavam um empecilho à paz, já que o Império não concordava com a libertação dos escravos após o fim da guerra.
Outra é de que houve traição. A tropa imperial teria a conivência de alguns chefes “farrapos” que colaboraram com o ataque, pois queriam apressar as negociações de paz.
A historiadora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Beatriz Freire, diz que o estopim da polêmica foi a carta escrita pelo Barão Duque de Caxias a um comandante do exército imperial, descoberta anos após o fim da Guerra dos Farrapos.
A carta informava que o grupo havia sido desarmado por seu líder, o General David Canabarro, e dava orientações para atacar o pelotão dos "lanceiros negros” à noite e poupar o comandante.
"No conflito poupe o sangue brasileiro quanto puder, particularmente da gente branca da Província e dos índios, pois bem sabe que essa pobre gente ainda pode ser útil no futuro", registra o documento.
No livro “Lanceiros Negros” de Geraldo Hasse e Guilherme Kolling a ex-diretora de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro, da Fundação Cultural Palmares, Bernadete Lopes, afirma que o Cerro de Porongos é tão importante quanto a Serra da Barriga, em Alagoas, onde se deu o Quilombo de Palmares. "São fatos que demonstram a coragem e a determinação do povo negro, desmentindo o comodismo com a escravidão”, disse Bernadete.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) fez um inventário de referências culturais do Massacre de Porongos. Nele foi reunida toda a documentação existente, além dos relatos da memória popular. Com o material foram feitos Cds e Livros que estão sendo distribuídos nas escolas e instituições culturais.
Para Beatriz Freire o episódio é importante para se repensar a presença negra no país e no Rio Grande do Sul, estado considerado de predominância européia, mas que tem na cultura, na história, e na religião uma forte presença negra.O instituto estuda agora a possibilidade de transformar o Cerro dos Porongos em Patrimônio Histórico, Cultural e Paisagístico Nacional. Lisiane Wandscheer Repórter da Agência Brasil
Ministério da Cultura cria blog para discutir Lei Rouanet
RIO - Desde que assumiu o ministério da Cultura, Juca Ferreira tem sido incansável na promoção de reformas do principal instrumento de incentivo à cultura, a Lei Rouanet. Além de discutir as mudanças em seminários formais, o MinC inaugurou, esta semana, um blog sobre o assunto, aberto à participação pública. No ano que vem, Juca pretende enviar ao Congresso uma proposta de reformulação da lei.
O objetivo é a ampla consulta pública. O chamado Blog da Reforma divulga resultados das discussões que o ministro tem realizado com a classe artística em diversos estados. A ferramenta permite que o ministério receba comentários das pessoas que não têm a oportunidade de ir aos encontros: blogs.cultura.gov.br/reformadaleirouanet
JB Online
Foto: Jonny Ueda RISCO Casarão antigo localizado na esquina das ruas Ricardo Vilela e Alfredo Cardoso poderá ser beneficiado pela Lei do TombamentoKARINA MATIAS
O presidente do Comphap, Altamir Clodoaldo Rodrigues da Fonseca, não revelou quais são estes primeiros bens beneficiados pela legislação municipal criada especificamente com este objetivo. "Encerramos o processo de 12, que já estão praticamente na mesa do Junji", garantiu. Dentre os 31 primeiros imóveis em fase de tombamento, estão locais de valor histórico amplamente noticiado, como o Teatro Vasques, a Igreja São Benedito, além de moradias comuns, muitas com problemas estruturais sérios e à espera do tombamento. É o caso do imóvel situado na esquina das ruas Ricardo Vilela e Alfredo Cardoso, que no passado já abrigou um armazém, mas atualmente exibe condições precárias, especialmente o telhado, visivelmente estufado.
Rodrigues da Fonseca adiantou que em 9 de dezembro, na próxima reunião ordinária do Comphap, o órgão pode aprovar o tombamento de outros 10 imóveis. Como já havia dito anteriormente, todo o trabalho técnico dos primeiros 31 espaços analisados foi concluído há mais de 60 dias. O atraso, justificou, ficou por conta da dificuldade em obter os documentos necessários, como escrituras e certidões negativas, junto aos cartórios.
Diferente do que se pode imaginar, os bens já tombados no âmbito estadual e federal, como o prédio da Escola Estadual Coronel Almeida e as Igrejas do Carmo, em que a aplicação da lei municipal é apenas uma questão de formalização, o Comphap tem encontrado maiores dificuldades. "Mas esses imóveis já são protegidos", ponderou Fonseca.
O presidente do Conselho revelou ainda que já está sendo elaborado o estudo técnico de outros 18 bens.
A legislação, aprovada no ano passado, estipula incentivos fiscais aos proprietários a fim de estimular a conservação dos patrimônios. É determinado abatimento de até 75% no valor do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) para os imóveis tombados e íntegros arquitetonicamente e até 30% para os parcialmente modificados.
Qualquer pessoa pode solicitar o benefício. O processo funciona da seguinte forma. A Divisão de Preservação do Patrimônio Histórico (DPH) faz uma avaliação do bem, levando em conta características arquitetônicas e históricas. Com o parecer do órgão, o Conselho vota pelo tombamento ou não do imóvel. O resultado é apresentado ao prefeito, a quem cabe a última decisão.
Diário de Mogi
Melhorar a posição ocupada nos rankings internacionais que qualificam as instituições de ensino superior é um desafio constante para a Universidade de São Paulo (USP). A afirmação foi feita ontem pela reitora Suely Vilela durante a solenidade de abertura das comemorações do Jubileu de Diamante da instituição, que completa 75 anos no dia 25 de janeiro de 2009.
Gabriel Ottoboni
Jornal da Cidade de Bauru
Em estilo rococó, afrescos são encontrados no imóvel onde viveu o ex-presidente Affonso Penna, em Santa Bárbara
Carlos Magno de Araújo/DivulgaçãoRestauração do painel, localizado no forro da sala principal, foi concluída semana passada
Uai
Gustavo Werneck - Estado de Minas
BBC Brasil
Você pode até achar estranho, mas o tomate que você tem em casa é um instrumento musical. Assim como a cenoura, batata, cebola e abóbora também têm vez nessa dança. Pelo menos é o que pensam os músicos da Vienna Orchestra Vegetable (Orquestra de Vegetais).
O projeto, como explica Ernst, não foi idéia de uma única pessoa, mas sim de um grupo delas com diferentes estilos e gostos musicais e que já haviam trabalhado juntos em outros momentos. "Nós acreditamos que podemos produzir sons que não podem ser conseguidos, tão facilmente, por outros instrumentos. Você pode ouvir a diferença. É como os sons de animais, sons abstratos", declara o grupo. É dia de feiraEnquanto a mamãe e a titia vão comprar alimentos para casa, o pessoal da Orquestra vai para a feira atrás dos instrumentos do próximo show. "Nós temos que fazer novos instrumentos a cada nova apresentação", diz Ernst.
Apesar de ninguém ter devorado um instrumento durante o show, o músico explica que os vegetais só são usados em apenas um concerto, e que quando a apresentação termina eles viram uma deliciosa sopa que é distribuída para a platéia. Para se fazer uma música de qualidade é necessário que os instrumentos também o sejam. Nesse caso, "um dos problemas é a qualidade do vegetal, e isso varia para cada um, e até para qual será sua finalidade. Por exemplo, um 'tambor de cenoura' exige um legume largo, agora se pensando numa 'flauta de cenoura', deve ser mais fino e de tamanho médio. A temperatura do palco também influencia no som dos instrumentos", afirma. Marcelo Jucá
Marcadores: cultura, patr. cultural, patr. histórico




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