ENTRESSEIO

s.m. 1-vão, cavidade, depressão. 2-espaço ou intervalo entre duas elevações. HUMOR, CURIOSIDADES, UTILIDADES, INUTILIDADES, NOTÍCIAS SOBRE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS CULTURAIS, AQUELA NOTÍCIA QUE INTERESSA A VOCÊ E NÃO ESTÁ NO JORNAL QUE VOCÊ COSTUMA LER, E NEM DÁ NA GLOBO. E PRINCIPALMENTE UM CHUTE NOS FUNDILHOS DE NOSSOS POLÍTICOS SAFADOS, SEMPRE QUE MERECEREM (E ESTÃO SEMPRE MERECENDO)

01 julho, 2011

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 1-7-11

A mais antiga sepultura de um cão no sul da Europa foi encontrada em Alcácer do Sal, Portugal
A sepultura mais antiga de um cão existente no sul da Europa, com cerca de 8000 anos, foi descoberta em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, por uma equipa de arqueólogos portugueses e espanhóis.
A descoberta resultou de um projecto, "Sado Meso", desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade de Lisboa e da Universidade de Cantábria, Espanha, que encontrou a sepultura canina nos Concheiros de Poças de S.Bento, em Alcácer do Sal.
Em declarações à agência Lusa, a co-directora do projecto, Mariana Diniz, adiantou que esta descoberta tem um "importante significado", já que "até ao momento não havia nenhuma indicação de que no Sul da Europa havia esta simbologia do cão".
"Já sabíamos que no norte da Europa havia estes rituais de enterramento simbólico do cão, o único domesticado na Europa, mas no Sul não havia nenhuma indicação", esclareceu.
Mariana Diniz considerou ainda que o projecto é, então, prova de que "há já 8000 anos as comunidades domesticavam o cão, um animal que tem uma função económica mas também simbólica".
De acordo com a responsável, a sepultura encontrada estava coberta de conchas e muito organizada, o que mostra que "o ritual de enterrar o cão não era feito à toa, de qualquer maneira, tinha um significado especial".
O cão, o primeiro animal a ser domesticado por grupos humanos que viviam da caça e recolecção, foi integrado nas práticas simbólicas destas comunidades que, em alguns lugares do Norte da Europa, construíram sepulturas específicas para o seu enterramento.
O carácter excepcional da descoberta justificou a deslocação de técnicos do Museu Nacional de Arqueologia de Lisboa para consolidar e remover a sepultura, tendo em vista a sua conservação e futura exposição ao público.

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30 junho, 2011

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 30-6-11

Parque mantém viva a história da cidade que acabou em ruínas
Prefeitura de Rio Claro e Instituto Light inauguram Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, rico centro urbano que a água quase levou
Rio Claro - Um pouco da história de São João Marcos, em Rio Claro, começou a ser revivida semana passada. Foi inaugurado dia 9 o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos. A iniciativa foi do Instituto Light e da prefeitura para resgatar a cidade que virou ruína. O Circuito de Visitação do Sítio Urbano conta com 11 atrações, entre elas a Estrada Imperial, a Casa de Forno, a Ponte Padre Peres, a Igreja Matriz, a Casa do Capitão-Mor, a Prefeitura, a Câmara e o Teatro Municipal Tibiriçá.
O vice-governador e secretário estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão, destacou a história da região. “As pessoas conhecem muito pouco deste complexo. Daqui sai mais de 90% da água para o Rio de Janeiro. O local merece um museu da energia e da água. São João sofreu com este momento da história. Seria uma dívida a ser paga”.
“São João Marcos tinha padrão de numeração de casas. O calçamento colonial está bem conservado. As valas ficavam no meio da rua, e não nos cantos, como é hoje”, detalhou o professor Ondemar Dias, do Instituto de Arqueologia Brasileira. Alunos dos ensinos Fundamental e Médio poderão conhecer cada ponto de São João em visitas guiadas. Centro de Memória abriga maquete de como era a cidade nos áureos tempos.
O prefeito de Mangaratiba, Evandro Capixaba, ressaltou que o potencial turístico da região só vai aumentar. “Rio Claro vai crescer ainda mais, assim como Mangaratiba. A ligação de nossa cidade com São João Marcos é grande, pois temos muitos moradores que são daqui”, analisou Capixaba.
Importante centro urbano esvaziado por um erro
Fundada no início do século 18 e localizada no Vale do Paraíba, região enriquecida pelo Ciclo do Café, São João Marcos já foi considerada uma das mais importantes cidades do interior do estado. Ela foi a primeira cidade tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, em 1939.
A crescente necessidade de progresso e de demandas por energia da capital da República, durante o governo ditatorial no início dos anos 40, estimulou a construção da Represa de Ribeirão das Lajes. Prevista para ser inundada, a cidade foi destombada e, para manter a integridade de seus moradores, a decisão governamental e institucional na época foi de negociar as terras com os proprietários locais que, em função disso, migraram para outras localidades, como Itaguaí, Mangaratiba, Piraí e Rio Claro.
As águas nunca vieram. A previsão de inundação fora superestimada, mas São João Marcos foi reduzida a ruínas — que resistiram ao tempo.
O Dia Online

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29 junho, 2011

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 29-6-11

UNISUL - Resgatada peça do naufrágio mais antigo do Brasil
Mergulhadores do Projeto Barra Sul retiraram uma pedra com cerca de 800 quilos que estava há mais de 400 anos no fundo do mar da costa Sul da Ilha de Santa Catarina. Nas dimensões de 98 cm de altura por 76 cm de largura, a peça apresenta o desenho de dois leões e dois castelos em alto relevo e, no meio, um símbolo português, o que remete ao período da União Ibérica e ao reino de Leon e Castilla, entre os anos de 1580 a 1640. Pesquisas históricas indicam que a peça, possivelmente, estava na nau provedora de uma frota de 23 navios que saiu da Espanha em 1583 com a missão de construir duas fortalezas no Estreito de Magalhães, em terras chilenas, para conter o avanço de piratas ingleses que ameaçavam os domínios da coroa espanhola no novo continente.


Caso essa hipótese se confirme, trata-se do naufrágio mais antigo já localizado em águas brasileiras. Talvez, o mais antigo de toda a América. Uma outra pedra, na forma triangular, com inscrições em latim, e duas bolas ornamentais, não puderam ser retiradas ontem, quinta-feira (23), pois o peso de 800 quilos da peça retirada danificou o guindaste. A operação de resgate foi acompanhada pelo ministro interino da Cultura, Vitor Ortiz; pelo capitão-tenente Ricardo Guimarães, da Diretoria de Patrimônio Histórico Documentação da Marinha e por Dalmo Vieira, diretor do IPHAN/Brasília.
O presidente da Fapesc Sérgio Gargioni, financiadora do projeto, também estava presente, assim como arqueólogos da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), pois a peça será encaminhada ao laboratório de Arqueologia da instituição para trabalhos de recuperação, e por equipes da Uniasselvi e Set Produções, responsáveis por pesquisas históricas e documentário.
Esses objetos serão retirados do fundo do mar do acesso sul da Ilha de Santa Catarina até agosto, assim como um canhão de bronze com mais de três metros de comprimento, com data de fundição e outras inscrições, além de objetos menores, como fragmentos de cerâmica, pedaços de madeira, pedras de lastro que eram utilizadas para as embarcações não balançarem e projéteis de vários calibres.
O Projeto Barra Sul faz pesquisas no acesso marítimo sul da Ilha de Santa Catarina desde 2005, região considerada um verdadeiro cemitério de navios, pois fazia parte da rota das navegações - era o último porto de abastecimento antes do Rio da Prata.
De acordo com documentos históricos, o local, na época denominado Porto dos Patos, abriga, nas profundezas de suas águas , no mínimo oito naufrágios. “Quando eles adentravam a baía Sul para se abastecerem de provisões, eram surpreendidos com a geografia acidentada do leito marinho, com bancos de areia móveis, e muitas vezes pegavam até mesmo um inesperado vento Sul. Era um ponto crítico, muitas não conseguiam entrar no estreito canal de acesso sul da Ilha de Santa Catarina, e naufragavam”, relata Gabriel Corrêa, diretor do Projeto Barra Sul.
Planeta Universitário

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28 junho, 2011

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 28-6-11

Torre do Banespa em São Paulo, é tombada por patrimônio histórico

Condephaat tombou Edifício Altino Arantes em reunião nesta segunda-feira.
Pedido de preservação de prédio inaugurado em 1947 foi feito há 14 anos.
Edifício Altino Arantes, no Centro de São Paulo (Foto: Claudia Silveira/G1)O Edifício Altino Arantes, conhecido como Torre do Banespa, no Centro de São Paulo, teve o tombamento aprovado por unanimidade pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) durante reunião nesta segunda-feira (20). O pedido inicial foi feito em 1997 por funcionários do banco, mas os estudos de tombamento começaram em janeiro de 2010, segundo a Secretaria de Estado da Cultura.
O prédio era tombado pelo município desde 1992. Segundo a resolução de tombamento estadual, externamente preservam-se “volumetria, fachadas e terraço de cobertura”. Internamente, foram incluídos os pavimentos do subsolo ao sexto, “excluindo-se o quarto e os demais pavimentos da torre até a cobertura”. Móveis “identificados com a prática e funcionamento da instituição financeira” também entraram no tombamento, como mesas e cadeiras.
O edifício inaugurado em 1947 demorou oito anos para ser construído. O prédio de 161,22 metros de altura foi erguido para abrigar a sede do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), já que a diretoria planejava estabelecer-se em um prédio maior. Assinado por Plínio Botelho do Amaral, o projeto acabou executado pela empresa Camargo & Mesquita.
Na década de 60, o edifício ganhou o nome de Altino Arantes em homenagem ao primeiro presidente brasileiro do banco. Trinta anos depois, algumas áreas do prédio foram tombadas pelo patrimônio histórico, como o hall, as galerias, a caixa forte, 5º e 6º andares e a torre.
A caixa forte do edifício mantém as características originais, como porta circular de 16 toneladas e 2 mil cofres de aluguel de diversos tamanhos. No 5º andar, existem lustres e lambris que foram restaurados, sendo que todo o andar é revestido em jacarandá paulista. O 6º andar foi restaurado em 1969 para acomodar a presidência do banco.
Os números do Edifício Altino Arantes:
- 17.951 metros quadrados de área construída
- altura do prédio: 161,22 m
- altura do farol: 11,7 m
- altura do mastro da bandeira: 9 m
- pé direito do saguão: 16 m
- raio de visibilidade da torre: 40.000 m
- velocidade dos elevadores por minuto: 210 m
- número de andares: 35
- número de degraus: 900
- número de elevadores: 14
- número de janelas: 1.119
- peso do edifício: 45.500.000 Kg
- reservatório de água: 500.000 litros
Do G1 SP

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27 junho, 2011

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 27-6-11

Submersa há 70 anos, cidade histórica do Rio volta à tona
Setenta anos após ser lançada ao ostracismo, distrito de São João Marcos inaugura hoje o primeiro centro arqueológico urbano do Estado


A ingreja da Matriz. Reza a lenda que o único homem que aceitou participar da explosão da capela ficou corcunda
Da riqueza e desenvolvimento à miséria. Do posto de “exemplo intacto de arquitetura colonial” a uma área submersa e reduzida a escombros, o pequeno distrito fluminense de São João Marcos jamais esmoreceu. Lendas parecem ter surgido como escudo de proteção ao lugar. “O homem que implodiu a igreja da Matriz ficou corcunda”, reverbera uma delas. Nesta quinta-feira (9), a cidade será reinaugurada. Não como porto seguro para quem busca casa no campo, discos e livros. Adornada por ruínas que se mantiveram fiéis à História, será o primeiro sítio arqueológico urbano do Rio.
Depois de ostentar a glória de ter sido o segundo município mais populoso do Estado, com cerca de 20 mil habitantes (no século 19), e de ser o primeiro do País tombado pelo valor arquitetônico de suas construções pelo então Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), São João Marcos – na região do Vale do Paraíba – foi esvaziado para dar lugar a uma barragem (no século 20). Na época, 1940, o presidente Getúlio Vargas queria superar os entraves que impediam o progresso da capital.

O que sobrou da igreja

Era preciso gerar energia elétrica e melhorar o abastecimento de água do então distrito federal, e coube a São Marcos dar à luz esse sonho. Engenheiros da Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Company, a companhia de eletricidade do Estado, concluíram que a melhor opção seria criar uma represa e uma hidrelétrica na região. Mas São Marcos estava no meio do caminho. Para o projeto ir à frente, seria necessário inundar a maior parte da cidade (pelo menos 90 fazendas).
Para afugentar os moradores que insistiam em ficar na parte que não foi inundada, a arquitetura local – “destombada” pelo próprio Vargas – foi pelos ares. Nem o cemitério ficou imune (este, em vez de implodido foi remanejado). “Depois disso apareceram certas árvores na cidade, conhecidas como mulungus, que dão flores vermelhas. A população local acredita que é o sangue de moradores tristes com o fim do lugar”, conta Luiz Felipe Younes, coordenador do parque.
“Poucos sabem o que aconteceu”, diz patrocinador

Teatro Tibiriça

O hoje distrito de Rio Claro já foi o município mais rico do Rio. Produzia anualmente 2 milhões de arrobas de café. Fundado em 1733, por bandeirantes, não levou muito tempo para crescer.
Em pleno século 18 dispunha de teatro, escola, delegacia e estrada de pedra que recebiam artistas de óperas e músicos conhecidos naquele período. Famílias abastadas contavam com preceptores estrangeiros para garantir educação a seus rebentos. Barões e escravos tinham suas próprias igrejas. O bem-estar da população não era geral mas garantiria um bom IDH, se o índice já existisse.
Com a abolição, São João Marcos sofreu o primeiro golpe: perdeu espaço para São Paulo, que passou a dominar a produção cafeeira. Seguiu ladeira abaixo e, no século seguinte, foi obrigada até a abrir mão do status de cidade. O Sphan bem que tentou dar uma força com o tombamento, mas não teve jeito. As águas rolaram.
“Poucos sabem o que aconteceu a essa cidade que, por estar situada às margens da Barragem de Ribeirão das Lajes, teve sua história definida por decisões do governo Vargas”, diz, por e-mail, Jerson Kelman, presidente da Light, empresa que sucedeu a Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Company. A iniciativa de preservar as ruínas foi da empresa e recebeu apoio – via incentivos fiscais – do governo do Rio. Foram investidos R$ 5,8 milhões.

E o que restou do teatro

Parque espera receber 3 mil visitantes por ano
Terra natal do ex-prefeito Pereira Passos e do ex-ministro e imortal Ataulfo de Paiva, São João não perde seus marcos. Abandona de vez a pecha de cidade fantasma e se torna a primeira no Estado a ser totalmente resgatada por meio de pesquisas históricas e trabalhos arqueológicos. “É um projeto pioneiro que opera a mágica de recuperar uma cidade desaparecida, mas de história tão rica, através de atividades de arqueologia, museografia e museologia”, afirmou por e-mail a secretária de Cultura Adriana Rattes.
De acordo com o coordenador do parque, Luiz Felipe Younes, apesar da construção da barragem e das implosões, as construções não ficaram completamente sob águas ou encobertas pela Mata Atlântica - embora 72 fazendas permaneçam submersas. Segundo ele, os turistas terão a oportunidade de viajar no tempo durante um circuito pela antiga cidade.
A visitação inclui o ossuário da Igreja Matriz, parte da estrutura do Teatro Tibiriçá, trechos da antiga Estrada Imperial e suas pontes de pedra, além de cerca de duas mil peças descobertas nas escavações como louças, moedas, objetos pessoais, porcelanas e tijolos mais brutos.
O parque, localizado a 128 km da capital fluminense, conta com 930 mil metros quadrados. São 3 quilômetros com sinalização (de posição, ambiental, histórica e arqueológica). Historiadores, museólogos, arqueólogos, arquitetos, paisagistas, passaram quatro anos dedicados à missão.
Conhecer o lugar não custa nada. A entrada é franca. As visitações poderão ser feitas de quarta-feira a domingo, das 10h às 16h. Será preciso percorrer dois quilômetros da Estrada Imperial (que ligava Minas Gerais à cidade litorânea de Mangaratiba, no Rio).
Além de trilhas e das ruínas históricas da ex-cidade – passeio que dura cerca de 40 minutos –, os turistas encontrarão um Centro de Memória que conta de forma lúdica o passado, além dos resultados das pesquisas históricas e arqueológicas. Há ainda um anfiteatro e cafeteira.
Flávia Salme, iG Rio de Janeiro
Último Segundo
Foto: Acervo Light
Foto: Acervo Light
Foto: Acervo Light
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22 junho, 2011

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 22-6-11

Museu do Portão em Curitiba, agoniza sete anos de esquecimento
O complexo do Centro Cultural Portão tem uma área total de 4.800 metros quadrados que eram compostos por uma biblioteca, uma sala de cinema, um auditório, oficinas e ateliês. O Museu Metropolitano de Arte de Curitiba (Muma), que integra o complexo, possui três salas de exposições. Há ainda duas áreas de reserva técnica e no local também funcionava o Clube do Xadrez. Todo esse espaço está fechado desde 2005 esperando pela reforma anunciada pela Prefeitura de Curitiba na época.
A obra deveria ter sido iniciada em 2006 com recursos financiados pelo Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU). Como o governo não honrou o contrato de empréstimo, a Prefeitura obteve recursos pela transferência de potencial construtivo e anunciou as obras para 2008 com um investimento de R$ 3,5 milhões. Porém, de fato, elas começaram apenas em 2009 e ainda não terminaram. Segundo o último anúncio da administração municipal, o complexo deve ser entregue no primeiro semestre de 2012, com um tempo total de sete anos de espera e investimento de R$ 5 milhões.
No caso do Muma, o atraso na entrega trouxe outro problema: a falta de segurança. “Já fui assaltada e vi várias pessoas sendo roubadas por aqui”, conta Léia Lucia, que trabalha na rua de trás do Muma e passa pelo corredor formado com os tapumes da obra que ligam a República Argentina — onde fica o terminal do Portão — com a José Sikora. O espaço, que não tem calçada e iluminação, tornou-se um local apropriado para os criminosos.
Kelly da Silva Moraes, que também trabalha na região conta que às vezes tem que passar pelo local às 22, 23 horas e fica bastante receosa. “Já passei por situações constrangedoras, com homens dizendo besteiras e acabei voltando correndo para o trabalho, com medo”, conta.
Antonio Carlos Anziliero, que mora na região e freqüentemente passa pelo local com sua filha Mirela, espera que a obra seja concluída logo. “Seria ótimo ter um centro cultural aqui por perto. Nem me lembro deste espaço aberto e em funcionamento”, afirma. (AK)
Bem Paraná

Cuba: embargo prejudica resgate do legado de Hemingway
HAVANA, Cuba — O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "não mudou muito" a política americana para Cuba, e o embargo entorpece o resgate do patrimônio de Ernest Hemingway, afirmou nesta quinta-feira, em Havana, Jenny Phillips, neta de Maxwell Perkins, editor do Nobel de Literatura.
"Durante os mandatos do presidente (Bill) Clinton parecia haver uma abertura; com (George W) Bush as coisas se tornaram muito difíceis, rígidas, inflexíveis. O presidente Obama não mudou muito as políticas", disse ela à imprensa.
Jenny e o marido Frank Phillips presidem a fundação americana "Finca Vigía" voltada para a colaboração com a restauração do patrimônio do escritor (casa, iate, livros, fotos, carros, manuscritos) resguardado na propriedade de mesmo nome, Finca Vigía -a 25 km de Havana-, a residência onde passou a maior parte dos quase 20 anos em Cuba, desde 1939.
Os dois participam do 13º colóquio internacional, de quatro dias, sobre a vida e a obra do escritor, do qual ficaram de fora 14 especialistas americanos, não autorizados pelo Departamento do Tesouro, segundo os organizadores.
"Muitos amigos tiveram sérias dificultades para chegar a Cuba", disse a presidente do Conselho Nacional de Patrimônio Cultural, Margarita Ruiz, na abertura do evento que, este ano, comemora os 50 anos de morte do escritor (1899-1961).
"É um reflexo da situação política", comentou Phillips.
A fundação administra recursos para restaurações, em Cuba, como parte de um acordo entre os dois governos de 2001, embora limitados pelas leis de embargo, vigentes desde 1962.
"Tudo o que possamos fazer está limitado, de qualquer forma, pelo embargo. Temos sido capazes de algumas realizações, apesar da situação política tão difícil. Uma das coisas que mais me alegra deste projeto é o fato de estarmos junto aos cubanos, acima de qualquer viés político", expressou Phillips.
O colóquio coincide este ano, também, com os 50 anos da entrega da propriedade de Finca Vigía ao Estado cubano, por parte da viúva de Hemingway, Mary Welsh, e os 85 anos da publicação de seu romance "Fiesta" (O Sol Nasce Sempre).
"Hemingway sempre pensava na morte, estava como que obcecado com o pensamento do suicídio.
Prometeu muitas vezes que não o faria, mas sempre esteve afetado pela morte do próprio pai desta forma e achava que, de alguma forma, estava predestinado a isso", disse Phillips.
Hemingway morreu vítima de um disparo de sua escopeta de caça. Algumas versões sustentam que foi suicídio e, outras, um acidente, enquanto limpava a arma.
AFP

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21 junho, 2011

PODE CRER, É VERDADE! - 21-6-11

Saiba mais sobre a história do Theatro Municipal de São Paulo

Reforma do Theatro Municipal de São Paulo durou 2 anos

No dia em quem São Paulo ganha novamente o glamour do Theatro Municipal, o eBand relembra alguns dos principais momentos de um dos cartões postais da cidade.
O surgimento
Em 12 de setembro de 1911, um sonho foi realizado. A cidade de São Paulo ganhara, finalmente, um teatro municipal. Mas não era qualquer teatro, e sim um centro cultural que, na época, arrancou aplausos de todos, dos amantes aos críticos de arte, dos paulistanos e também dos turistas. A arquitetura ousada, inspirada nos movimentos renascentista e barroco, posicionaram o Theatro Municipal como um dos principais edifícios do gênero no país.
Era um desejo antigo da população, que desde 1898 estava órfão de um grande complexo cultural. O Teatro São José, na Praça João Mendes, era o ponto de encontro da época, mas foi vítima de um incêndio que destruiu não só sua estrutura, mas também o desejo dos paulistanos de conferirem importantes manifestações artísticas. Não se tratava apenas de cultura, e sim de glamour, de integração com o alto escalão da cidade. Da sensação de ter um passatempo até então desfrutado com requinte apenas no continente europeu.
Da apresentação de Hamlet, de Ambroise Thomas, em sua estreia, à fatídica Semana de Arte Moderna de 1922, o Theatro Municipal se destacava em meio a uma região gloriosa, repleta de atrativos, como a Catedral Metropolitana (Praça da Sé) e a Estação da Luz. O tempo passou, as visões de mundo mudaram, mas o teatro seguiu como principal casa de espetáculos da cidade. A fama do espaço correu o mundo, incentivando artistas renomados a cravaram seu nome na programação - e a pessoas se enfileirarem em busca de ingressos. É neste momento que São Paulo passa a fazer parte do calendário de cultura do mundo.
As reformas
Veio então a primeira grande reformulação do teatro, em 1952. Após dois anos de recesso, o Theatro Municipal reinaugurou e mostrou à cidade uma faceta moderna, fruto da aparente necessidade de evolução que reinava na sociedade. Em meados de 1981, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico tombou o Theatro Municipal, tornando-o parte do Patrimônio Histórico do estado. O título rendeu, quatro anos mais tarde, mais uma revitalização, desta vez com o foco exatamente inverso. A ideia de resgatar as origens do teatro perdurou por três anos, até que, em 1988, a população pode rever a fachada que há 77 anos arrancava suspiros de quem passasse pela região.
Degradação do centro
A execução do projeto agradou, mas perdeu parte de sua importância pelo mau momento vivido pelo centro da cidade. Os prédios históricos da região foram esquecidos na mesma velocidade que o local se transformou em um ponto perigoso, tomado por traficantes de drogas, viciados, prostitutas e indigentes. O que era para ser uma sala de visitas se transformou no terreno dos fundos.
Os imóveis estavam sem condições de uso, o comércio passou a sobreviver da venda de produtos piratas e a administração pública, na tentativa de solucionar outros problemas, construiu viadutos, calçadões e instalou famílias sem-teto em prédios abandonados. Nada adiantou, e o pior: as ações desvalorizaram ainda mais a região.
Projeto de revitalização
Nos últimos anos, porém, os governos da capital e do estado trabalham para recuperar monumentos do centro. A Estação da Luz, a Pinacoteca e a Sala São Paulo já passaram por este processo, apesar de conviverem ainda com o pobre reduto da região. A Cracolândia, tomada por usuários e traficantes de drogas, será desapropriada e suas construções demolidas. Os dez quarteirões de área serão leiloados a empresas. Já a área do Theatro Municipal ganhará o reforço de um projeto audacioso, chamado “Praça das Artes”. A prefeitura trabalha no plano desde 2006 para transformar 30 mil metros quadrados em uma espécie de núcleo cultural. A construção será entre a avenida São João e as ruas Conselheiro Crispiniano e Formosa. Salas de ensaio, de aulas, cafés, restaurante e até um cinema farão parte do local.
É o que falta para a maior estrela da cidade voltar a brilhar, desta vez ao lado de outras constelações.
Renê Castro
Band
Foto: Sylvia Masini

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20 junho, 2011

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 20-6-11

Arqueólogos encontram restos pré-históricos em ilha escocesa
Arqueólogos descobriram os restos de um assentamento que pode datar da Idade do Ferro em uma ilha remota da Escócia.
As descobertas foram feitas durante um projeto de cinco anos para criar o registro de mapeamento mais completo do patrimônio construído do arquipélago St. Kilda. A pesquisa, que começou em 2007 e deverá ser concluída no final desse ano, utiliza tecnologia via satélite e digital para mapear os traços de ocupação humana nas ilhas no início da pré-história até as suas modernas instalações militares.
Anteriormente, se pensava que a ilha Boreray de St. Kilda era apenas visitada por moradores para caçar aves marinhas e recolher lã de ovelha. Agora, os arqueólogos encontraram um sistema extenso de campo agrícola e terraços para cultivar colheitas lá. Também encontraram um edifício de pedra intacto, enterrado sob o solo.
O grupo de ilhas St. Kilda é a parte mais remota das Ilhas Britânicas, a 66 quilômetros a oeste das ilhas ocidentais. Hirta, a principal ilha de St. Kilda, foi ocupada até 1930, quando os últimos moradores foram retirados de lá porque seu modo de vida já não era sustentável.
Pesquisadores disseram que ferramentas simples encontradas em Hirta sugerem que viajantes da Idade do Bronze podem ter visitado St. Kilda 4.000 a 5.000 anos atrás, antes de pessoas se estabelecerem lá, em uma data desconhecida.
Boreray é o lar de milhares de aves marinhas e ovinos selvagens. O solo da ilha é fértil justamente por causa das ações de aves marinhas. O ponto mais alto da ilha eleva-se apenas 384 metros.
As descobertas sugerem que Boreray, bem como Hirta, tinha moradores. A equipe de pesquisa disse que o edifício de pedra encontrado está entre os três montes de antigos assentamentos. Poderia conter artefatos da Idade do Ferro.
Até agora, os cientistas pensavam que Boreray era apenas visitada para caça e coleta sazonal pelo povo de Hirta. Os novos resultados mostram que uma comunidade agrícola realmente viveu na ilha, talvez já em período pré-histórico. Os restos agrícolas são uma pequena amostra da vida de quem morou por um tempo em Boreray.
Hype Science

Pescadores acham navio do século XVI com US$ 70 mi em porcelanas
 

Foto: AFP
Imagem divulgada nesta sexta-feira mostra mergulhador inspecionando peça de porcelana

A organização privada portuguesa Arqueonautas Worldwide (AWW) anunciou nesta sexta-feira a descoberta de uma carga de porcelana da dinastia Ming avaliada em US$ 70 milhões. Segundo os pesquisadores, as porcelanas foram encontradas em um navio de 1580 d.C. no mar de Java, a 150 km da costa da Indonésia, por pescadores.
A AWW afirma que foram encontradas aproximadamente 700 mil peças, o que, de acordo com a organização, é a maior carga de porcelana Ming já descoberta.
Ainda de acordo com a Arqueonautas, o navio foi encontrado em 2009 por pescadores. A organização afirma que recebeu autorização do governo da Indonésia para proteger o local de saqueadores e para estudar o navio.
Terra
Com informações da agência AFP.


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17 junho, 2011

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 17-6-11

Reforma do Teatro Municipal de SP moderniza palco e acomoda obesos


Plateia passa a ter seis cadeiras para obesos e espaço para cadeirantes
O Teatro Municipal de São Paulo se prepara para reabrir as portas ao público neste domingo (12) após uma reforma que durou dois anos e oito meses e consumiu R$ 28,3 milhões em recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Prefeitura de São Paulo. Vitrais, portas, cortinas, tapetes, pinturas, assoalho, som, iluminação e poltronas não foram ignorados pelo time de profissionais que tocaram a obra, entre eles arquitetos, engenheiros, eletricistas e historiadores.
“Nós queríamos fazer uma grande restauração, resgatar o projeto inicial do teatro”, diz a arquiteta Rafaela Bernardes, do Departamento do Patrimônio Histórico da Prefeitura e uma das responsáveis pela reforma.
O Teatro Municipal foi inaugurado em setembro de 1911 inspirado na Ópera de Paris e tem, na arquitetura exterior, traços renascentistas barrocos do século 17. O prédio passou por duas grandes reformas: a primeira entre 1951 e 1955, e a segunda entre 1986 e 1991. Nesta reforma atual, a mudança é sutil e pode ser notada, por exemplo, na perfeição das pinturas murais que ornamentam paredes e tetos, na limpeza dos vitrais, na cor viva dos tapetes e das cortinas.
“Nós restauramos 25 conjuntos de vitrais”, contabiliza Rafaela. Para isso, eles eram removidos, desmontados, limpos e remontados. O teatro virou um grande canteiro de obras com ateliês montados onde houvesse espaço. “O trabalho de restauro das peças foi quase todo feito aqui mesmo”, detalha Rafaela.
As exceções ficaram por conta dos vitrais, que foram restaurados em um ateliê fora do teatro, e as poltronas da sala de espetáculos, que viajaram para Curitiba. Antes de serem retiradas, no entanto, elas foram mapeadas e catalogadas para que voltassem para o exato lugar onde estavam antes por causa da curvatura da sala. Quando voltaram, o forro verde tinha dado lugar a um vermelho intenso. A mudança foi para retomar a cor que era usada nas cadeiras nos anos 1950.
Após a reforma, os 1,5 mil lugares foram mantidos, mas foram criados seis assentos para obesos e quatro lugares para cadeirantes. O palco foi o único a passar por uma mudança mais intensa, para modernização. Segundo Lilian Jaha, arquiteta do Teatro Municipal, as paredes do fosso – onde costuma ser instalada a orquestra – recebeu inclinação para melhorar o retorno do som para o palco.
A iluminação e a infraestrutura do palco também passaram por reforma. Os espetáculos a serem apresentados no teatro contarão com um sistema computadorizado de som e terão mais liberdade no cenário graças ao reforço de varas que aguentam até 900 kg. A capacidade das anteriores era de até 200 kg.
A programação da temporada 2011 do Teatro Municipal de São Paulo já foi divulgada e pode ser consultada no site do teatro.
Serviço:
Teatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Centro
Telefone: (11) 3397-0300 / Bilheteria: (11) 3397-0327
Midia News

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16 junho, 2011

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 16-6-11

Capela de Santo Antônio em São Roque-SP, completa 330 anos


Considerada um dos maiores patrimônios histórico e arquitetônico do país, a Capela de Santo Antonio completa nessa semana 330 anos de existência.
Parte integrante do conjunto arquitetônico do Sítio Santo Antônio, a capela foi construída por Fernão Paes de Barros em 1681, e é considerada, juntamente com a Casa Grande como a mais antiga edificação construída em taipa de pilão de todo o Estado de São Paulo.
Com 70 anos de tombamento concedido pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o conjunto arquitetônico foi descoberto em 1937 em situação precária, onde quase metade do prédio da Casa Grande já havia ruído.
A riqueza arquitetônica da edificação já foi objeto de estudos e teses acadêmicas. O arquiteto Lucio Costa, responsável pelo projeto do Plano Piloto de Brasília, foi um dos primeiros profissionais renomados a identificar as manifestações de arte genuinamente brasileira que o local apresenta.
Adquirida pelo escritor modernista Mário de Andrade, que em 1944 doou os imóveis ao Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, exigindo apenas uma condição para tal feito: ser o zelador deste patrimônio enquanto estivesse vivo.
Em critérios de conservação, a primeira restauração foi realizada durante quase toda a década de 40, sendo que em 1965 o interior da Capela sofreu uma nova intervenção para a reconstituição das tábuas do altar principal. No início dos anos 90 foi realizado um novo estudo para a conservação dos elementos decorativos, que vinham sendo deteriorados pela ação dos raios ultravioleta.
Inserido numa paisagem permeada por extenso gramado, lagos e grande porção de mata nativa, o conjunto arquitetônico já serviu de locação para a produção de filmes e documentários e faz parte de dois importantes roteiros turísticos do interior paulista: Roteiro Taypa de Pilão e o Roteiro dos Bandeirantes, devido a sua grande importância arquitetônica.
O sítio Santo Antônio está aberto à visitação pública aos sábados, domingo e feriados, das 9h30 às 16h30. Em comemoração aos 330 anos não serão cobradas tarifas para visitação no próximo domingo, 12 de junho.
Guia São Roque

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15 junho, 2011

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 15-6-11

Restauração da igreja matriz de Paraty (RJ) é concluída
A Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, em Paraty (RJ), foi entregue neste domingo (dia 5) à população totalmente restaurada, durante a tradicional Festa do Divino Espírito Santo. Devido à complexidade dos serviços e à dimensão da igreja, as obras foram divididas em duas etapas e ao todo duraram 31 meses. A informação é do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Ao todo, nas duas etapas, foram investidos R$ 4,25 milhões pelas empresas BNDES, Petrobrás, Furnas e Eletrobrás.
A Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios foi construída entre 1787 e 1873 e tombada pelo Iphan em 1962 pela importância histórica, junto com o acervo. A execução de todos os serviços de restauração foram supervisionados e orientados pela Superintendência do Iphan do Rio de Janeiro e pelo Escritório Técnico na Costa Verde, sediado em Paraty.
Panrotas

Parque Arqueológico resgata história de cidade desaparecida
Acontece hoje a abertura do primeiro sítio arqueológico do país, localizado em uma região antes urbanizada: o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos. Coordenado pela Light, com o apoio da Secretaria de Cultura, através da Lei do ICMS, o projeto resgatou a cidade de São João Marcos, despovoada há mais de sete décadas devido à necessidade de ampliação da represa de Ribeirão das Lages. A iniciativa também recupera a memória de uma das épocas mais importantes da economia fluminense, a do Ciclo do Café, no século XIX.
As ruínas de São João Marcos - que, atualmente, é um distrito de Rio Claro - são comparadas às da cidade italiana de Pompeia, destruída no ano 79 d.C pela erupção de um vulcão. Os turistas terão a oportunidade de viajar no tempo durante um circuito com duração de cerca de 40 minutos pela antiga cidade. Consta no roteiro do passeio visita ao ossuário da Igreja Matriz, parte da estrutura do Teatro Tibiriçá, trechos da antiga Estrada Imperial e suas pontes de pedra e cerca de duas mil peças descobertas nas escavações: louças, moedas, objetos pessoais, porcelanas e tijolos mais brutos.
"O Governo do Estado tem alegria e prazer em fazer parte de um projeto pioneiro, que opera a mágica de recuperar uma cidade desaparecida, mas de história tão rica, através de atividades de arqueologia, museografia e museologia. O parque convidará alunos, professores, moradores e visitantes a conhecer e a refletir sobre a vida e a cultura do Vale do Paraíba. Assim, conhecerão melhor suas origens e a si próprios", afirmou a secretária de Cultura, Adriana Rattes.
Pompeia fluminense
O Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos - tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) em 1990 - tem uma área total de 930mil metros quadrados, que inclui mata e espelho d'água. A trilha, que ficará aberta de quarta-feira a domingo, das 10 às 16 horas, tem três quilômetros com sinalização de posição, ambiental, histórica e arqueológica. A área de exposição, de 100 metros quadrados, conta com uma maquete da cidade original, uma mostra permanente em forma de almanaque sobre a antiga cidade e sua cultura, um vídeo de apresentação da região e uma série de fotografias do local.
"O objetivo é valorizar a cultura de São João, que tem 72 fazendas submersas. Queremos levar a história da região aos municípios vizinhos. O visitante poderá desfrutar do resultado de pesquisas históricas e arqueológicas e do tratamento paisagístico feito no espaço. O empreendimento conta com anfiteatro, cafeteria e é adequado para receber até 280 visitantes por dia", disse o coordenador-executivo do projeto do Parque de São João Marcos, Luis Felipe Younes.
A Voz da Cidade

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14 junho, 2011

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 14-6-11

Teatro Municipal de São Paulo fica próximo do projeto original
Em 12 de setembro de 1911, cem carros - um terço da frota paulistana à época - se acumularam em torno do Theatro Municipal. O primeiro congestionamento da cidade aconteceu para a inauguração do teatro, que, neste domingo, reabre após sua terceira reforma - a que conseguiu deixá-lo mais próximo do projeto original.
"Queríamos chegar à aparência mais antiga possível", contou à Veja São Paulo a arquiteta Rafaela Bernardes, do Departamento de Patrimônio Histórico da prefeitura. "Raspamos a parede da plateia até acharmos a primeira camada de tinta, da década de 50", relata. Após descobrirem a cor avermelhada, foi decidido que as poltronas e a tapeçaria novamente seriam vermelhas, substituindo o verde que dominava a decoração desde a segunda reforma, de 1985. As paredes também voltam à cor original, simulando mármore.
As poltronas, aliás, receberam atenção especial durante a reforma: após serem descoladas e desparafusadas, receberam uma identificação de sua exata localização. Isso porque cada uma delas é única: as filas seguem uma leve curva e, por isso, cada assento tem uma curvatura diferente, dependendo da localização.
Programação maior
Os ingressos para o concerto de reabertura no domingo já estão esgotados - haverá outros dois hoje e amanhã, mas apenas para convidados.
Felizmente, quem quiser conferir o novo Theatro Municipal terá diversas oportunidades. Nos próximos anos, a programação deve se tornar mais variada, após o sistema de varas (que armazena os cenários) ser ampliado - agora, permitirá a troca mais rápida deles, além de montar dois espetáculos ao mesmo tempo. Além disso, as visitas monitoradas devem ser retomadas.
Novos espaços culturais devem ocupar entorno
Ao menos dois espaços culturais devem ser construídos no entorno do Theatro Municipal. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o projeto da Estação das Artes, que vai funcionar nas imediações, inclui espaço para aulas, bibliotecas e recitais, além de salas de ensaio para as orquestras, corais e corpos de dança - ajudando a liberar o Municipal.
Também há o projeto de um novo Sesc na região, o Sesc 24 de Maio, no antigo prédio da Mesbla. Apresentado em 2009, o projeto previa um espaço com teatro, clínica com consultórios odontológicos, restaurante, praça para café, áreas de convivência e leitura e brinquedoteca, além de uma piscina com solário e áreas para prática de atividades físicas.
Há também o projeto de construção de um estacionamento nas esquinas das ruas 24 de Maio e Conselheiro Crispiniano.

rafael mulinari/destak
O vermelho da decoração original volta, substituindo o verde que dominava as poltronas desde 1985

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13 junho, 2011

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 13-6-11

Justiça obriga Iphan a multar quem agir contra patrimônio histórico
Órgão deverá seguir decreto de sua fundação e agir com poder de polícia.
A decisão é em segunda instância e não cabe mais recurso.
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região do Rio de Janeiro condenou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a aplicar multas por danos a bens tombados pela União. Segundo o tribunal, não cabe mais recurso, uma vez que o Iphan não recorreu da decisão em segunda instância. O G1 procurou a assessoria do órgão e aguarda resposta.
Um inquérito civil que apurou a inércia de mais de 70 anos no cumprimento do decreto-lei de criação do instituto quanto a fiscalização teria motivado a ação movida pelo MPF. Segundo nota do Ministério Público Federal (MPF), a intenção é evitar a impunidade.
A decisão, em segunda instância, rejeitou a tese do Iphan, que contestou o efeito nacional da ordem judicial, tomada pela 2ª Vara Federal de Petrópolis, e a adequação da ação civil pública para abordar esse problema.
O instituto, depois da primeira decisão judicial, chegou a editar uma portaria (187/2010) para regulamentar a apuração e a punição de infratores, mas ainda assim decidiu recorrer da sentença. Em segunda instância, não houve recurso.
Segundo a decisão do juiz federal Flávio Oliveira Lucas, o Iphan deverá pagar multa por cada vez que deixar de atuar.
Do G1, em Brasília

Chineses acham ruínas de povoado de 2.500 anos
Um grupo de arqueólogos chineses encontrou as ruínas de um antigo povoado de ao menos 2.500 anos na província de Yunnan, no sul do país, informou a agência de notícias estatal Xinhua na quarta-feira.
Os pesquisadores do Instituto de Patrimônio e Arqueologia de Yunnan localizaram as ruínas de 20 casas agrupadas em fileiras de quatro imóveis que medem de 15 a 25 metros quadrados cada. Há também 20 túmulos nas proximidades do sítio.
Peças de barro, bronze e pedra, além de ossos de animais, estavam no interior das construções, segundo informou um membro da equipe de escavação, Jiang Zhilong.
O especialista explicou ainda que a maioria dos imóveis era usada como moradia, embora fosse possível que alguns tenham servido como escritórios.
Descoberto em 2009, o local tem ao menos 10 mil metros quadrados de extensão, e a primeira fase de escavação do terreno começou no ano passado.
EFE
Folha de São Paulo

Encadernação feita por brasileira é exposta na Bélgica

Exposição foi aberta durante o Fórum Internacional de Encadernação Artística, que contou com a participação de diretoras da ABER
A Associação Brasileira de Encadernação e Reparo participou do X Fórum Internacional de Encadernação Artística entre os dias 26 e 29 de maio, na Bélgica. A ABER foi representada pela presidente Norma Cianflone Cassares e pela vice-presidente Estela Vilela. Uma dos destaques da programação foi a abertura de uma exposição sobre encadernação artística, em cartaz na Biblioteca Biekorf de Bruges, até 9 de julho, que conta com a encadernação feita por Estela Vilela para o livro Bug-Jargal, de Victor Hugo. O livro de Estela também foi destaque da edição deste mês da revista francesa "Art & Métiers du Livre".
PublishNews




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10 junho, 2011

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 10-6-11

Confira a lista completa dos indicados ao Prêmio da Música Brasileira 2011
CATEGORIA ARRANJADOR
ARRANJADOR
Cristóvão Bastos por 'Tantas Marés' - Edu Lobo
Mario Adnet por 'O samba vai' - Mario Adnet
Paulão 7 Cordas por 'Bodas de coral no samba brasileiro' - Délcio Carvalho e Dona Ivone Lara
CATEGORIA CANÇÃO
MELHOR CANÇÃO
'Baila no ar', de Dona Ivone Lara, Délcio Carvalho e André Lara - intérpretes Délcio Carvalho e Dona Ivone Lara (CD 'Bodas de coral no samba brasileiro')
'Dolores e suas desilusões', de Monarco e Mauro Diniz - intérprete Zeca Pagodinho (CD 'Vida da minha vida')
'Procissão da padroeira', de Guinga e Paulo César Pinheiro - intérprete Ilana Volcov (CD 'Banguê')
CATEGORIA PROJETO VISUAL
ARTISTA
DJ Tudo, disco 'Nos quintais do mundo' - Daniel Cabral
Pato Fu, disco 'Música de brinquedo' - Andréia Costa Gomes
Paulo César Pinheiro, disco 'Capoeira de Besouro' - Gringo Cardia
CATEGORIA REVELAÇÃO
ARTISTA
Luísa Maita
Tulipa Ruiz
Vitor Garbelotto
CATEGORIA CANÇÃO POPULAR
MELHOR ÁLBUM
'Cabaret do Rossi', de Reginaldo Rossi, produtores Antônio Mojica e Victor Kelly
'Cine Tropical', de Criolina, produtores Evaldo Luna e Criolina
'Roupa Nova 30 anos ao vivo', de Roupa Nova, produtor Roupa Nova
MELHOR DUPLA
Criolina ('Cine Tropical')
Victor e Léo ('Boa sorte pra você')
Zezé Di Camargo & Luciano ('Double face')
MELHOR GRUPO
Roupa Nova ('Roupa Nova 30 anos ao vivo')
Sua mãe ('The very best of the greatest hits')
The Fevers ('Vem Dançar II')
MELHOR CANTOR
Bebeto ('Prazer, eu sou Bebeto')
Leonardo ('Alucinação')
Reginaldo Rossi ('Cabaret do Rossi')
MELHOR CANTORA
Hebe Camargo ('Mulher')
Maga Lieri ('Bem acompanhada')
Sandra de Sá ('África Natividade')
CATEGORIA INSTRUMENTAL
MELHOR ÁLBUM
'Cristal', de Marco Pereira, produtor Swami Jr.
'Gismontipascoal' - a música de Egberto e Hermeto', de Hamilton de Holanda e André Mehmari, produtores Hamilton de Holanda e André Mehmari
'Lado B', de Yamandu Costa e Dominguinhos, produtores Yamandu Costa e Dominguinhos
MELHOR SOLISTA
Dominguinhos ('Lado B')
Hamilton de Holanda ('Esperança - ao vivo na Europa')
Yamandu Costa ('Lado B')
MELHOR GRUPO
Hamilton de Holanda Quinteto e Orquestra Brasilianos ('Sinfonia Monumental')
SA GRAMA ('Chão batido, palco, picadeiro')
Trio de câmara brasileiro ('Saudades da Princesa')
CATEGORIA MPB
MELHOR ÁLBUM
'Johnny Alf ao vivo e à vontade com seus convidados', de Johnny Alf, produtor Nelson Valencia
'Quando o canto é reza', de Roberta Sá & Trio Madeira Brasil, produtores Pedro Luís, Marcello Gonçalves e Renato Alscher
'Tantas Marés', de Edu Lobo, produtor Cristóvão Bastos
MELHOR GRUPO
Geraldo e os amigos do Rumo ('Sopa de concha')
Os cariocas ('Nossa alma canta')
Sá, Rodrix & Guarabyra ('Amanhã')
MELHOR CANTOR
Emílio Santiago ('Só danço samba')
Milton Nascimento ('E a gente sonhando')
Zé Renato ('Papo de passarim')
MELHOR CANTORA
Célia ('O lado oculto das canções')
Maria Bethânia ('Amor Festa Devoção')
Roberta Sá ('Quando o canto é reza ')
CATEGORIA POP/ROCK/REGGAE/ HIPHOP/FUNK
MELHOR ÁLBUM
'Ao vivo lá em casa', de Arnaldo Antunes, produtor Betão Aguiar
'Música de brinquedo', de Pato Fu, produtor John Ulhoa
'Nos quintais do mundo', de DJ Tudo, produtor Alfredo Bello Aka (DJ Tudo)
MELHOR GRUPO
Mombojó ('Amigo do Tempo')
Pato Fu ('Música de brinquedo')
Pedro Luís e a Parede ('Navilouca ao vivo')
MELHOR CANTOR
Lulu Santos ('Lulu Acústico MTV II')
Paulinho Moska ('Pouco')
Seu Jorge ('Seu Jorge e Almaz')
MELHOR CANTORA
Nina Becker ('Azul')
Tulipa Ruiz ('Efêmera')
Vanessa da Mata ('Bicicletas, bolos e outras alegrias')
CATEGORIA REGIONAL
MELHOR ÁLBUM
'Capoeira de besouro', de Paulo César Pinheiro, produtor Luciana Rabello
'Délibáb', de Vitor Ramil, produtor Vitor Ramil
'Fé na festa', de Gilberto Gil, produtor Gilberto Gil
MELHOR DUPLA
Caju e Castanha ('Festival de emboladas')
Renato Teixeira e Sérgio Reis ('Amizade sincera')
Zé Mulato e Cassiano ('Sertão ainda é sertão')
MELHOR GRUPO
Mais caipira ('Mais caipira')
Quinteto Violado ('Quinteto Violado canta Adoniran Barbosa e Jackson do Pandeiro')
Umbando ('Umbando')
MELHOR CANTOR
Gilberto Gil ('Fé na festa')
Renato Teixeira ('Amizade sincera')
Vitor Ramil ('Délibáb')
MELHOR CANTORA
Elba Ramalho ('Marco Zero - ao vivo')
Juliana Spanevello ('Pampa e flor')
Margareth Menezes ('Naturalmente acústico')
CATEGORIA SAMBA
MELHOR ÁLBUM
'Bodas de coral no samba brasileiro', de Délcio Carvalho e Dona Ivone Lara, produtor Luiz Moraes
'Pra gente fazer mais um samba', de Wilson das Neves, produtores Wilson das Neves, Zé Luiz Mais, João Rebouças e André Tandeta
'Vida da minha vida', de Zeca Pagodinho, produtor Rildo Hora
MELHOR GRUPO
Gafieira São Paulo ('Gafieira São Paulo')
Saia no samba ('Saia no samba')
Tio Samba ('É batata - Carmem Miranda Revisited')
MELHOR CANTOR
Martinho da Vila ('Poeta da cidade')
Wilson das Neves ('Pra gente fazer mais um samba')
Zeca Pagodinho ('Vida da minha vida')
MELHOR CANTORA
Alcione ('Acesa - ao vivo em São Luís do Maranhão')
Mariene de Castro ('Santo de casa')
Mart´nália ('Mart´nália em África ao vivo')
FINALISTAS - ESPECIAIS
DVD
Arnaldo Antunes / 'Ao vivo lá em casa', diretor Andrucha Waddington
Ney Matogrosso / 'Beijo bandido', diretores Felipe Nepomuceno e Renato Martins
Pequeno Cidadão / 'Pequeno cidadão', diretor Fábio Mendonça
ÁLBUM LINGUA ESTRANGEIRA
'Alma mia' / Leny Andrade, produtor Ruy Quaresma
'Cauby sings Sinatra' / Cauby Peixoto, produtor Thiago Marquez Luiz
'Tide' / Luciana Souza, produtor Larry Klein
ÁLBUM ERUDITO
'Chopin the Nocturnes' / Nelson Freire
'Tchaikovsky - Sinfonia No 6- Patética Abertura 1812' / Osesp
'Villa-Lobos' - Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
ÁLBUM INFANTIL
'Além do mar' / Kha Machado, produtor Kha Machado
'Quando eu crescer'/ Éramos Três, produtor Éramos três
'O soldadinho e a bailarina' / O soldadinho e a bailarina, produtor Victor Pozas
ÁLBUM PROJETO ESPECIAL
'Adoniran 100 anos' / Vários, produtor Thiago Marquez Luiz
'Mário Lago, homem do século XX' / Vários, produtores Luiz Moraes, Afonso Carvalho e Dermeval Coelho
'Quando fevereiro chegar - uma lírica de Fausto Nilo' / Vários, produtor Robertinho do Recife
ÁLBUM ELETRÔNICO
'Calavera' / Guizado, produtor Guilherme 'Guizado' Menezes
'Mundialmente anônimo - o magnético sangramento da existência' / Maquinado (Lúcio Maia) produtor Lúcio Maia
Após o sucesso da primeira edição, no ano passado, o Prêmio da Música Brasileira 2011 dá nova chance aos talentos espalhados pelo Brasil, através do concurso Vale Cantar Noel!, dedicado ao ‘Poeta da Vila’. José Maurício Machline, idealizador do Prêmio, mais uma vez está coordenando o concurso e as inscrições podem ser feitas através do site oficial www.premiodamusica.com.br até o dia 15 de junho. Os interessados podem enviar um vídeo onde interpretam um sucesso de Noel Rosa, com arranjo e formação musical a critério dos candidatos. Serão escolhidos três finalistas e o vencedor será conhecido apenas na cerimônia, que acontece no dia 06 de julho, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
BRUXA DO VINIL

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