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s.m. 1-vão, cavidade, depressão. 2-espaço ou intervalo entre duas elevações. HUMOR, CURIOSIDADES, UTILIDADES, INUTILIDADES, NOTÍCIAS SOBRE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS CULTURAIS, AQUELA NOTÍCIA QUE INTERESSA A VOCÊ E NÃO ESTÁ NO JORNAL QUE VOCÊ COSTUMA LER, E NEM DÁ NA GLOBO. E PRINCIPALMENTE UM CHUTE NOS FUNDILHOS DE NOSSOS POLÍTICOS SAFADOS, SEMPRE QUE MERECEREM (E ESTÃO SEMPRE MERECENDO)

27 agosto, 2010

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 27-8-10

Apenas 5 cidades históricas de Minas possuem Corpo de Bombeiros
Incêndio no sábado (14) em Congonhas destruiu dois casarões tombados.

O furto de obras é outra preocupação dos órgãos de defesa do patrimônio.
A Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais diz que, das 29 cidades filiadas ao grupo, apenas cinco possuem uma unidade do Corpo de Bombeiros. No último sábado (14), dois casarões tombados pelo patrimônio pegaram fogo em Congonhas, que é uma das cidades históricas que não contam com uma unidade dos bombeiros, quase atingindo obras de Aleijadinho.
O estado de Minas Gerais é conhecido mundialmente pelos seus patrimônios culturais e suas cidades históricas. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a preservação destes patrimônios culturais é de responsabilidade dos proprietários, dos órgãos públicos e também da sociedade.
Incêndios como o de Congonhas, ou o que destruiu um casarão em Ouro Preto, que era um patrimônio tombado, em 2003, ou o na igreja em Mariana, em 1999, são acontecimentos que mostram a fragilidade da segurança destes bens que são insubstituíveis.
De acordo com o presidente da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais, Anderson Cabido, prefeito de Congonhas, a associação mudou o critério de filiação da entidade e, com isso, 16 novas cidades vão passar a ser consideradas históricas. Ainda de acordo com Anderson Cabido, destas 45 cidades, 90% não possuem uma unidade do Corpo de Bombeiros.
“Este número é grave. O Corpo de Bombeiros é uma atribuição do estado. Muitas vezes eles pedem uma contrapartida muito alta às cidades para a construção da unidade. Já tivemos um encontro com o Corpo de Bombeiros. Queremos uma ação especifica para as cidades históricas. Não dá para ser um corpo de bombeiros normal. Tem que ser especializada, com produtos especializados. Houve uma primeira conversa para instalação de brigadas comunitárias. Mas depende de aprovação interna do Corpo de Bombeiros”, afirmou Anderson Cabido.
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais explicou que, das nove cidades históricas do estado, com maior fluxo de turistas, Caeté, Sabará, Diamantina, Ouro Preto, São João Del Rei, Tiradentes, Itabira, Congonhas e Mariana, cinco possuem uma unidade da instituição. São elas: Diamantina, Itabira, Ouro Preto, Sabará e São João Del Rei.
Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, as cidades históricas menores não possuem unidade de bombeiros porque estão próximas de municípios que tem. Eles afirmam ainda que muitas destas cidades não possuem estrutura para receber a unidade do Corpo de Bombeiros.
O instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é um dos responsáveis pela preservação de nove conjuntos tombados em Minas Gerais: Ouro Preto, Mariana, Diamantina, Serro, São João Del Rei, Tiradentes, Congonhas, Sabará e Cataguases. O superintendente do Iphan em Minas Gerais, Leonardo Barreto, explica que a responsabilidade deve ser compartilhada e que o instituto está sempre trabalhando para a segurança dos bens históricos.
“A responsabilidade deve ser compartilhada com os bombeiros e prefeituras. O Iphan está instalando uma segurança eletrônica em alguns monumentos com detector contra intrusão e fumaça. Já temos 67 dispositivos. Estamos dando início às instalações em Tiradentes e São João Del Rei. A expectativa é que em três anos estejam todas com o detector. Isto deve resolver o problema de algumas edificações isoladas”, afirmou o superintendente.
Leonardo Barreto disse ainda que considera importante uma unidade de combate a incêndio nas cidades históricas, principalmente as que forem tombadas pelo patrimônio artístico e histórico. Nessas cidades, o ideal, segundo superintendente, seria que as unidades tivessem carros adaptados para as ruas estreitas.
A gerente de Ação Preventiva do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), Danielle Rosato, explica que a função do órgão é cuidar da preservação dos bens tombados pelo estado e com isso diminuir os riscos de perdas destes patrimônios.
Ela acrescenta ainda que é necessário que as entidades responsáveis pela preservação dos patrimônios trabalhem em conjunto.
“As prefeituras, o Corpo de Bombeiros e os órgão de preservação, Iphan e Iepha, têm que trabalhar em conjunto para elaborar projetos de preservação e conscientizar a população. Nós orientamos as próprias edificações a terem seus projetos contra incêndios”, afirmou a gerente.
Roubo
Além dos incêndios, o furto de obras dentro de igrejas tombadas, é outra preocupação da Polícia Federal e dos órgãos responsáveis pelo patrimônio histórico do estado. De acordo com o Iphan desde 1960, em Minas Gerais, foram denunciados ao órgão o desaparecimento ou roubo de 350 peças e 151 recuperadas. O Iepha explica que desde 1996 foram 565 cadastros de bens desaparecidos ou roubados e 116 recuperados.
Segundo o Iphan, os furtos de obras importantes em Minas têm diminuído nos últimos anos, principalmente pela maior participação da Polícia Federal. Nos últimos dois anos não houve registro de nenhum roubo contra bens históricos sob responsabilidade do Iphan.
O presidente da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais, Anderson Cabido, afirma que o problema do furto já foi grave, mas que agora as novas tecnologias e a própria conscientização da população está ajudando a diminuir os números.
“O Iphan vem fazendo investimento que nunca foram feitos. Ultimamente a segurança tem aumentado com novas tecnologias. Os roubos não vêm acontecendo mais. O próprio engajamento social está ajudando, a população esta cobrando mais”, afirmou Anderson Cabido.
A assessoria de imprensa da Polícia Federal explicou que a função da polícia na proteção de bens históricos é apenas apurar e investigar os fatos em caso de furto. Ela informou ainda que a função de proteger os bens cabe ao Iphan.
Uma campanha realizada em 2008 pela Globo Minas, Ministério Público Estadual, Iphan e Iepha, com o nome de “Procura-se”, tentou através de cartazes recuperar e identificar peças históricas perdidas ou roubadas. Os anúncios tentavam também conscientizar a população que roubar estas peças é crime.
Tombamento
O tombamento é um ato administrativo realizado para preservar bens de valor histórico, cultural e arquitetônico da sociedade. Um bem tombado não pode ser destruído, alterado e mesmo para ser restaurado, precisa de autorização do órgão responsável. De acordo com assessoria do Iphan, existem dois tipos de tombamento, o isolado e o conjunto. O conjunto de tombamento acontece quando vários bens em uma mesma cidade são considerados importantes de ser preservados. O tombamento isolado acontece quando a cidade tem apenas um imóvel que deve ser tombado.
Um imóvel ou uma obra pode ser tombado por três instâncias: federal, estadual e municipal. Se o tombamento tiver uma importância nacional, quem cuida do caso é o instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Se a importância for estadual, cabe ao Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) realizar o tombamento. E no caso municipal, a prefeitura deve ficar responsável. Perante a lei, as três têm o mesmo valor.
Três cidades de Minas Gerais, Ouro Preto, Diamantina e Congonhas receberam da Unesco, pela importância de seus bens históricos, o título de patrimônio Cultural da Humanidade
Pedro Triginelli Do G1 MG



Patrimônio Histórico adota arquivo deslizante em Criciúma



Arquivo histórico de Criciúma recebe a partir desta semana a instalação do arquivo deslizante. De acordo com a diretora do Patrimônio histórico de Criciúma, Lisiane Potrikus, o arquivo digital é uma novidade que segue os modelos da Pinacoteca de São Paulo e do Arquivo Municipal de Florianópolis. “O arquivo deslizante evita roubos e cada funcionário tem senha ou chave para acessá-lo”, diz.
O compartimento tem espaço para os documentos encadernados e quadros de pinturas em telas. Um projeto de organização e adequação do arquivo histórico e do Museu Augusto Casagrande está sendo executado por uma equipe da Unesc.
Até o momento foi feita a higienização de todos os jornais desde a década de 50. No local constam 24.531 fotografias de Criciúma. Atualmente, parte do dos documentos estão armazenados de forma inadequada sobre uma prateleira de madeira, expostos a poeira, a umidade, correndo também o risco de serem corroídos pela proliferação de cupins.
(Colaboração/fotos: Decom)
http://www.engeplus.com.br/conteudo.php?int=noticia&codigo_not=24810

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