ENTRESSEIO

s.m. 1-vão, cavidade, depressão. 2-espaço ou intervalo entre duas elevações. HUMOR, CURIOSIDADES, UTILIDADES, INUTILIDADES, NOTÍCIAS SOBRE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS CULTURAIS, AQUELA NOTÍCIA QUE INTERESSA A VOCÊ E NÃO ESTÁ NO JORNAL QUE VOCÊ COSTUMA LER, E NEM DÁ NA GLOBO. E PRINCIPALMENTE UM CHUTE NOS FUNDILHOS DE NOSSOS POLÍTICOS SAFADOS, SEMPRE QUE MERECEREM (E ESTÃO SEMPRE MERECENDO)

18 julho, 2008

Biblioteca Pública Cassiano Ricardo
Av. Celso Garcia, 4200 - Tatuapé - São Paulo - SP
Tel.: 2092-4570 / 2092-1949

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11 julho, 2008

EXPOSIÇÃO NA OCA USA TECNOLOGIA PARA CONTAR HISTÓRIA DA BOSSA NOVA

A partir da última segunda (7) o prédio da Oca, no parque do Ibirapuera (SP), sedia exposição que ocupa quatro andares do espaço a fim de contar a história da bossa nova, gênero musical que completa 50 anos em 2008.
Com apoio de diversos recursos tecnológicos, a mostra "Bossa na Oca" tem direção do cineasta Carlos Nader e de Marcello Dantas, responsável pela concepção artística do Museu da Língua Portuguesa. "A bossa nova precisava de um recurso audiovisual para ser representada, não queria capas de disco e copos de whisky, mas mostrar a relação entre as pessoas que fizeram o movimento", explica Dantas.
Subsolo, térreo, primeiro e segundo andares do prédio em São Paulo abrigam fotos, vídeos, músicas, reproduções visuais e materiais de locais relacionados ao gênero, como a praia de Copacabana e o apartamento da cantora Nara Leão , além de um encontro virtual, com imagens projetadas em 3D, entre Tom Jobim, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e Stan Getz, tendo Johnny Alf como âncora.
"A exposição tenta mostrar que a bossa nova não saiu fácil. O 'filme' da época já tinha começado, mas não a trilha. Já havia Niemeyer, carros, revoluções, mas não a música. O botijão estava aberto, o 'fósforo' foi a sonoridade do João Gilberto", conta Dantas, que diz ter tentado criar "uma parte dedicada só a João Gilberto, mas ele [o cantor] não quis". O material em vídeo da exposição conta com 10 curtas-metragens e o documentário "Clarão", de Carlos Nader.
A mostra traz ainda um espaço sem eco projetado pelo engenheiro acústico José Augusto Nepomuceno, onde os visitantes podem ouvir sons como do estalar das juntas e de batidas do coração. "A idéia da 'câmara de silêncio' veio com a frase do Tom Jobim: 'A música é o silêncio que existe entre as notas'", explica o diretor da mostra Marcello Dantas.
O evento no parque do Ibirapuera conta também com apresentações de Roberto Carlos com Caetano Veloso em homenagem a Tom Jobim, de João Gilberto e de jovens artistas que celebram João Donato.
Saiba onde comprar ingressos para os shows. A exposição "Bossa na Oca" pode ser visitada de terça a domingo, das 10h às 21h, e os ingressos podem ser adquiridos pela internet (www.ingressorapido.com.br) e pelo telefone 4003-1212.
Às terças-feiras, a entrada é gratuita.
"BOSSA NA OCA"
Quando: 8/7 a 7/9 (de ter a dom, das 10h às 21h)
Onde: pavilhão Engenheiro Lucas Nogueira (OCA)
- parque Ibirapuera (av. Pedro Alvares Cabral, s/n, portão 03, São Paulo - SP)
Quanto: R$ 20 (entrada gratuita às terças-feiras)
Mais informações: 4003-2050

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07 julho, 2008

SEGREDO DE VIOLINO STRADIVARIUS ESTÁ NA MADEIRA

Cientistas holandeses descobriram que o segredo da qualidade do som dos famosos violinos Stradivarius está na homogeneidade da densidade da madeira usada na fabricação dos instrumentos.
O estudo comparou tomografias feitas da madeira usada em cinco violinos antigos - produzidos há cerca de 300 anos pelos famosos luthiers Antonio Stradivari e Guarneri Del Gesu - com oito modelos mais modernos.
Os resultados indicaram que, de maneira geral, a densidade da madeira da tampa (abeto) e da caixa (ácer) dos instrumentos é a mesma. No entanto, os exames demonstraram que os violinos antigos têm uma densidade mais homogênea do que os modernos, que apresentam densidade mais inconsistente.
"Essa diferença na rigidez do instrumento poderia afetar a vibração do violino e modificar a radiação do som", diz o estudo, liderado pelo cientista Berend Stoel, da Universidade de Leiden.
Segundo os pesquisadores, a diferença na densidade explicaria porque, "em um consenso geral, nenhum luthier foi capaz de replicar a qualidade sonora dos violinos Stradivarius".
MadeiraO estudo, publicado na edição desta quarta-feira da revista científica Public Library of Science One, ressalta ainda que as variações de densidade estariam relacionadas com o plantio de árvores que fornecem as madeiras.
De acordo com a pesquisa, as árvores que crescem durante os meses da primavera tem uma densidade menos homogênea do que as que crescem durante o verão e o inverno.
No caso do Stradivarius, por exemplo, houve ainda um outro fator que pode ter contribuído para a densidade da madeira usada na fabricação dos instrumentos.
No início de 1700 - período de fabricação dos violinos - houve uma redução da atividade solar que resultou em um período de frio intenso e fez com que as árvores crescessem mais lentamente e sendo submetidas a menos variações de temperatura.
Segundo o estudo, as descobertas sobre a homogeneidade da densidade das madeiras pode ajudar na "réplica das qualidades tonais desses instrumentos antigos".
Antonio Stradivari iniciou a fabricação dos violinos em 1860, na cidade de Cremona, na Itália. No total, o luthier criou mais de mil instrumentos, entre violoncelos, violinos e violas e até uma harpa. Destes, apenas 650 ainda existem e são procurados por colecionadores e instrumentistas do mundo todo.
Em 2006, um violino Stradivarius conhecido como The Hammer foi vendido em um leilão por US$ 3,5 milhões (R$5,5 milhões).
BBC Brasil

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