ENTRESSEIO

s.m. 1-vão, cavidade, depressão. 2-espaço ou intervalo entre duas elevações. HUMOR, CURIOSIDADES, UTILIDADES, INUTILIDADES, NOTÍCIAS SOBRE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS CULTURAIS, AQUELA NOTÍCIA QUE INTERESSA A VOCÊ E NÃO ESTÁ NO JORNAL QUE VOCÊ COSTUMA LER, E NEM DÁ NA GLOBO. E PRINCIPALMENTE UM CHUTE NOS FUNDILHOS DE NOSSOS POLÍTICOS SAFADOS, SEMPRE QUE MERECEREM (E ESTÃO SEMPRE MERECENDO)

18 agosto, 2008

INTERESSA, OU NÃO?

Álcool torna as pessoas mais bonitas


Depois de uns copos de cerveja, as pessoas realmente começam a achar os outros mais bonitos, segundo um estudo feito por cientistas da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, e publicado na revista New Scientist.
A equipe liderada por Marcus Munafò, do Departamento de Psicologia Experimental, conduziu uma experiência com 84 alunos heterossexuais, pedindo que eles consumissem uma bebida não-alcoólica com sabor de limão ou uma bebida alcoólica com um sabor semelhante. A quantidade de álcool variava de acordo com o indivíduo, mas foi calculada para ter o efeito que um copo de 250 ml de vinho teria em uma pessoa de 70 kg - ou seja, o suficiente para deixar parte dos alunos levemente embriagados. Quinze minutos depois, os pesquisadores mostraram fotografias aos participantes de pessoas da sua idade, de ambos os sexos. Tanto os homens como as mulheres que haviam consumido álcool avaliaram as pessoas retratadas como mais atraentes do que os participantes do grupo de controle (que tinham tomado a bebida sem álcool). A New Scientist destaca como surpreendente o fato de que os resultados não se aplicaram apenas ao sexo oposto, ou seja, homens que haviam tomado álcool também consideraram os homens nas fotografias mais atraentes, assim como as voluntárias, em relação às mulheres fotografadas. Esse último dado vai além dos resultados de um estudo anterior feito pela Universidade de Glasgow, na Escócia, no qual o efeito do álcool na percepção da beleza só havia sido verificado entre homens olhando para fotografias de mulheres e vice-versa. Segundo a revista, Munafò pretende estudar como o efeito varia de acordo com a quantidade de álcool ingerida, embora, por questões éticas, não possa estudar o efeito de doses que fazem com que as pessoas não consigam mais focar nos rostos. Um outro estudo citado pela revista, realizado na Universidade de Yale, indica que as pessoas também tendem a assumir comportamentos sexuais mais arriscados depois de beber, o que poderia ser explicado pelo fato de o álcool baixar as inibições das pessoas "por meio de um efeito direto no cérebro ou ao oferecer uma desculpa conveniente para esse tipo de comportamento".
Conta Outra


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06 agosto, 2008

UTILIDADES E INFORMAÇÕES

Muito interessante…
Dê uma olhada no tamanho da família, a dieta alimentar de cada país, a disponibilidade de alimentos e a despesa com comida, em uma semana.
1 - Alemanha: Família Melander de Bargteheide. Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares

2- Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares

3 - Italia: Família Manzo da Secília
Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares
4 - México: Família Casales de Cuernavaca Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares

5 - Polónia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna
Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares
6 - Egito: Família Ahmed do Cairo
Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares
7 - Equador: Família Ayme de Tingo
Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares
8 - Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey
Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares
9 - Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing
Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares
Recebido por e-mail

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07 julho, 2008

SEGREDO DE VIOLINO STRADIVARIUS ESTÁ NA MADEIRA

Cientistas holandeses descobriram que o segredo da qualidade do som dos famosos violinos Stradivarius está na homogeneidade da densidade da madeira usada na fabricação dos instrumentos.
O estudo comparou tomografias feitas da madeira usada em cinco violinos antigos - produzidos há cerca de 300 anos pelos famosos luthiers Antonio Stradivari e Guarneri Del Gesu - com oito modelos mais modernos.
Os resultados indicaram que, de maneira geral, a densidade da madeira da tampa (abeto) e da caixa (ácer) dos instrumentos é a mesma. No entanto, os exames demonstraram que os violinos antigos têm uma densidade mais homogênea do que os modernos, que apresentam densidade mais inconsistente.
"Essa diferença na rigidez do instrumento poderia afetar a vibração do violino e modificar a radiação do som", diz o estudo, liderado pelo cientista Berend Stoel, da Universidade de Leiden.
Segundo os pesquisadores, a diferença na densidade explicaria porque, "em um consenso geral, nenhum luthier foi capaz de replicar a qualidade sonora dos violinos Stradivarius".
MadeiraO estudo, publicado na edição desta quarta-feira da revista científica Public Library of Science One, ressalta ainda que as variações de densidade estariam relacionadas com o plantio de árvores que fornecem as madeiras.
De acordo com a pesquisa, as árvores que crescem durante os meses da primavera tem uma densidade menos homogênea do que as que crescem durante o verão e o inverno.
No caso do Stradivarius, por exemplo, houve ainda um outro fator que pode ter contribuído para a densidade da madeira usada na fabricação dos instrumentos.
No início de 1700 - período de fabricação dos violinos - houve uma redução da atividade solar que resultou em um período de frio intenso e fez com que as árvores crescessem mais lentamente e sendo submetidas a menos variações de temperatura.
Segundo o estudo, as descobertas sobre a homogeneidade da densidade das madeiras pode ajudar na "réplica das qualidades tonais desses instrumentos antigos".
Antonio Stradivari iniciou a fabricação dos violinos em 1860, na cidade de Cremona, na Itália. No total, o luthier criou mais de mil instrumentos, entre violoncelos, violinos e violas e até uma harpa. Destes, apenas 650 ainda existem e são procurados por colecionadores e instrumentistas do mundo todo.
Em 2006, um violino Stradivarius conhecido como The Hammer foi vendido em um leilão por US$ 3,5 milhões (R$5,5 milhões).
BBC Brasil

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02 julho, 2008

FAÇA UM INESQUECÍVEL VÔO DE BALÃO

"... A ilusão é absoluta... Acreditar-se-ia, não que é o balão que se move, mas que é a terra que foge dele e se abaixa". (Santos Dumont, no livro "Os meus balões")

Funciona assim: o ar aquecido torna-se menos denso, elevando-se. Ok, ok... Você não está interessado em detalhes. Mas provavelmente gostaria de experimentar. Afinal de contas, é um dos sonhos mais antigos da humanidade: voar. Imagine flutuar próximo das nuvens, a 300, 500 metros de altitude, e ver, lá embaixo, o trajeto do rio, os montinhos verdes formados pelas árvores. O contorno dos corpos e da aeronave projetado no chão, enorme. O melhor: sem se preocupar com nada – apenas curtindo o passeio nos ares ao lado de quem você ama. Ou somente em companhia do piloto, se assim for a sua maneira de relaxar. Tem tudo para ser inesquecível, não é verdade?
A máquina mais antiga de voar é também a mais segura, portanto, pode ir em frente. Os pilotos têm um certificado emitido pelo Departamento de Aviação Civil, do Ministério da Aeronáutica. A maioria já carrega diversos títulos nas costas, de diversos campeonatos e infinitas horas de vôo.
Se por um acaso algum pássaro "desavisado" (ou cego) topar com o grande saco de ar quente, controle-se: furos de até 50 centímetros, desde que não sejam no topo do balão, não impedem a máquina de voar. E, se alguém passar mal, um pouso de emergência pode ser feito em apenas três minutos. Além disto, raramente alguém sofre de vertigens, porque o distanciamento com o chão é lento a ponto de você acostumar seu corpo com a idéia. A estabilidade da aeronave também evita enjôos nos passageiros, o material usado é à prova de fogo e há acendedor reserva para o caso da chama apagar. Portanto, só não vai quem já morreu. Aliás, a aventura é para qualquer idade; menores devem ir acompanhados dos pais. Os passeios duram em média uma hora, e são realizados bem cedinho (a partir das 7h) ou no fim da tarde, a partir das 16h.
A capacidade de passageiros varia de acordo com a estrutura do balão, e o preço varia entre 250 e 400 reais por pessoa. Este preço inclui a aventura no céu e a comemoração em terra firme, regada com champanhe (parte de uma tradição entre os balonistas) e lanchinho do tipo "piquenique".
Algumas empresas oferecem também um certificado de vôo. Empresas especializadas oferecem a aventura em diversas cidades do País. Algumas encerrando o passeio com café da manhã ou lanche.
Veja abaixo quem leva para uma voltinha pelos céus (clique nos links para mais informações):
Air Adventures - Vôos realizados próximos a capital de São Paulo. Telefone: (11) 69499039 / 62012961.
AirBrasil Balonismo - A maioria dos passeios é realizada em sua sede, Piracicaba (SP). Há roteiros especiais para sobrevoar a Serra da Canastra (MG), a Represa Jacaré-Pepira em Brotas (SP) ou então ver a lua cheia refletida no Rio Piracicaba. Telefone: São Paulo - (11) 26261323, Piracicapa – (19) 34346438.
Aventurar de Balonismo - Os vôos são realizados na cidade de Boituva (SP). Telefone: (11) 33268331 / 91341321.
Balonismo Promoção & Eventos – Vôos sobre Maringá (PR) para duas ou três pessoas. Telefone: (44) 32621700.
Clube Horizonte de Balonismo - Vôos panorâmicos na Serra da Moeda e da Lagoa dos Ingleses, na região metropolitana de Belo Horizonte e cidades turísticas mineiras em um balão com capacidade para oito a dez pessoas. Telefone: (31) 32933160 / 99739807.
Companhia do Ar - Localizada em São Paulo, com filial em Florianópolis (SC), atende todo o Brasil em promoções e eventos com balões de ar quente. Realizam expedições para grupos fechados ou não – com roteiro traçado junto com os passageiros, de acordo com as condições climáticas. Durante a expedição todo o grupo estará envolvido com as atividades do esporte: navegação com GPS, bússola, leitura de mapas, organização de rotas, montagem e desmontagem do equipamento, resgate do balão. Telefone: (11) 56877959 / 56862873.
Equipe Goiana de Balonismo – Serra das Caldas (GO) - Vôos sobre a maior estância hidrotermal do mundo, com a visão de fontes termais e a beleza exótica do cerrado.
Snap Balonismo - Vôos panorâmicos pela região metropolitana de Curitiba para grupos de seis ou mais pessoas. Telefone: (41) 35552445 / 99975734.
Strategie Balonismo - Vôos na região de Torres (RS), considerada a capital nacional do Balonismo. Telefone: (51) 32515255 / 81246000.
Trilha no Vento Balonismo - O local de decolagem é Itapetininga ou em Piracicaba (SP). Telefone: (11) 37113739.
Redação iG Turismo

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27 junho, 2008

GRÃOS NO PORÃO: "CAIXA FORTE" ESTOCA SEMENTES NA NORUEGA PARA EVITAR O FIM DO MUNDO

"Acima das nossas cabeças, há 40 metros de rocha dura, e isso nos protege de tudo. Além disso, vale acrescentar que se alguém arremessasse um foguete para dentro do túnel de acesso, a cavidade que foi construída lá embaixo, na sua extremidade, repercutiria a onda de choque de volta para a entrada". Em meio ao silêncio que predomina nesta galeria fria, com as suas paredes de concreto, Jarle Oksfjellelv, com uma voz tranqüila, enumera um por um os detalhes dos dispositivos que permitem garantir a segurança do tesouro aqui aprisionado. "A estrutura montanhosa dentro da qual nós cavamos é muito sólida. Houve um terremoto, no início de fevereiro, cujo epicentro estava situado a 150 quilômetros daqui, de 6,5 graus na escala de Richter. Isso não provocou rachadura alguma". Na extremidade do túnel de 120 metros de comprimento, que segue numa declive suave, após ter passado por duas pesadas portas de aço, o visitante descobre uma grande sala retangular. Dentro da parede, dá para adivinhar a existência de três outras portas. Só que por trás delas, não há nada muito interessante: três porões austeros e gelados. Mas elas foram concebidas para esconder um tesouro mais extraordinário do que aquele contido na caverna de Ali Baba: os grãos de vários milhões de variedades de plantas.
O antro das sementes! Cavado no arquipélago de Spitzberg, em Longyearbyen, a mais setentrional das cidades do globo, ele foi inaugurado em fevereiro. Ele constitui um elemento central da segurança alimentar mundial, a qual foi o tema principal da conferência da FAO, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, que foi realizada em Roma e que concluiu suas atividades na quinta-feira, 5 de junho.
Aqui, estamos mais perto do Pólo Norte, a 1.200 quilômetros, que de Oslo, a capital da Noruega, o país que controla essas ilhas cujas montanhas tornam-se cor-de-rosa sob o sol da primavera, depois da extensa noite de quatro meses que mergulhou na escuridão total este povoado onde moram 2.000 almas pacientes.
Nesta extremidade do mundo, aos caçadores que fizeram desaparecer da região, logo no século 18, os abundantes rebanhos de baleias-francas -lentas demais para escaparem dos arpões- se sucederam os mineiros de carvão, e mais tarde, há cerca de vinte anos, os cientistas e os turistas. Estes últimos sempre se deleitam com o espetáculo dessas terras de banquisa e de auroras boreais. É um lugar ideal para empreender a construção daquilo que deverá se tornar a maior coleção mundial de sementes, a "caixa-forte" na qual os homens poderiam repor seus estoques, caso uma determinada cultura importante viesse a estar ameaçada.
Um sistema de refrigeração mantém uma temperatura de 18 °C abaixo de zero na sala onde as prateleiras já armazenam as primeiras caixas de plástico preto. Estas contêm 268.000 amostras de trigo, milho, batatas, tomates, abobrinhas, enviadas do México, Peru e Colômbia. O ar é muito seco e deve apresentar uma taxa inferior a 5% de umidade. O frio e a secura são as condições essenciais para impedir que os grãos germinem. E se, por um azar, o sistema de refrigeração fabricado na Itália parasse de funcionar, o pergelisol, como é chamada a espessa camada de terra gelada que se encontra tanto em Spitzberg como em superfícies de milhões de km2 na Sibéria e no Canadá, manteria a caverna que nela está encaixada numa temperatura de 5 °C abaixo de zero.
Este dispositivo será mesmo verdadeiramente útil? Obviamente, Ola Westengen, que integra a equipe dos responsáveis pela sua manutenção, baseada em Oslo, está convencida disso. "Há um ano e meio, nas Filipinas, um banco nacional de sementes foi destruído por um tufão. Quase tudo foi perdido. No Iraque e no Afeganistão, no decorrer das guerras, as coleções locais de sementes também foram destruídas. Assim, o antro de Spitzberg permitirá conservar uma cópia de cada uma delas, própria para socorrer os bancos de grãos pelo mundo afora", garante.
Foram recenseados cerca de 1.400 bancos de sementes em todo o planeta. A ambição do antro, que é administrado pelo governo norueguês em parceria com a organização internacional independente Global Crop Biodiversity Trust (Fundo Fiduciário Global para a Diversidade das Culturas), é de reunir no médio prazo 4,5 milhões de amostragens de variedades das 250.000 plantas conhecidas. Com efeito, para um bom número dentre elas, camponeses e especialistas em sementes desenvolveram dezenas de variedades diferentes.
A idéia de conservar as sementes das espécies cultivadas é relativamente recente. O pioneiro deste projeto é o russo Nicolas Vavilov, nascido em 1887, que compilou e colecionou mais de 60.000 amostragens de trigo, de cevada, de ervilhas, de lentilhas, etc. O raciocínio deste geneticista era que se essas variedades estivessem bem adaptadas ao seu meio-ambiente, elas deveriam conter genes úteis que poderiam ser introduzidos por meio de cruzamentos nas plantas que eram então cultivadas na Rússia.
A equipe de Vavilov acabaria comprovando, mostrando uma abnegação heróica, a importância do trabalho realizado: em 1942, durante a onda de fome provocada pelo terrível sítio dos nazistas a Leningrado, os seus colaboradores, Alexandrer Stchukin e Dimitri Ivanov, preferiram se deixar morrer de fome a se servirem nas toneladas de sementes -que poderiam muito bem alimentá-los- das quais eles eram os guardiões. Ja Vavilov, vítima de um processo staliniano, morreu numa prisão siberiana em 1943.
Sessenta anos mais tarde, o seu raciocínio revela ser mais pertinente do que nunca. Com a industrialização da agricultura, a "revolução verde", e com a expansão de grandes firmas que desenvolvem sementes tais como a Monsanto, a Pioneer ou a Limagrain, a produção alimentar mundial de fato alcançou níveis recordes, mas concentrando-se num número reduzido de variedades: uma estimativa dá conta de que cerca de 200 plantas apenas vêm sendo cultivadas para fins alimentícios. Isso significa que se doenças se desenvolvessem nessas culturas, elas poderiam adquirir uma dimensão planetária cujas conseqüências seriam enormes. Este risco vem sendo acentuado pela erosão muito rápida da biodiversidade: esta poderia provocar o desaparecimento de insetos polinizadores ou favorecer, por conta da ausência dos seus predadores, a proliferação de insetos ou de champignons. Além de tudo, a mudança climática deverá fazer com que as principais culturas mundiais sofram um estresse importante. Por isso, é vital preservar um grande número de variedades dessas plantas cultivadas: aquelas que não são cultivadas possuem sem dúvidas características adaptadas a essas novas ameaças.Contudo, o fato de conservá-las dentro de uma "caixa-forte do Apocalipse" ou uma "nova Arca de Noé", conforme as expressões que foram utilizadas a respeito do antro de Spitzberg, será mesmo um meio ideal? "É claro que não!", exclama Jean-François Berthellot. "O que o antro de Spitzberg está preparando para nós no futuro é um enorme saco repleto de muitos genes próprios para criar plantas artificiais. Mas a agricultura é uma prática viva!" Este camponês-padeiro está caminhando por todos os lados de um campo que mais se parece com um jardim: ele é composto por dezenas de pequenas parcelas nas quais crescem ervas -de fato, diversos tipos de trigo- de tamanhos diferentes, sob o sol do departamento de Lot-et-Garonne. "Quando eu aprendi a transformar o trigo, comecei a compreender que diversas variedades produziam pães diferentes. O gosto, a cor, a tessitura, eram diferentes. Eu procurei outros tipos de trigo. Para a minha surpresa, não encontrei quase nenhum: apenas 15 variedades antigas na França".
Já faz cerca de dez anos, Jean-François Berthellot empreendeu localizar os diferentes tipos de trigo nos conservatórios que existem na Europa. Todos os anos, ele reproduz no seu campo cerca de 250 variedades, as quais compõem sem dúvida a maior coleção viva atual. Mais adiante, num armazém, ele retira de um caixote as espigas de formas e de cores diferentes: "Aqui está a Dickopf, um trigo alemão de cabeça grossa, de grãos muito apertados; aqui o Vilmorin, de 1927, muito compacto; este é o Apache, pequeno e cinza; o Branco da Reole; a Bladette de Puylaurens. . ." Ele começa então a descrever com detalhes as alturas variáveis, as cores (verde, verde-azul, o caule amarelo e a espiga vermelha, etc.), a forma da espiga em coronha ou não, a propensão à "talagem" (várias espigas), a maior ou menor cobertura do terreno pela planta, a dureza do grão, a cor (branca ou amarela) da farinha que cada tipo de grão produz. Todas elas apresentam características próprias, que são anotadas com precisão, cada uma das quais correspondendo a uma adaptação às características locais do ecossistema.
Não há nostalgia alguma, nenhuma inclinação para a prática de colecionar, nos modos de proceder de Berthellot e das dezenas de agricultores que participam com ele da Rede das Sementes Camponesas, mas sim a convicção de que a agricultura precisa retornar aos princípios da prática milenar do intercâmbio de sementes entre camponeses. Afinal, em sua quase-totalidade, as plantas que os homens utilizam atualmente foram selecionadas e domesticadas na época do neolítico, há vários milhares de anos. E no decorrer desses milhares de anos, os agricultores trocaram entre eles as sementes e as replantaram de ano em ano."Tudo mudou no início do século 20", conta Jean-François Berthellot, "quando as firmas produtoras de sementes começaram a difundir variedades cuja principal característica era a produtividade. Uma vez que todo mundo buscava um maior rendimento, os camponeses se precipitaram sobre essas novas sementes, e aos poucos, acabaram abandonando aquelas que eles vinham utilizando até então. A partir dos anos 1950, as variedades antigas desapareceram dos catálogos".
O resultado disso foi efetivamente uma agricultura muito produtiva. Mas as grandes firmas dominam o mercado e restringem a biodiversidade cultivada. Será que o antro de Spitzberg responde a contento a esta situação? Ola Westengen reconhece os limites da empreitada: "É claro que a preservação das variedades no terreno é essencial; os nossos procedimentos não entram em contradição com esta necessidade".
Mas não é menos verdadeiro que poucos recursos têm sido concedidos aos pequenos camponeses que, pelo mundo afora, tentam manter a variedade das espécies cultivadas. Ao passo que é da sua atividade, conforme passaram a reconhecer agora os especialistas da FAO e do Banco Mundial, que depende a segurança alimentar. "O antro do Spitzberg é um banco para o fim do mundo", comenta Jean-François Berthellot. "Mas é preciso evitar que o fim do mundo aconteça!" O camponês-padeiro considera que é nas lavouras que deve viver a biodiversidade.
Hervé Kempf
Enviado especial do Le Monde a Spitzberg (Noruega) e Lot-et-Garonne (França)
Tradução: Jean-Yves de Neufville

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25 junho, 2008

ANA MOURA A FADISTA NÃO É DIFERENTE DA MULHER

Desde o primeiro momento que o fado de Ana Moura encantou: pela voz baixa, encorpada, pelo rosto repleto de mistério, pela tensão entre tradição e modernidade- desde o primeiro momento conseguiu uma rara unanimidade entre público e crítica. Depois vieram múltiplas digressões pela Europa, o começo da conquistado mercado americano e a consagração final de "Para Além da Saudade", disco editado o ano passado e que atingiu a platina. Normalmente demora-se uns anos a chegar tão alto, mas este é apenas o terceiro álbum de uma carreira iniciada em 2003 com "Guarda-me a Vida na Mão" e continuadadois anos depois com "Aconteceu". Agora esta ribatejana nascida em 1979 prepara-se para dois concertos especiais: os coliseus, terça-feira (24) no Portoe quinta-feira (26) em Lisboa. Antes de subir ao palco, entre decisões de decoração de cenário e sessões de fotografia, Ana Moura sentou-se à conversa com a Pública, com o fado semprepor perto, mas num registo mais pessoal que o habitual: rejeitou a ideia de ser um símbolo sexual, falou das suas fobias, dos pais, da sua timidez, dassuas vaidades, da sua teimosia. E contou que, no palco, sem um xaile às costas, não sabe onde pôr as mãos - mas é nítido que entre inseguranças sabe oque quer, ou pelo menos o que não quer. Sem os vestidos de José António Tenente a protegê-la, vestida de forma simples, de "jeans" e camisola de alças branca, tropeçou no seu pouco à-vontade,foi confessional, aqui e ali deixou a timidez de lado - e por vezes não sabemos se quem respondeu foi Ana Moura, a fadista, ou Ana, a mulher que diz serreservada e impulsiva ao mesmo tempo.
Está a preparar os coliseus: que vai acontecer nesses concertos? Vou contar a minha história, aquilo que eu tenho feito. Hoje tive uma reunião para a montagem do palco, quero que o palco esteja montado de forma a nãodesviar as atenções do que é realmente importante, que é a música.
É picuinhas ao ponto de se envolver nesses pormenores? Preciso de dar a minha opinião em relação a essas coisas, porque gosto de me sentir confortável. Tenho pessoas que me rodeiam e que sugerem isto ou aquilo- querem dar o seu melhor, claro, mas às vezes o que elas querem não me deixa à vontade.
Custa-lhe contrariar quem está à sua volta? Já me custou mais. No início da minha carreira tinha essa dificuldade, porque as pessoas já estavam neste meio há mais tempo e eu não fazia ideia do queera ser artista - porque eu canto, escolho as minhas músicas, mas ser artista é outra coisa. Uma coisa é sentir que foi para isto que nasci, outra coisaé a forma como as pessoas que estão de fora olham para isto: vêem o lado glamouroso e pensam que somos artistas.
Há certas "obrigações" em ser artista. Hoje de manhã esteve a fazer fotografias para a Pública. Como é que se sente nessa posição? Fizemo-las no Coliseu. Não deu para fazer no palco, mas estivemos no café do Coliseu, havia uma luz muito bonita através das janelas. Depois vi na câmarao resultado final e pareciam fotografias de estúdio, senti-me mesmo muito bonita, metade da cara estava na sombra, metade tinha luz natural. Muito bonito.
Há aí vaidade. Sim, tenho a minha vaidade, sim. Não sou uma pessoa que goste de vestir coisas muito excêntricas, gosto de ser simples, mas tenho a minha vaidade feminina.
O que pede ao José António Tenente, que a veste? Quais são as características que eu quero num vestido? Simplicidade, elegância e feminilidade. Não gosto de me sentir "sexy", gosto de me sentir sensual."Sexy" é um bocadinho mais ousado, sensual é mais misterioso, é despertar sentidos, mas de uma forma muito discreta.
Isso ajuda a ser vista como um símbolo sexual? Não me sinto um símbolo sexual. De todo. Não gosto sequer de exagerar num decote. Tenho de estar confortável.
Disse uma vez que o que a atraía no fado era o lado religioso e misterioso. O que queria dizer com isso? Lado religioso no sentido do respeito pelo fado, pela tradição. E há o sofrimento, que faz parte das nossas vidas - e nós deveríamos desenvolver-nos comele. A tristeza faz sentido na nossa vida, se não estivermos predispostos a viver a vida, ficamos na apatia. Temos de conviver com a alegria e com a tristeza,com tudo: eu sou uma pessoa superemotiva, que sinto as coisas à flor da pele. Agora perdi-me...
Estávamos a falar do lado religioso e do lado misterioso do fado. O lado misterioso... Acima de tudo tem de se viver, e se nós vivermos, temos histórias para contar e o fado é isso mesmo, contar histórias. A maior partedo que canto é vivido, as letras que eu escolho são vividas. É claro que há também um lado de personagem, mas eu tento sempre escolher poetas que possamescrever para mim e que me conheçam. Adoraria que o Pessoa fosse vivo e que soubesse quem sou e me desse alguma importância e achasse que podia escreveralgo para mim.
O ritual do vestir, do subir ao palco, da encenação - isso permite libertar coisas que normalmente não libertaria? Sim. Temos encenação para nos proteger. Se bem que uma das minhas grandes lutas foi sempre a de não ficar presa numa personagem. Ainda hoje falo muitopouco, só digo aquilo que estou a sentir no momento e no início era muito tímida, era raro o espectáculo em que eu dizia uma palavra - mas mesmo aí eunão queria estar defendida por uma personagem. Foi uma das minhas lutas, porque as pessoas com que eu trabalhei achavam que isso não era ser artista.
Disse que fala pouco mas quando fala diz o que sente no momento. O que quer dizer que é impulsiva. Já fui mais. Neste momento penso um bocadinho mais antes de falar. Ainda há pouco, no estrangeiro, no palco, tinha 1500 pessoas à minha frente e estavadefendida, mas depois se entro num café cheio de gente fico muito pouco à vontade.
Nessas mesas de café nunca tem receio que se interessem mais pela Ana Moura fadista que pela Ana? Isso acontece-me muito. Há um lado querido porque as pessoas acarinham-me, mas por outro lado nunca sou a Ana, e as pessoas estão sempre a reparar nistoe naquilo e eu fico desconfortável. Por vezes pensam que a Ana Moura é diferente da Ana, mas não é, de todo.
Há preconceitos de quem nasceu no meio fadista para com quem não nasceu em Alfama ou viveu em tabernas desde miúdo? Sim. Embora eu, que nasci no Ribatejo, em Coruche, e toda a minha aprendizagem do fado foi feita nas tertúlias fadistas e não nas casas de fado lisboetas,não me possa queixar, porque quando comecei a cantar no Senhor Vinho fui muito bem acolhida por todos os fadistas. Eles ouviram-me e disseram: "Tu és fadista."Fui muito acarinhada.
Vocês falam muito dos mestres, elogiam-se mutuamente, mas quanto mais conhecemos os fadistas fica-se com a ideia de que há algum ciúme. Esta percepçãoé errada? Só posso falar no meu caso pessoal: quando alguém do fado vai lá fora dar concertos e tem êxito vejo isso como positivo, porque o vejo como uma vitóriado fado. O que eu sinto em relação a esta nova geração é que os estilos já estão definidos e portanto há um público que se identifica com este fadista,outro público com outro fadista - é claro que há fadistas que abrangem mais públicos, mas cada um tem uma personalidade tão firmada que não há necessidadede ciúme. Eu continuo a ir a casas de fados porque me faz falta estar com as outras fadistas.
Vocês dizem entre si coisas como "aquela nota que tu deste é sublime"? Ai, eu sim. Sou muito espontânea e se a pessoa me faz sentir algo digo logo.
Como é que uma tímida é espontânea? Não sei, não faço ideia. Que sou tímida, sou. Extremamente. Aliás, é um dos meus grandes defeitos, porque aliado a isso vem muita coisa, a timidez impede-mede fazer muita coisa. Crio fobias.
Então? Tenho muitas fobias, em particular a sítios com muita gente. Depois tenho outras pequeninas, mas que não me apetecia nada contar. [Depois conta, mas pede para não publicar.]
Com as suas fobias e receios, a andar em digressão num autocarro dia após dia, a ter de cantar a mesma canção todas as noites, nunca tem vontade de mandartudo às malvas? Não. Porque apesar de ser tímida acho que sou muito forte. Sempre que vou pela primeira vez a um país estou preparada para o pior, porque não sei que públicoé que vou ter. Mas também até agora não tive experiências desagradáveis e tenho regressado aos sítios onde toco pela primeira vez, o que quer dizer queas coisas correm bem.
Por mais bem que se cante bem, é preciso uma estrutura por trás para chegar às pessoas? Sim, cada vez mais. Precisamos de exposição porque as pessoas só se identificam com o que ouvem - e para nos ouvirem é preciso todo um trabalho de marketingà volta de um cantor.
Os portugueses estão a perder a vergonha de vender o seu produto? De assumir que querem vencer e prepararem-se para isso? Claro. Isso sente-se nesta nova geração, é menos preconceituosa, muito mais aberta. É uma evolução natural que chegou também ao fado. Mas há coisas quenão mudam: desde o início que me disseram que o fado se cantava com um xaile e hoje eu não consigo cantar sem xaile. O xaile significa protecção e de factosinto-me aconchegada com o xaile, se cantar sem xaile, não sei onde pôr as mãos.
Além da poesia, de que diz gostar, o que lê? Gosto de histórias um bocadinho trágicas, por acaso. O livro que acabei de ler é o "Werther", do Goethe. Gosto muito desse tipo de livros. Não sou obrigatoriamentede romances, vou à procura de algo que me desperte interesse num momento da minha vida.
O que quer dizer que este é um momento de tragédia amorosa? Se calhar [risos].
Com todo esse lado emocional, é mulher para pensar muito sobre cada pormenor da vida? Eu gosto de pensar sobre as coisas - e passo muito tempo a fazê-lo. Considero-me uma pessoa coerente naquilo que acredito mas não sou uma pessoa de ideiasfixas.
Portanto é daquelas pessoas a quem dizem: "Tu pensas de mais." É isso mesmo. Estou sempre às voltas. Às vezes apetecia-me ter aqui um botãozinho e desligar.
Para não ter insónias. Também tenho, sim. Depende das alturas, mas também tenho.
Falemos de outra coisa: politicamente situa-se mais à esquerda ou à direita? Mais à esquerda.
Era capaz de fazer declarações políticas, se isso pusesse em causa a sua carreira? Toda a minha atitude, mesmo no meu dia-a-dia, é de nunca me manifestar muito sobre certas coisas. Estou aqui para fazer o que tenho a fazer, para seguiro meu caminho. Até agora sempre disse que não a convites partidários.
Como é que surgiu a digressão que fez nos Estados Unidos da América? Eu fui uma vez, a convite do Jorge Fernando, cantei dois fados e no final o director do Instituto World Music veio dizer-me: "Um dia vou trazê-la aqui."Qual foi o meu espanto quando, ao chegar lá, descobrir que ia tocar no Carneggie Hall, e estava esgotado. Era um concerto só meu, havia imensos cartazes,foi uma experiência inesquecível. Este ano voltei lá e foi uma digressão fantástica: comecei em Nova Iorque, com as salas todas esgotadas. Logo no primeiroconcerto tive uma crítica no "New York Times" que me fez sentir muito bem. Cheguei a Los Angeles e fiz um "show" em rádio e por causa desse programa enchio espectáculo em Los Angeles. Tudo isto me vai dando mais confiança, vai-me ajudando a dedicar-me por completo à minha carreira.
Põe tudo de parte para cantar? É isso que tenho feito, mas neste momento estou a tentar ver se encontro um equilíbrio e se arranjo vida pessoal.
Tendo tocado em tanto sítio, alguma vez lhe aconteceu pensar: "Gostava de morar nesta cidade"? Aconteceu-me com várias. Bem, neste momento era incapaz de viver fora de Portugal. Mas, para passar umas boas temporadas, há vários sítios. Dou-me muitobem na América, gosto do povo, são muito descontraídos, não são preconceituosos, falam muito. Gosto muito de Barcelona e de Paris, aí não me importavade ficar lá uns meses. A minha preocupação quando vou a algum sítio é tentar perceber a cultura local e enturmar-me, imaginar como seria viver nessa cultura.Quando vou para outro país, não vou à procura da minha comida. Quando fui à China fui aos templos, fiz aqueles rituais todos. A experiência de ir à Chinamarcou-me imenso pela diferença de culturas. Fui do norte ao sul, Pequim, Xangai, Hong Kong, Ankara.
Em relação à crítica no "New York Times": isso tocou-a? Muito. Fiquei feliz. Às vezes as pessoas pensam que nestas digressões andamos a passear e conhecer tudo, mas não: é intensivo, com muito trabalho, as viagenssão muito longas e depois do avião ainda temos de andar muito de carro e de manhã temos entrevistas, à tarde teste de som, à noite concerto, e depois segue-separa outra cidade. É uma entrega total e estas críticas servem para nos acarinhar.
Nessa crítica realçavam o facto de cantar sem microfone, o que faz muitas vezes. Porquê? Para mostrar um pouco o que se faz nas casas de fado. Era incapaz de fazer uma digressão inteira sem microfone, mas se pudesse eu fazia, porque prefiroouvir a minha voz ao natural, em vez de através de um microfone ou um monitor de som. Não me consigo adaptar, não consigo ouvir a música só nos meus ouvidos,tenho de a ouvir a bater no meu corpo todo.
Os seus pais leram a crítica? Eles viram no Telejornal e depois na Internet. Eles têm orgulho. O meu pai tocava viola, cantava, tinha um grupo antes de se casar com a minha mãe, crescia ouvir os meus pais a cantar, desde miúda que ia com eles ao fim-de-semana cantar com os amigos.
Tem irmãos? Um irmão, dois anos mais velho. Também tem muito orgulho da minha carreira.
Quando vai em digressão o namorado fica muito ciumento? Sim, por isso é que é difícil ter-se um namorado com esta carreira, porque não entendem.
E as histórias de as fadistas apaixonarem-se pelos guitarristas, são verdadeiras? Acho que é fácil isso acontecer, porque a partir do momento em que só se vive para a profissão e só se convive com aquelas pessoas eu acho que é fácil.E têm a mesma linguagem.
Quando chega a casa de uma digressão e não tem nada marcado na agenda, como é? Só quero dormir, porque há um cansaço... Mas sem agenda marcada às vezes há um vazio. É engraçado porque eu estou sempre a desejar ter descanso, mas depoisquando o tenho sinto-me como peixe fora de água. Entro um bocadinho em pânico. E aí só há os amigos e a família. Sou muito agarrada à família, aos meuspais, ao meu irmão, à minha sobrinha.
Tem uma sobrinha... Com a vida que tem, gostava de ter filhos? Sim. Muitos [risos.]. Dois. Gostava muito, não agora, mas gostava muito. Numa casa com quintal, para eles terem a liberdade de andar na terra, porque essafoi a minha infância. E fora de Lisboa. Com muito verde.
Jornal Público

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24 junho, 2008

LISTA DE COISAS QUE NÃO SABEMOS OU NÃO LEMBRAMOS 3 - FINAL

Os Múltiplos de Dez
(os prefixos usados em Megabytes, Kilowatt, milímetro...)
NOME (Símbolo) = fator de multiplicação
Yotta (Y) = 1024 = 1.000.000.000.000.000.000.000.000
Zetta (Z) = 1 0 21 = 1.000.000.000.000.000.000.000
Exa (E) = 1018 = 1.000.000.000.000.000.000
Peta (P) = 1015 = 1000.000.000.000.000
Tera (T) = 1012 = 1.000.000.000.000
Giga (G) = 109 = 1.000.000.000
Mega (M) = 10 6 = 1.000.000
kilo (k) = 10 3 = 1.000
hecto (h) = 10 2 = 100
deca (da) = 101 = 10
uni = 10 0 = 1

deci d, 10-1 = 0,1
centi c, 10-2 = 0,01
mili m, 10-3 = 0,001
micro µ, 10-6 = 0,000.0001
nano n, 10 -9= 0,000.000.001
pico p, 10-12 = 000.000.000.001
femto f, 10-15 = 000.000.000.000001
atto a, 10-18 = 0,000.000.000.000.000.001
zepto z, 10-21 = 0,000.000.000.000.000.000.001
yocto y, 10 -24 = 0,000.000.000.000.000.000.000.001

exa deriva da palavra grega "hexa" que significa "seis".
penta deriva da palavra grega "pente" que significa "cinco".
tera do grego "téras" que significa "monstro".
giga do grego "gígas" que significa "gigante".
mega do grego "mégas" que significa "grande".
hecto do grego "hekatón" que significa "cem".
deca do grego "déka" que significa "dez".
deci do latim "decimu" que significa "décimo".
mili do latim "millesimu" que significa "milésimo".
micro do grego "mikrós" que significa "pequeno".
nano do grego "nánnos" que significa "anão".
pico do italiano "piccolo" que significa "pequeno".
femto do dinamarquês "femten" que significa "quinze".
atto do dinamarquês "atten" que significa "dezoito".
zepto e zetta derivam do latim "septem" que significa "sete".
yocto e yotta derivam do latim "octo" que significa "oito".

Conversão entre unidades:
cavalo-vapor 1 cv = 735,5 Watts
horsepower 1 hp = 745,7 Watts
polegada 1 in (1´´) = 2,54 cm
pé 1 ft (1´) = 30,48 cm
jarda 1 yd = 0,9144 m
angström 1 Å = 10-10 m
milha marítima =1852
mmilha terrestre 1mi = 1609 m
tonelada 1 t = 1000 kg
libra 1 lb = 0,4536 kg
hectare 1 ha = 10.000 m2
metro cúbico 1 m3 = 1000 l
minuto 1 min = 60 s
hora 1 h = 60 min = 3600 s
grau Celsius 0 ºC = 32 ºF = ?273 K (Kelvin)
grau fahrenheit =32+(1,8 x ºC

Os Dez Números Arábicos
Os símbolos tem a ver com os ângulos:
o 0 não tem ângulos
o número 1 tem 1 ângulo
o número 2 tem 2 ângulos
o número 3 tem 3 ângulos
etc...

As Datas de Casamento:
1 ano - Bodas de Algodão
2 anos - Bodas de Papel
3 anos - Bodas de Trigo ou Couro
4 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera
5 anos - Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos - Bodas de Estanho ou Zinco
15 anos - Bodas de Cristal
20 anos - Bodas de Porcelana
25 anos - Bodas de Prata
30 anos - Bodas de Pérola
35 anos - Bodas de Coral
40 anos - Bodas de Rubi ou Esmeralda
45 anos - Bodas de Platina ou Safira
50 anos - Bodas de Ouro
55 anos - Bodas de Ametista
60 anos - Bodas de Diamante ou Jade
65 anos - Bodas de Ferro ou Safira
70 anos - Bodas de Vinho
75 anos - Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos - Bodas de Nogueira ou Carvalho

Os Sete Anões:
. Dunga
. Zangado
. Atchin
. Soneca
. Mestre
. Dengoso
. Feliz

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20 junho, 2008

CHEIRO DE CAFÉ JÁ SERIA SUFICIENTE PARA "ACORDAR" CÉREBRO

Cientistas japoneses dizem que talvez apenas o cheiro do café já seja suficiente para despertar pessoas que foram privadas de sono - segundo um artigo publicado na revista de ciência "New Scientist".
Os especialistas dizem que são necessários mais estudos, uma vez que os primeiros testes foram feitos com ratos. Mas sugerem que, se comprovada, a descoberta pode ter várias aplicações úteis. Por exemplo, o perfume revitalizador do café poderia ser borrifado em fábricas para ajudar a energizar trabalhadores cansados que não podem ingerir a bebida enquanto operam máquinas. ExperimentoA equipe de pesquisadores, liderada por Yoshinori Masuo, do National Institute of Advanced Industrial Science and Technology em Tsukuba, no Japão, impediu 16 ratos de dormir durante 24 horas. Ao fim desse período, os cientistas examinaram os cérebros dos animais e verificaram que havia uma redução nos níveis de moléculas mRNA - abreviatura para Ácido Ribonucléico mensageiro - em 11 genes importantes para a função cerebral. A presença do mRNA é indicadora de que um gene está sendo expressado.
Quando os ratos foram expostos ao aroma do café, os índices de mRNA em nove dos genes subiram para perto dos níveis normais. E em dois genes - o GIR, envolvido no controle neuroendócrino, e o NFGR, associado ao controle do estresse oxidativo - os índices de mRNA ultrapassaram o nível usual.
Não se sabe se os mesmos genes são suprimidos em humanos privados de sono, ou se humanos se sentiriam cansados caso esses genes fossem suprimidos. Mas muitos desses genes possuem equivalentes em seres humanos.
Segundo os cientistas japoneses, a supressão dos genes pode ajudar a explicar por que as pessoas se sentem mal quando não dormem o suficiente. E a reativação dos genes poderia explicar por que as pessoas gostam do aroma do café. A equipe espera agora poder identificar as moléculas presentes no aroma do café que afetam a atividade dos genes.
BBC Brasil

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LOJA ALEMÃ ESCREVE LIVROS ENCOMENDADOS PELOS CLIENTES

Em uma pequena loja de Berlim, na Alemanha, é possível encomendar livros nos quais o cliente é o personagem principal."O que você gostaria mais?
Uma história de amor, de detetives, de ficção científica ou de aventura?
E que tipo de personagem você gostaria de ser? Um cavalheiro, uma rainha ou um astronauta?
Quem sabe uma bruxa ou um vilão?", pergunta Michael Wäser a seus clientes.Wäser e sua equipe de escritores escrevem histórias feitas sob medida de acordo com os desejos dos clientes: o cenário, a época, o estilo, o tema, o número e a personalidade dos personagens, tudo pode ser sugerido ou determinado pela pessoa que faz a encomenda.
Para ajudar os clientes a escolher, Wäser mostra um catálogo. Nele, estão narrações já prontas em todos os gêneros imagináveis, nas quais apenas o nome do cliente como protagonista é mudado.
Esses livros custam US$ 25. Já os escritos completamente sob medida custam US$ 260.
Presente
A maioria dos clientes da Loja de Histórias encomenda os livros para dar de presente.
Mulheres e homens pedem romances nos quais aparecem com seus companheiros em expedições remotas, resolvem juntos complicados enigmas policiais ou lutam pelo amor um do outro em cenários medievais. "Também já fizemos histórias para grupos de velhos amigos que queriam dar a um deles uma aventura conjunta", diz Wäser.
Os clientes também podem escolher a capa, o tipo de papel e o tipo de letra usados. No futuro, poderão também encomendar ilustrações originais.
A Loja de Histórias também escreve livros para empresas, como uma clínica médica ou um hotel.
"Para hotéis, escrevemos histórias que acontecem no local, onde todo o pessoal desfila como protagonista em salas de conferência, bares, quartos e restaurantes do lugar", conta Wäser. A loja também oferece relatos falados. São histórias narradas por locutores profissionais com efeitos sonoros e que são entregues ao comprador em um CD como se fosse uma radionovela por cerca de US$ 570.
A idéia de Michael Wäser virou um sucesso. A loja emprega dez escritores e se transformou em uma pequena fábrica de fantasias.
Sergio Correa
De Berlim para a BBC Mundo

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FÃS DE ÔNIBUS, BUSÓLOGOS SE REÚNEM EM RODOVIÁRIAS


Eles são loucos por ônibus. Adoram fotografar os veículos estacionados ou cruzando uma via. Por isso, gostam de freqüentar rodoviárias, garagens de empresas do transporte coletivo e acumulam horas e horas dentro de veículos às vezes lotados de gente. Arriscam adivinhar o modelo do carro, com os olhos fechados, só ouvindo o barulho do motor.
São os busólogos. Pessoas praticante da busologia, um hobbie que está relacionado a tudo que se refere aos carros que transportam diariamente milhões e milhões de pessoas na grande maioria das cidades do planeta. Não há um número oficial, porém uma estimativa mostra que no mundo há cerca de 40 mil busólogos. No Brasil os adeptos podem estar em torno de 3 mil.
"Cada cidade tem ao menos um busólogo e aqui em Campinas somos em mais ou menos quinze", afirma categórico o estudante Luciano Roncolato, 26 anos e há quase 10 anos um autêntico busólogo. Tanto é que até idealizou um site (www.portalinterbuss.net) sobre o assunto.
A paixão por ônibus começou quando criança. Naquele período acompanhou pela janela da sua casa a construção e depois a operação do corredor exclusivo de ônibus da Avenida Amoreiras, no bairro São Bernardo.
"Eu achava bonito o movimento de ônibus e cheguei a pensar que não fosse normal. Foi então, quando ganhei um computador e descobri que existe muitas pessoas com o mesmo gosto", explica.
No ano passado Roncolato organizou o primeiro evento na cidade. Entre admiradores de ônibus e público em geral compareceram cerca de 3 mil visitantes. "Apareceu gente do interior, da capital e de outros Estados. Foi muito bom", lembra. A próxima reunião entre busólogos em Campinas será no dia 12 de julho, das 10 às 17 horas, na Pedreira do Chapadão (Praça Ulisses Guimarães, Jardim Chapadão).
Os encontros contribuem para ampliar o circulo de amigos. Pessoas que antes só conversavam pela web acabam se conhecendo pessoalmente, explica ele.
Periodicamente os busólogos programam eventos nas grandes cidades e capitais. Assim conseguem atrair curiosos por novidades além de colecionadores de réplicas de ônibus em miniaturas, de publicações sobre o assunto e álbum de fotos.
Para envolver ainda mais os participantes é costume a montagem de uma exposição com ônibus cedidos pelas empresas de transportes. "Em algumas cidades os empresários de ônibus e Prefeitura ajudam com a estrutura autorizando os motoristas a levarem alguns ônibus para o encontro."
Visitar ônibus em outras cidadesUm busólogo viaja bastante e em ônibus, é claro. Em grupo ou sozinho segue registrando em fotos os coletivos que utiliza. O deslocamento tem como objetivo principal 'visitar' os ônibus que circulam na localidade e em segundo plano de interesse conhecer o destino escolhido. Para um autêntico busólogo é importante ver de perto o carro da empresa transportadora de passageiros.
"Já estive em dezenas de cidades de São Paulo. Gostei demais dos ônibus de Belo Horizonte, Mato Grosso do Sul, Curitiba, Rio de Janeiro", enumera. "Conheço gente que viajou 42 horas sem reclamar".
Feriado prolongadoOs busólogos não costumam ficar em casa em véspera de feriados prolongados. Quem está na cidade fica atento assim os que estão na estrada em busca dos acessos aos terminais rodoviários.
Nestas datas as empresas de transportes se vêem com o aumento da demanda de passageiros. Com isso são obrigadas a colocar ônibus extras para atender ao movimento. "E aparece cada raridade", diz. "Ônibus que costuma ficar guardado e reservado para o fretamento entra em operação."
O estudante Guilherme Rafael, 16 anos, chegou até os busólogos depois que ficou sabendo de um passeio de um grupo de garotos pelas garagens de empresas de transporte em Campinas. A visita monitorada por funcionários e mecânicos pode acontecer duas vezes ao ano.
É organizada pelos busólogos com apoio da Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de Campinas (Transurc). "Achei diferente a idéia do tour e fui atrás. Aí virei um busólogo", falou.
Um pouco de busologia
A engenharia, potência do motor, faróis, assentos dos passageiros, rodas, bagageiros são alguns dos temas que aguçam a curiosidade e provocam longos debates. Códigos, dados, seqüências de letras e números não passam desapercebidos e dão pistas aos mais observadores.
O mais atento será capaz de descrever com precisão o ônibus na plataforma: seu ano de fabricação, nome da empresa, material da carroceria entre outros pontos de interesse.
Ao contrário dos carros de passeio que são comprados inteiros e já funcionando, os ônibus novos que irão compor a frota da empresa são adquiridos em partes, fragmentados.
O empresário do ramo de transportes compra o chassi e depois escolhe a indústria responsável em montar a carroceria. No interior do coletivo, acima da poltrona do motorista, no lado direito constam duas chapas em alumínio contendo essas informações.
Um busólogo é, sobretudo, um observador. Um ônibus tem estampado o nome do fabricante, qual motor e numerações aqui e ali. A inscrição 1113 na lateral sob a porta significa, em linhas gerais que, suporta 11 toneladas e potência de 130 cavalos.
"Se for a palavra Marcopolo que está escrito nos lados, o modelo da carroceria é uma palavra em italiano: Torrino, Viale, Viaggio, Paradiso. Pode reparar".
Rose Mary de Souza
Direto de Campinas
Redação Terra
Comentário do Silvio: Eu também sou um busólogo, embora só me interesse por ônibus antigos como o da foto PB aí de cima que é um ACLO Inglês, com motor central e caixa de mudanças semi-hidramática, vejam bem que ele é de 1952!. Lamentavelmente dele só existe a foto. Contam-se nos dedos aqui no Brasil os exemplares antigos conservados. O Brasil dá pouco valor à sua memória! A Turismo Santa Rita é excessão, mantendo vários veículos das décadas de 50 e 60 em prefeitas condições. Só quem tem mais de 60 anos e algum dia viajou em um Twin, um GM ou um Aclo entenderá o que estou falando. Sempre que posso vou na Exposição que se realiza no primeiro domingo de cada mês no Jardim da luz, lá são expostos carros, caminhões e ônibus antigos, nacionais e importados. Visito sempre o site http://www.toffobus.com que é o maior acervo de fotos de ônibus antigos. Visito sempre o Museu do Transporte Caetano Ferolla (Antigo Museu da CMTC) que fica na Av. Cruzeiro do Sul, lá faço pesquisas na biblioteca para complementar postagens de meu outro bloguer: http://saopaulominhasmemorias.blogspot.com .
O ônibus de dois andares, vermelho da foto acima é um Scania com carroceria Thamco, que rodou em São Paulo na década de 80 e foi adquirido pelo Prefeito Janio Quadros em sua segunda gestão devido a sua paixão particular pelos ônibus e pela cidade de Londres. Este exemplar foi salvo do desmanche pelo Turismo Caprioli. Ao contrário dos ônibus rodoviários que tiveram seu nível de conforto sensivelmente aumentado ao longo dos anos, os ônibus urbanos pioraram e muito em conforto, pontualidade etc. isto porque o passageiro rodoviário tem a opção do avião e o passageiro urbano é cativo, isto é não tem opção, se não gostar do ônibus terá que ir a pé!
Infelizmente meus afazeres atualmente estão me deixando com muito pouco tempo para me dedicar ao outro bloguer e conseqüentemente ao assunto referente a ônibus antigos.

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19 junho, 2008

LISTA DE COISAS QUE NÃO SABEMOS OU NÃO LEMBRAMOS 2

Os Doze Meses do Ano:
- Janeiro: homenagem ao Deus Janus, protetor dos lares
- Fevereiro: mês do festival de Februália (purificação dos pecados), em Roma;
- Março: em homenagem a Marte, deus guerreiro;
- Abril: derivado do latim Aperire (o que abre). Possível referência à primavera no Hemisfério Norte;
- Maio: acredita-se que se origine de maia, deusa do crescimento das plantas;
- Junho: mês que homenageia Juno, protetora das mulheres;
- Julho: No primeiro calendário romano, de 10 meses, era chamado de quintilis (5º mês). Foi rebatizado por Júlio César;
- Agosto: Inicialmente nomeado de sextilis (6º mês), mudou em homenagem a César Augusto; - Setembro: era o sétimo mês. Vem do latim septem;
- Outubro: Na contagem dos romanos, era o oitavo mês;
- Novembro: Vem do latim novem (nove);
- Dezembro: era o décimo mês

Os Doze Apóstolos:
1 - Simão Pedro
2 - Tiago ( o maior )
3 - João
4 - Filipe
5 - Bartolomeu
6 - Mateus
7 - Tiago ( o menor )
8 - Simão
9 - Judas Tadeu
10 - Judas Iscariotes
11 - André
12 - Tomé.
***Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos elegeram Matias para ocupar o seu lugar .

Os Doze Profetas do Antigo Testamento:
1 - Isaías
2 - Jeremias
3 - Jonas
4 - Naum
5 - Baruque
6 - Ezequiel
7 - Daniel
8 - Oséias
9 - Joel
10 - Abdias
11 - Habacuque
12 - Amos

Os Quatro Evangelistas e a Esfinge
. Lucas (representado pelo touro)

. Marcos (representado pelo leão)
. João (representado pela águia)
. Mateus (representado pelo anjo)

Os Quatro Elementos e os Signos
. Terra (Touro - Virgem - Capricórnio)
. Água (Câncer - Escorpião - Peixes)
. Fogo (Carneiro - Leão - Sagitário)
. Ar (Gêmeos - Balança - Aquário)


As Musas da Mitologia Grega
(a quem se atribuía a inspiração das ciências e das artes)
1 - Urânia ( astronomia )
2 - Tália ( comédia )
3 - Calíope ( eloqüência e epopéia )
4 - Polímnia ( retórica )
5 - Euterpe ( música e poesia lírica )
6 - Clio ( história )
7 - Érato ( poesia de amor )
8 - Terpsícore ( dança )
9 - Melpômene ( tragédia )

Os Sete Sábios da Grécia Antiga:
1 - Sólon
2 - Pítaco
3 - Quílon
4 - Tales de Mileto
5 - Cleóbulo
6 - Bias
7 - Períandro

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17 junho, 2008

LISTA DE COISAS QUE NÃO SABEMOS OU NÃO LEMBRAMOS 1

Os Três Reis Magos:
O árabe Baltazar: Trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.
O indiano Melchior: Trazia ouro, significando a sua realeza.
O etíope Gaspar: Trazia mirra, significando a sua humanidade.

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo:

1 - As Pirâmides do Egito
2 - As Muralhas e os Jardins Suspensos da Babilônia
3 - O Mausoléu de Helicarnasso (O Túmulo em Éfeso )
4 - A Estátua de Zeus, de Fídias
5 - O Templo de Artemisa (ou Diana)
6 - O Colosso de Rodes
7 - O Farol de Alexandria.

As 7 Notas Musicais
A origem é uma homenagem a São João Batista, com seu hino :
Ut queant laxis () Para que possam
Resonare fibris ressoar as
Mira gestorum maravilhas de teus feitos
Fa mulli tuorum com largos cantos
Sol ve polluit apaga os erros
Labii reatum dos lábios manchados
Sancti Ioannis Ó São João

Os Sete Pecados Capitais
(Eles só foram enumerados no século VI, pelo papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo)
Gula.

Avareza
Soberba
Luxúria
Preguiça
Ira
Inveja

As Sete Virtudes
(para combater os pecados capitais)
Temperança (gula)
Generosidade (avareza)
Humildade (soberba)
Castidade (luxúria)
Disciplina (preguiça)
Paciência (ira)
Caridade (inveja)

Os Sete dias da Semana e os "Sete Planetas"
Os dias, com exceção da língua portuguesa , mantém os nomes dos sete corpos celestes conhecidos desde os babilônios:
Domingo - dia do Sol
Segunda - dia da Lua
Terça - dia de Marte
Quarta - dia de Mercúrio
Quinta - dia de Júpiter
Sexta - dia de Vênus
Sábado - dia de Saturno

As Sete Cores do Arco-Íris:
Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.
Vermelho
Laranja
Amarelo
Verde
Azul
Anil
Violeta

Os Dez Mandamentos:
1º - Amar a Deus sobre todas as coisas

2º - Não tomar o Seu Santo Nome em vão
3º - Guardar os sábados
4º - Honrar pai e mãe
5º - Não matar
6º - Não pecar contra a castidade
7º - Não furtar
8º - Não levantar falso testemunho
9º - Não desejar a mulher do próximo
10º - Não cobiçar as coisas alheias

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16 junho, 2008

CONHEÇA ALGUMAS DAS MAIS POPULARES LENDAS URBANAS

Entre amigos, conhecidos, familiares, por meio da Internet ou do boca a boca, as lendas urbanas se difundem facilmente. Muitas são específicas de cada país, mas há algumas que se espalham por todo o mundo.
Normalmente, são histórias que se desenrolam em lugares que fazem parte do cotidiano da maioria das pessoas - como trens, cinemas ou estradas. Em geral, são narrados como tendo acontecido a alguém próximo.
Entre as mais conhecidas estão:
A loira do banheiro
De acordo com esta história, se você pára, à noite, diante do espelho do banheiro - a localização pode variar - com três velas acesas e pronuncia três vezes o nome "Verônica" oi "Loira": pode aparecer refletida no espelho a data da sua morte, você pode ver a imagem da alma de uma mulher loira ou você pode ver o seu enterro refletido no espelho.
A mulher da curva
Também conhecida como "O fantasma da estrada", consiste no aparecimento de uma jovem assim que você faz uma curva em uma estrada - alguns afirmam que ela aparece sempre em um mesmo dia e hora a cada ano, exatamente naquele em que teria morrido em um acidente de carro. Há duas versões diferentes. Na primeira, a jovem é reconhecida por um caminhoneiro que acaba morrendo no mesmo lugar onde ela perdeu a vida. Na segunda, a "mulher fantasma" adverte o condutor que esta curva a matou e desaparece.
Os mistérios da Coca-Cola
A quantidade de histórias em torno do refrigerante é proporcional a sua inserção em praticamente todo o mundo, porém, algumas delas tornaram-se mais famosas.
A Coca-Cola é capaz de desmanchar um prego em quatro dias.Um de seus ingredientes é a cocaína. Membros da empresa (Coca-Cola) colaboraram com os nazistas. A Coca-Cola é responsável pela cor vermelha das roupas do Papai Noel, que antes de sua invenção vestia-se de azul.
Paul McCartney está morto
O venerado ex-Beatle é vítima de algumas das lendas urbanas mais difundidas da música. Nesta, afirma-se que McCartney morreu em 1966 e que desde então é substituído por um dublê chamado William Shears Campbell. As capas dos discos Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e Abbey Road dos Beatles daria informações sobre a morte de McCartney.
O enigma numérico do 11/9
Muitos afirmam ter visto símbolos proféticos e mensagens premonitórias que anunciavam o atentado contra as Torres Gêmeas. Embora não seja exatamente uma lenda urbana, a estranha coincidência numérica de certos fatos relacionados com o atentado gerou inúmeras especulações.
Entre as mais conhecidas estão: a data do atentado: 9/11 (9 + 1 + 1 = 11), a soma das letras de Nova York dá 11, a soma das letras de Afeganistão dá 11, a soma das letras de Pentágono dá 11, o vôo 11, que colidiu na primeira torre levava 92 passageiros a bordo (9 + 2 = 11).
O homem chegou à Lua?
Desde o momento de sua emissão, as imagens dos passos de Neil Armstrong sobre a superfície lunar em 20 de julho de 1969 se converteram em fonte inesgotável de numerosas teorias da conspiração. A mais difundida se refere a uma suposta manipulação das imagens por parte da Nasa para ocultar as ruínas de uma civilização alienígena. Outros afirmam que todas as imagens são montagens e que o homem nunca pisou na Lua.
Os jacarés no esgoto de Nova York
Segundo fontes anônimas, nos anos 80, era moda comprar pequenos jacarés procedentes da Flórida que, depois de crescerem, eram jogados no ralo do banheiro. Os animais teriam achado as profundezas da cidade um bom lugar para viver e se tranformando em monstros que passaram a espreitar os nova-iorquinos em todos os bueiros da cidade.
Terra Espanha

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13 junho, 2008

NOSSO CÉREBRO É FANTÁSTICO

O nosso cérebro é doido !!!
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos cdaa ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.
Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4
CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO
QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

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11 junho, 2008

TROCAR RINGTONE VIRA MANIA ENTRE USUÁRIOS DE CELULARES

Trocar figurinha para completar álbuns de papel é um hobby antigo. Agora essa brincadeira deu espaço para uma nova mania: a troca de ringtones, toques musicais que personalizam as ligações recebidas no celular. E essa diversão não é apenas coisa de adolescente ou criança. A motorista de táxi Lia Scarparo, de 48 anos, por exemplo, tem um som diferente para atender chamadas de cada integrante da família, principalmente, para o namorado.
"O som dele era o do plantão de
notícias urgentes da Globo, mas mudei para uma música da Ana Carolina com o Seu Jorge. É muito divertido. Há toques de todos os tipos e você ainda pode criar o seu", diz a taxista, que trabalha nas ruas de São Paulo.
Lia começou a trocar ringtones há dois anos por causa das amigas de sua filha adolescente. "É um jeito ótimo de personalizar quem está ligando para você. É prático porque enquanto dirijo não preciso me preocupar em identificar quem me liga", conta a taxista exibindo cerca de dez toques mais variados armazenados em seu celular.
Para entrar para a brincadeira, Lia comprou um celular mais moderno, com Bluethooth. Ela ressalta que só assim se consegue trocar os arquivos de graça entre aparelhos que tenham a mesma tecnologia de ondas de rádio. "As meninas baixam da Internet e me passam sem nenhum custo", diz.
Assim como Lia, outros usuários de celulares estão entrando nessa onda. Constatação disso é uma pesquisa realizada pela Nielsen Mobile na América Latina sobre os conteúdos multimídia mais acessados pelos usuários. No Brasil, os ringtones aparecem como o terceiro serviço mais baixado pelo assinantes. Em primeiro lugar estão os download de música com participação de 14%, seguido de papel de parede com 11% e ringtones com 8%.
Como colecionar ringtone
Além de trocar os arquivos usando o Bluethooth, os usuários de celular podem baixar os arquivos da Internet, gravar no computador e depois passar para o dispositivo, via cabo especial.
É possível também fazer o download dos arquivos diretamente via WAP (Wireless Application Protocol), que é um protocolo que permite o acesso a Web pelo telefone habilitado para esse canal, utilizando uma linguagem e tecnologia específicas (WML e WML script). A conexão pelo WAP é mais lenta que a atual terceira geração de telefonia móvel, que promete navegação pela Internet sem fio em alta velocidade.
Quanto custa
O preço das músicas varia de R$ 3 a R$ 6 a unidade, mas também há a opção de assinar o serviço mensal. Fora o toque, o usuário precisa pagar pelo tráfego dos arquivos, ou seja, pelo download na rede das operadoras móveis. A TIM, por exemplo, cobra nos planos pré-pago e Conta Fixa, R$ 0,55 para cada minuto de acesso ao TIM WAP. Já a Vivo cobra R$ 0,05 (por Kilobyte) e R$ 0,075 (por Kilobyte em roaming) nos planos pré-pagos.
Tanto usuários pré-pagos como os pós-pagos podem baixar sons, a forma de download é a mesma, o que muda é a forma de cobrança. Para os assinantes pós-pagos, a quantia vem na fatura mensal. Para quem tem plano pré-pago, o valor é debitado dos créditos em conta.
Celular compatível
Para entrar nessa onda é preciso primeiro habilitar o celular para WAP (cada operadora tem um código diferente). Depois é necessário saber se o seu celular é compatível com os diferentes tipos de toques. Os sites de download de ringtones, geralmente, têm um campo de identificação de modelos. O internauta coloca o número do telefone e o sistema indica o tipo de som que pode ser baixado. Os toques podem ser encontrados em portais de notícias, páginas especializadas, site das operadoras, sites de download, de buscas, gratuitos, entre outros.
Tipos de toques
Há os tons monofônicos que se caracterizam por tocar um único som, próprio da campainha (toque) do celular. Existem os polifônicos que simulam o som de vários instrumentos simultaneamente, como guitarra, violino, flauta, bateria e muito mais. Outra opção são os dos tons MP3 que são arquivos de áudio real (true tones), os quais não têm sintetização de canais para reprodução dos tons - são tocados por celulares atuais que suportam MP3 ou OGG. Há ainda os key tones que são notas musicais digitadas no celular, comuns em celulares Nokia.
Crie o seu
Além de comprar um toque pronto, é possível criar o seu com a ajuda de softwares especiais que usam o formato MIDI. Diferentemente de outros formatos (como o formato WAV e MP3), um arquivo MIDI não contém o áudio propriamente dito, e sim as instruções para produzi-lo, ou seja, é basicamente uma partitura digitalizada. Essas instruções definem os instrumentos, notas, timbres, ritmos, efeitos e outras características que serão utilizadas por um sintetizador para a geração dos eventos musicais. Para manejar esse tipo de arquivo, tanto o computador como o celular precisa de programas próprios para esse formato.
Tatiana Schnoor
http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia_especial.php?id_secao=17&id_conteudo=643&id_coluna

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