ENTRESSEIO

s.m. 1-vão, cavidade, depressão. 2-espaço ou intervalo entre duas elevações. HUMOR, CURIOSIDADES, UTILIDADES, INUTILIDADES, NOTÍCIAS SOBRE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS CULTURAIS, AQUELA NOTÍCIA QUE INTERESSA A VOCÊ E NÃO ESTÁ NO JORNAL QUE VOCÊ COSTUMA LER, E NEM DÁ NA GLOBO. E PRINCIPALMENTE UM CHUTE NOS FUNDILHOS DE NOSSOS POLÍTICOS SAFADOS, SEMPRE QUE MERECEREM (E ESTÃO SEMPRE MERECENDO)

25 junho, 2008

MAQUETE DE JERUSALÉM EXPOSTA NO RIO É A SEGUNDA RÉPLICA NO MUNDO

Ver de perto um pedaço da Terra Santa, ainda que seja em miniatura, pode ser uma interessante forma de compreender a dimensão do cenário que sediou grandes acontecimentos relatados nos livros sagrados que contam a história da humanidade. Instalada no CCJ (Centro de Cultura de Jerusalém), no Rio de Janeiro, a "Maquete de Jerusalém na Época do Segundo Templo" é a segunda réplica do gênero existente no mundo (a original está no hotel Holyland de Jerusalém). Com 736 metros quadrados, a instalação reproduz a arquitetura e topografia da capital de Israel na época do Segundo Templo, que data o ano 66 d.C., e permite visualizar o território onde se originou a cultura judaico-cristã e que continua sendo palco de conflitos étnicos. Um dos monumentos mais importantes da história da cidade é o Segundo Templo, destruído pelas tropas do imperador romano Titus Flavius, então general, no ano 70 d.C.
O conhecido Muro das Lamentações, local mais sagrado do judaísmo, foi a única parte que sobrou da edificação. Segundo a tradição judaico-cristã, a primeira construção também foi destruída e ficou conhecida como Primeiro Templo ou Templo de Salomão. Por ter uma proposta interativa, os visitantes poderão observar com detalhes e diferentes tipos de iluminação as construções da parte mais antiga da capital de Israel, declarada Patrimônio Mundial da Humanidade em 1981 pela Unesco.
O Tanque de Siloé, principal reservatório de abastecimento de água na cidade, o Anfiteatro romano, o Palácio de Herodes, a Esplanada do Templo e a Fortaleza Antônia fazem parte do tour virtual, que conta com recursos audiovisuais.
Berço de manifestações culturais na região (o cinema israelense tem tido grande prestígio internacional nos últimos anos), Jerusalém convive com leituras diversas sobre sua importância e seu significado, conforme a visão das comunidades cristãs, judaicas e muçulmanas que ali habitam.
Aberta diariamente, a exposição permite que o visitante visualize a maior cidade de Israel e conheça um pouco da história da "cidade sagrada" de Jerusalém.
"Maquete de Jerusalém na Época do Segundo Templo"
Quando: permanente (diariamente, das 9h às 18h)
Onde: Centro Cultural Jerusalém - Sala da Maquete (av. Dom Helder Câmara, 4.242, Del Castilho, Rio de Janeiro, RJ)
Quanto: R$ 10 (meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos)
Visitas guiadas: agendar pelo site (www.centroculturaljerusalem.com.br) ou pelo telefone (21) 2582-0140.

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06 junho, 2008

ESTÁTUA DE AFRODITE E UM BUSTO DE CLEÓPATRA SÃO DESCOBERTOS NO EGITO

Cairo, 26 mai (EFE) - Arqueólogos egípcios descobriram na cidade de Alexandria uma estátua da deusa grega Afrodite, um busto da rainha Cleópatra e uma máscara que pode ter pertencido a Marco Antonio, comandante militar romano.O anúncio foi feito hoje por Farouk Hosni, ministro egípcio de Cultura, em comunicado divulgado pelo Conselho Supremo de Antiguidades (CSA).A estátua de bronze de Afrodite, o busto de alabastro de Cleópatra e a máscara de Marco Antonio foram achados em escavações no templo de Tabusiris Magna. O secretário-geral do CSA, Zahi Hawas, revelou que também foram descobertos vários túneis no local.Hawas lembrou que o templo foi erguido durante o reinado de Ptolomeu II do Egito (285-246 a.C.) e desmentiu que essas passagens e túneis levassem ao túmulo de Cleópatra.
EFE

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04 junho, 2008

CONSERVAÇÃO DE MANUSCRITO MEDIEVAL É TEMA DE SUSPENSE BEST-SELLER

Chega ao Brasil livro da jornalista autraliana Geraldine Brooks que tem como personagem principal uma conservadora de livros.
Leia resenha sobre o livro publicada no jornal "O Estado de S. Paulo":
Os limites entre ficção e realidade são tênues, na literatura da australiana Geraldine Brooks. Repórter do The Wall Street Journal, ela cobriu conflitos no Oriente Médio, África e Bálcãs, regiões que lhe forneceram combustível suficiente para estrear na literatura em 1994, com Parts of Desire, inspirado em suas experiências entre mulheres muçulmanas.
Sucesso imediato, o livro logo foi traduzido para 17 línguas. Aquele, porém, era essencialmente um relato bem embasado, admiravelmente escrito e que constrói um surpreendente mosaico sobre as iraquianas. Geraldine confiou mais em suas habilidades jornalísticas que de romancista. A fronteira entre realidade e ficção, porém, logo foi ultrapassada e, depois de alguns romances (entre eles, March, publicado em 2005, que lhe reservou o Prêmio Pulitzer de ficção), ela finalmente chegou a As Memórias do Livro, lançado em janeiro e rapidamente alçado à lista dos mais vendidos nos Estados Unidos. Com tradução de Marcos Malvezzi Leal, o livro chega agora ao Brasil sob a chancela da Ediouro (384 páginas, R$ 39,90) com a mesma promessa de se tornar um best-seller.
Trata-se da história de uma conservadora de livros, Hanna Heath, que é escolhida pelas Nações Unidas para estudar e reparar um documento raro: a Hagadá de Sarajevo, manuscrito judeu medieval que desapareceu em 1992, durante a guerra civil da Bósnia, e que finalmente fora reencontrado.
A Hagadá (que significa "narrativa") é uma obra única em sua essência, pois reconta a história do êxodo e relata a seqüência de rituais que devem ser feitos na noite do Pessach, a Páscoa dos judeus. O que diferencia o exemplar encontrado em Sarajevo são várias ilustrações, que correspondem a uma séria violação das leis religiosas, que não permitem nenhum tipo de desenho sobre esse assunto. Bastava esse detalhe para tornar a Hagadá um documento raro e também para alimentar um enigma: por que e por quem fora feita?
Tal mistério foi um dos incentivos encontrados por Geraldine Brooks. "É tentador recriar o passado quando não se dispõe de muitos dados", disse ela ao jornal "Estado", em entrevista realizada por e-mail. "Meu interesse foi contar a história de como surgiu esse manuscrito e, principalmente, de como ele foi protegido por povos diversos ao longo de 600 anos, um período turbulento que inclui tanto a Inquisição espanhola como a ascensão do nazismo, ou seja, séculos de anti-semitismo na Europa."
É esse motivo que justifica a presença da conservadora de livros Hanna Heath - movida pela paixão científica mas, ao mesmo tempo, se controlando para não se exceder, ela desponta como o ponto comum a todas as passagens históricas da trama, uma vez que detém, nas mãos, o famoso documento.
Embora trabalhando com ficção, Geraldine conta que arregaçou as mangas e trabalhou como repórter para descobrir detalhes saborosos de épocas passadas. As mesmas perguntas que atormentavam Geraldine foram transferidas para Hanna que, ao desembarcar em Sarajevo, traz a bagagem abarrotada de questões: o que significavam as anotações do século 17 em suas páginas? Como conseguira escapar da perseguição nazista? À medida que se aproxima o momento de encontrar a relíquia, Hanna é tomada por preocupações profissionais: qual seria o estado do livro? Teria condições necessárias para executar algum tipo de recuperação se fosse necessário? Como, afinal, fora salvo?
Como não poderia ser diferente, As Memórias do Livro conta histórias paralelas, ou seja, da mesma forma que apresenta pistas para explicar os motivos que teriam feito um bibliotecário muçulmano a se arriscar para manter a Hagadá em segurança, revela também a luta de Hanna para solucionar seus próprios problemas, especialmente os atritos que mantém com a mãe, uma neurocirurgiã respeitada que não admite a decisão da filha em trocar uma respeitada carreira médica como a dela por uma paixão pelos livros.
Aliás, o ponto fraco do livro está justamente nesse desvio de rota, especialmente quando Hanna se envolve emocionalmente com o bibliotecário muçulmano a fim de estabilizar sua vida. Ao leitor interessa mais o mistério a ser desvendado pela conservadora de livros, que busca pistas em minúsculas descobertas como uma mancha de vinho ou uma asa de inseto.
Geraldine conta que também conversou com cientistas e especialistas em manipulação de documentos raros para reproduzir corretamente os passos de Hanna. "Mas, é evidente que tomei algumas pequenas liberdades, que não comprometem a veracidade da metodologia mas acrescentam um molho à narrativa."
De fato, a viagem pelo tempo que o livro propõe ao leitor é seu maior trunfo, combinando suspense e erudição. A disposição em recuperar o passado, aliás, é um dos incentivos que Geraldine encontra para escrever ficção. "Esse sentimento cresceu quando comecei a fazer pesquisas sobre a 2a Guerra Mundial para uma série de artigos", comenta. "Percebi, ali, uma quantidade imensa de histórias pessoais que tiveram pouco destaque e que certamente se perderiam se não fossem recuperadas em tempo."
O Estado de S. Paulo - 17/05/2008 - por Ubiratan Brasil
http://www.aber.org.br

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02 junho, 2008

ERROS DO FILME DE INDIANA JONES IRRITAM PÚBLICO E ESPECIALISTAS NO PERU

LIMA, 28 Mai 2008 (AFP) - A última aventura do herói Indiana Jones, que já está batendo recordes de bilheteria no mundo, gerou mal-estar no Peru, onde se passa o filme, devido a erros tão grosseiros, como na cena em que o mexicano Pancho Villa ensina o quechua, idioma dos incas.
Os espectadores de "Indiana Jones e o reino da caveira de cristal" se surpreendem quando se diz no filme que Pancho Villa, herói da Revolução Mexicana, e seus amigos falavam quechua, o idioma dos antigos peruanos."É uma barbaridade", disse o diretor da Biblioteca Nacional do Peru, Hugo Neyra.
Na saída das salas, os cinéfilos peruanos também expressam sua indignação com a trilha sonora. As aventuras de Indiana se passam no Peru, mas a música é, estranhamente, típica do México.
Soma-se a isso o fato de que existam guerreiros maias falando quechua, em plena selva peruana, região supostamente cercada de areia movediça, com insaciáveis formigas que devoram humanos, e enormes cataratas que, na verdade, estão no Havaí.
Para completar a seqüência de absurdos, a pirâmide de Chichen Itzá, que no mundo real fica no México, na telona aparece no meio da Amazônia peruana.
O historiador Manuel Burga, ex-reitor da Universidade de San Marcos, a mais antiga da América, comentou que, embora se trate de um filme de ficção, faltou assessoria aos criadores do personagem, Steven Spielberg e George Lucas."Há muitos dados incorretos, embora seja uma ficção. Isso será prejudicial para muita gente que não conhece o nosso país, pois mostra um cenário peruano que não é real.
Não é possível que se confunda a Amazônia com a selva de Yucatán, no México", reclamou Burga.
Para o diretor da Biblioteca Nacional do Peru, Hugo Neyra, muitos americanos e europeus, medianamente informados, vão se dar conta de que é "uma aberração" misturar as culturas maia e inca."Eles sabem que Machu Picchu fica em Cuzco e Chichen Itzá, no México", afirmou.
O historiador Teodoro Hampe comentou que, no imaginário do americano comum, há um esquema, segundo o qual tudo que está além das fronteiras para o sul é a mesma coisa. "Para eles, dá no mesmo: México, Guatemala, Bolívia, ou Peru", completou.
Outra confusão é que a cidade de Nasca, na costa sul do Peru, aparece, no filme, em Cuzco, no meio dos Andes do sul peruano.
A lista de reclamações continua, já que a trama insiste em uma idéia bastante difundida no exterior e rejeitada pela comunidade científica internacional de que a civilização andina é produto da visita de extraterrestres. Quase no final do filme, um disco voador emerge das profundezas de um palácio de ouro.
A mensagem subliminar parece ser a de que as conquistas das civilizações surgidas na América Latina são fruto de forças sobrenaturais, e não da capacidade de seus próprios habitantes.
AFP

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