ENTRESSEIO

s.m. 1-vão, cavidade, depressão. 2-espaço ou intervalo entre duas elevações. HUMOR, CURIOSIDADES, UTILIDADES, INUTILIDADES, NOTÍCIAS SOBRE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS CULTURAIS, AQUELA NOTÍCIA QUE INTERESSA A VOCÊ E NÃO ESTÁ NO JORNAL QUE VOCÊ COSTUMA LER, E NEM DÁ NA GLOBO. E PRINCIPALMENTE UM CHUTE NOS FUNDILHOS DE NOSSOS POLÍTICOS SAFADOS, SEMPRE QUE MERECEREM (E ESTÃO SEMPRE MERECENDO)

16 maio, 2011

LIVROS - 16-5-11

Ritual dos pastores, O - Memórias de um homossexual na infância
Fernando Cacciatore de Garcia

ISBN: 978-85-205-0605-9
Categoria: Literatura brasileira
Edição: 1ª - 2011
Formato: 14 x 21 cm
Nº de Pag.: 263
Peso: 320 gramas
Preço: R$ 30,00
O Ritual dos Pastores é um romance diferente. Em primeiro lugar, porque trata da vida, sentimentos e evolução do Guigo, um menino “diferente”, desde os três até os doze anos. Contudo, pela ligação entre o passado do menino e o presente do narrador (Rodrigo), conhecemos sua vida até o início de sua terceira idade. A “homossexualidade infantil” é apenas um dos temas do livro: na verdade, a obra seria sobre a “sexualidade”, simplesmente; esse assunto funciona como uma linha mestra a envolver outros temas, tão, ou mais, importantes. Por exemplo, como o Rodrigo-Guigo procura entender-se e a entender seus familiares, narra ele também suas vidas e analisa suas características psicológicas, começando essa inspeção com a chegada dos açorianos ao Rio Grande do Sul no séc. XVIII, dos quais se originou sua família. As idas e vindas ao passado são feitas com grande maestria, pois fica claro como a História influencia nossas vidas, nosso dia a dia e nossa psique. Por isso, O Ritual dos Pastores poderia também ser considerado um “romance psico-histórico”, porquanto nele está grande parte da História do Brasil, de 1750 a 2000.
Finalmente, o tema central do livro poderia ser considerado o fato de que tudo passa e que aceitar profundamente a passagem do tempo é a única forma de sermos felizes. Rodrigo comenta: “a realidade, como a meninice, são fatos passageiros”. Com efeito, o próprio prestígio e o poder da família do Guigo também estarão sujeitos a essa realidade tão evidente quanto dificilmente aceita: tudo termina. Escrito em um português leve e saboroso, apesar dos percalços do Guigo, o livro é marcado por plena aceitação do passado e do presente e perfeita esperança diante do futuro.
Fernando Cacciatore de Garcia
BIOGRAFIA:
Fernando Cacciatore de Garcia nasceu em Porto Alegre em 1944. Em 1953, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Em 1968, formou-se na PUC do Rio em Sociologia e, no Instituto Rio Branco, como Terceiro Secretário da carreira diplomática. Em 1970, foi dos primeiros diplomatas a serem transferidos para Brasília. Serviu nas Embaixadas do Brasil em Londres, Bancoque, Bonn, Nova Délhi, Caracas e Berlim e nos Consulados-Gerais em Buenos Aires e Munique. Em 2005, foi transferido de Berlim para o escritório do Itamaraty (ERESUL) em Porto Alegre, que chefiou por pouco mais de um ano. Em 2007, aposentou-se voluntariamente, como Ministro, e decidiu radicar-se em sua cidade natal. Dedica-se agora a atividades culturais. Em 2008, foram publicados em Porto Alegre seu livro de poesias “O Príncipe Irreal e o Poeta Errante” e sua tradução d’”As Ligações Perigosas”, de Laclos. Em novembro de 2009, foi publicada, também em Porto Alegre, sua tradução, direto do páli, língua de Buda, do “Darmapada”, no que levou vinte e um anos. Em abril de 2010 deverá ser lançado em São Paulo seu livro-caixa “Memória da Tortura”, com dez pontas secas de sua autoria, ilustrando dez poesias suas. Fez curso de gravura em metal com Rossini Pérez, em 1973, na Universidade de Brasília, e desde o outono de 2008 toma aulas no ateliê de Eliane Santos Rocha, em Porto Alegre. “Fronteira Iluminada – História do Povoamento, Conquista de Limites dos RS – a partir de Tordesilhas (1420-1920)” foi resultado de pesquisa que empreendeu por dois anos, até 1996 no Arquivo Histórico e Biblioteca do Itamaraty, que enriqueceu e elaborou em Porto Alegre, a partir de 2005.


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28 abril, 2011

LIVROS - 28-4-11

Livro traz mapa arqueológico do Estado de Santa Catarina
“Panorama Arqueológico de Santa Catarina” é o livro que a Editora Unisul lança nesta quinta-feira, dia 28. De autoria dos arqueólogos Deisi Scunderlick Eloy de Farias e Andreas Kneip, a obra lista todos os 2.073 sítios já identificados no Estado. O trabalho de fôlego, com 306 páginas em tamanho grande, resulta na primeira catalogação sistemática de todos os sítios arqueológicos conhecidos em Santa Catarina, fornecendo assim um importante panorama do que se conhece até hoje da ocupação anterior do Estado de Santa Catarina.
Para as escolas, pode ser uma importante fonte de referências. Para arqueólogos e historiadores de todo o país, uma rica base de pesquisas.
“Consideramos que essa obra contribuirá para pesquisadores, empresários e poder público terem uma visão geral de Santa Catarina na perspectiva arqueológica, podendo, com isso, estabelecer planos e estratégias de pesquisa e, também, gestão do patrimônio arqueológico estadual”, observa a Deisi, professora da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), onde também coordena o Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial e Arqueologia (GRUPEP), uma das mais atuantes equipes na área.
Andreas Kneip, o outro autor do livro, professor da Universidade Federal do Tocantins, acrescenta: “O mapa aponta para áreas de grande concentração de determinados vestígios relacionados a culturas distintas em diversos municípios catarinenses. Isso dá visibilidade à diversidade étnica e cultural que havia no período pré-colonial e serve de subsídios para diversas pesquisas que podem ser desenvolvidas”.
No mapa, encartado no livro, são marcados todos os locais em que há vestígios significativos de ocupações anteriores, e que portanto são considerados sítios arqueológicos. Cada um deles é identificado de acordo com seu tipo – se sambaqui, tupiguarani ou de outra tradição e etnia.
No texto, esses 2.073 sítios arqueológicos são resgatados e registrados, cada qual com uma breve descrição. A listagem é feita por município, com a localização geográfica exata e os principais dados disponíveis sobre eles.
Para produzir a obra, os autores não se limitaram apenas às suas próprias pesquisas, mas levantaram a biografia existente para resgatar trabalhos já realizados por outros pesquisadores, assim como resgataram todas as informações constantes de relatos do IPHAN, Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do Ministério da Cultura, os repositórios normais dos resultados de pesquisas efetuadas por arqueólogos.
Para dar cabo dessa tarefa, de fazer um registro único e uniforme de todos os sítios arqueológicos, os autores tiveram que padronizar as informações e a forma de registro de cada um deles. Assim, também propõe uma nova sistemática de padronização nos registros, o que não existe até hoje e muitas vezes dificulta o trabalho de arqueólogos que se debruçam sobre pesquisas já realizadas.
Segundo Deisi, “essa proposta de sistematização foi pensada para ser utilizada principalmente pelo IPHAN, o órgão fiscalizador que regulamenta as pesquisas arqueológicas no país. Facilita a identificação do local, pois segue as normas do IBGE”.
Lançamento
28/04 - quinta-feira
Horário: 19horas
Local: salão Nobre – Tubarão
Assessoria de Imprensa - Divulgação Científica
Unisul – Universidade do Sul de Santa Catarina

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21 junho, 2010

LIVROS - 21-6-10

UFPR: Professor lança livro sobre arte urbana em Curitiba

Lançamento da obra artesanal de Angelo José da Silva, intitulada "Em Busca do Paraíso Perdido", acontece às 19 horas desta quarta-feira (16)
O professor Angelo José da Silva, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná, lança na próxima quarta-feira (16) em Curitiba o livro "Em Busca do Paraíso Perdido".
O lançamento está marcado para as 19 horas, na Itiban Comics Shop, localizada na avenida Silva Jardim, 485, bairro Rebouças, ao lado da UTFPR.
Fotógrafo e pesquisador de arte urbana, o professor da UFPR retrata no livro o universo da arte urbana - ou "street art" - curitibana. Feita de forma artesanal (impressa, cortada, montada, colada e costurada à mão), a obra funde algumas das principais técnicas de registro e reprodução de imagens.
"Os trabalhos captados nas ruas ao longo dos últimos dez anos foram fotografados com uso de filme; os fotogramas foram lidos por um scanner e, depois, convertidos em telas de serigrafia, que são a matriz de impressão do livro", explica Angelo.
Além de esteticamente interessante, o livro condensa em termos práticos diversos conceitos e aproximações teóricas feitos pelo professor em suas pesquisas como sociólogo - ele é coordenador do Centro de Estudos de Cultura e Imagem da América Latina (Cecial) da UFPR.
"Além de trabalhar com a imagem em termos sociológicos, também busquei somar elementos de fotografia, estudos urbanos e estudos da emoção. Não de forma acadêmica, mas alquímica", sintetiza.
O livro foi editado por Daniel Barbosa, da editora Caderno Listrado. O próprio Daniel, que é street artist, teve alguns de seus trabalhos fotografados. "Há várias obras sobre a street art, mas elas são produzidas pelos próprios artistas. Uma das principais virtudes do livro do Angelo, penso eu, reside no fato de ser a obra de um observador comum - incomum, na verdade - dessas manifestações."
Por sua proposta e seu caráter artesanal, o livro tem tiragem limitada: são apenas duzentos exemplares, numerados e assinados pelo autor. Destes, cinquenta compõem uma espécie de "edição especial" - eles vêm acondicionados em pequenas caixas de madeira. "Quisemos oferecer um livro que fosse, em si, uma obra de arte. Que expressasse nossa estima pela street art, pela fotografia, pelas técnicas tradicionais de impressão e encadernação. Acredito que alcançamos esse objetivo", afirma Angelo.
Serviço
Lançamento do livro "Em Busca do Paraíso Perdido", de Angelo José da Silva.
16.junho.2010 (quarta-feira)
19 horas.
Endereço: Itiban Comics Shop - Av. Silva Jardim, 485 - Rebouças (ao lado da UTFPR)
Telefone: (41) 3232.5367
Assessoria de Comunicação da Universidade Federal do Paraná

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12 fevereiro, 2010

LIVROS - 12-2-10

Livro traz fotos de embarcações típicas e raras do País
João Lara Mesquita registra jangadas, canoas, lanchas e escunas por todo o Brasil

João Lara Mesquita acumula mais de 40 mil milhas navegadas e planeja ir à Antártida
SÃO PAULO - O Brasil é dono de uma das maiores diversidades de embarcações do mundo, mesmo após boa parte delas desaparecerem com o tempo. Carpinteiros navais, com suas mãos habilidosas, ainda são os principais responsáveis por não deixar esse patrimônio cultural sumir. Para retratar os modelos que ainda existem, o jornalista e capitão amador João Lara Mesquita lança neste mês o livro Embarcações Típicas da Costa Brasileira (R$ 94), pela editora Terceiro Nome.
Além de entrevistar artesãos e dedicar um capítulo para contar a história das embarcações, o autor também selecionou um acervo de mais de 20 mil fotografias dos barcos em todo o litoral. "Eu não consegui fotografar apenas dois tipos de embarcações, que foram algumas jangadas do norte da Bahia e algumas no sul da Paraíba, que usam dois mastros". As imagens foram feitas desde 2005, quando navegou a costa brasileira a bordo do veleiro Mar Sem Fim.
As fotografias captadas pelas lentes de Mesquita foram classificadas no livro pelas regiões costeiras brasileiras: Norte ou Amazônica; Nordeste ou das Barreiras; Leste ou Oriental; Sudeste ou das Escarpas Cristalinas; e Sul - Litoral Meridional ou Subtropical.
"Credito o desaparecimento de diversos tipos de embarcações à opção do governo brasileiro pelo transporte rodoviário", diz Mesquita. "Fazemos pouco caso da questão marítima. O desaparecimento é também reflexo da modernidade. Somos um povo marítimo e não podemos esquecer nossas raízes".
Segundo o autor, durante dois séculos após a descoberta do Brasil, ninguém penetrou no interior do País e tudo era feito por barcos a vela ou remo, daí a importância dessas embarcações. "Hoje isso é totalmente desconhecido de grande parte dos brasileiros".
Jangadas, canoas, saveiros, lanchas e escunas, a vela, a remo ou a motor, estão registrados no livro. "Após o descobrimento, Portugal enviou ao Brasil seus melhores mestres náuticos. Por algum tempo o País foi o maior construtor de barcos do mundo", diz.
Da variedade de embarcações, destacam-se aquelas com as velas mais trabalhadas e nos formatos mais diferentes. As pinturas também se sobressaem, coloridas e criativas. Mas há ainda canoas entalhadas em grande toras de madeiras, semelhante às usadas pelos índios. Dentre as raridades captadas por Mesquita, foram reproduzidas no livro imagens da última canoa de pau de Copacabana, a ancestral jangada baiana de troncos e saveiros a vela do Rio Paraguassu, na Bahia.
Mesquita acumula mais de 40 mil milhas navegadas e planeja sua primeira viagem à Antártida. Além disso, foi o quarto brasileiro a participar do rali Paris-Dakar, em 1997, como navegador. Entre 1982 e 2003 foi o diretor da Rádio e Estúdio Eldorado, pertencentes ao Grupo Estado.
Lançamento - "Embarcações Típicas". João L. Mesquita. Editora Terceiro Nome. 264 págs. Preço: R$ 94.
Felipe Branco Cruz, do Jornal da Tarde
João Lara Mesquita/Divulgação

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10 fevereiro, 2010

LIVROS - 10-2-10

O JOGO DO BELO E DO FEIO
Disponibilidade: Em até 5 dias úteis
Prazo de Entrega: Sedex: 3 dias úteis para a Grande São Paulo e 5 dias úteis para outras regiões após o crédito em conta / Encomenda normal: 20 a 25 dias úteis para a Grande São Paulo, 20 a 30 dias úteis para outras regiões após o crédito em conta
Preço: R$ 41,00
'O jogo do belo e do feio' é um livro tão inesperado quanto bem-vindo na obra do filósofo José Arthur Giannotti. Depois de se debruçar longamente sobre a herança rica e problemática do pensamento marxista em três livros fundamentais, depois de mais um volume inteiro dedicado ao diálogo com o pensamento de Ludwig Wittgenstein, o autor avança para um terreno que o apaixona desde sempre, mas sobre o qual jamais escrevera a fundo - a pintura e, por extensão, as belas-artes. Nesta obra Giannotti revisita as grandes questões da estética filosófica desde Kant - como o livre jogo das faculdades, o belo e o sublime, a autonomia e a morte da arte -, reformulando-as a partir das noções de jogo de linguagem e linguagem não-verbal, ambas tomadas ao mesmo Wittgenstein.
Outras Informações
Autor: GIANNOTTI, JOSE ARTHUR
ISBN: 8535906339
Edição: 1ª Edição
Páginas: 200
Ano: 2005
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Formato: Brochura

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08 fevereiro, 2010

LIVROS - 8-2-10

Venda de livros
A Livraria Osorio (SEBO), está liquidando 10.000 livros com desconto real de 50% até o fim do estoque.
Pedidos acima de R$ 50,00 tem frete grátis.
Visite: http://www.livrariaosorio.com.br


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19 janeiro, 2010

LIVROS - 19-1-10

Os copos que mudaram o mundo




História do mundo em seis copos, livro escrito pelo editor de tecnologia da revista The Economist, Tom Standage, foi lançado em 2005 e retrata a relação de seis bebidas com o período em que foram criadas – ou no qual ganharam mais espaço.
A primeira parte fala da descoberta da cerveja e de sua influência na Mesopotâmia e no Egito. Para os bebedores daquele período, a capacidade de alterar a consciência, e os segredos do processo de fermentação – que transformava mingau em cerveja –, tornavam a bebida um presente dos deuses. Difícil contestar.
O capítulo seguinte aborda a presença do vinho na Grécia e em Roma. Curioso ler que era disseminada pelos gregos a prática de misturar água ao vinho – sempre com maior quantidade de água. Segundo acreditavam, só mesmo Dionísio poderia beber vinho puro sem correr riscos.
Os destilados são o próximo tema do livro. O rum é apresentado como a primeira bebida globalizada: produzido em Barbados por escravos submissos aos ingleses, a partir de cana-de-açúcar e equipamentos do Brasil (levados originalmente para produzir açúcar), e cujo consumo se espalhou por todo o Caribe e depois por outras partes do mundo.
No capítulo dedicado ao café, o autor relata a importância dos cafés públicos como verdadeiras redes de comunicação na Europa do século XVII (sobretudo em Londres). Eram esses os locais procurados por quem desejava saber das novidades políticas, comerciais e culturais.
Ao começar a leitura sobre o chá, é possível entender o porquê da bebida ser, até hoje, associada aos ingleses. Uma curiosidade interessante é a informação que em 1917 o dono de um café público londrino decidiu abrir uma loja ao lado para vender chá, no intuito de atrair as mulheres – proibidas de entrar nos cafés. Seu nome era Thomas Twining, o mesmo que 11 anos antes havia criado a tradicional marca inglesa Twinings.
O último capítulo é dedicado à bebida que menos me atrai entre as retratadas: a Coca-Cola. Mas minha aversão ao refrigerante (compartilhada pela Débora) não foi desculpa para deixar de ler a parte final da publicação. Sobre a invenção do produto, o autor conta que a versão oficial diz que o farmacêutico John Pemberton era um cara curioso, que certo dia misturou alguns ingredientes, adicionou água com gás e, dessa forma, criou a famosa bebida.
Tom Standage esclarece, no entanto, que Pemberton era um produtor de remédios falsos, divulgados por meio de anúncios que prometiam a cura para os mais diversos males. E não foi por acaso que ele chegou até a fórmula da Coca-Cola, e sim após meses de estudo. O detalhamento dessa história, e também da disputa que se seguiu em relação aos direitos de comercialização da nova bebida, tornam o capítulo final o mais interessante do livro.
História do mundo em seis copos:
(Jorge Zahar, 234 pgs., R$ 38)

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18 janeiro, 2010

LIVROS - 18-1-10

Combinação de teoria e experiência prática colaboram para inclusão social de deficientes visuais


Devido à falta de preparo de profissionais e à escassez de publicações que conciliem bases teóricas e aplicação prática de metodologias eficazes, a tarefa de se realizar a inclusão social efetiva de pessoas com deficiências visuais ainda é muito complexa. Pensando nisso, Sílvia Elena Ventorini baseou-se em sua própria experiência com crianças cegas e com baixa visão para escrever o livro "A experiência como fator determinante na representação espacial da pessoa com deficiência visual", agora
lançado pela Editora Unesp.
A pesquisadora aborda como a utilização de material cartográfico, entre croquis, plantas e, em especial, maquetes táteis ajudam no desenvolvimento da noção espacial de crianças com alguma deficiência visual. Mais do que isso, por não se pautar exclusivamente na teoria, exemplos da aplicação prática de metodologias de inclusão e seus resultados ilustram o livro, tomando emprestada a própria vivência da autora.
Combinando pesquisa teórica com aplicação prática, Ventorini é capaz de propor mais do que respostas à aproximação de pessoas com baixa visão ou cegueira dos demais indivíduos numa sociedade; ela propõe uma reflexão aos leitores acerca de como fatores sociais e culturais são importantes para o desenvolvimento psíquico, motor e cognitivo de crianças com deficiências visuais.
Para isso, a autora inicia o estudo trazendo esclarecimentos científicos sobre o conceito de deficiência visual, inclusive dando orientações a pais e responsáveis pela criança com essas dificuldades. Aborda como se dá o desenvolvimento motor em cegos, intercalando teoria e exemplos práticos, e a importância da linguagem falada para esse desenvolvimento, bem como para a interação social das crianças. O livro traz em seus capítulos finais uma explanação sobre conceitos de representação espacial e linguagem gráfica tátil, mostrando sua utilização na experiência da pesquisadora junto aos alunos de uma escola especializada do município de Araras (SP).
Ventorini contribui para que educadores possam compreender e trabalhar melhor as especificidades que a criança com deficiência visual tem na apreensão do mundo sem, no entanto, recorrer à comparação entre sua forma de aprendizado e a de uma criança dotada de visão.
Sobre a autora - Sílvia Elena Ventorini é graduada em Geografia (2004), mestre em Geografia (2005) e doutoranda pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas, da Unesp, câmpus de Rio Claro. Tem experiência na área de Geoprocessamento, Cartografia e Educação Especial (com ênfase em educação de pessoas cegas e de baixa visão).
Título: A experiência como fator determinante na representação espacial da pessoa com deficiência visual.
Autora: Sílvia Elena Ventorini
Páginas: 114
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 22
ISBN: 978-85-7139-926-6
Data de publicação: 2009
Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser adquiridos pelo telefone (11) 3107-2623 ou pelos sites: http://www.editoraunesp.com.br/ ou http://www.livrariaunesp.com.br/
Editora UNESP

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02 dezembro, 2009

LIVROS - 02-12-09

Livro traz fotos de embarcações típicas e raras do País
João Lara Mesquita registra jangadas, canoas, lanchas e escunas por todo o Brasil
João Lara Mesquita/Divulgação
João Lara Mesquita acumula mais de 40 mil milhas navegadas e planeja ir à Antártida
SÃO PAULO - O Brasil é dono de uma das maiores diversidades de embarcações do mundo, mesmo após boa parte delas desaparecerem com o tempo. Carpinteiros navais, com suas mãos habilidosas, ainda são os principais responsáveis por não deixar esse patrimônio cultural sumir. Para retratar os modelos que ainda existem, o jornalista e capitão amador João Lara Mesquita lança neste mês o livro Embarcações Típicas da Costa Brasileira (R$ 94), pela editora Terceiro Nome.
Além de entrevistar artesãos e dedicar um capítulo para contar a história das embarcações, o autor também selecionou um acervo de mais de 20 mil fotografias dos barcos em todo o litoral. "Eu não consegui fotografar apenas dois tipos de embarcações, que foram algumas jangadas do norte da Bahia e algumas no sul da Paraíba, que usam dois mastros". As imagens foram feitas desde 2005, quando navegou a costa brasileira a bordo do veleiro Mar Sem Fim.
As fotografias captadas pelas lentes de Mesquita foram classificadas no livro pelas regiões costeiras brasileiras: Norte ou Amazônica; Nordeste ou das Barreiras; Leste ou Oriental; Sudeste ou das Escarpas Cristalinas; e Sul - Litoral Meridional ou Subtropical.
"Credito o desaparecimento de diversos tipos de embarcações à opção do governo brasileiro pelo transporte rodoviário", diz Mesquita. "Fazemos pouco caso da questão marítima. O desaparecimento é também reflexo da modernidade. Somos um povo marítimo e não podemos esquecer nossas raízes".
Segundo o autor, durante dois séculos após a descoberta do Brasil, ninguém penetrou no interior do País e tudo era feito por barcos a vela ou remo, daí a importância dessas embarcações. "Hoje isso é totalmente desconhecido de grande parte dos brasileiros".
Jangadas, canoas, saveiros, lanchas e escunas, a vela, a remo ou a motor, estão registrados no livro. "Após o descobrimento, Portugal enviou ao Brasil seus melhores mestres náuticos. Por algum tempo o País foi o maior construtor de barcos do mundo", diz.
Da variedade de embarcações, destacam-se aquelas com as velas mais trabalhadas e nos formatos mais diferentes. As pinturas também se sobressaem, coloridas e criativas. Mas há ainda canoas entalhadas em grande toras de madeiras, semelhante às usadas pelos índios. Dentre as raridades captadas por Mesquita, foram reproduzidas no livro imagens da última canoa de pau de Copacabana, a ancestral jangada baiana de troncos e saveiros a vela do Rio Paraguassu, na Bahia.
Mesquita acumula mais de 40 mil milhas navegadas e planeja sua primeira viagem à Antártida. Além disso, foi o quarto brasileiro a participar do rali Paris-Dakar, em 1997, como navegador. Entre 1982 e 2003 foi o diretor da Rádio e Estúdio Eldorado, pertencentes ao Grupo Estado.
Lançamento - "Embarcações Típicas". João L. Mesquita. Editora Terceiro Nome. 264 págs. Preço: R$ 94.
Felipe Branco Cruz, do Jornal da Tarde

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01 dezembro, 2009

LIVROS - 01-12-09

Os copos que mudaram o mundo
História do mundo em seis copos, livro escrito pelo editor de tecnologia da revista The Economist, Tom Standage, foi lançado em 2005 e retrata a relação de seis bebidas com o período em que foram criadas – ou no qual ganharam mais espaço.
A primeira parte fala da descoberta da cerveja e de sua influência na Mesopotâmia e no Egito. Para os bebedores daquele período, a capacidade de alterar a consciência, e os segredos do processo de fermentação – que transformava mingau em cerveja –, tornavam a bebida um presente dos deuses. Difícil contestar.
O capítulo seguinte aborda a presença do vinho na Grécia e em Roma. Curioso ler que era disseminada pelos gregos a prática de misturar água ao vinho – sempre com maior quantidade de água. Segundo acreditavam, só mesmo Dionísio poderia beber vinho puro sem correr riscos.
Os destilados são o próximo tema do livro. O rum é apresentado como a primeira bebida globalizada: produzido em Barbados por escravos submissos aos ingleses, a partir de cana-de-açúcar e equipamentos do Brasil (levados originalmente para produzir açúcar), e cujo consumo se espalhou por todo o Caribe e depois por outras partes do mundo.
No capítulo dedicado ao café, o autor relata a importância dos cafés públicos como verdadeiras redes de comunicação na Europa do século XVII (sobretudo em Londres). Eram esses os locais procurados por quem desejava saber das novidades políticas, comerciais e culturais.
Ao começar a leitura sobre o chá, é possível entender o porquê da bebida ser, até hoje, associada aos ingleses. Uma curiosidade interessante é a informação que em 1917 o dono de um café público londrino decidiu abrir uma loja ao lado para vender chá, no intuito de atrair as mulheres – proibidas de entrar nos cafés. Seu nome era Thomas Twining, o mesmo que 11 anos antes havia criado a tradicional marca inglesa Twinings.
O último capítulo é dedicado à bebida que menos me atrai entre as retratadas: a Coca-Cola. Mas minha aversão ao refrigerante (compartilhada pela Débora) não foi desculpa para deixar de ler a parte final da publicação. Sobre a invenção do produto, o autor conta que a versão oficial diz que o farmacêutico John Pemberton era um cara curioso, que certo dia misturou alguns ingredientes, adicionou água com gás e, dessa forma, criou a famosa bebida.
Tom Standage esclarece, no entanto, que Pemberton era um produtor de remédios falsos, divulgados por meio de anúncios que prometiam a cura para os mais diversos males. E não foi por acaso que ele chegou até a fórmula da Coca-Cola, e sim após meses de estudo. O detalhamento dessa história, e também da disputa que se seguiu em relação aos direitos de comercialização da nova bebida, tornam o capítulo final o mais interessante do livro.
História do mundo em seis copos: (Jorge Zahar, 234 pgs., R$ 38)

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30 outubro, 2009

LIVROS - 30-10-09

A Cegueira do Nosso Olhar
O artista plástico Júlio César de Carvalho lançou recentemente a obra “Um Olhar Sobre o Urbanismo e a Arquitetura de Porto Velho”. Com encadernação de primeira qualidade e objetivo dos mais nobres, o livro traz a proposta de passar em revista uma das mais expressivas formas de cultura do homo sapiens: a concepção arquitetônica com suas formas, materiais, volumes, cores, estilos, ângulos, funções e serventia social.
A obra não se prende a mostragem saudosista das edificações, cantos e recantos porto-velhenses. Trata-se na verdade de uma instigante leitura do autor sobre a formatação urbana que se desencadeou a margem do Madeira, desde o nascimento da cidade até hoje.
O trabalho foi lançado no Mercado Cultural, com o apoio da Fundação Cultural Iaripuna, em solenidade timidamente divulgada e pouco prestigiada pelas autoridades constituídas, e chega ao público em meio ao imbróglio e ao caos urbano em que a cidade está atolada. É uma grande sacada do autor lançar uma obra temática sobre o Urbanismo e a Arquitetura de Porto Velho nesse momento.
O livro é um inventário histórico, plástico, revelador das nossas facetas geométricas e dos estilos das nossas construções, suas tendências, influências e expressões estéticas no espaço e no tempo. Lendo a obra de Júlio Carvalho e lançando um olhar sobre nossa realidade, vê-se comparativamente que Porto Velho está irreconhecível. Hoje a cidade é, proporcionalmente, campeã brasileira de homicídios, de acidentes no trânsito e violência urbana. O povo vive com a tensão à flor da pele, numa situação bem diferenciada daquela descrita em muitas fotos contidas no livro.
Em seu trabalho Júlio revela uma comunidade que não conhecia a palavra estresse, onde a vida fluía calmamente e as relações tinham mais profundidade e conteúdo. Nas fotos antigas, a imagem tem o poder de congelar esse tempo bom, para espanto dos incrédulos e orgasmo dos saudosistas. A construção civil se impõe como principal elemento propulsor da nossa atmosfera urbana. A plástica urbanística da cidade parece o samba do crioulo doido, metamorfoseando-se subitamente como se o mundo fosse acabar amanhã.
Porto Velho é um efervescente canteiro de obras. Os prédios brotam da noite pro dia, emergindo do solo pacto como uma safra surrealista de espigões recheados de ferro e argamassa, manipulados por homens que trabalham feito máquinas tentando executar um desenho lógico à guisa de atender aos interesses do mercado imobiliário – o mais inflacionado do país. Foi-se o tempo em que Raquel Cândido comandava hordas de deserdados e excluídos na promoção de invasões e construção de Caladinhos e outras periferias. Hoje quem dá as ordens na cidade é o mercado imobiliário. E nós, como diz o livro de Carvalho, “silenciamos diante do ‘assassinato’ da memória coletiva mais expressiva e visível que é a arquitetura, uma linguagem tão universal que traduz, com grande exatidão, a idéia de uma época e a visão de seu passado.”
O choque entre Capital e Trabalho já produz seus primeiros efeitos, e a greve, que antes, na economia do contra-cheque, era feita somente na seara da administração pública, agora eclode como uma explosão atlântica no centro da urbe, quebrando um pouco da monotonia e da cumplicidade em torno dos rumos sociais, econômicos e culturais que o agronegócio e o governo federal nos empurram. Uns dizem que é o fim do mundo. Outros dizem que o progresso chegou, e outros, ainda, denunciam que isso não é desenvolvimento nem aqui nem na conchichina. É burla, circo e falácia. Enquanto os barões da burguesia paulista sonham noite e dia com a chegada da energia do Madeira em seus parques industriais, a nossa medíocre classe política se contenta com as migalhas dos royalties.
A visão que antes era articulada horizontalmente sobre a cidade, agora ergue-se verticalmente içada por força da nova angulação urbanística. O olhar proposto na obra de Carvalho não se prende ao senso-comum da descrição pedagógica e iconográfica do conjunto de edificações que foram erguidas nestas paragens desde a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré aos dias de hoje.
Embora Júlio afirme que o saudosismo não é o forte do seu livro, em algumas passagens fotográficas cutubas e pele-curtas sem dúvida sentirão saudades quando se depararem com as cenas protagonizadas por Aluízio Pinheiro Ferreira e Renato Clímaco Borralho de Medeiros – seus líderes.
Em suas 178 páginas o livro até cumpre o inevitável mister de ser didático, mas não é só isso, pois também é analítico, dotado de excelente textos e acervo fotográfico de incomensurável valor cultural. Dir-se-ia que o livro até poderia ser mais crítico. Poderia, por exemplo, se utilizar da voz de autoridade no assunto e ser mais incisivo na defesa dos bens culturais, denunciando os crimes de lesa-patrimônio perpetrados por governantes das esferas federal, estadual e municipal – já que Júlio Carvalho entende que “o patrimônio arquitetônico de uma cidade é um capital espiritual, cultural, econômico e social de valores insubstituíveis”.
Pode-se dizer, por fim, que, dentre outros ângulos e retângulos conceituais, aprendemos com a obra de Júlio Carvalho que as Três Caixas D’água que se postam altivas na praça são testemunhas da influência da Revolução Industrial entre nós. No mesmo diapasão estão os galpões e o Girador da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O ecletismo dos estilos Arte Déco e Art Nouveau conviveram e convivem com a intuição plástica que o beradeiro aplica às suas edificações de paxiúba e pau-a-pique.
O livro sugere, enfim, que, em meio as nuances de barroquismo, neoclassicismo e estilo romano, dentre outros, somos a civilização Guaporé marchando e plasmando nossas edificações com anseio de dignidade que repercute da alma cabocla e sede de justiça social que nos salta aos olhos.
Em sendo criticamente interpretado, o livro de Júlio Carvalho pode ajudar a curar a cegueira que às vezes toma de assalto nosso olhar sobre a cidade. Com ele, o autor presenteia e sacode o município de Porto Velho por seus 95 anos de idade. Parabéns pra nós.
Antônio Serpa do Amaral Filho
tudorondonia.com

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29 outubro, 2009

LIVROS - 29-10-09

A mulher Papa: um segredo que o Vaticano esconde há séculos!
No ano de 814, Idade Média, que ficou conhecida como a Idade das Trevas, as mulheres eram impedidas de estudar, podiam ser estupradas e até mortas pelos maridos. O conhecimento estava sufocado, os países hoje conhecidos na Europa não existiam, nem os idiomas modernos. Cada região tinha o seu dialeto e a lingua culta era o latim, herdada do Império Romano, que já havia sido derrubado pelas invasões bárbaras.
Foi neste período sombrio que uma mulher passou a maior parte de sua vida vestida de homem, estudou medicina, foi médica do papa e tornou-se ela mesma papisa – durante dois anos. A história da
Papisa Joana foi conhecida até o século XVII, quando o Vaticano resolveu apagá-la da história da Igreja. Não adiantou. Dona Woolfolk Cross pesquisou, descobriu os arquivos e transformou a história num romance, em que aventura, sexo e poder cruzam-se com maldições, guerras e heresias. O livro foi transformado num grande filme épico, que deverá estrear até o final do ano no Brasil.
Personagem fascinante A
papisa Joana é um dos personagens mais formidáveis de todos os tempos, e um dos menos conhecidos. Embora hoje negue a existência dela e de seu papado, a Igreja Católica reconheceu ambos como verdadeiros durante a Idade Média e a Renascença. Foi apenas a partir do século XVII, sob crescente ataque do protestantismo incipiente, que o Vaticano deu início a um esforço orquestrado para destruir os embaraçosos registros históricos sobre a mulher papa. O desaparecimento quase absoluto de Joana na consciência moderna atesta a eficácia de tais medidas.
O livro “
Papisa Joana” foi transformado em filme pelo cineasta alemão Sönke Wortmann Constantin Film, a mesma produtora que fez “O Nome da Rosa“, terminou de filmar “Papisa Joana
” em janeiro. O roteiro é baseado no livro “Papisa Joana” da escritora Donna Woolfolk Cross, que vai figurar nos créditos do filme como “consultora criativa”. Donna também assistiu às gravações, que ocorreram na Alemanha e no Marrocos. “Eles precisavam me tirar à força do set no final de cada dia de filmagem. Foi extraordinário observar tanta gente – atores, operadores de câmera, maquiadores, extras, até animais – reconstituindo cenas e diálogos que eu havia escrito na solidão do meu pequeno escritório“, declara entusiasmada à espera do lançamento. A estreia do filme será em outubro deste ano na Europa, e nas telas brasileiras a partir de dezembro.
Verdes Trigos

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28 outubro, 2009

LIVROS - 28-10-09

Livro conta história das rochas no patrimônio cultural brasileiro
Nos detalhes da arte barroca e rococó, com seus rocheados e volutas, mescla de xistos verdes e pedra sabão

A mão do homem encostou nas rochas num período muito recente, se comparado aos 4,5 bilhões de anos da origem do material com a formação do sistema solar. Foi uma revolução. Enquanto a natureza ditava e ainda dita regras próprias para a produção dos elementos pétreos, coube ao ser humano mirar em direção a eles com olhares de cobiça acelerando o processo de deterioração. Transformou algumas rochas em objetos de desejo, em bens preciosos e as mais comuns serviram à construção de moradia, de utilitários e de suporte para uma infinidade de manifestações artísticas. O Brasil e, em especial, Minas Gerais, encontrou através dos séculos infinidades de alternativas de usos, como registra o livro Rochas e histórias do patrimônio cultural do Brasil e de Minas. A obra, de autoria do pesquisador Antônio Gilberto Costa, será lançada amanhã, às 19h, na Livraria Leitura do Pátio Savassi.

A publicação, editada pela Bem-Te-Vi, resume uma longa pesquisa dedicada a esta temática. O geólogo Antônio Gilberto Costa sempre observou as rochas com curiosidade. Quais as principais existentes no Brasil? De onde vieram e como, através dos tempos, receberam utilizações diversas para construção de igrejas, pontes, calçadas, objetos de arte sacra e profana, utensílios e residências administrativas e particulares? Por diversos motivos, as respostas aos questionamentos, foram tecendo uma visão diferente da história a partir da América Portuguesa e do Brasil Império até os dias atuais, que não estavam nos livros tradicionais. Os documentos, mapas, curiosidades e registro fotográfico reunido no projeto, ao final das pesquisas, conseguiram sintetizar informações valiosas acerca da formação social e cultural do povo brasileiro e mineiro. Este é um dos principais méritos do projeto.

O autor faz questão de deixar claro que “tratar das rochas não se configura como tarefa exclusiva da geologia”. Esta ciência entra no processo em diálogo com a história, as belas artes, a arquitetura e a engenharia. O resultado da “conversa” é um conjunto de textos elucidativos e curiosos sobre o tema dividido por segmentos. O livro começa com ensaios de especialistas da UFMG. Fernanda Borges e João Pinto Furtado escreveram sobre a história de Minas nos setecentos e nos oitocentos. Beatriz Coelho sobre barroco e rococó; e, por fim, Octavio Elísio Alves de Brito foi chamado para discorrer sobre a importância da mineração para a edificação desse patrimônio. Antônio Gilberto Costa parte dessa introdução feita pelos especialistas para falar das rochas e monumentos; dos seus usos em vilas e cidades mineiras e do processo de deterioração, restauro e preservação.

POLICROMIA Ao longo da atividade como professor, o autor orientou várias teses sobre os problemas que afetam as rochas. O conhecimento foi sistematizado, mas, até então, permanecia acessível para poucos. O livro nasceu com a intenção de ampliar essas informações para outros públicos e, desde o início, a opção foi buscar alternativas de torná-las mais claras. “Foi um desafio”, resume. Mesmo as rochas estando integradas no cotidiano, fala-se pouco delas. Na maioria dos trabalhos em que se realizam estudos sobre o patrimônio e se buscam alternativas para restauração e preservação, as pedras perdem em importância para as madeiras e a policromia. O autor também quis chamar a atenção para as intervenções errôneas nos patrimônios edificados em pedra. “Se as pessoas não conhecem bem o material utilizado na feitura, as interferências se tornam ruins. Coisas grosseiras ocorrem, não respeitando, inclusive, a textura das rocha,s prejudicando a estética”, explica. Não é difícil encontrar exemplos. Nos profetas de Aleijadinho, em Congonhas, há até mesmo cimento tapando buracos. O livro abre espaço para vasto material fotográfico sobre as utilizações das rochas. Como havia grande dificuldades em encontrar mármore nas Minas setecentistas para construção de monumentos e obras de arte, a alternativa usada foi pintar materiais como madeira e outros tipos de pedra, dando aparência de marmorização. “Não encontrei nada na literatura sobre essa forma de tornar o visual de pedras e madeiras mais nobres por meio da pintura”, diz ele, que começou a prestar atenção nessas questões ao longo do processo da feitura do livro, de dois anos para cá. À medida que se envolveu com o projeto, percebeu a necessidade de ampliar a parte fotográfica. “Reuni o maior número possível para permitir comparações, inclusive sobre as cores das rochas”, conclui.

Rochas e Histórias do Patrimônio Cultural do Brasil e de Minas Livro de Antônio Gilberto Costa, na Livraria Leitura do Pátio Savassi (Avenida do Contorno, 6.061, Piso L3, Savassi.

Sérgio Rodrigo Reis - EM Cultura

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21 outubro, 2009

LIVROS - 21-10-09

A etiqueta de livros no Brasil
A ETIQUETA DE LIVROS NO BRASIL : Subsídios para uma História das Livrarias Brasileiras
de Ubiratan Paulo Machado
ISBN 10: 85-314-0768-0
ISBN 13: 978-85-314-0768-0
Formato: 30,5x31 cm
Nº de Páginas: 468 pp.
Peso: 3000 g
Co-Editora(s): Imprensa Oficial
R$ 248,00
Ubiratan Machado é jornalista e escritor. Publicou entre outros A Etiqueta de Livros no Brasil, A Vida Literária no Brasil durante o Romantismo e Machado de Assis: Roteiro da Consagração.
Ubiratan Machado pesquisou milhares de etiquetas de diversas livrarias de todo o país, aqui reproduzidas de acordo com seu estado de origem, e nos apresenta um pouco da história das livrarias brasileiras desde o século XIX até nossos dias. A história das etiquetas de livrarias até o momento não mereceu atenção de pesquisadores e historiadores, no Brasil e em outros países, ainda que possa nos fornecer algo mais do que simples curiosidade. “Em sua humildade, as etiquetas mantêm viva a lembrança de livrarias desaparecidas, retratam aspectos curiosos do processo de comercialização do livro, desvendam práticas comerciais, hábitos sociais, técnicas promocionais muitas vezes rudimentares, e até a receptividade ou resistências a conquistas tecnológicas”, observa o autor na introdução deste belo livro.

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20 outubro, 2009

LIVROS - 20-10-09

Livro mostra importancia das missões jesuíticas
Tem como objetivo principal analisar e apresentar fatos que mostram o porquê de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, ser incluído pela UNESCO “Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade

O livro PEDIDO DE PERDÃO AO TRIUNFO DA HUMANIDADE, escrito por José Roberto de Oliveira, no ano dos 400 anos das Missões, mostra a importância que as Missões Jesuíticas Guarani tiveram na concepção de um mundo fraternal-igualitário-possível e especialmente na formação da idéia de que a utopia do cristianismo se realizou durante 160 anos da experiência missioneira na América do Sul (1609-1768,).
Tem também a intenção de chamar a atenção dos herdeiros daqueles que destruíram a “Realidade do Idealismo Cristão”, para que comecem a pedir perdão pelo grande pecado realizado, historicamente apagado pelas penas dos historiadores portugueses e espanhóis, brasileiros e argentinos que escreveram e que, obviamente, no passado amenizaram e até esqueceram os crimes que aqui foram cometidos.
O livro foi produzido para abrir o coração dos herdeiros dos mandantes das atrocidades contra os povos nativos daquele período histórico para que, de alguma forma, possam ajudar a reconstruir uma vida completa para os herdeiros que ainda hoje estão vivos.
A Humanidade espera o pedido de perdão dos que enterraram as esperanças da realização da utopia do cristianismo nas Missões.
Esta obra tem o objetivo de contextualizar o que foi o mundo missioneiro anteriormente ao período Jesuítico-Guarani, apresentar “A Experiência” e mostrar a herança que aquele período deixou à humanidade.
O livro contextualiza as diversas forças que levaram à montagem do projeto missionário, analisando seu crescimento, apogeu e supressão. Também mostra que o Guarani não desapareceu, e que apesar do extermínio de parte da gente daquele período, sua genética e cultura continuam vivas no meio regional e estadual, e nos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).
Naquele período, o Renascimento e o Iluminismo, bem como a própria Contra-Reforma estabeleciam um novo momento na humanidade. Relacioná-los com o projeto e o reflexo dentro da construção dos 30 povos é um dos objetivos desta obra.
O livro também cumpre um papel interligador entre a História e o Turismo. Apesar do número expressivo de produções bibliográficas, precisávamos de um compêndio apresentando as várias vertentes que compõem o contexto missioneiro, suas relações com a vida cotidiana dos vários períodos históricos que se passaram e o reflexo no presente, mostrando os atrativos nos três países que compõem o Circuito Internacional das Missões.
Tem como objetivo principal analisar e apresentar fatos que mostram o porquê de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, ser incluído pela UNESCO como “Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade”, mostrando que as Missões representaram “uma experiência econômica e sociocultural sem precedentes na história dos povos”.
O texto busca explicação para a pouca atenção à história missioneira dentro do Brasil e da Argentina, quando o tema foi priorizado por tantos pensadores como Voltaire, um dos expoentes do Iluminismo, que se referiu ao projeto como “Um triunfo da Humanidade”. Um tema tão apaixonante, com tantos amigos como Clóvis Lugon e tantos inimigos como o Marquês de Pombal, leva a pensar nas culpas como a dos Bandeirantes que, naquele período, sacrificaram centenas de milhares e levaram outros tantos para serem escravos nas suas lavouras de São Paulo ou para serem vendidos no comércio escravista do Rio de Janeiro.
Entre os diversos reflexos dos 160 anos da “experiência”, na política, o livro mostra os escritos a respeito das Missões de Paul Lafargue, genro de Karl Marx, e Kautski, precursor do socialismo. Demonstra-se, através deste, o desejo de que a mais bela página da história do cristianismo dentro da América possa, definitivamente, ocupar um espaço importante na cultura e na política brasileira e do Mercosul.
Não basta ter um Patrimônio Mundial; é preciso que as pessoas do mundo contemporâneo conheçam mais profundamente a história que encantou toda a Europa nos séculos XVII e XVIII. O povo nativo missioneiro não desapareceu.
Está vivo nas aldeias, mas também geneticamente no povo atual. O Livro mostra esse lado histórico de forma clara para que a gente de nosso tempo compreenda melhor o jeito de ser de nossos contemporâneos e com isto busque soluções para a caminhada futura. A edição é da Martins Livreiro Editora e nacionalmente está sendo distribuído pela Livraria Cultura e Saraiva, ou ainda diretamente com o autor.
José Roberto de Oliveira fone 55.9638.6360

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07 abril, 2009

LIVROS - 7-04-09

O que ler para entender Darwin nos seus 200 anos
A biografia escrita por Adrian Desmond e James Moore narra a história de Darwin como um romance

Charles Darwin talvez tenha sido o cientista que mais mexeu na forma como vemos a vida e o mundo à nossa volta. Apesar dos 200 anos completados esse ano, o autor de "A Origem das Espécies" continua ativo - e como!
A palavra darwinismo, usada correta ou abusivamente, virou moeda corrente em qualquer discussão sobre a evolução da vida na Terra. Em alguns meios, especialmente os religiosos e/ou criacionistas, chega a ser sinônimo de ateísmo. Pois, se Copérnico tirou nosso planeta do centro do universo, Darwin rebaixou o homem de sua patente divina, revelando sua ascendência animal.
Muitos livros tentam compreender esse sujeito tímido, hipocondríaco e cheio de reservas, mas que ousou abalar para sempre os alicerces da chamada civilização. E nenhum deles parece mais completo do que a volumosa biografia escrita pelos estudiosos Adrian Desmond e James Moore, já na quinta edição (Geração Editorial).
O livro, cujo apropriado subtítulo é "A Vida de um Evolucionista Atormentado", detalha, com linguagem cativante, não apenas as descobertas de Darwin, como descreve a mutante sociedade vitoriana em que vivia, imersa em intolerância moral e religiosa, mas também em convulsões sociais e calorosos debates científicos e progressistas. E retrata o homem Darwin, com suas fraquezas e conflitos internos e sua enorme relutância em confrontar o mundo com idéias ousadas demais.
O próprio Darwin se via como um "capelão do demônio" e sentia-se "confessando um crime" ao sugerir que moluscos acéfalos e hermafroditas seriam os ancestrais da humanidade.
Quem quiser, no entanto, um resumo consistente da evolução das idéias do grande cientista pode começar com o simpático "As Dúvidas do Sr. Darwin", do americano David Quammen (Companhia das Letras). Conciso, ensaístico e mais autoral do que erudito, o livro trata do período posterior à famosa viagem a bordo do Beagle pela América do Sul e Galápagos. Quammen preferiu concentrar-se nas viagens feitas por Darwin dentro de sua própria cabeça, mostrando como ruminou por 20 anos (!) até sentir-se preparado para lançar sua bomba devastadora, na forma do livro "A Origem das Espécies".
David Quammen usa uma linguagem mais leve para explicar as descobertas de Darwin

O autor parece conhecer bem o assunto e recheia cada página com anedotas saborosas, sem nunca perder o fio da meada teórica. Faz, por exemplo, com que pesquisas com cracas e minhocas tenham sabor de enredo policial. Outra qualidade de seu livro é expor claramente as críticas severas que Darwin recebeu, assim como os apoios fundamentais que teve, tecendo uma espécie de romance científico, com vilões de grossas sobrancelhas e dedos em riste e mocinhos corajosos (como Wallace, "co-autor" do conceito de seleção natural), dispostos a enfrentar a opinião pública com suas idéias avançadas.
Um excelente complemento para essa leitura é "Aventuras e Descobertas de Charles Darwin a Bordo do Beagle", de Richard Keynes (Jorge Zahar). O livro, de tamanho generoso, relata as exóticas incursões de Darwin por florestas tropicais e inóspitas regiões vulcânicas.
Recheado pelas belas ilustrações de Conrad Martens, colega de Darwin no Beagle, traz ágeis descrições das pesquisas de campo feitas por Darwin na Bahia e Rio de Janeiro; na Patagônia e ilhas Galápagos, sempre que possível reproduzindo notas, trechos de livros, cartas, diários e cadernos do próprio cientista, ele mesmo um ótimo escritor. Pelo livro ficamos sabendo do horror de Darwin à escravidão, de sua reação diante dos selvagens da Terra do Fogo, de suas observações geológicas durante um terremoto avassalador, de como teve de lidar com guerras e conflitos com índios no Uruguai e na Argentina, das descobertas de fósseis gigantes e gigantescas tartarugas, entre outros espécimes curiosos, e de como adotou uma percepção em tudo pioneira da hoje conhecida ecologia.

Richard Keynes usa escritos do próprio Darwin para reconstruir sua célebre viagem

Há ainda uma ótima biografia do livro "A Origem das Espécies", escrita por Janet Browne, da Jorge Zahar. Entre as curiosidades, conta como o livro, lançado em 1859, teve sua primeira edição esgotada em um só dia. Conta também que, ao contrário do que muita gente pensa, o livro não menciona em nenhum lugar que o homem descende dos macacos. Essa conclusão aparece apenas em 1871, no seu estudo "A Descendência do Homem", em que cunhou nova idéia revolucionária: a seleção sexual. Esse livro foi completado por outro, bastante curioso, que agora está sendo relançado em formato de bolso: "A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais" (Companhia das Letras). Para quem tem pouco tempo, recomenda-se "Darwin e a Evolução em 90 minutos", de Paul Strathern (Jorge Zahar). É bem curtinho, mas dá o recado.
E afora os excelentes livros dos darwinistas de carteirinha Ernest Mayr, Richard Dawkins e Stephen Jay Gould, há também no mercado alguns volumes que tratam da influência de Darwin hoje nas ciências e também no dia-a-dia. Dentre esses, pode-se destacar "Charles Darwin em um Futuro Não Tão Distante", uma compilação de palestras de estudiosos preparada pelo Instituto Sangari especialmente para o bicentenário do cientista; e "O Espectro de Darwin - a Teoria da Evolução e Suas Implicações no Mundo Moderno" (Jorge Zahar). Quem quiser se aventurar no próprio "A Origem das Espécies", há pelo menos três edições diferentes: da Martin Claret, da Itatiaia e da Editora Escala.
Por último está no ar um completíssimo site com bibliografias online, sugestões de pesquisa e notícias montado também para esses 200 anos do "capelão do demônio", aqui.
DANIEL BENEVIDES
Colaboração para o UOL

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06 abril, 2009

LIVROS - 6-04-09

1968, O ano que abalou o mundo
Autor(es): Mark Kurlansky
Editora: José Olympio
Área(s): História
ISBN: 8503008777
574 pág.
Preço: R$ 61,00
Disponibilidade: envio imediato
Descrição:
No livro 1968 - O ano que abalou o mundo, o pesquisador Mark Kurlansky revive detalhadamente toda a história política e cultural desses doze meses cruciais para a sociedade contemporânea. Foi uma época de mudanças extremas, onde tudo - música, política, cinema, comportamento, economia, imprensa - foi posto abaixo para ser reconstruído de maneiras absolutamente novas. Da invasão da Checoslováquia à queda de Nixon, Kurlansky analisa o dia-a-dia desse ano fervilhante e turbulento através de uma perspectiva global e um texto atraente.
Tradução Sônia Coutinho

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03 abril, 2009

LIVROS - 3-04-09

O Brasil na mira de Hitler
- A história do afundamento de navios brasileiros pelos nazistas
Autor(es): Roberto Sander Editora: Objetiva
Área(s): História
ISBN: 9788573028683264 pág.
Preço: R$ 36,90
Disponibilidade: envio em 3 dias úteis + prazo do frete
Descrição:
Livro relata trágico impacto da Segunda Guerra Mundial no Brasil, como os ataques dos alemães a navios brasileiros e a ação de espiões de Hitler no país
Os passageiros do navio Baependi, do Lloyd Brasileiro, dançam no salão ao som de uma orquestra, quando uma explosão sacode brutalmente a embarcação. Estamos em 15 de agosto de 1942. Das 306 pessoas a bordo, apenas 36 sobreviveram. Os náufragos assim como cadáveres e destroços chegaram ao litoral nordestino, transformando a paisagem bucólica num cenário de horror. O afundamento do Baependi foi um dos episódios mais trágicos da campanha de torpedeamentos de navios brasileiros por submarinos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Foi também o ponto culminante de uma série de eventos que levariam o governo Vargas a, finalmente, aderir às forças aliadas e declarar guerra à Alemanha de Hitler.
Esta é uma história surpreendente e dramática, que pouca gente conhece. Durante a Segunda Guerra, 34 embarcações brasileiras foram torpedeadas, causando a morte de 1.081 pessoas, a maioria civis inocentes. Nem nos campos de batalha morreram tantos brasileiros.
Com uma pesquisa rigorosa e uma ágil narrativa jornalística, O Brasil na Mira de Hitler resgata este capítulo da nossa história recente. Roberto Sander traz à tona as negociações diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos; reproduz depoimentos dramáticos de náufragos; recria o desmantelamento da rede de espiões nazistas no Brasil; e expõe as intrigas, desavenças e hesitações do governo Vargas, num teatro de guerra que colocava o país em cena.

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26 março, 2009

LIVROS - 26-03-09

Conspiração contra o Vaticano
O plano secreto de Hitler para seqüestrar o Papa Pio XII
Autor(es): Dan Kurzman
Editora: Zahar
Área(s): História
ISBN: 9788537800577
280 pág.
Preço: R$ 45,00
Disponibilidade: envio em 2 dias úteis + prazo do frete
Descrição:
Setembro de 1943: a Segunda Guerra Mundial devasta a Europa. Adolf Hitler, furioso com a deposição do aliado e amigo Benito Mussolini, na Itália, envia tropas a Roma e confia uma missão secreta ao general da SS Karl Wolff: ocupar o Vaticano e seqüestrar o papa Pio XII. Wolff e outros conspiradores, porém, decidem boicotar o plano do Führer e, para evitar problemas com Berlim, convencem Pio XII a não se pronunciar em relação à deportação dos judeus de Roma. O papa escapou do seqüestro e da morte, mas seu silêncio se tornou uma das questões mais polêmicas sobre o papel da Igreja naquele momento sombrio.
Dan Kurzman foi o primeiro jornalista a entrevistar o general da SS Karl Wolff e, neste livro, conta pela primeira vez um dos mais extraordinários episódios de intrigas e traições da Segunda Guerra Mundial.
Descubra:
. Como o silêncio do papa salvou o Vaticano da destruição.
. O perigoso plano de traição ao Führer, arquitetado por um oficial de alto escalão da SS.
. Como Hitler e o papa Pio XII tramaram um contra o outro.
. Brilhante e bem pesquisado... sua importância ultrapassa o foco central da história?
Times Literary Supplement

SUMÁRIO
Apresentação
Introdução
1. Prelúdio à loucura
2. Wolff na Toca do Lobo
3. Os conspiradores
4. Flerte com a traição
5. Objetivo: convencer Hitler
6. A única forma de salvar a Alemanha
7. Mais perto de Himmler que do paraíso
8. Cão sem dono
9. Prisioneiro da situação
10. Por medo do homem
11. Convivendo com Deus e o diabo
12. O plano do massacre
13. Um dilema doloroso
14. A arte de examinar paredes
15. Uma questão de prioridade
16. Véspera do desespero
17. Mas eles me prometeram
18. Barganha com sangue
19. Lógica assassina
20. A caminho do Vaticano
21. Uma dupla peculiar
22. O novo conquistador
23. Salvo da armadilha
Conclusão

Formato 16 x 23 cm
Tradução Vivian Mannheimer

SOBRE O AUTOR
Dan Kurzman foi correspondente do Washington Post e da rede NBC. Escreveu outros 16 livros além deste.

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