ENTRESSEIO

s.m. 1-vão, cavidade, depressão. 2-espaço ou intervalo entre duas elevações. HUMOR, CURIOSIDADES, UTILIDADES, INUTILIDADES, NOTÍCIAS SOBRE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS CULTURAIS, AQUELA NOTÍCIA QUE INTERESSA A VOCÊ E NÃO ESTÁ NO JORNAL QUE VOCÊ COSTUMA LER, E NEM DÁ NA GLOBO. E PRINCIPALMENTE UM CHUTE NOS FUNDILHOS DE NOSSOS POLÍTICOS SAFADOS, SEMPRE QUE MERECEREM (E ESTÃO SEMPRE MERECENDO)

25 março, 2009

NOSSA PORCA CLASSE POLÍTICA - 25-03-09

Onde fica o Maranhão?
- Para nascer, Maternidade Marly Sarney;
- Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou, Roseana Sarney;
- Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;
- Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;
- Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário, do tal José Sarney;
- Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);
- Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas 'maravilhosas' rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.
Não gostou de nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney...
Seria cômico se não fosse tão triste...
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09 fevereiro, 2009

INTERESSA OU NÃO? - 9-02-09

A crise
Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente.Ele não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia o melhor cachorro quente da região.Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha.Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses.E o negócio prosperava e prosperava . . .Seu cachorro quente era o melhor!
Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
O menino cresceu, e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.
Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo, agradando e prosperando e teve uma séria conversa com o pai :- Pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão? Não acessa a Internet e não lê os jornais?Há uma grande crise no mundo.
A situação do nosso País é crítica.
Está tudo ruim.
O Brasil vai quebrar.
Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou:Bem, se meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode estar com a razão!
Com medo da crise, o pai procurou um Fornecedor de pão mais barato ( e é claro, pior ).Começou a comprar salsichas mais barata ( que era, também, a pior ).
Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.
Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas ‘providências’, as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia na melhor Faculdade… quebrou.
O pai, triste, então falou para o filho: - ‘Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise. ‘e comentou com os amigos, orgulhoso:- ‘Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise …’
Aprendemos uma grande lição :
Vivemos em um mundo contaminado de más noticias e se não tomarmos o devido cuidado, essas más noticias nos influenciarão a ponto de roubar a prosperidade de nossas vidas.
O texto original foi publicado em 24 de fevereiro de 1958 em um anúncio da Quaker State Metais Co.
Em novembro de 1990 foi divulgado pela agência ELLCE, de São Paulo.

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27 novembro, 2008

INTERESSA, OU NÃO? - 27-11-2008

Que fidelidade? - Não existe passagem aérea grátis!
As empresas aéreas não podem oferecer o aproveitamento da milhagem e depois colocar obstáculos para o cliente não conseguir o que foi prometido pelo programa de fidelidade. É o que reclamam os clientes da Varig e Gol que estão tendo de se recadastrar no Smiles. Não existe passagem aérea grátis, quando adquirida pelos programas de milhas das companhias aéreas. O valor da passagem está diluído no preço cobrado, dos bilhetes adquiridos ao longo do tempo, ou nos serviços agregados junto aos parceiros das companhias aéreas. Não é justo o consumidor sofrer com a falta de informação sobre o recadastramento, com a demora da central de atendimento em solucionar as questões encaminhadas, a falta de telefone gratuito para contato e os problemas ao computar créditos de milhas, como está ocorrendo. Isso é fidelizar o cliente?
Escrito por Maria Inês Dolci
http://mariainesdolci.folha.blog.uol.com.br/arch2008-11-23_2008-11-29.html

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16 julho, 2008

A LEI SECA E O DIREITO DE LOCOMOÇÃO DE TODOS NÓS

Dou hoje minha opinião, que será estritamente jurídica sobre a atual lei seca que está dando o que falar. Deixo claro desde logo que, sinto-me bastante à vontade para tratar do assunto do modo como farei, porque na minha coluna de 04 de fevereiro deste ano, aqui publicada, tinha elogiado a posição do Governo Federal em proibir a venda de bebidas alcoólicas à beira das estradas, como continuo acreditando que é preciso ir além: penso que se deve proibir a venda desse tipo de bebida em supermercados, permitindo a venda apenas em locais específicos e autorizados em que só entrem maiores de idade; penso também que deve ser proibida toda publicidade de bebidas alcoólicas etc.
O Estado deve mesmo fazer algo, mas sempre respeitando as garantias constitucionais de um verdadeiro Estado de Direito.
Quando era estudante da graduação em Direito na PUC/SP, nos idos dos anos setenta, sonhava - todos nós sonhávamos - um dia ver a democracia real instituída no Brasil.
A ditadura acabou, vieram as eleições livres e diretas e ficamos esperando. Quando surgiu a Constituição Federal de 1988, nossa esperança aumentou: afinal era o melhor, mais democrático, mais livre e mais claro e extenso texto de garantias ao cidadão jamais estabelecido antes por aqui. Uma luz verdadeira se acendia dentro do túnel.
Muito bem. O tempo passou e se percebe que ainda é difícil estabelecer-se um real Estado Democrático de Direito. Como estudante de direito já há 33 anos ficou triste e até, diria, um pouco descorçoado.
É incrível como o Poder, em todas as esferas, viola com seus procedimentos as garantias constitucionais. Foi-se a ditadura, mas permaneceu a mentalidade profundamente enraizada do autoritarismo.
As ações policiais, por exemplo, muitas vezes parecem ter como técnica de controle e investigação apenas e tão somente o espalhafatoso instrumento das blitze, que normalmente produzem muito pouco resultado além do espetáculo e de atrapalhar a vida dos cidadãos, que já têm muita dificuldade de se locomover pelas ruas das cidades.
Veja o caso da atual e chamada lei seca e das ações praticadas contra os cidadãos de bem. A pessoa é parada na via pública pela polícia, apenas e tão somente porque acabou de sair de um restaurante. Pergunto: qual o elemento objetivo e legal que permite esse tipo de abordagem? Nenhum. Não há suspeita, não há comportamento perigoso, não há desvio de conduta nem manobra capaz de causar dano a outrem.
Há, apenas, o fato de estar dirigindo um veículo após ter saído de um estabelecimento comercial ou nem isso: apenas porque está passando naquele local naquele momento. Isto é, trata-se de uma circunstância corriqueira de exercício da cidadania. Nessas condições a abordagem é ilegal. É assombroso, para dizer o mínimo.
De onde o Estado extrai o direito de evitar a locomoção de um pai de família que sai para jantar com sua esposa ou filhos? Ou com amigos, depois de um árduo dia de trabalho?
Dou exemplo de quando é possível a abordagem: se a pessoa entra cambaleando num veículo para dirigi-lo, eis o dado objetivo. Nesse caso o policial é testemunha ocular e tem o dever de agir. Ou, se o veículo faz zigue-zague na rua, é preciso pará-lo. Na verdade, se é para fazer blitz, então é muito mais simples manter policiais em cada porta de bar, danceteria, boate, discoteca, rave ou o que seja e impedir que o ébrio entre no veículo.
Mas, se a pessoa está na rua livremente, apenas exercendo seu direto de locomoção assegurado constitucionalmente, não pode ser abordado e nem se lhe pode impingir conduta que ele não se disponha a fazer, sem base objetiva para tanto, como por exemplo, exigir o teste do bafômetro.
Eu digo isso, apenas e tão somente porque as leis não estão sendo cumpridas. Vamos a elas, então.
Em primeiro lugar, leia a nova redação do artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): "Art. 306. Conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas, ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência".
Muito bem. Trata-se de um crime de perigo, mas perigo concreto real, ao contrário do que as autoridades policiais estão adotando. O Professor Luiz Flávio Gomes, em artigo publicado no site Migalhas, deixou clara qual deve ser a interpretação do referido dispositivo.
Diz ele que não basta ter ingerido certa quantidade de álcool. É preciso também estar sob influência dele. Isso porque, conforme ensina o professor, a segunda parte da regra legal ("sob influência de qualquer outra substância...") deve valer também para a primeira parte que trata do álcool. E ele está certo, pois a disjuntiva "ou" remete o conteúdo da segundo parte do texto à primeira parte.
Dou também outra razão: a própria lei 11.705 que alterou o CTB assim o diz. O seu art. 7º alterou a lei 9.294/96 modificando a redação do art. 4º-A dessa lei, que passou a ter a seguinte dicção: "Art. 4º-A Na parte interna dos locais em que se vende bebida alcoólica, deverá ser afixado advertência escrita de forma legível e ostensiva de que é crime dirigir sob a influência de álcool, punível com detenção." (grifei)
Pergunto: o que significa "estar sob influência"? O professor Luiz Flávio Gomes responde: estar sob influência exige a exteriorização de um fato, de um plus que vai além da existência do álcool no corpo.
No caso em discussão, esse fato seria a direção anormal. No exemplo que dei acima, a direção em zigue-zague. Caso contrário, como diz o citado jurista, estar-se-ia violando o princípio constitucional implícito da ofensividade, pois a mera ingestão de álcool sem significar perigo concreto ainda que indeterminado, geraria tipo penal de um crime abstrato, algo inadmitido no direito.
E, em reforço lembro, citando mais uma vez o professor, que para a caracterização da infração administrativa, o art. 165 do CTB, também alterado, dispõe: "dirigir sob influência do álcool". Logo, se para a mera infração administrativa (que é o menos) há que se constata influência, para o crime (que é o mais) com muito maior razão.
Pergunto agora: Pode a polícia parar o veículo e submeter toda e qualquer pessoa ao exame do bafômetro? A resposta é não e por vários motivos. Primeiro, porque para abordar qualquer cidadão é preciso lei que autorize ou dado objetivo que permita. O direito de locomover-se livremente é assegurado constitucionalmente (Art. 5º, XV, CF).
Segundo, porque ainda que o motorista tenha ingerido álcool, isso não basta, pois deve se poder constatar um fato objetivo que gere perigo concreto, real decorrente de sua influência.
Terceiro, porque ninguém está obrigado a produzir provas contra si mesmo. Se em algum caso, puder se constatar a influência do álcool por elementos exteriorizados objetivamente, então, nesse caso, a prisão há de ser feita com base em testemunhas e não mera suspeita infundada do policial ou por ordem direta de seus superiores que criaram uma suspeita em abstrato e geral.
Porém, digo mais. Guardados os limites de cada caso de abordagem, pode se dar outro crime: o de abuso de autoridade. A lei 4.898 define os crimes de abuso de autoridade (ironicamente é uma Lei do período autoritário: 09 de dezembro de 1965). Dentre eles, destaco o atentado à liberdade de locomoção e o atentado à incolumidade física do indivíduo (art. 3º, "a" e "i").
É um crime doloso, que demanda ânimo de praticá-lo e pode se dar também por omissão, como demonstram, as várias decisões judiciais condenando administradores públicos em geral elencadas pelos Profs. Gilberto e Vladimir Passos de Freitas no livro "Abuso de Autoridade" (Publicado pela Editora Revista do Tribunais, 9ª, ed, SP:2001).
Assim, se o indivíduo não está praticando nenhum delito, a autoridade fiscal ou policial não pode levá-lo preso. O crime pode estar sendo cometido tanto pela autoridade que lhe prende, como pela que não lhe solta. É possível, pois, processar a autoridade pelo crime de abuso.
No assunto atual das blitze de lei seca, pode surgir uma dúvida em relação à quem está praticando o abuso, pois o policial civil ou militar está cumprindo ordem superiores. Nesse caso, se a ordem não é manifestamente ilegal, quem comete o crime é o comandante da operação ou seus superiores, que pode chegar até mesmo ao Secretário de Estado responsável, pois desses se espera o cumprimento estrito do sistema constitucional em vigor.
De todo modo, deixo anotado que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, disse com todas as letras que "sendo exigível dos agentes da lei o conhecimento da garantia constitucional de que ninguém, salvo o flagrante, pode ser detido e preso a não ser por ordem da autoridade judiciária competente, seu descumprimento configura abuso de autoridade manifesto, que não exime de responsabilidade o superior e seus subordinados" (Decisão publicada na revista RJTJRS 170/138 e citada na obra dos irmãos Passos de Freitas).
O trágico nessa história é que, enquanto cidadãos de bem são abordados por policiais armados em alguns pontos das cidades, em outros pontos cidadãos de bem estão sendo assaltados por bandidos armados. Em comum a violência e o abandono.
Afora o fato de que esse tipo de blitz acaba deixando um rastro. Quando elas cessarem, porque cessarão, deixarão no ar a possibilidade da ilegal abordagem de quem quer que seja e, nesse momento, os policiais menos escrupulosos aproveitarão para "engordar o caixa". Mais um procedimento que facilita a corrupção. Outra coisa para se lamentar.
Não posso, como professor de Direito, depois de quase trinta anos de magistério, ficar tranqüilo com o que vejo. Aliás, nem eu nem ninguém que estude direito, porque ao invés de ver surgir o tão almejado Estado de Direito Democrático, o que assisto todo dia e cada vez mais é uso de um modelo de ação estatal que não tem na lei maior, infelizmente, sua base.

Rizzatto Nunes é mestre e doutor em Filosofia do Direito e livre-docente em Direito do Consumidor pela PUC/SP. É desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Autor de diversos livros, lançou recentemente o "Bê-a-bá do Consumidor" (Editora Método). Coordena um site voltado ao Direito do Consumidor e à Defesa da Cidadania, no qual tem seu blog:
www.beabadoconsumidor.com.br
Fale com Rizzatto Nunes:
rizzattonunes08@terra.com.br
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2992376-EI11353,00.html

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RECEITA DE COMO SE CRIA UM DEPUTADO

Pegue um populista, empresário ou advogado qualquer;
1 Punhado de Notas de dólares;
1 ou 2 quilos de falta de caráter;
Algumas colheres, bem exageradas, de ganância;
Tempere à vontade com cara de pau e habilidade para a mentira;
Como fermento, use 1 pitada de merda.
Não é necessário cozinhar. A coisa cresce sozinha e descontroladamente.
Observação muito importante: Nunca exagerar na pitada de merda, senão você cria um senador e pode até criar acidentalmente um presidente.
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04 junho, 2008

AS BARCAS DE NITERÓI

RIO DE JANEIRO - Assunto recorrente na mídia internacional, a Amazônia continua na agenda dos países mais desenvolvidos desde os tempos de Hitler. Em seu livro ("Mein Kampf"), há referências explícitas à posse da maior floresta do planeta como reserva de matérias-primas e equilíbrio ecológico.O ponto comum da cobiça mundial é a certeza de que o Brasil e os demais países que formam a região amazônica não possuem técnica, infra-estrutura e capacidade para preservar o grande potencial econômico representado, entre outros valores, pela maior bacia hidrográfica da Terra.Tornou-se clara a ambigüidade relativa ao problema, que não saiu formalmente da agenda do atual governo, mas sofreu uma meia-trava com a demissão da ex-ministra do Meio Ambiente. Nada contra o novo ministro, pelo contrário, tudo a favor. A questão está um furo acima, no campo conceitual, mas sem o consenso político e operacional que garanta a soberania nacional naquela vasta porção do nosso território. Um abismo entre a intenção e a ação.Lembro um episódio do passado recente: o Rio se candidatava para sediar uma olimpíada, e aqui chegou um escalão do Comitê Olímpico para avaliar a nossa capacidade de assumir a responsabilidade. Tudo estava dando certo até que um grupo de técnicos examinou a situação da baía de Guanabara -tal como hoje, altamente poluída.O parecer da comissão foi taxativo: se o Rio não tinha condições de preservar uma baía como a nossa, não merecia sediar um evento da importância de uma olimpíada. Foi uma lambada no orgulho carioca.Felizmente, a cobiça mundial ainda não chegou ao ponto de pretender internacionalizar a Guanabara. Ainda bem. Mas a Amazônia tem recursos econômicos bem mais tentadores que as barcas de Niterói.
CARLOS HEITOR CONY

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16 maio, 2008

FILHO DE LULA COMPRA FAZENDA DE R$ 47 MILHÕES

Vocês sabiam que o filho do presidente Lula, o Lulinha, que há 05 anos era subempregado do zoológico em São Paulo, acabou de comprar a fazenda Fortaleza (de porteira fechada), localizada às margens da rodovia Marechal Rondon, município de Valparaíso-SP, de propriedade do Sr. José Carlos Prata Cunha, um dos maiores produtores de boi Nelore do Brasil, pela simples bagatela de R$ 47.000.000,00 (quarenta e sete milhões de reais). E a imprensa, nada divulgou!... Como isso é possível? Nada contra o pecuarista que é muito conhecido no meio, mas... Onde o Lulinha arrumou
esta grana toda?
Como ele é inteligente ! Quase um novo Bill Gates!!! De um salário de R$ 1.500,00, fez 'economias' e chega aos 47 milhões.
Igual, só o Bill Gates mesmo... Que façanha! Vamos fazer a nossa parte. Denunciem!!!
Obs:. Essa fazenda do Lulinha é a primeira a receber o Certificado de Exportação para Europa. Que coincidência né!!!
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28 abril, 2008

FALA QUE É MENTIRA!!!

Você já imaginou a zona que o PT faria se no governo FHC:

A epidemia de dengue fosse incontrolável como agora?
E a febre aftosa?
E a febre amarela ?
Se faltasse gás?
Se os lucros dos bancos fossem tão vultuosos como agora?
Se houvessem tantos acidentes aéreos?
Se houvesse o caos aéreo?
Se o FHC se rebaixasse para o ditador Chaves e para Cocaleiro Morales?
Se o FHC comprasse um avião tão luxuoso?
Se todos os amigos do FHC fossem corruptos?
Se o FHC 'perdoasse' a dívida de tantos 'amiguinhos'?
Se o FHC tivesse um filhinho tão espertinho?
Se as despesas do palácio aumentassem tanto?
Se alguma ministra de FHC nos mandasse relaxar e gozar?
Se a primeira dama não fizesse porra nenhuma mas tivesse cartão de crédito ilimitado?
Se o FHC aparelhasse o estado com milhares de empregos para os'companheiro'?
Se algum aspone do presidente nos mandasse tomar no ... top-top... quando caísse algum avião?
Se o FHC declarasse sempre que não sabia de nada?
Se o FHC fosse amiguinho do presidente mais corrupto que o senado já teve?
Se o leite contivesse soda cáustica?
Se algum ministro do FHC declarasse que soda cáustica no leite não faz nenhum mal?

O que o PT diria?

HEIM? Aonde anda o PT?


CADÊ ???


'Petista é como pardal: Tem em todo lugar mas não serve pra nada, além de tudo é feio, não canta e ainda caga no país inteiro'.


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25 abril, 2008

INFORMAÇÃO E PUBLICIDADE: VERDADES E MENTIRAS

A liberdade de expressão é uma das mais importantes garantias constitucionais. Ela é um dos pilares da democracia. Falar, escrever, se expressar é um direito assegurado a todos.
Mas, esse direito, entre nós, não só não é absoluto, como sua garantia está mais atrelada ao direito de opinião. Vale dizer, aquilo que para os gregos na antiguidade era crença ou opinião (doxa) em oposição ao conhecimento. Este corresponde ao verdadeiro e comprovado. A opinião ou crença é mero elemento subjetivo. A democracia dá guarida ao direito de opinar, palpitar, lançar a público o pensamento que se tem em toda sua subjetividade. Garante também a liberdade de criação.
Mas, quando se trata de apontar fatos objetivos, descrever acontecimentos, prestar informações a serviços públicos ou oferecer produtos e serviços no mercado, há um limite ético que controla a liberdade de expressão. Esse limite é a verdade.
Com efeito, por falar em Grécia antiga, repito o que diziam: "mentir é pensar uma coisa e dizer outra". A mentira é, pois, simples assim.
Examinando essa afirmação, vê-se que mentir é algo consciente; é, pois, diferente do erro, do engano, que pressupõe desconhecimento (da verdade), confusão subjetiva do que se expressa ou distorção inocente dos fatos.
Aliás, a liberdade de expressão garante inclusive as frases e promessas dos políticos que estão no Poder, cuidando do bem público que é de todos nós. Algumas frases são de efeito, outras não. Algumas geram conseqüências, outras não. Recentemente, o Prefeito do Rio de Janeiro, em viagem à Salvador, indagado sobre o grave problema do alastramento da epidemia de dengue disse que estava rezando para que os mosquitos fossem todos levados para alto mar. E representantes da prefeitura de São Paulo disseram que havia um complô para criar congestionamentos na cidade. Ficamos a pensar na fuga dos mosquitos em direção a alto mar e nos paulistanos, reunidos logo cedo, nas esquinas da cidade escolhendo em quais vias eles iriam provocar congestionamento...
Bem, na verdade isso mostra como, dependendo do contexto, as pessoas podem mesmo falar qualquer coisa que represente sua crença, sua subjetividade. Mas, os outros não precisam com elas concordar nem nelas acreditar. Eu, por exemplo, nem concordei nem acreditei.
Contudo, há leis que controlam em alguns setores a liberdade de expressão na sua realidade objetiva, impondo, por exemplo, que a testemunha ao depor em Juízo fale a verdade. Do mesmo modo, impondo aos advogados e às partes, o dever de lealdade processual, proibindo que intencionalmente a verdade dos fatos seja alterada, adulterada, aumentada etc. Esse dever de lealdade - em todas as esferas: administrativa, cívil e criminal - é a ética fundamental da verdade imposta a todos.
O mesmo se dá no regime de produção capitalista. Com base nos princípios éticos e normativos da Constituição Federal, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) regulou expressamente a informação e a publicidade enganosa, proibindo-a e tipificando-a como crime (artigos 37, § 1º e § 3º, 66 e 67 do CDC).
No que diz respeito, pois, às relações jurídicas de consumo, a informação e apresentação dos produtos e serviços, assim como os anúncios publicitários não podem faltar com a verdade daquilo que oferecem ou anunciam, de forma alguma, quer seja por afirmação quer por omissão. Nem mesmo manipulando frases, sons e imagens para de maneira confusa ou ambígua iludir o destinatário do anúncio: o consumidor.
A lei determina que apenas a verdade prevaleça. Não importa, pois, a opinião, nem mesmo do consumidor. A lei quer a verdade objetiva e comprovada. Por exemplo, o art. 36 do CDC determina que o fornecedor mantenha comprovação dos dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem e o art. 38 diz que é ônus de quem patrocina a informação e comunicação publicitária, provar sua veracidade e correção.
Infelizmente, nada disso impede que haja anúncios publicitários que enganem o consumidor, com métodos bem antigos e que a toda hora se encontrem novos meios de enganação. Alguns, inclusive, dentro das brechas do sistema legal.
Uma forma bastante usada é o "chamariz". Este é uma modalidade de enganação que não está necessariamente atrelada ao produto ou serviço em si. Por exemplo, ouve-se no rádio o seguinte anúncio:"Os primeiros dez ouvintes que ligarem terão desconto de 50% na compra de tal produto; ou farão o curso gratuitamente etc". Quando o consumidor liga, ainda que seja logo em seguida, recebe a resposta de que é o décimo primeiro a ligar. E em seguida recebe o "malho" de venda. Esse tipo de "chamariz" também é usado por meio de malas diretas, anúncios em jornais, na TV etc.
Outro exemplo dessa "técnica" é o "chamariz" da liquidação. Anuncia-se a liquidação, com grandes descontos, e, quando o consumidor chega à loja, a liquidação é restrita a uma única prateleira ou estante.
Esse método é usado em larga escala. Há lojistas, em véspera de época de liquidação, que aumentam o preço para depois, com o desconto, voltar ao preço anterior. E há lojas que estão em "liquidação" ou "promoção" o ano todo. Existem também produtos que são vendidos de modo que o consumidor nunca saiba qual é o preço, pois na oferta sempre consta algum tipo de desconto. É preciso cuidado nas compras, porque o que importa é o preço final, jamais o desconto oferecido. O consumidor não deve comprar "descontos".
Mais outro caso: o consumidor vê na vitrina uma roupa bonita a preço baixíssimo. Entra na loja, pede a roupa, mas há um único exemplar, de tamanho fora do padrão. Ele, então, constrangido, recebe o "ataque" do vendedor, que oferece outros produtos.
O "chamariz" é, portanto, uma maneira enganosa de atrair o consumidor, para que ele, uma vez estando no estabelecimento (ou telefonando), acabe comprando algo. Muitas vezes, bem constrangido.
Além disso, é de considerar algo evidente: o anúncio será enganoso se o que foi afirmado não se concretizar. Se o fornecedor diz que o produto dura dois meses e em um ele está estragado, a publicidade é enganosa. Se apresenta o serviço com alta eficiência, mas o consumidor só recebe um mínimo de eficácia, o anúncio é, também, enganoso etc. Enfim, será enganoso sempre que afirmar algo que não corresponda à realidade do produto ou serviço de acordo com todas as suas características.
As táticas e técnicas variam muito e todo dia surgem novas, engendradas em caros escritórios modernos onde se pensa frequentemente em como impingir produtos e serviços mesmo contra a real vontade do consumidor.
Algumas técnicas são legais, posto que permitidas como participação em concursos, com sorteios e entregas de prêmios. Este método, largamente utilizado, atinge em cheio a esperança do consumidor em obter alguma vantagem ou melhorar seu padrão de vida, tentando a sorte. São jogos de todo tipo, num enorme "cassino" em que foi transformado o mercado de consumo contemporâneo. E muitas vezes, apenas para participar do concurso, o consumidor adquire produtos ou serviços que não só não precisava como nem gostaria de ter.
Dentro desse da verdade, vi na Capital de São Paulo, em dois postos de combustível algo interessante. Eram dois postos lacrados pelas autoridades por venda de combustível adulterado. Seus donos haviam colocado um cartaz dizendo: "estamos em reforma"...
E só para concluir, falando mais uma vez em crença e verdade: Será que alguém, em sã consciência, acredita mesmo que a fumaça do cigarro dos fumantes nos restaurantes obedece a linha divisória que separa uma mesa da outra, dividindo apenas em imaginação o espaço entre fumantes e não fumantes?
Já passou da hora de se falar mais sério no mercado de consumo!
Rizzatto Nunes é mestre e doutor em Filosofia do Direito e livre-docente em Direito do Consumidor pela PUC/SP. É desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Autor de diversos livros, lançou recentemente o "Bê-a-bá do Consumidor" (Editora Método). Coordena um site voltado ao Direito do Consumidor e à Defesa da Cidadania, no qual tem seu blog:
www.beabadoconsumidor.com.br

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18 fevereiro, 2008

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR

Por que será que o Congresso inventou o senador sem voto? Terá sido por esperteza ou por ingenuidade? O que você acha?

Os advogados de defesa, em geral, aconselham o acusado a mentir, falsear a assinatura e, noutras situações, lançam mão de sucessivas chicanas até o crime prescrever. Pergunto: esses advogados estão a serviço da Justiça ou do crime?

Se a Justiça deve ser igual para todos, por que o presidente da República, os governadores, prefeitos, ministros, deputados, senadores, têm foro privilegiado?

Os traficantes exercem um domínio de terror sobre os favelados. Em sua opinião, esse é um problema dos próprios favelados ou o governo deve intervir em defesa deles?

Ninguém duvida da existência de policiais corruptos, que colaboram com o crime organizado. Pode-se contar com uma polícia corrupta para defender os cidadãos?

Os traficantes têm verdadeiros arsenais de guerra em seus redutos. Não lhe parece que é obrigação policial apreender essas armas?

A coisa mais comum, hoje em dia, é bandido executar policial fora de serviço. Já soube de alguma entidade, dessas que defendem os direitos humanos, que tenha manifestado seu repúdio a essas execuções? Já se perguntou por quê?

Já lembrou que policiais são cidadãos como nós, têm mulher, filhos, pai, mãe e arriscam a vida em defesa da sociedade, por um salário que às vezes mal passa de R$ 1.000?

Terão as pessoas se dado conta de que a polícia, no Estado democrático, é um órgão criado para fazer cumprir as leis e dar segurança aos cidadãos? Que não foi o policial que inventou a polícia e que ele está ali como um profissional? Ou devemos acabar com ela e cada um irá se defender dos bandidos do jeito que puder? Certo não seria melhorá-la?

Sabia que já há condomínios, em bairro da zona sul do Rio, dominados pelo Comando Vermelho? Num desses condomínios, um morador, cuja filha fora cooptada pela gangue de drogados, ameaçou denunciar o que estava ocorrendo, mas desistiu. Sabe por que desistiu? O síndico o aconselhou a não fazê-lo, se quisesse continuar vivo. Na semana seguinte, ele pôs o apartamento à venda e se mandou de lá. O que faria você?

Não é estranho que o governo Lula favoreça especuladores estrangeiros -que lucram até 90%-, em detrimento do capital produtivo que cria empregos e paga impostos?

Você soube que, durante as operações policiais na favela do Alemão, um dos chefes do tráfico ordenava a seus comparsas que atirassem nos moradores? E que há moradoras idosas pagas por eles para declarar que quem atirou foi a polícia?

Processos indenizatórios contra o governo demoram de dez a 20 anos para serem julgados. E quando o cara ganha e é autorizado o pagamento, o governo simplesmente não paga, ignora a ordem judicial e a Justiça finge que não vê. Por quê?

Quando há operações policiais nas favelas, os moradores são obrigados a deixar a porta da casa aberta, para que os traficantes possam se esconder. Quem não obedece morre. Já imaginou isso em seu bairro?

De onde vem esta tese de que a sociedade é culpada, e o bandido, vítima, mesmo se empurra num precipício um ônibus com mais de 20 pessoas dentro?

Graças ao Imposto Sindical -descontado compulsoriamente do salário dos trabalhadores-, sindicatos fantasmas proliferam. A CUT e a Força Sindical passaram a defender a manutenção do imposto. Elas são também entidades fantasmas?

Dá para levar a sério um ministro do futuro que quer construir, na Amazônia, um aqueduto romano?

Se defender o respeito às leis e o combate ao crime organizado é ser de direita, o que é ser de esquerda? Deixar os favelados entregues ao terror dos bandidos?

Há muitos jovens criminosos que querem sair do crime e não sabem como. Não é justo abrir urgentemente uma porta para eles?

Por que, no Brasil, punem-se só 7% dos crimes de colarinho branco?

Acredita mesmo que um rapaz de 17 anos, que assalta e mata, não sabe o que faz?

Designar negros e pardos como afro-brasileiros significa que brasileiros são só os "brancos"? E se esses passarem a se chamar de euro-brasileiros ou nipo-brasileiros, o que restará como povo brasileiro, os índios? E se estes disserem que são anteriores à criação do Brasil?

Por que o Banco Central permite que os bancos privados suguem os clientes até a medula dos ossos?

E finalmente cabe perguntar a um certo chefe de Estado sul-americano: "Por qué no te callas?"
FERREIRA GULLAR
Folha de São Paulo

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07 dezembro, 2007

VOCÊ JÁ IMAGINOU A ZONA QUE O PT FARIA SE NO GOVERNO DO FHC:

* A epidemia de dengue fosse incontrolável como agora? E a febre aftosa?
* Se faltasse gás?
* Se os lucros dos bancos fossem tão vultuosos como agora?
* Se houvessem tantos acidentes aéreos?
* Se houvesse o caos aéreo?
* Se o FHC se rebaixasse para o ditador Chaves e para Cocaleiro Morales?
* Se o FHC comprasse um avião tão luxuoso?
* Se todos os " amigos" do FHC fossem corruptos?
* Se o FHC "perdoasse" a dívida de tantos "amiguinhos"?
* Se o FHC tivesse um filhinho tão espertinho?
* Se as despesas do palácio aumentassem tanto?
* Se alguma ministra de FHC nos mandasse relaxar e gozar?
* Se a primeira dama não fizesse porra nenhuma mas tivesse cartão de crédito ilimitado?
* Se o FHC aparelhasse o estado com milhares de empregos para os "companheiro "?
* Se algum aspone do presidente nos mandasse tomar no cu quando caísse algum avião?
* Se o FHC declarasse sempre que não sabia de nada?
* Se o FHC fosse amiguinho do presidente mais corrupto que o senado já teve?
* Se o leite contivesse soda cáustica?
* Se algum ministro do FHC declarasse que soda cáustica no leite não faz nenhum mal?

O que o PT diria? Aonde anda o PT? Quem sabe faz a hora, não espera acontecer...

"Petista é como pardal: Tem em todo lugar, não serve pra nada, é feio, não canta e ainda caga no país inteiro " .
Autores conhecidos - (brasileiros arrependidos)

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03 setembro, 2007

OS INIMIGOS DO BRASIL SÃO INTOCÁVEIS

Há vinte anos era lançado o filme policial Os Intocáveis, dirigido por Brian De Palma (o mesmo de Missão Impossível) e tendo no elenco atores de primeiríssima linha. O roteiro se passa nos anos 30 na cidade americana de Chicago. Era época da Lei Seca e o jovem agente Eliot Ness (Kevin Costner) do FBI , que corresponde à Polícia Federal brasileira, começa a investigar o submundo do crime e tenta acabar com o reinado de terror e corrupção instaurado pelo gangster Al Capone (Robert De Niro). Para isso, conta com a ajuda de um pequeno time de corajosos e incorruptíveis homens, interpretados, dentre eles, por Sean Connery e Andy Garcia. Após ameaça, tentativas de suborno, emboscadas e assassinatos, os Intocáveis acabam prendendo o chefão dos gângsteres por sonegação fiscal. Realmente, um filme memorável!
Levantamento da CGU (Controladoria Geral da União) indicou que nos últimos quatro anos, mais 1.400 servidores públicos de carreira ou em cargo comissionado, foram demitidos ou tiveram suas aposentadorias cassadas e, em 35% dos casos, estas punições foram em função desses funcionários públicos se valerem do cargo para obter vantagem para si ou para algum terceiro, o popularmente conhecido conflito de interesse. Em contrapartida, um recente estudo divulgado pela Associação dos Magistrados Brasileiros ( AMB) aponta que as autoridades protegidas pelo Foro Privilegiado estão praticamente imunes às Leis e suas sanções. De acordo com esta pesquisa que demonstra dados de 1.988 a 2007, nenhuma das 130 ações criminais instauradas no STF (Supremo Tribunal Federal) contra os Inimigos do Brasil, resultou em condenação até este momento. E você sabe porque? Apenas 52 processos (40% do total) ainda estão em tramitação, os demais resultaram em absolvição ou acabaram sendo transferidos para instâncias inferiores. No mesmo período, o STJ (Supremo Tribunal de Justiça) acumulou mais de 330 processos e até hoje apenas 1,5% deles, ou seja, ínfimas cinco ações resultaram em condenação. Todos estes processos acusam os Inimigos do Brasil de vários crimes, dentre eles: crimes contra a administração pública, a honra, o patrimônio e a fé pública e delitos eleitoral e fiscal.
Para o juiz Rodrigo Collaço/, presidente da AMB, a falta de punição é em razão da existência do foro privilegiado e sentencia "o foro privilegiado é acima de tudo o foro da impunidade. Não há julgamento. O foro é quase uma linha de defesa" . O Brasil também tem os seus intocáveis!
O que pode ser feito para que os Inimigos do Brasil não acabem com o Brasil?
Douglas Flinto

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31 agosto, 2007

"A IMPRENSA PENSA TER O DOM DA VERDADE"

"Eu não brigo com a imprensa. Eles brigam comigo...O fato dela [a imprensa] bater não impediu que eu chegasse à Presidência da República e não impediu que eu me reelegesse."
Esta declaração do presidente Lula foi registrada na sexta (24/8), no Paraná. Contém três inverdades:
** Em 2002 a imprensa não bateu no candidato Lula. Ao contrário, o candidato do PT foi tratado pela mídia com respeito e simpatia. Se houve excessos foram a seu favor.
** Foi o presidente Lula quem deu seqüência aos ataques da direção do PT à mídia quando tentou recuperar sua imagem logo depois do escândalo do "mensalão".
** A briga com a imprensa foi puxada pelo presidente-candidato Lula em meados de 2006.
Quando era apenas candidato (contra Collor e FHC), Lula jamais ousou criticar a imprensa, mesmo que guardasse mágoas da TV Globo. Parafraseando o presidente, "nunca neste país houve um candidato com tantos amigos na mídia".
Em 2006, acuado pelas revelações que jorravam da CPI dos Correios, Lula partiu para o ataque. Escolheu a imprensa como alvo porque sabia que assim obteria mais repercussão. Mas esqueceu da sua dupla condição de candidato-presidente. Como postulante nada o impedia de criticar pessoas, grupos ou instituições, mas como presidente qualquer ataque à imprensa fatalmente soaria como ameaça.
Lula sabia disso, seu furor antimídia não foi acidental, fruto de um súbito mau-humor. Foi pensado: precisava provocar a mídia para um grande combate e assim neutralizar os efeitos devastadores do "mensalão". Precisava novamente assumir a condição de vítima.
Dom da verdade
Um ano depois, o recurso eleitoral transformou-se em procedimento rotineiro. A imprensa virou o sparring palaciano preferido: quando precisa escapar das cordas e sair da defensiva, basta um peteleco na mídia e logo ganha as manchetes.
"A tendência a transformar tudo em complô da mídia – que está longe de ser inocente, principalmente na sua atitude para com o governo Lula, mas no caso do mensalão, fora as diatribes sinistras contra intelectuais do PT proferidas por uma certa revista, ela [a imprensa] acertou mais do que errou – é propriamente lamentável e mostra a total desorientação de parte da intelectualidade petista.". [(a) Ruy Fausto, professor emérito de filosofia da USP, em entrevista à Folha de S.Paulo, 26/8/2007, pág. A-12]
A desorientação não é apenas da intelectualidade do PT, é de alguns dirigentes do PT nos quais o presidente confia tanto. Este delírio antimídia uma dia será cobrado dos intelectuais do PT, dos dirigentes do PT e do presidente que o PT emplacou duas vezes, uma delas graças justamente ao discurso antimídia.
No mesmo pronunciamento de 24/8 (terceiro dia do julgamento dos "40 do mensalão" pelo Supremo Tribunal Federal), Lula produziu esta pérola: "A imprensa pensa ter o dom da verdade". Não poderia imaginar que alguns dias depois a suprema corte confirmaria em grande parte tudo o que a imprensa publicou a respeito do escândalo.
A imprensa não pensa que tem o dom da verdade, ela somente busca a verdade. Quem parece detestá-la é o presidente Lula.
Alberto Dines
Último Segundo

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29 agosto, 2007

NÃO AO 3 !

A partir de agora, você começará a ver em propagandas do Governo, das Estatais e outras, algo meio sem sentido, sem nexo, que não se liga nem ao antes nem ao depois, falando vagamente sobre " decida pelo 3 ", "escolha o 3" , "prefira o 3" , "adote o 3" , "siga o 3" . . .
Em psicologia, chamamos isso de " mensagem subliminar", isto é, algo aparentemente sem importância e sem sentido, que passa como um relâmpago diante de nossos olhos e de nossas mentes, sem dizer muito claramente a que veio, mas que vai deixando seu rastro e sua marca, lá no fundo, em nosso inconsciente...
Essa técnica foi largamente utilizada na 2ª. Grande Guerra, por ambos os lados e servia como preparação e introdução prévia para recados mais explícitos que chegavam mais tarde.
Os publicitários são doutores nessa história da indução subliminar e, creio eu, parece que até existem algumas limitações e balizamentos para a utilização desse recurso, por parte do código de ética da publicidade. . ..
Afinal : que história é essa do 3?
Os estrategistas da perpetuação do PT no poder - algo que só não vê quem não quer! -já estão sutilmente preparando a grande jogada do 3º. Mandato de seu chefe maior, o presidente Lulla.
A realidade de hoje, não deixa outra alternativa ao PT, nesse seu projeto à la Fidel e à la Hugo Chavez: afinal, quem poderia ser o outro candidato para manter o partido
eternamente no poder, como planejam seus líderes? Martha Suplicy, Berzoine, Jacques Wagner, Mercadante? ? ?
São todos extremamente fracos e sem representatividade perante a população brasileira, o que já estaria definindo "a priori" a derrota e o desmoronamento do sonho de continuidade.
Opções de alianças com alguém fora do Partido, tipo Ciro Gomes, Aécio Neves, Nelson Jobim e outros prováveis "aliados", nem pensar: afinal a turma do PT, em qualquer uma
dessas opções, ficaria necessariamente em um segundo plano e isso, jamais seria aceito pela militância exclusivista do PT. .. .
Nas próximas semanas será realizado um mega encontro dos petistas, onde a palavra chave será a realização de um "Plebiscito restrito-nacional", envolvendo somente o voto dos políticos de plantão no País (governadores, prefeitos, senadores, deputados, vereadores, etc.) aos quais será colocada a opção básica-única:
" . . .. Você apóia ou concorda com a Emenda Constitucional que permitiria o 3º. Mandato? . . . "
É claro, conhecendo como conhecemos nossos políticos, facilmente "vendíveis" por favores e emendas do sistema de poder, já sabemos exatamente como será a resposta a esse "plebiscito de araque" . . .
(Lembram-se da votação da Emenda Constitucional promovida por FHC, para a implantação da reeleição?. . .) .
Entendeu agora da onde saiu aquela história do " 3 "?
Pois é! Preste atenção e você vai ver esse " 3 " pulando por aí, no rádio, na televisão, nos anúncios de Revistas, etc...
Foi dada a largada para a perpetuação no poder do PT e de seu comandante Lulla, o que eu já havia comentado por várias vezes, naquela "Edições" que você recebia bi-semanalmente!.
O Banco do Brasil saiu na frente: está circulando sua nova propaganda, bem ao estilo da mais pura mensagem subliminar:
" . . . O Planeta é todo seu! Tome 3 atitudes por ele todo dia! . . . "
Engraçado: por que não tomar 5, 10, 20 atitudes para salvar nosso Planeta? Por que somente 3 atitudes? . . .
Na propaganda acima, além do texto, o número 3 aparece em tamanho ampliado na camisa de uma doce menininha com cara de anjo! . . .
Não fique parado! Desde agora, vamos matar no nascedouro essa história do 3!
Converse com seus amigos, comente, opine.
Vale tudo: boicote a produtos ou publicações que embarquem nessa campanha, não deixe de mandar e-mail comunicando o boicote, se não de nada adiantará !
Recebido por e-mail

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24 agosto, 2007

LULA, O ESPELHO DO PALÁCIO DA ALVORADA E O PLANO B

"Espelho, espelho meu, exis..."
"Nem vem que não tem. Cansei de você."
"Mas, mas..."
"Nem mas nem meio mas. Cansei."
Lula cofiou a barba, alisou os cabelos, endireitou a gravata, empertigou-se e voltou à carga:
"Espelho, espe..."
"Quer mesmo saber? Você não está com essa bola toda. Pronto, falei."
"Puxa, companheiro espelho. Você não viu o Datafolha?"
"Não me venha com esse negócio de pesquisa".
"Veja bem, companheiro, nunca na história desse pa..."
"Alguém precisa te dizer a verdade. Se o Serra e o Aécio não falam, se a Marisa continua muda, eu tenho de falar."
"Mas você sempre disse que eu era o maior. Lembra?"
"Lembro, lembro, mas as coisas mudaram."
"Como assim?"
"Vai dizer, de novo, que não sabia?"
"Tô começando a te estranhar!"
"Ora, meu caro presidente, a crise internacional bate à porta e você não fez as reformas. As reservas estão nas nuvens, mas o Meirelles, logo, logo vai de subir os juros novamente. O PIB começa a dar sinal de vida, mas não há infra-estrutura. O Congresso vai entregar a CPMF, mas o governo chafurda na fisiologia. 2005 ainda dorme, mas o STF tá na bica de acordar o mensalão. O Bolsa Família é um sucesso, mas a classe média pede água. O Chico Buarque ainda tá fechado contigo, mas a Ivete Sangalo, a Hebe, a Regina Duarte e até a Ana Maria Braga cansaram. Ou seja, seu governo é bonitinho, mas ordinário."
"Bem, se é assim, só me resta uma alternativa."
O espelho faz cara de desentendido:
"Como assim?!?!?!"
"Vou acionar o Plano B".
"Plano B?!?!?!"
"Sim, B de Chavez."
"Não me diga que..."
"Isso mesmo. Vou mudar a Constituição. Partirei para o terceiro mandato. Não posso deixar o Planalto antes de arrumar a casa. Preciso de pelo menos mais quatro anos. Talvez mais."
O espelho entra em pânico.
"Também não é assim! Você ainda tem três anos pela frente. A coisa vai melhorar."
"Não. Você está certo. Há muito por fazer. Plano B."
"Pelo amor de Deus! Olha, pensando melhor, vamos retomar nossa conversa do início. Vai, vai. Refaça a primeira pergunta".
"Espelho, espelho meu, existe na história desse país algum presidente melhor do que eu?"
"Não, não. Absolutamente. Nunca na história desse país existiu um presidente tão eficiente e popular. A propósito, já disse que você está lindo hoje?"
Josias de Souza

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22 agosto, 2007

MODO DE GOVERNAR PETISTA

Quantos petistas são necessários para trocar uma lâmpada no Palácio do Planalto?
Uns quatrocentos e oitenta, e isso chutando por baixo.
Primeiro, eles vão nomear uma comissão para saber qual o companheiro vai subir na escada. Depois, vão nomear uma sub-comissão que vai avaliar a necessidade da troca da lâmpada.
Em seguida, deverão convocar os movimentos sociais e perguntar ao Frei Betto, ao Stédile e ao Evo Morales se a lâmpada pode ser trocada sem que se macule a soberania nacional. Hugo Chávez dirá que a questão da lâmpada é secundária, porque ele é a verdadeira luz do continente bolivariano e iluminará a redenção dos oprimidos.
Depois, uns cem companheiros farão discurso a favor da Escadobrás, empresa que deverá monopolizar a fabricação de escadas de alumínio sem a interferência das empresas neoliberais. A Petrobras financiará a "capacitação de mão-de-obra" (tão em voga atualmente) injetando 200 milhões de reais na ONG Viva Lâmpada, pertencente a um deputado petista.
Enquanto isso, um grupo de cinqüenta militantes do PT, muitos pagos pelos cofres públicos (embora justiça seja feita, o partido não saiba a diferença entre o público e o privado), estará de prontidão para porrar qualquer jornalista da Veja, da Globo e da Folha, que desejar noticiar a lentidão da troca de uma simples lâmpada do gabinete do presidente.
A Carta Capital publicará uma reportagem afirmando que a queima da lâmpada é um complô da mídia e do PSDB para sabotar o governo.
Magda Sader escreverá um manifesto cheio de erros de português defendendo a lâmpada socialista, no que será seguido por Chico Buarque e Veríssimo que afirmarão que lâmpada boa mesmo é a cubana, apesar de nunca terem usado uma.
Helio Fernandes defenderá uma auditoria para se verificar quantas lâmpadas americanas foram compradas no Brasil desde a invenção da eletricidade, e colocará a culpa em George W. Bush.
O presidente da República não estará muito preocupado, pois estará inaugurando uma pinguela em San Juan del Caracol, em algum departamento obscuro da Bolívia, concluída com dinheiro do BNDES, e continuará seu discurso dizendo que "nunca antes neste país, se viu tanta mobilização do povo para se trocar uma simples lâmpada". Concluirá dizendo que as elites o criticam por causa de uma lâmpada porque nunca sentiram na pele o que é viver numa casa de pau-a-pique sem energia elétrica, como foi o caso de nosso Grande Timoneiro.
Tarso Genro dirá que o país precisa garantir a governabilidade e a luminosidade da lâmpada. Marco Aurélio Garcia, depois de voltar pela sexta vez de Paris, onde estava descansando dos desatinos da elite brasileira, dirá que a "imprensa que cuide da imprensa, pois o PT trocará a lâmpada antes do fim do segundo mandato".
Para concluir, o presidente inaugurará uma agência de aluguel de carroças em Bela Cruz do Cariré, no alto Pindaíba, num distante estado brasileiro, e dirá que o país crescerá 118%. Setores do Governo farão de tudo para essa previsão se concretizar. Afinal, com um crescimento desse tamanho haverá outro apagão e a questão da lâmpada não vai virar outra CPI no Congresso.
Isto eu peguei lá no
http://www.meupapagaio.blogspot.com que visito sempre e recomendo.

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17 agosto, 2007

CANSEI

Cansei de gente que só quer levar vantagem
Cansei do governo paralelo dos traficantes
Cansei de pagar tantos impostos
Cansei de impunidade
Cansei de tanta burocracia
Cansei de caos aéreo
Cansei de CPIs que não dão em nada
Cansei de crianças nas ruas e não nas escolas
Cansei de presidiários falando no celular
Cansei de ver traficante fechando o comércio
Cansei de empresários corruptores
Cansei de ter medo de parar no sinal
Cansei de bala perdida
Cansei de tanta corrupção
Cansei de achar tudo isso normal
Cansei de não fazer nada
Se você já se cansou de tudo isso
Mostre sua indignação
Faça hoje 1 minuto de silêncio
HOJE – dia 17 de agosto às 13:00 horas

OAB-SP
www.cansei.com.br

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13 agosto, 2007

QUE CANSEIRA !

Há alguns dias, entidades da sociedade civil se uniram para criar um novo movimento em defesa do País, com o sugestivo nome de "Cansei". A idéia é resgatar o direito da população de se indignar contra os desmandos dos donos do poder. Desmandos que vão desde a corrupção generalizada, que grassa nos poderes constituídos, até o caos aéreo, que até então tirava somente a paciência dos usuários desse meio de transporte. Mas começou a tirar-lhes a vida.
O "Cansei" se dispõe a resgatar um Brasil doente, deprimido e carente de ajuda emergencial. A palavra "caos", atualmente, é a que melhor retrata o triste cenário da Nação. Ela se aplica ao governo, ao Legislativo, ao Judiciário. Mas também aos aeroportos, aos hospitais públicos, a rede escolar, à moradia, à segurança, às universidades, aos excessivos impostos, aos empresários corruptores e políticos corruptos.
Se aplica, portanto, a vários dispositivos da Constituição Federal. Vejamos o que diz, por exemplo, o artigo 6º do capítulo sobre os direitos sociais dos cidadãos: "São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição".
Mas, como sempre acontece, estava bom demais para ser verdade. Embora os idealizadores do "Cansei" garantam que o movimento é suprapartidário e não tem qualquer cunho político, a direção da CUT - central sindical chapa branca, ligada ao governo e ao PT - se voltou contra: diz que o movimento não passa de uma investida da oposição a Lula, capitaneada pelo PSDB e Democratas. Preocupadíssimos com a estratégia, dirigentes cutistas distribuíram e-mails pelo País propondo a criação do movimento "Cansamos". É mole?
Esses "gênios" também garantem - e nós juramos que acreditamos - que a manifestação é apartidária. Para comprovar, disparam críticas ao "Cansei" na internet, nas páginas de jornais, no rádio e em outras mídias às quais têm acesso. E sugerem um protesto contra questões como o trabalho escravo, a sonegação de impostos e, como não poderia faltar, contra a mídia, que não aborda os movimentos sociais e que criminaliza as lutas populares.
Vê se um negócio desses pode prestar? O inegável, mesmo, é que nenhuma dessas iniciativas fará algum efeito sobre os nossos "príncipes". Como não adiantam, por exemplo, aquelas passeatas bonitinhas pelas ruas, com todos vestindo branco, de mãos dadas, para pedir paz. Ninguém se engane, nas rodas íntimas da elite dominante, atos dessa natureza viram piadinha. De dentro das suas fortalezas ou dos seus carros blindados, os donos do poder só pensam em si mesmos.
Esse clima de caos social é, realmente, a cara de um Brasil "cansado" de sofrer, sim. Mas com a pobreza de espírito dos seus líderes.
Sergio Montenegro Silva

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08 agosto, 2007

TEMOS QUE FAZER ALGUMA COISA !

Esta semana foi lançado o projeto "Quero + Brasil", projeto que visa obter apoio popular para exigir dos políticos algumas das reformas de que o nosso país precisa. Os meios de comunicação estão dispostos a apoiar este movimento, e pressão dos mesmos sobre os políticos (que só se fará se nós nos manifestarmos).
Para "contabilizar" estas manifestações, foram oferecidos 3 meios:
(a) um número de telefone local : 4002-8988;
(b) um site
www.queromaisbrasil.com.br
(c) assinaturas nas lojas do grande varejo que começarão em breve.
Se este movimento ganhar força, teremos uma ótima chance de fazer uma pressão organizada por mudanças.
Apoiam o movimento 150 entidades das mais variadas (como OAB, FIESP, Força SIndical,etc.) e o conselho é formado por pessoas como Bernardinho, Viviane Senna, Jorge Gerdau, etc.
No entanto, todo o trabalho feito até agora, e todo o apoio que a mídia se comprometeu a dar, só será transformado em pressão positiva se o povo participar. Por isto, peço a você que:
1. Se manifeste AGORA (ligue para 4002-8988 ou acesse o site:
www.queromaisbrasil.com.br e deixe sua mensagem AGORA;
2. Envie este email para pelo menos 10 amigos seus e peça que eles façam o mesmo AGORA.
Se tivermos milhões de manifestações vai dar certo. Faça isto agora. Você não perde nada e aumenta as chances deste movimento dar certo.
Vamos nos dar as mãos para passar este país a limpo. Tem gente séria por trás, e a sua participação é importante.


Comentário do Silvio: Está aí mais um grupo de pessoas que chegou à conclusão de que algo temos que fazer. Eu dou total apoio a este tipo de movimento, que só dará certo se todos apoiarem, você que não vive de cesta esmola do governo, e paga do seu bolso toda a farra que ocorre neste país, tire a bunda da cadeira e mexa-se ! Eu só não dou apoio a quem prega a derrubada do bebum pelas Forças Armadas de acordo com um boletim que recebi há dias, isto é coisa de quem não tem a menor idéia de onde está pisando!

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06 agosto, 2007

A OPÇÃO É SUA !

Meu nome é Fernando Gouveia e o n. do meu CREA-MG é 53538/D e desafio qualquer técnico ou perito a contradizer minha exposição, óbvia, dos fatos. Se eu estiver errado, rasgo minha carteira do CREA.
Desafio qualquer político, rato, FDP, que se sinta prejudicado pela realidade que aqui relato, a me processar. Estou dando meu número do CREA (que não é falso) e meu e-mail. Não precisa fazer esforço pra me achar.
Agora, caso você não seja um dos pestilentos responsáveis pela desgraça que se abate sobre nós, dia após dia, então não seja um "Zé Ninguém". Pare alguns minutos do seu precioso trabalho, leia o texto abaixo, com atenção, e, caso concorde, pulverize para todos da sua caixa postal. Não se omita. Se não concorda, responda-me, argumente,"defenda" sua posição, mas não seja mais um covarde, mais um egoísta, mais um bundão. Essa coisa tem que acabar, para que nossos netos e filhos tenham condições de viver sem vergonha de serem bem sucedidos e sem medo de usufruir com liberdade das suas próprias conquistas. Ser rico não é crime, mas ser pobre não é uma escolha, uma opção de vida. Ser inteligente e culto não é mérito e sim sinal de privilégio, mas ser burro não é uma questão de deficiência de caráter e sim de ser vítima de uma epidemia cujo agente, "a verdade política", é pulverizado no ar por forças que se alimentam da ignorância em massa.
Minha única irmã estará, na próxima semana, nesse mesmo vôo, também pela TAM e espero que o avião não caia, mas minhas palavras transcendem minha preocupação pessoal com uma pessoa que amo, seja minha irmã, esposa, filhas, amigos, seja quem for. Morrer é o caminho de todos nós e isso, que soa como a questão principal, na verdade, não passa de um detalhe, sórdido, mas subliminar.
Vejam os números:
Imaginemos 200 vítimas fatais, cada uma com uma média de 10 parentes e 10 amigos, então teremos 20.000 pessoas indignadas por terem sido atingidas diretamente. No que interessa aos políticos, o voto, esse número é ínfimo. Divida 20.000 indignados por 100.000.000 de eleitores e você verá que foram perdidos "apenas" 0,02% do eleitorado, ou seja, 2% dividido por cem (para os que se confundem com números). E daí? Agora veja quantas pessoas transitam, passeiam, relaxando e gozando, felizes, ou passando raiva, no aeroporto de Congonhas, TODOS OS DIAS. E é a essa "china" humana, de transeuntes, vivos e capazes de votar, que ospolíticospreferem atender. Por isso que a verba para a reforma,digamos, "antropodinâmica" (que garante conforto, estética, luxo, etc.) saiu primeiro que a verba para os serviços técnicos de pista. Essa é a sordidez da mente nefasta dos nossos políticos: "Que diferença faz uma meia dúzia de 20.000 que se estrepam dali, se outros milhões se alegram de cá".
Fui engenheiro responsável por várias obras de porte que prestei para a INFRAERO, inclusive nas pistas e sou testemunha viva da capacidade técnica desse órgão. Os departamentos de engenharia beiram a perfeição, tanto em recursos humanos quanto físicos. O pessoal da segurança treina até o mais reles peão, um mero carregador de sacos. Todos os trabalhadores, peões ou engenheiros são checados pela segurança, que só depois desta conferência libera os crachás com as indicações de acesso, ou seja, as permissões para transitar nessa ou naquela parte. Tive um fiscal da INFRAERO que tinha sido meu aluno na Faculdade de Engenharia da FUMEC e, por coincidência, já engenheiro formado, acabou designado para fiscalizar minha obra. O sujeito não relaxou, ao contrário, dobrou a rigorosidade, que já não era pouca. Resumindo, os técnicos e o pessoal da segurança da INFRAERO são sérios, são técnicos e não políticos e sabiam que a pista não estava plenamente segura e não fizeram nada, porque não puderam fazer nada, porquepra nossa infelicidade os Diretores e Presidentes das "INFRAERO da vida", mesmo que tenham sido técnicos um dia, deixaram de sê-lo e hoje vivem da e para a política.
O que se viu ali foi crime, mas não apenas contra meia dúzia de 20.000 vítimas diretas, mas sim contra todos os brasileiros.
Os números não assustam e a comoção é uma questão de mídia. Um único feriado mata três vezes a quantidade de pessoas que morreram ontem, só em acidentes de estradas, sem falar na violência desenfreada e na fome.
Se a rede Globo dedicasse o tempo de UM ÚNICO capítulo da sua mega educativa novela, "Os Sete Pecados", para explicar, em linguagem simplificada, para 50 milhões de brasileiros grudados na TV, o
Que realmente ocorreu naquele acidente, teríamos uma revolução. Só que não interessa a ela, como não interessou mostrar, com detalhes, a vaia que o Lula recebeu no Pan. Cala-se e continua passando seu absurdo folhetim que glamouriza a ruindade de espírito e fica anunciando e repetindo a balela dos interessados em ganhar tempo, com essa conversa mole de "aguardar a perícia". É disso que vivem nossos políticos. De aguardar. De esperar a poeira abaixar, como abaixará mais essa e mais outras tantas.
Não tem papo de perícia: Sou perito formado pelo antigo Instituto Mineiro de Avaliação e Perícias, hoje Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias - Sucursal MG, fui professor da Faculdade de Engenharia da Universidade FUMEC por 11 anos e afirmo, taxativamente, que,nesse caso, não precisa "esperar" o resultado da perícia. Trata-se de um evento óbvio, derivado de um vício construtivo, fruto da irresponsabilidade dos que priorizaram as obras valorizando a plástica e relegando a segurança ao segundo plano.
Toda pista de rolamento precisa de drenagem, o que ocorre um pouco pela permeabilidade dos materiais e a maior parte por um sistema de drenagem básico, jogando a água do centro da pista para as laterais, com recursos primários de inclinação e coleta perimetral. Em locais de maior necessidade de aderência, como em algumas curvas de ruas, avenidas e estradas e também em pontos de pistas de pouso, pontes e viadutos inclinados ou em curva, pátios, enfim, onde se pretenda aumentar o atrito da roda com o piso, são feitas ranhuras, que além de melhorarem o atrito favorecem a drenagem radial. Uma dessas situações é o caso de Congonhas, que tem a chamada "pista curta". Alguém pode alegar que a pista do Santos Dumont também é curta e também não tem ranhuras, mas existe a questão do ar. Lembrem-se dos jogos de futebol do Brasil, nos países muito altos, onde o ar é rarefeito: O goleiro cobra um tiro de meta e a bola sai do outro lado do campo. Pois é; O Santos Dumont está ao nível do mar e São Paulo a 860 metros acima do nível do mar. Com altitude maior, o ar fica mais rarefeito, o que exige mais pista ou então mais recursos de frenagem para a aeronave. Engenharia é isso, muda tudo e tudo depende de um tanto de coisa e foi pra isso que a engenharia surgiu como ciência.
Especula-se: FOI FALHA TÉCNICA? A equipe técnica da INFRAERO sabe que 2+2=4. Falha técnica seria, se eles não soubessem disso. Mas tenham certeza, eles sabiam. Não fizeram nada porque são mandados por pessoas hierarquicamente superiores, que vão cobrindo a técnica com uma espessa camada de política.
FALHA DO PILOTO? É bom lembrar sempre que ele também estava no avião e ele também morreu. Arremeter é o procedimento indicado em qualquer situação anormal que ocorra entre o momento de início dos trabalhos
para aterrisagem até a parada completa da aeronave em solo. O piloto fez o que pôde. FALHA DA AERONAVE? Alegar excesso de tecnologia, ou falha de equipamentos é ridículo. É mais fácil uma arara azul fugir da Amazônia e fazer cocô na sua cabeça do que uma aeronave como essa dar problema.
Sabe qual o nome do ÚNICO VERDADEIRO CAUSADOR DESSA TRAGÉDIA? Eleições 2010. É a ânsia pelo poder... E a culpa nem é do Lula, que não passa de um gerente encantado e lambuzado (quem nuca comeu melado, quando come se lambuza), mas inócuo. O problema é nosso, da classe alta e privilegiada, que muitas vezes nos omitimos, ou nos escondemos atrás dos nossos próprios interesses. Esperem o povão dopado pela ignorância resolver o problema e as coisas só vão piorar. Cada Projeto Shangrilá, cada Urbanização de Aglomerado (nome chique e conveniente dados às favelas), irá comprar a alma e a mente dos pobres. E nós? Vamos vender nossa alma em troca de um aeroporto confortável, de uma vida confortável na base do "foda-se o mundo que não me chamo Raimundo"?
Precisamos entender o mundo com o olho do outro e principalmente, saber se queremos a polícia e a política igual para todos.
Porque se for assim, nós, os abastados, teremos que socializar nossas riquezas e teremos que sentar no banco da escola pra estudar ética, pra parar de fechar o cruzamento, de estacionar em lugar errado, de chamar as pessoas usando a buzina, de fechar as ruas pra comemorar jogo de futebol, de trocar de celular de mês em mês "encostando" um aparelho feito pra durar 10 anos e se esquecendo que aquilo vira lixo, etc.
Ser ético é "chato", mas é o único caminho. Eu estou nessa. E você? Se estiver também, comece a exercitar sua ética disparando esse e-mail para o maior número possível de pessoas.

Fernando Gouveia

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