ENTRESSEIO

s.m. 1-vão, cavidade, depressão. 2-espaço ou intervalo entre duas elevações. HUMOR, CURIOSIDADES, UTILIDADES, INUTILIDADES, NOTÍCIAS SOBRE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS CULTURAIS, AQUELA NOTÍCIA QUE INTERESSA A VOCÊ E NÃO ESTÁ NO JORNAL QUE VOCÊ COSTUMA LER, E NEM DÁ NA GLOBO. E PRINCIPALMENTE UM CHUTE NOS FUNDILHOS DE NOSSOS POLÍTICOS SAFADOS, SEMPRE QUE MERECEREM (E ESTÃO SEMPRE MERECENDO)

28 janeiro, 2010

CURSOS - 28-1-10

Em São Paulo, Entrelivros dispõe dos seguintes cursos:



Encadernação Básica à Clássica
Dirigido para conhecimentos mais abrangentes, tais como:livros de folhas soltas, teses, livros de capas soltas e capas presas(encadernação francesa).
Treinamento dividido em módulos:
Encadernação de Fascículos: costura e acabamentos.
Encadernação de Folhas Soltas: teses, monografias, livros contábeis, situação geral, variedades de acabamento. Livros de Capas Soltas: troca de capas, recostura, conservação, limpeza mecânica, higienização, reconhecimento de problemas, encaminhamento ao laboratório de restauro, conservação , isolamento ou pequenos reparos.
Livros de Capas Presas: encadernação francesa: troca de lombadas, conservação da capa, higienização, limpeza mecânica, pequenos enxertos, reconstituição da lombada da capa (onde houver possibilidade).
Dias de Treinamento Quartas-feiras das 14:00 às 17:00h
Duração 08 meses (108 horas)


Livros Fiscais, Teses e Monografias-(folhas soltas).
Treinamento dirigido a pessoas que trabalham com copiadoras.
Variedades de acabamento, compensação, costuras possíveis.
Dias de Treinamento: Livre Escolha
Duração: 4 aulas (12 horas)


Projeto de Caixas
Armazenamento de Obras Raras, Embalagem de Papelão Calandrado revestida com papéis neutros ou alcalinos.
Voltado para a área de apresentação publicitária, displays.
Dias de Treinamento: Livre Escolha
Duração: 06 aulas (18 horas)


Álbuns
Para profissionais em Fotografia ou Encadernação.
Três Técnicas Básicas, incluindo o Álbum Foto contra Foto e
Foto panorâmica (fotos digitais)
Material que o aluno deve providenciar:
20 Fotos panorâmicas 30 x 60 - laminadas a quente
30 Fotos 20 x 25 - laminadas a quente
20 Fotos 20 x 25 - sem laminação
Dias de treinamento: Livre escolha
Duração: 06 aulas (18 horas)


Meia Cana
Dirigido ao Encadernador, Conservador e ao Restaurador.
Usado em livros de cartório, de registros, em branco, encadernação de alta resistência ao manuseio.
Dias de Treinamento: Livre Escolha
Duração: 9 aulas (27 horas)


Hot-Stamping (Gravação)
Gabaritagem e regulagem da Maquina TR 2 ou semelhante com mesa móvel e componedor basculante. Montagem de tipos. Operação com clichês. Temperatura de trabalho em diversos tipos de materiais. Cuidados para maior durabilidade dos tipos. Uso dos diversos tipos de películas.
Recomenda-se que o aluno já tenha a máquina instalada, para aplicar imediatamente os conhecimentos adquiridos.
Dia de treinamento: Sábado das 14 às 17 horas
Duração: 01 aula (03 horas)


Em todos os cursos os materiais básicos estão inclusos.
Maiores informações:
Entrelivros
Rua Machado de Assis, 216 - Vila Mariana - São Paulo-SP
(Próximo à Estação Ana Rosa do Metrô)
Fone(11) 5579-3382 Fax (11) 5539-1584 com Fátima
e-mail: silvioaneves@entrelivros.com.br

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16 julho, 2008

CURSO DE ENCADERNAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE LIVROS

As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas
De 16 a 18 de julho, a Associação dos Bibliotecários de Sergipe realizará um Curso de Encadernação e Restauração de Livros, com a bibliotecária Maria do Socorro Fonseca da Silva. O curso terá carga horária de 24 horas, nas quais os alunos aprenderão algumas técnicas de restauração e encadernação de livros.
O curso está aberto para profissionais de qualquer área e comunidade em geral e acontece na sala de Restauração da Biblioteca Pública Epifânio Dória. As aulas serão ministradas das 8h às 12h e das 14h às 18h. As inscrições estão abertas ao preço de R$ 30, mas as vagas são limitadas ao número de 20 pessoas.
Os interessados podem se inscrever na Biblioteca Infantil Aglaé Fontes, que fica anexa à Biblioteca Epifânio Dória, pelo telefone (0xx79) 3179-1965 ou por
e-mail.
Infonet - Cultura

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ACERVO DA BIBLIOTECA PÚBLICA BENEDITO LEITE SERÁ RECUPERADO

A Secretaria de Estado da Cultura (Secma) através da BPBL e da Sociedade Amigos da BPBL, com o patrocínio da Petrobras lançou nesta sexta-feira (4) às 17h na Biblioteca Pública Benedito Leite o projeto de modernização do setor de obras raras e jornais maranhenses.
Estarão presentes os Secretários de Estado da Cultura Joãozinho Ribeiro e Ricardo Miranda Motta, e o Gestor de Projetos Culturais da Gerência de Patrocínios da
Comunicação Institucional da Petrobras.
A BPBL é referência na área de
pesquisa no Maranhão. Há no seu acervo, cerca de 120 mil títulos, sendo quase 10% composto de obras raras. Destas, 1.600 são maranhenses.
O projeto pretende garantir a preservação da memória documental existente na BPBL, com ações de preservação do material encadernando, acomodando em lugares propícios e digitalizando o acervo, para disponibilizar à comunidade em diferentes suportes esses títulos raros.
O projeto realizará a higienização de 9.700 documentos de obras raras. A restauração e encadernação de mais de 500 edições de jornais e diários oficiais. Prevenirá contra a ação de agentes poluentes e biológicos, investirá na aquisição de equipamentos e móveis adequados, além da digitalização de todo o acervo de obras raras.
Essas ações serão desenvolvidas por especialistas na área de conservação e restauração de documentos, além de equipe técnica de bibliotecários com experiência em organização e preservação de acervo.
Badauê
São Luiz - MA

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11 julho, 2008

LOULÉ ORGANIZA XVII FEIRA DE ARTESANATO

A Câmara Municipal de Loulé organiza, entre 11 e 20 de Julho, a XVII Feira de Artesanato do município, inserida na programação de eventos de Verão no Concelho de Loulé.
No evento vão estar presentes 80 expositores, em representação das mais genuínas tradições algarvias, de onde se destacam a empreita, a olaria, os trabalhos em palma, os bonecos de madeira, os bordados e as artes decorativas, a doçaria ou produção agro-alimentar, informou o município em comunicado.
Como novidade, a XVII Feira de Artesanato de Loulé conta este ano com a realização de workshops diários, sempre pelas 20h30, sendo que nos dias 11 e 12 terá lugar um workshop de encadernação, promovido pela Divisão de Cultura e História Local da Autarquia de Loulé.
No dia 13, os visitantes serão convidados a participar numa oficina sobre a execução de bonecas de trapo, e nos dias 14 e 17 é a vez da Divisão de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável desenvolver uma actividade ligada aos fornos solares.
A artesã Maria Cremilde Lourenço será a responsável pela oficina de empreita, a decorrer no dia 15, enquanto que para 16 de Julho está prevista uma oficina de feltro, com Maria Helena Vicente e no dia 18, será abordada a questão dos cortes de alimentos. No dia seguinte, os responsáveis da empresa Azul e Rosa vão falar dos doces regionais e finalmente, a 20 de Julho, as artesãs dos Brinquedos da Torre vão falar das técnicas de execução de brinquedos e bijutaria em madeira. Outra novidade no certame deste ano é a colaboração da Divisão de Desporto da Câmara de Loulé com a feira, que vai colocar no recinto um espaço dedicado aos jogos tradicionais, virado para um público mais jovem.
Ainda a pensar nos mais jovens, a feira contará também com um sector infanto-juvenil com actividades como leitura de contos, pinturas faciais ou jogos lúdicos. As tasquinhas continuam a ser um dos espaços do certame mais apreciado pelos visitantes que podem saborear aqui alguns dos petiscos mais tradicionais da gastronomia algarvia, como os carapaus alimados, os caracóis, o jantar de grão, a chouriça caseira e ainda os doces e licores regionais. A animação musical ficará a cargo de vários grupos de música tradicional portuguesa e ranchos folclóricos. A entrada é livre e o horário de funcionamento da feira é das 20h00 às 00h00.
Turisver

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07 julho, 2008

MOSTEIRO VAI RESTAURAR 5 VOLUMES DOS "SERMÕES" DE PADRE ANTONIO VIEIRA

O trabalho literário mais conhecido do padre Antonio Vieira (1608-1697), os "Sermões", terá cinco volumes restaurados em Salvador.
Quatro volumes foram impressos quando o padre português ainda era vivo -as datas de impressão são 1682, 1690, 1692 e 1696. O outro foi impresso em 1710.
As obras pertencem ao acervo da biblioteca do Mosteiro de São Bento na capital baiana. O convênio para a restauração foi assinado pelo secretário da Cultura da Bahia, Márcio Meirelles, e pelo responsável pelo mosteiro, o arquiabade d. Emanuel D'Able.
Serão investidos quase R$ 295 mil na restauração de 20 obras raras e na melhoria das condições de conservação dos 300 mil volumes da biblioteca e do centro de documentação e pesquisa do local.
Tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), a biblioteca foi criada em 1582, quando os beneditinos chegaram a Salvador e fundaram o primeiro mosteiro da ordem no país. Dos 300 mil volumes do local, 13 mil são considerados raros.
Segundo d. Emanuel, é a primeira vez que o Estado investe em projetos de conservação do acervo do mosteiro."A parceria é muito importante para possibilitar a conservação de obras raras e dar melhor acesso ao público."De acordo com a coordenadora de livros raros da Faculdade São Bento, a filóloga Alicia Duhá, responsável pelo projeto, a previsão é que a restauração dos 20 volumes escolhidos dure dois anos.Além dos cinco volumes de os "Sermões", também serão restaurados "Seleção de Questões Disputadas sobre a Metafísica e os Ensinamentos de Aristóteles" (1685) e "Theatro Crítico de Freijo" (1876).
LUIZ FRANCISCO
AGÊNCIA FOLHA, EM SALVADOR

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02 junho, 2008

LABORATÓRIO DE RESTAURO DO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO JÁ ESTÁ FUNCIONANDO

O Centro Cultural São Paulo, no Paraíso, acaba de inaugurar um laboratório de restauração, um ano após o incêndio que danificou parte do acervo do local.
A equipe de 15 pessoas do laboratório iniciará os trabalhos pelos 2.300 documentos que foram molhados quando os bombeiros apagaram o fogo, causado pela queda de um balão, no dia 17 de maio de 2007. Até agora, as fotos, cartas e outros papéis estavam acondicionados em uma sala.
Em alguns anos, o laboratório de cerca de 500 m2 deverá se tornar um centro de referência para todo o acervo municipal de São Paulo. Só o do CCSP possui 900 mil itens, sem contar os livros da biblioteca. "Vamos trabalhar para sermos modelo, São Paulo é carente de centros de restauração", disse Isis Baldini Elias, diretora da divisão de acervo, documentação e conservação da instituição. Ela diz que, no futuro, o local poderá receber obras de outras instituições.
Segundo Isis, o CCSP só contava com um centro de encadernação -para restaurar livros. Agora, o setor de encadernação foi incorporado ao Laboratório de Conservação e Restauro (LCR) -como é chamado o local.
Construído no subsolo do CCSP, o laboratório custou R$ 800 mil, pagos pela prefeitura, Caixa Econômica Federal e pela Vitae, uma associação de apoio à cultura.
Até o fim do ano, devem começar as obras da reserva técnica, que será instalada junto ao LCR e para onde deve ir todo o acervo que não está em exibição no CCSP. "Isso atrapalha, não temos tanto controle", afirma Isis. "Quando colocarmos tudo no mesmo lugar, e perto do centro de restauro, será muito mais fácil de trabalhar."
Novo de novo
Segundo a diretora, todo o material danificado no incêndio será totalmente recuperado. "A única coisa que não conseguimos tratar é quando pega fogo, e ainda bem que não aconteceu isso", diz ela.
Os documentos passarão por uma avaliação antes de receberem o tratamento, que inclui higienização, tratamento aquoso -banho com produtos químicos que retira as manchas dos papéis- e planificação -para tirar o enrugado causado pela água. Isis disse que o trabalho para restaurar esses documentos levará no mínimo três anos.
Folha de S. Paulo
http://www.aber.org.br

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28 maio, 2008

RESTAURADOR TRANSFORMA ENCRENCA EM LIVROS NOVOS

Há mais de 40 anos, professor restaura publicações raras em São Paulo. Acervo com peças do século XIX está na mira do Museu do Ipiranga.
Gaudêncio e uma pilha de livros para restaurar. Material que ele utiliza está na 'mira' do Museu do Ipiranga (Foto: Carolina Iskandarian/G1)



Tudo começou com uma travessura de criança e hoje o paulistano Tércio Ferdinando Gaudêncio, de 63 anos, é um dos únicos no Brasil a dominar a técnica de restauração de livros raros. As últimas quatro décadas passou mergulhado em papéis, ferramentas, substâncias químicas e máquinas usadas para deixar o que ele chama de “encrenca” com cara de livro novo. Agora, todo esse equipamento, um verdadeiro tesouro, está na mira do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, o Museu do Ipiranga, em São Paulo. A idéia é criar uma exposição permanente, mas o projeto esbarra na falta de patrocínio.
Veja também: Restauração de livros requer paciência e detalhamento
“Precisamos de apoio para a manutenção e a exposição do material”, explica Gaudêncio. Ele está falando de máquinas pesadíssimas, algumas do século XIX, usadas para prensar livros e cortar papéis. Está falando de mais de 27 mil florões, espécie de carimbos usados para adornar as encadernações. São peças únicas, segundo o restaurador, feitas em cobre, chumbo, latão e outros materiais. Há ainda os papéis, as pequenas ferramentas, os microscópios.


O restaurador tem cerca de 27 mil florões em sua oficina (Foto: Carolina Iskandarian/G1)


Assim que as arestas forem acertadas com o museu, esse tesouro deve deixar o aconchegante sobrado de Gaudêncio, na Zona Norte, onde ele mora desde que nasceu. Nada que deixe o restaurador desanimado. “Isso aqui é a minha vida. Eu vivo disso. Tive um sonho e realizei esse sonho”, admite.
Mas Gaudêncio, membro fundador da Associação Brasileira de Encadernação e Restauro e integrante de entidades semelhantes no exterior, também sabe que tudo ali está se perdendo, já que não tem seguidores. "Essa é uma profissão que requer conhecimento técnico e no Brasil a remuneração é muito baixa." Quando sua “oficina” virar vitrine, engana-se quem pensa que o restaurador vai se aposentar. “Vou ter uma vida mais sossegada, vou ensinar. Quero passar tudo o que eu tenho e não levar nada para o túmulo”, afirma Gaudêncio, que tem convite para ministrar um curso permanente de restauração de livros na Universidade de São Paulo (USP). Ele se diz favorável à proposta, mas só quer dar o próximo passo quando seu acervo estiver no museu.
Doação patrocinada

A prensa-martelo é uma das máquinas usadas pelo professor (Foto: Carolina Iskandarian/ G1)

A professora Solange Ferraz de Lima, historiadora e curadora do museu, classifica como "excepcional" a coleção de Gaudêncio, estimada em US$ 500 mil (cerca de R$ 824 mil). Junto com o professor, ela busca ajuda de empresas para levar as peças e montar a exposição, a chamada doação patrocinada. Para garantir os benefícios fiscais do patrocinador, o projeto deve ser incluído na Lei Rouanet.
"A coleção dele é realmente excepcional. Cobre um período longo dos séculos XIX e XX e cobre uma atividade do começo ao fim", conta Solange, que vê o trabalho do restaurador como algo "entre o artesanal e o industrial". A curadora estima que até o 2º semestre já tenha uma resposta favorável. Ela calcula que a exposição custaria em torno de R$ 1 milhão, porque, além da manutenção do acervo, é preciso criar ferramentas de multimídia que informem os visitantes.
A paixão pelo restauro, profissão não regulamentada pelas leis brasileiras, começou quando Gaudêncio tinha 12 anos. Querendo imitar o pai, resolveu “brincar de professor”. O livro caiu no chão, ficou todo danificado e o menino, com medo de levar bronca, correu para o Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo, onde sabia que havia restauradores. “Em vez de brigar comigo, meu pai ficou contente”, conta o professor, ao afirmar que ajudou a deixar o livro novo em folha.
Raridades
Publicações raras não faltam nas prateleiras desse paulistano de família italiana. “Tive a honra de restaurar a única coleção da Enciclopédia Iluminista de (Denis) Diderot”. Segundo Gaudêncio, os livros vão de 1751 a 1763. Também passou pela suas mãos o volume II de um livro que fala sobre Direito Público na França. O volume I, datado de 1845, já está à espera do restauro

"Ressucitar" o livro de registro de óbitos é um dos desafios (Foto: Carolina Iskandarian/G1)

Mais antiga ainda, a publicação francesa de 1732, sobre a história das revoluções durante a República Romana, ganhou cara nova: capa, florão e neutralização das páginas comidas por fungos. “Tenho clientes do mundo inteiro”, orgulha-se Gaudêncio, que diz cobrar metade de um profissional do ramo no exterior. O trabalho de restauração, dependendo da peça, pode custar até cinco mil euros. E levar tempo.
Gaudêncio calcula que levará pelo menos um ano para “ressuscitar” o livro de registro de óbitos da cidade de Assis, a 427 km de São Paulo. A publicação, única que registra a morte dos habitantes entre 1938 e 1988, chegou, literalmente, de ambulância. “A prefeitura estava trazendo um doente para São Paulo e passou aqui para deixar o livro”, conta, rindo.
Apesar da ironia, o problema é grave. Do que um dia foi um livro, restou uma capa velha e pedacinhos de papel com nomes cortados. “É um quebra-cabeça”, diz Gaudêncio, que pretende restaurar a publicação e passá-la também para DVD. Uma garantia de que não verá mais aquele livro em sua oficina.
Carolina Iskandarian
Globo.com – G 1

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