ENTRESSEIO

s.m. 1-vão, cavidade, depressão. 2-espaço ou intervalo entre duas elevações. HUMOR, CURIOSIDADES, UTILIDADES, INUTILIDADES, NOTÍCIAS SOBRE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS CULTURAIS, AQUELA NOTÍCIA QUE INTERESSA A VOCÊ E NÃO ESTÁ NO JORNAL QUE VOCÊ COSTUMA LER, E NEM DÁ NA GLOBO. E PRINCIPALMENTE UM CHUTE NOS FUNDILHOS DE NOSSOS POLÍTICOS SAFADOS, SEMPRE QUE MERECEREM (E ESTÃO SEMPRE MERECENDO)

01 março, 2010

NATUREZA - 1-3-10

Aurora boreal dá espetáculo na Noruega

Na madrugada desta quarta-feira, uma aurora boreal coloriu o céu de Grotfjord, norte da Noruega. O fenômeno metereológico acontece quando partículas carregadas eletricamente entram em contato com a atmosfera da Terra, nos polos do planeta.
Cores no céu da Noruega (Imagem/EFE)
Auora boreal (Imagem/EFE)






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02 fevereiro, 2010

NATUREZA - 2-2-10

Aventure-se pela natureza de Campos do Jordão

Ecoturismo e esportes radicais são opções de lazer para suas férias em Campos do Jordão.
Com tantas opções de diversão que a cidade de Campos do Jordão oferece aos visitantes em todas as estações do ano, o turismo ecológico e os esportes radicais são imperdíveis.
Entre rochas monumentais e natureza exuberante, o ecoturismo é conscientemente explorado por empresas que garantem a diversão para todas as idades, com muito profissionalismo e segurança.
Para quem procura relaxar sem muito esforço, há locais magníficos para curtas e longas caminhadas em meio à natureza, onde poderá apreciar a variedade da fauna e flora, além de respirar o ar puro da Serra da Mantiqueira. O Parque Estadual Horto Florestal, e o Bosque do Silêncio são exemplos de locais onde há trilhas que possibilitam desvendar as maravilhas de Campos do Jordão.
Aos aventureiros que buscam algo mais emocionante, é possível praticar o arvorismo em vários lugares da cidade que foram montados e equipados para o esporte, ou até liberar a adrenalina nas tirolesas, como a do Rancho Santo Antônio onde a aventura é garantida pela maior tirolesa da região, com 800 metros.

Emocionante também são as aventuras vividas sobre veículos 4 X 4, que proporcionam sensações únicas de ultrapassagem de obstáculos naturais, passeios por lugares inóspitos e de difícil acesso, e citytour pela Suíça Brasileira a bordo de uma Land Rover, ou até mesmo sentir a emoção de guiar quadriciclos por trilhas e ruas de terra.
Há também centros de lazer que oferecem divertimentos como paintball, cavalgadas, orbitball, escaladas, tiro ao alvo, cama elástica, entre outras brincadeiras que são ideais para a garotada.
Para os menores, o Parque da Floresta Encantada garante a magia do mundo fantástico das bruxas, gnomos, anjos, bonecas, em um local rodeado pela natureza e com muitas brincadeiras.
Confira abaixo as empresas, agende sua visita, e desfrute de belas paisagens e da natureza exuberante de Campos do Jordão.
Aventuras no Rancho
(12) 3663-7400 (12) 3663-7400
Altus Turismo Ecológico
(12) 3663-4122 (12) 3663-4122
Off Road Tour
(12) 9774-0377 (12) 9774-0377
Centro de Lazer Tarundú
(12) 3662-2590 (12) 3662-2590
Ecoparque Pesca na Montanha
(12) 9716-5017 (12) 9716-5017
Fazenda Lenz
(12) 3662-1421 (12) 3662-1421
Parque da Floresta Encantada
(12) 3663-2596 (12) 3663-2596
Amantikir
(12) 3664-2757 (12) 3664-2757
Netcampos.com

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16 novembro, 2009

NATUREZA -16-11-09

Amazônia Azul: uma descoberta
O mar, sinônimo de lazer e beleza, é fundamental e faz parte do meio ambiente.
Ela é maior que a Floresta Amazônica, mais rica biologicamente e pouco pesquisada. Os incontáveis recursos naturais e a dimensão do mar brasileiro inspiraram o nome Amazônia Azul. Mas, apesar das maiores cidades serem suas vizinhas, ela é uma icógnita.
O termo Amazônia Azul foi criado pela Marinha do Brasil para fazer uma referência à importância ambiental, estratégica e econômica do mar que banha o País. Ela mede cerca de 3,5 milhões de km², mais que o dobro do Estado do Amazonas. Isso porque, segundo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), o território dos países avança 200 milhas náuticas ou 370 km² de sua faixa litorânea.
O valor da Amazônia Azul para o País pode ser dividido em quatro partes: econômico, ambiental, científico e soberano. Entretanto, apesar de diferente, as quatro áreas geralmente se cruzam. Por isso nem sempre são analisadas separadamente. Por exemplo, o oceanógrafo Luiz Eduardo Maia Nery, pró-reitor de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), contou que há uma saturação da pesca brasileira. O problema engloba a questão ambiental, econômica e científica.
“De modo geral, a pesca no Brasil é feita acima do sustentável”, diz Nery. “Hoje em dia, seria mais adequado investir na maricultura - cultivo de animais e plantas marinhas”, completa. A sardinha é um dos peixes ameaçados. Por outro lado, outras espécies são subaproveitadas como é o caso da anchoíta – um peixe pequeno natural do Sul e Sudeste brasileiros.
Para discutir esse e outros assuntos, a FURG, a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca do Governo Federal e a Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar organizaram o I Fórum Brasileiro da Amazônia Azul e Antártica este ano. “Navios estrangeiros como da Espanha e do Japão pescam em águas próximas às do Brasil”, conta Nery.
Durante o Fórum, foi debatida a importância em definir os limites territorais e seu reconhecimento pela Organização das Nações Unidas (ONU) para evitar abusos e definir pesquisas. Governantes pretendem extender os limites do mar brasileiro para toda a plataforma continental - prolongamento natural do continente no mar -, o que resultaria em 1 milhão de km² a mais de área do mar para o País. A exploração do petróleo e outros materiais, realizada pela Petrobras, é outro exemplo relacionado a essa preocupação.
O mar, sinônimo de lazer e beleza, é fundamental e faz parte do meio ambiente. Ele colabora com a regulação do clima, dialogando diretamente com o “aquecimento global”. Os organismos aquáticos microscópicos chamados fitoplancton e os corais absorvem o gás carbônico. Os ciclones que passam por Santa Catarina estão relacionados às correntes marítimas. “Mas não conhecemos toda nossa biodiversidade marinha”, afirma Nery.
“Queremos chamar a atenção para os problemas nessa área. O Brasil possui apenas dois navios, da FURG e da Universidade de São Paulo (USP), para englobar todo nosso litoral operando em pesquisas com alunos”, conta o pró-reitor da FURG. “Os pescadores puxando o arrastão parecem mover o mundo. O cardume de botos na distância parece mover o mar”, escreveu o poeta Vinicius de Moraes. O Brasil irá se mover para investir nos cuidados que a Amazônia Azul precisa?
Isis Nóbile Diniz
http://educacao.ig.com.br/noticia/2009/11/01/amazonia+azul+uma+descoberta+8982963.html

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20 outubro, 2009

NATUREZA - 20-10-09

Fernando de Noronha é melhor destino para amantes de natureza
"O paraíso é aqui." Foram as primeiras palavras do explorador italiano Américo Vespúcio quando, em 1503, chegou nessa ilha onde os muitos verdes da vegetação parecem mais verde e os vários azuis, mais azuis. Financiado por Fernão de Noronha, um novo cristão comerciante de pau-brasil, ele realizava a segunda expedição exploratória à costa brasileira quando a principal nau de suas seis naufragou e Américo viu-se obrigado a levar toda a sua embarcação para um lugar seguro. Mal sabia ele que estava descobrindo um dos pontos mais bonitos do planeta, que viria se tornar o sonho de todo turista que busque relaxar mantendo um contato especial com a natureza.
Com suas águas claras, Fernando de Noronha é um dos melhores lugares para a prática de mergulho no mundo: cair nas suas águas é algo que um mergulhador experimentado nunca irá esquecer. E se não souber mergulhar com equipamentos, nem estiver disposto a aprender aproveitando para fazer um curso no local, não precisa se preocupar: grande parte do arquipélago pode ser observada apenas com uma máscara e snorkel. Boas dicas são a piscina natural do Atalaia, o naufrágio do Porto de Santo Antônio, a laje do Boldró.
Caso seja mais experiente, o mergulhador deve procurar empresas especializadas que organizam excursões para lugares como Cabeço de Sapata, um paredão que chega a 42 m de profundidade, e o Naufrágio Coverta Ipiranga, o naufrágio mais inteiro do país, com 64 metros de profundidade. Há muitos tubarões, mas não é para se preocupar: os humanos barulhentos são pouca atração para estes bichos que, em tanta abundância, estão muito bem alimentados.
Já para quem preferir a cabeça por cima da superfície, a ilha oferece algumas das mais belas praias da costa brasileira. A Baía do Sancho é conhecida por suas areais claras e sua falésia, de onde se tem uma vista deslumbrante da ilha. Outra boa pedida é pequenina Baia do Porcos. Praticamente sem extensão de areia, ela é rodeada por pedras que formam piscinas naturais repletas de peixes coloridos.
A Cacimba do Padre, por sua vez, é uma das mais longas da ilha, e ainda possui como protagonista o Morro Dois Irmãos. Um local que merece destaque à parte é a Baía dos Golfinhos, que é um retiro para esses mamíferos, que descansam e acasalam em suas águas tranquilas. Lá, é proibido qualquer acesso marítimo, transformando essa área no maior aquário natural do mundo dessa espécie.
Saindo da costa, e indo terra a dentro, a ilha de Noronha oferece excelentes caminhadas. Por elas, pode-se chegar às principais praias como a Baía dos Golfinhos, como também conhecer um pouco da história da Ilha, que por muito tempo abrigou uma prisão e ainda deixa vestígios históricos como fortes e igrejas espalhadas pelo seu território.
Agência Andrés Bruzzone Comunicação
Especial para Terra

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09 setembro, 2009

NATUREZA - 9-9-09

Tangará da Serra, um lugar para quem gosta de natureza e aventura
Gosta de natureza e aventura?
O quadro Tô de Folga embarca para Tangará da Serra, em Mato Grosso, um lugar para quem gosta de natureza e aventura.
O quadro Tô de Folga embarca agora para Tangará da Serra, em Mato Grosso, um lugar para quem gosta de natureza e aventura. Cercada por paredões e cachoeiras entre a bacia amazônica e a bacia do Prata, fica Tangará da Serra. Saindo de São Paulo, o turista gasta cerca de 500,00 numa passagem aérea até Cuiabá. De lá, são mais 240 km em direção ao sudoeste do estado. A cidade tem infraestutura e conforto. As diárias variam entre 60 e 150 reais.
Em uma pousada, o turista fica de frente para uma cachoeira. "Estou admirando vendo as belezas que a natureza é capaz", diz um turista. "A primeira vez que eu venho e estou achando fantástico", diz outro.
Comida é a base de muito peixe e pratos típicos da região como a Mojica de Pintado. Um outro é a Ventrecha de Pacu e custa de 30 a 40 reais por pessoa. Pra quem gosta de aventura são pelo menos oito opções. Nós escolhemos três: rafting, a bicicros e o rapel. Pro rafting é preciso viajar um pouco.
São 20 quilômetros pela MT 358 até o rio Formoso. A estrada não é das melhores. São 70 reais e o turista tem direito a instruções, barco e equipamento e vai passar muito tempo lá dentro. São seis horas dentro dágua.
Até agora foi tranqüilo, deu até para contemplar a bela paisagem. Daqui pra frente é só desafio. No fim do passeio ninguém sai sem o batismo. "A natureza revigora, a água revigora mais ainda. Então foi uma experiência emocionante", diz o medico José Kênio. Nosso segundo passeio é o rapel. São mais 70 reais para enfrentar um paredão de 112 metros. O vento forte empurra a água da cachoeira e deixa a descida ainda mais emocionante. Quando a rocha acaba começa o "chamado" rapel negativo. O único apoio é A corda, aumenta a sensação de liberdade e o medo. A corda já molhada exige mais esforço. A energia vem da natureza. "Só quem passa por esta experiência pode entender", diz o advogado Wellington Pereira. Outra dica são as trilhas de ciclismo da região.
O turista tem que levar a bicicleta e vai pagar 40 reais pelo acompanhamento de um guia. Subimos a serra Tapirapuã e pra essa turma, quanto mais dificuldade melhor. "Aqui o bicho pega pesado", diz um turista. Depois de todo este esforço nas trilhas vem a recompensa. Nós chegamos ao topo da serra Tapirapuã. A imagem surpreende. "Ar puro, vegetação, animais. Muito bom", diz um turista.
Esses são só alguns dos muitos passeios de Tangará da Serra, em Mato Grosso. Clique aqui para aprender as duas receitas típicas da região.
Portal MS
portalms@portalms.com.br

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01 setembro, 2009

NATUREZA - 1-9-09

Tesouros brasileiros
Livro reúne mais de duas mil plantas raras que só existem no Brasil
Você já viu, em algum lugar, a planta aí em baixo? Provavelmente não. Isso porque ela só é encontrada em um local: o município de Mato Verde, em Minas Gerais. Chamada pelos cientistas de Arrojadoa eriocaulis, esta é uma das mais de duas mil espécies de plantas raras que existem somente em nosso país. Uma planta é considerada rara quando é encontrada em uma área menor do que dez mil quilômetros quadrados: o equivalente a menos da metade de Sergipe, o menor estado do Brasil. Para identificar espécies com essa característica, entre 2007 e 2009, um grupo de 175 cientistas de 55 instituições nacionais e estrangeiras pesquisou a flora brasileira. O resultado desse trabalho está no recém-lançado livro Plantas raras do Brasil, que reúne 2.291 espécies, encontradas somente em nosso país.
Em defesa das plantas raras
A Arrojadoa eriocaulis é uma planta rara brasileira (foto: M. Machado).


O número parece alto? Pois os pesquisadores avisam que ele pode ser maior – há, com toda certeza, espécies raras no Brasil que permanecem desconhecidas pela ciência e correm o risco de desaparecer antes mesmo de serem descobertas. Em nosso país, aliás, a maior parte das plantas raras está nos estados de Minas Gerais e Bahia, mostrou a publicação produzida pela Universidade Estadual de Feira de Santana e a Conservação Internacional. Porém, para garantir a preservação desse tipo de flora, os pesquisadores, com base nos dados do livro Plantas raras do Brasil, estabeleceram 752 áreas do país consideradas estratégicas para a conservação de espécies desse tipo.
A Calliandra hygrophila cresce em ambientes alagados e só existe na Bahia (foto: E.R. Souza).

Essas áreas devem receber atenção especial dos governantes para a conservação, ainda mais porque metade delas já está degradada. “O estabelecimento dessas áreas de proteção é o resultado mais importante desse livro. Essa informação é inédita para o território nacional”, conta Alessandro Rapini, um dos organizadores do livro Plantas raras do Brasil.

Raridades na rede
Encontrada somente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a erva Holocheilus monocephalus pode atingir até 60 centímetros de altura e dá essa bela flor (foto: C. Mondin).

Quer conhecer algumas das espécies apresentadas por essa obra? Pois ela está disponível na internet. Então, visite-a! Quem sabe alguma espécie cresce bem perto da sua casa? Você vai ter a chance de apreciá-la na natureza e ajudar a preservá-la!
Marcella Huche

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31 agosto, 2009

NATUREZA - 31-8-09

Grand Canyon: espetáculo da natureza


A visão da sequência infinita de montanhas é só uma das razões que tornam a visita ao cânion localizado no Arizona inesquecível. Rochas, trilhas e o Rio Colorado se espalham por 450 km.
GRAND CANYON – O Grand Canyon ainda é uma expectativa quando o táxi para na porta do Bright Angel Lodge. “Atravesse por dentro do hotel”, indica o motorista, sem dar mais detalhes. Passo pelo lobby, cruzo a porta dos fundos, perco completamente o fôlego. Estou à beira do abismo. E agora entendo por que o taxista resolveu poupar palavras.
Impossível explicar a beleza do Grand Canyon – e seu efeito hipnótico sobre qualquer ser humano. Fotos, vídeos, nada consegue preparar você para a real dimensão dessa paisagem. Basta se debruçar sobre o penhasco para ver a sequência infinita de montanhas marcadas por faixas coloridas em dégradé: rosa, marrom, verde, cinza, branco. Seus picos formam um horizonte milimetricamente alinhado.
Ainda estou no “quintal” do Bright Angel Lodge, num dos muitos mirantes da Rim Trail, a trilha pavimentada que beira por quilômetros a encosta, sempre acompanhada por esse visual. Turistas passeiam sem pressa. O caminho é longo e revelador. A cada curva, um ângulo novo – e mais um clique.
A aventura pode e deve começar assim, com uma caminhada de reconhecimento do parque nacional localizado no Estado do Arizona. À esquerda, na trilha, logo surge o Kolb Studio, uma casa de 1905 onde viveram os irmãos Kolb, fotógrafos pioneiros no Grand Canyon. Depois de ver a pequena exposição de imagens e passar pela loja de suvenir, desça até o Lookout Studio. O mirante invade o cenário e, sem se dar conta, você vai passar longos minutos ali, extasiado.
Na direção contrária, o percurso leva a pontos mais isolados. O burburinho do Centro vai ficando para trás enquanto a tarde cai. O caminho agora está vazio. Um ou outro atleta passa correndo. Um casal senta no braço da montanha e admira o cânion no mais absoluto silêncio.
É bem capaz que o cartão de memória da câmera esteja cheio antes de chegar à Yavapai Observation Station. Mas sua memória visual não vai falhar diante dessa panorâmica. Dentro do edifício histórico, imagens e modelos tridimensionais explicam a complicada geologia da região.
As forças da natureza levaram milhões de anos para esculpir essa maravilha da Terra. O cânion tem 1.400 metros de profundidade e se estende por 450 quilômetros na região Noroeste do Arizona. Acompanhando com atenção os desenhos da exposição, é possível observar o relevo acidentado.
A trilha continua margeando o cânion até o Mather Point. A essa altura, o sol está baixo. Espere, se puder, para ver um espetáculo inigualável. À medida que a bola de fogo se esconde, as montanhas ganham movimento. Um mar de sombra cobre os platôs, mas os últimos raios ainda deixam os picos intensamente avermelhados. Pássaros, gaivotas e condores cortam o azul do céu, que logo vira cinza. E fim de show.
TÚNEL DO TEMPO
As camadas do cânion se formaram em eras geológicas distintas. Enquanto as pedras de cima surgiram há 270 milhões de anos, as da base têm mais que 1,8 bilhão de anos. Tudo começou há 70 milhões de anos. O calor e a pressão decorrentes da colisão de duas placas tectônicas fizeram erguer a cadeia montanhosa. A área conhecida como Colorado Plateau subiu cerca de 3 mil metros. O cânion, porém, é mais recente. Geólogos afirmam que ele surgiu há cerca de 6 milhões de anos.
Sem o Rio Colorado, que corre numa região absolutamente desértica, o Grand Canyon não existiria. As águas do rio, misturadas com cascalho e muita areia, invadiram as camadas das rochas e foram esculpindo, com o passar do tempo, o Colorado Plateau. Do Yavapai Point, no South Rim, até o rio são 1.400 metros – e o rio ainda corre 750 metros acima do nível do mar.
A largura do cânion é resultado da colisão entre as camadas das rochas e do processo de erosão. Ao longo dos 450 quilômetros do Rio Colorado, ela varia de 13 a 26 quilômetros. Em nenhum outro lugar há cânions com essas dimensões impressionantes, nem rochas coloridas em camadas. O Grand Canyon é único.
Camila Anauate
Agência Estado

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28 agosto, 2009

NATUREZA - 28-8-09

Cataratas do Iguaçu: 1ª no ranking das 7 Maravilhas da Natureza
Cataratas lideram as votações
Foto: Divulgação/ Secretaria de Turismo
A campanha para tornar as Cataratas do Iguaçu como uma das 7 Maravilhas da Natureza surtiu efeito. Com 28 concorrentes de todo o mundo, a queda d’água ocupa a ponta da lista na terceira fase da votação pelo site www.votecataratas.com. A escolha deverá ser feita até o fim de 2010. Completam as sete posições das Maravilhas: a Grande Barreira de Recifes, na Austrália; o Parque Nacional de Komodo, na Indonésia; o Halong Bay, no Vietnã; a Amazônia, que concorre por nove países; as Ilhas Maldivas, no Oceano Índico; e as Angels Falls, na Venezuela. Para votar, é preciso escolher a ordem correta das atrações de preferência, pois a posição do voto interfere na nota que cada ponto turístico recebe. Nos próximos meses, a campanha Vote Cataratas terá novidades para receber mais votos dos internautas. Para Felipe Gonzalez, secretário de Turismo, é uma satisfação o bom resultado da votação ainda no início da terceira fase. “Com certeza as Cataratas vão continuar no topo do ranking e isso se deve a um trabalho de parceria com todos os envolvidos no turismo na cidade”, comemorou.As Cataratas - O Parque Nacional do Iguaçu e o Parque Nacional Iguazu (Argentina) são tombados pela Unesco como Patrimônio da Humanidade e recebem mais de dois milhões de visitantes. O local oferece ao visitante atrativos como rapel, rafting, escalada, arborismo, trilhas e serviços como restaurantes e lanchonetes. Destino Aventura
Parque Nacional do Iguaçu
Foz do Iguaçu

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14 agosto, 2009

NATUREZA - 14-8-09

Amazônia é finalista no concurso "Novas 7 maravilhas da Natureza"

Concurso que vai eleger até 2011 as campeãs e pode garantir um bom incentivo turístico à região. Os internautas podem participar dando o seu voto.
Riqueza natural e biodiversidade da região amazônica a tornaram uma das finalistas da disputa (Foto: Gleilson Miranda/Arquivo Secom)
Maior floresta tropical do mundo e que ocupa cerca de metade do território nacional, a Amazônia é uma das 28 finalistas do concurso que vai eleger até 2011 as Novas 7 Maravilhas da Natureza. A inscrição nas categorias Rio e Floresta se deu por iniciativa do Brasil, mas conta com plena adesão dos países panamazônicos - Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.
Durante a fase eliminatória do concurso promovido pela fundação New 7 Wonders, com sede na Suíça, a Amazônia ficou na primeira colocação de seu grupo. O resultado deve-se sobretudo a alianças público-privadas nos sete estados da região norte brasileira e, em âmbito nacional, entre o Ministério do Turismo e a Federação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux.
No Acre, a campanha conta com um forte apoio do Governo do Estado, através da Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer. A ideia é que tornando a Amazônia uma das 7 Maravilhas da Natureza,a região aumente seu potencial turístico em todo o mundo.
A campanha segue os passos da disputa que consagrou, em 2007, o Cristo Redentor como uma das Novas 7 Maravilhas do Mundo. A Amazônia iniciou a disputa no mesmo ano com outras 441 atrações de 222 países. Do Brasil, as Cataratas do Iguaçu também foram classificadas.
A votação final já foi iniciada.
Para votar, acesse: http://www.voteamazonia.com.br/.
Agência de Notícias do Acre

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20 julho, 2009

NATUREZA - 20-7-09

Trem do Pantanal





Os bilhetes para as primeiras viagens no Trem do Pantanal, o mais novo equipamento ferroviário e turístico do País, no Estado do Mato Grosso do Sul, já podem ser comprados . A primeira viagem aberta ao público está programada para 16 de maio, e o lançamento oficial com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será no dia 8 de maio.
Inicialmente teremos saidas a partir da estação Ferroviária Indubrasil, Campo Grande, aos sábados com retorno aos domingos.
Há quatro categorias - econômica, turística, executiva e camarote. O roteiro começa em Campo Grande, para em Aquidauana e finaliza em Miranda, aos sábados, e faz o percurso inverso, aos domingos. Cada sentido conta com 220 quilômetros de extensão e duração média de 7 horas, por viagem.
Em 2010 o TREM DO PANTANAL ESTARÁ CHEGANDO ATÉ CORUMBÁ !
Horários dos Trens:
Sábado: Campo Grande - Miranda
Saída de Campo Grande: 7h30
Chegada em Aquidauana: 12h30
Saída de Aquidauana: 15h
Chegada em Miranda: 18h
Domingo: Miranda - Campo Grande
Saída de Miranda: 8h30
Chegada em Aquidauana: 11h30
Saída de Aquidauana: 14h
Chegada em Campo Grande: 19h15*
Horários sujeitos a alterações.
Obs.:Criança até 5 anos no colo - só seguro
A partir de 2 anos caso ocupe assento = Tarifa Criança
Vagão Econômico = Tarifa Única
Tarifa Criança: de 5 a 12 anos
Escolha a opção de roteiros que a SAAB TOUR -Eco Adventure oferece com o TREM DO PANTANAL.
Oferecemos Receptivo em Campo Grande no aeroporto com traslado até a estação Ferroviária Indubrasil .
E as opções de pacotes PANTANAL E BONITO.

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03 julho, 2009

NATUREZA - 3-7-09

Águas bravas do rio Nilo em Uganda revelam uma natureza quase intocada
Quando cheguei para praticar rafting em águas brancas em Uganda, Josh, o guia de rafting canadense que esperava descalço, trajando shorts largos e que parecia uma versão mais calejada e cabeluda de Brad Pitt, me recebeu com uma pergunta simples: radical ou manso?
Uganda é um ótimo lugar para experimentar a África; o rafting é apenas uma parte desse universo selvagem

Meu conselho, se algum dia for fazer isto, é escolher sabiamente. Porque logo em seguida, eu estava de cabeça para baixo em um trecho de águas bravas do rio Nilo, um teto de águas brancas sobre mim, com todas aquelas flores e pássaros tranquilos ao longo da margem tendo desaparecido violentamente da minha memória e Josh gritando: "Cara! Cuidado com as pedras!".

E aquela foi apenas a primeira parte. Durante minha viagem de dois dias no inverno, nosso bote de borracha virou inúmeras vezes. Nós caímos de cachoeiras. Nós nos torcemos ao redor de rochas. A experiência foi como estar em um pula-pula em meio a um tsunami. Em alguns lugares, a água parecia desafiar as leis da física, com ondas gigantes verdes, espumosas, quebrando umas nas outras em ângulos impossíveis. A corredeira mais assustadora era chamada com justiça de Lugar Ruim.

O Lugar Ruim. De fato, foi muito ruim

Mas o Nilo, aquela fonte de vida histórica cortando mais de 6.400 quilômetros da África até o Mar Mediterrâneo, era extremamente bonito - tudo o que podíamos ver ao longo das margens eram quilômetros e quilômetros de mata intocada, sem lixo, sem empreendimentos imobiliários, sem cercas, apenas cormorões e macacos, e um crocodilo ocasional, descansando ao sol. A água era quente e limpa, perfeita para mergulhar. Os guias, que eram uma mistura de estrangeiros e ugandenses, eram divertidos, capacitados e seguros.

Uganda é um lugar maravilhoso para experimentar a África - e o rafting é apenas uma parte disso. É possível percorrer até as profundezas do Parque Nacional Impenetrável de Bwindi e ficar cara a cara com um gorila da montanha de 200 quilos ameaçado de extinção. Também é possível escalar os picos das Rwenzoris (também conhecidas como Montanhas da Lua) e ver os elefantes selvagens no Parque Nacional Rainha Elizabeth. É possível praticar bungee jump, jet boat e caiaque. E quando acabar e quiser relaxar, é possível ir à capital, Campala, para curtir a comida indiana nos hotéis butiques e observar enormes marabus voando preguiçosamente em círculos no ar, como aviões B-52s com penas, bem no centro da cidade.

Winston Churchill chamou este pequeno país verde de "a pérola da África" e ele continua sendo uma gema escondida. É verdade, Uganda não oferece todos os requintes turísticos que o vizinho Quênia, como campings com tendas com diárias de US$ 1.500 e férias na praia no Oceano Índico. Mas Uganda também não tem a bagagem. Há menos crime aqui do que no Quênia. Não há lotação de turistas. É mais barato. E, talvez mais importante, há uma vibração diferente - os ugandenses tendem a ser um pouco mais descontraídos, um pouco menos deferentes. É um lugar onde seu motorista olhará você nos olhos em vez de evitar o seu olhar e cobrir você de obsequiosos sim-senhores, não-senhores e risos falsos.

Isso faz sentido. Enquanto o Quênia foi uma colônia britânica que se transformou em playground tropical para aristocratas beberem gim, atirar em leões e trair suas esposas, Uganda foi um protetorado. Isso significa que o país foi poupado das massas de colonos brancos, e hoje conta com menos dessa marca cara do colonialismo do que, digamos, o Quênia ou o Congo, lugares onde, mesmo após o fim do domínio branco, ainda há uma desigualdade embaraçosa entre as raças.

É claro, Uganda teve sua própria história sórdida, e muita gente a associará a Idi Amin, o corpulento ditador do país nos anos 70 que espancava seus inimigos políticos até a morte com uma marreta e mergulhou seu país em anos de derramamento de sangue e terror. Mas esses dias não são nem mesmo uma mancha no espelho retrovisor. Uganda se endireitou e expulsou vários grupos rebeldes, incluindo o notoriamente brutal Exército de Resistência do Senhor.

Hoje ela é uma das nações mais seguras e estáveis desta região da África. Por exemplo, quando minha colega Vanessa e eu iniciamos nosso passeio de rafting, nós pousamos às 21h no aeroporto de Entebe, o principal do país. Nós tivemos que ir para Jinja, uma cidade de porte médio no rio Nilo e centro do próspero negócio de rafting de Uganda. Nós dirigimos por duas horas e meia pelo interior, em meio a um breu. E imagine? Nós ficamos bem. Nós passamos a noite no Jinja Nile Resort, um hotel sereno empoleirado em penhascos com vista para o Nilo, e na manhã seguinte a diversão teve início.

Poder impressionante"Atenção, pessoal!" gritou Josh, o guia de rafting, cujos cachos dourados balançavam sob um capacete de construção surrado. "Nada de sapatos, chinelos, colares, nada de nada. Se não quiser perder, não traga. Se virarmos - e nós vamos virar - segure-se no bote. Agora, quem quer encarar o radical?"Sem pensar, todos em nosso grupo de 60 pessoas, a maioria estudantes e mochileiros na faixa dos 20 anos vindos da Inglaterra e Estados Unidos, gritou "radical!" - o percurso mais agressivo. Se você preferir o manso, para o qual, ao final do passeio, muitos dos praticantes esgotados tinham trocado, você flutua pelo mesmo trecho do rio, apenas com seu guia desviando, ou mesmo tentando, das corredeiras mais intensas. As corredeiras são classificadas por números, de 1 a 6. Quando pedi para Josh explicá-los para mim, ele disse: "Um é basicamente água parada, como uma piscina". Dois e 3 podem ser agitadas, 4 e 5 são mais duras. E 6? "Morte quase certa."Para assegurar que isso não aconteceria, Josh nos orientou como remar, como nos segurarmos e como voltar ao bote em caso de sermos lançados para fora, o que exige muita força e sempre termina com um risinho sem dignidade.

Nosso primeiro teste foi o Grande Irmão. Eu nunca obtive uma boa resposta sobre quem batizou as corredeiras de Uganda, mas os nomes eram impressionantes, como Cura Ressaca, Vingança, 50-50 e, é claro, meu favorito, o Lugar Ruim. A maioria é classe 3 e 4. O Grande Irmão era basicamente uma cachoeira, na qual nos esforçamos no remo e então a deixamos nos levar. O poder impressionante do Nilo cresceu sob meus pés. O barulho era ensurdecedor. Eu me lembro de antes de chegarmos à cachoeira, de olhar para cima e ver garças brancas cruzando o céu, totalmente indiferentes ao terror que estávamos prestes a vivenciar. "Todo mundo se abaixe!" gritou Josh.

O bote bateu contra uma torrente de água branca, e em milissegundos, nosso pula-pula foi engolfado. O rio na verdade estava fazendo redemoinhos dentro do bote, tentando nos arrancar para fora. Eu me agarrei com toda força à corda de segurança na borda. Meu coração parecia querer saltar fora do peito. Eu estava escorregando. Isso tudo durou cerca de três segundos. E então, puf! Acabou. Estávamos flutuando em água mansa novamente.

Ah, não foi tão ruim, eu pensei. Eu até mesmo troquei um high-five com alguém. Mas então olhei para minha mão esquerda. Ei, espera aí. Onde está meu anel de casamento? Aquele feito pelo meu avô e usado no casamento dele? Aquele que minha esposa me mataria por perder? Se foi. No fundo do Nilo. Levado pelo Grande Irmão. Uma estimada herança de família reduzida a comida de peixe. Deprimido, eu perguntei ao Josh se uma tragédia dessas já tinha acontecido antes. "Acontece o tempo todo", ele disse. "Eu esqueci de mencionar isso no início?" Valeu, cara.

Mais à frente eu consegui superar minha perda e fui capaz, novamente, de desfrutar as águas brancas e o cenário. Grande parte do rio é na verdade plácido, às vezes com quase dois quilômetros de largura e calmo como um lago. Era possível ver cabanas de palha ao longe, com fumaça saindo de seus telhados pontudos. E paredes de folhas verdes de bananeira. E enormes lagartos andando pelas rochas. Quando sentíamos calor, nós simplesmente mergulhávamos no Nilo e boiávamos de costas, estudando o céu em busca daquela nuvem perfeita, com os dedos do pé apontados para o norte, na direção do Egito.

Os guias eram cuidadosos em relação aos crocodilos - que mordem sim, de forma que nos poucos pontos conhecidos de crocodilos, não era permitido que entrássemos na água. De vez em quando pescadores passavam por nós remando em canoas de troncos. Alguns não se importavam com roupas. Lily, uma diplomada pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) que estava no meu bote e que tinha perdido recentemente seu emprego no setor financeiro, estava inspirada. Ela repentinamente pulou, arrancou seu biquíni, recolocou seu colete salva-vidas e voltou a remar. "Hã, com licença", perguntou uma das jovens britânicas no bote, com uma expressão genuína de choque em seu rosto. "Por que exatamente você está praticando rafting pelada?" Lily respondeu: "A questão é, por que você não está?".

Eu não tive tempo de resolver isso antes de chegarmos à 50-50, uma das corredeiras mais perigosas, onde dois braços do rio colidem e caem como um lance precário de escada. O Lugar Ruim, um vórtice furioso e trovejante que parecia alimentado por uma turbina de jato abaixo da superfície, vinha a seguir, mas a água estava baixa demais e, portanto, era perigoso demais cruzá-lo. Mas descobrimos que a 50-50 era assustadora o bastante. "Nesta, se vocês caírem", gritou Josh, tentando vencer o barulho, "nem se deem ao trabalho de tentar segurar!".

Nós mergulhamos. A crista de uma onda levantou nosso bote da água e nos virou como um ovo na frigideira. Mas em vez de emergirmos imediatamente de volta, alguns de nós ficaram presos sob o bote, com a corredeira o pressionando sobre nós. Foi apavorante, porque não havia como sair. Eu chutei, soquei, senti como se tivesse bebido um galão de água do rio. Eu comecei a pensar naquela cena no final de "Titanic" em que Leonardo DiCaprio se afoga. E então, pop, o bote levantou, e eu atravessei uma fúria de água branca febrilmente em busca de ar. Foi quando percebi que tudo estava um pouco embaçado, o que me levou à segunda baixa, minha lente de contato direita. Sumiu. Eu passei o restante da viagem espiando por um olho só.

O hotel Jinja Nile Resort tem vista espetacular do desfiladeiro do rio e acomodações confortáveis

O dia seguinteNaquela noite nós lambemos nossas feridas e bebemos cerveja gelada em um acampamento em um penhasco sobre o rio. Os guias nos prepararam um jantar - arroz, salada e um frango ensopado com molho de amendoim, tudo servido em grandes panelas amassadas ao estilo caseiro. Eu limpei vários pratos e então dormi como um bebê na minha tenda.Na manhã seguinte nós trocamos de guia. Geoffrey era nosso novo mestre. Geoffrey era o retrato da tranquilidade ugandense, sentado quieto na traseira do bote com uma viseira do Homem-Aranha. Ele também era um primor físico: ombros largos, cintura fina, forte como um zagueiro de futebol americano, sem nenhuma gordura, com todos os músculos saltando de seus braços quando remava. Eu não acreditei muito quando me disse que tinha 48 anos. Ele passaria facilmente por 28 anos. Talvez até mesmo 18.Nós viramos várias vezes no segundo dia, mas a maioria de nós agora estava mais à vontade, e para ser honesto, estávamos ficando viciados na adrenalina. A última corredeira do dia foi batizada apropriadamente de Malaloo, que significa maluca em luganda, uma das línguas principais de Uganda, e novamente parecia distorcer a física. Era basicamente uma corredeira trovejante de um lado do rio, com o outro lado de águas mansas, de forma que era possível passar pela corredeira, sair da água branca e então ir para o outro lado do rio e remar de volta para repetir a dose, quantas vezes quiser.

Nós fizemos isso pelo menos umas 10 vezes, com Geoffrey conduzindo o bote sem esforço para um ponto tranquilo nas corredeiras, onde permanecíamos milagrosamente suspensos no meio do Nilo, apanhando da água por um minuto, sem realmente nos movermos. Nós tentamos isso com prancha boogie, também, e eu mergulhei de barriga e apontei corrente acima, encontrando o ponto preciso onde a torrente me manteve imobilizado em uma corrente de águas brancas, como se estivesse surfando uma onda interminável.Foi a maneira perfeita de encerrar a viagem. Nós entramos no ônibus exaustos, queimados de sol, com ombros doloridos e pés descalços. O motor engasgou para pegar. Eu olhei ao redor para os outros rostos contentes do grupo e senti que tínhamos todos passado por algo juntos. Eu espiei com meu olho bom e tentei esquecer o anel perdido. E assisti ao Nilo ficando para trás, suave, verde e convidativo como sempre.Como chegar e circularA maioria dos voos para o Leste da África, incluindo Uganda, envolvem escalas e troca de aviões. Após pousar em Entebe, o principal aeroporto de Uganda que fica nos arredores da capital, Campala, a viagem de duas horas e meia de carro é tranquila até Jinja, a base do rafting às margens do Nilo. A Adrift, empresa de rafting, pode pegar você por US$ 75 adicionais, ou você pode alugar seu próprio carro por um pouco mais. Nós usamos um motorista chamado Mathias Bukenya (256-772-361-281), que cobra US$ 100 pela viagem e conta com uma frota de táxis que podem ser contratados para viajar pelo país.Quando irA época ideal para praticar rafting é em janeiro e fevereiro ou de junho até setembro, a estação seca de Uganda, quando o sol é forte e o céu fica azul. Mas como Jinja fica basicamente sobre o Equador, seu clima é agradável o ano todo, tipicamente 27ºC de dia e 21ºC à noite. A Adrift percorre o rio o ano todo, mas de maio a agosto é o período mais movimentado por causa das férias de verão.

Depois de um cansativo dia nas águas do Nilo,
chega o momento de comer e beber com os colegas de rafting

Hotéis e águas brancas

Em Jinja, nós ficamos hospedados no Jinja Nile Resort ((256) 434-122-190; http://www.madahotels.com/). O hotel tem uma bela piscina e vistas espetaculares do desfiladeiro do rio, repleto de macacos brincando nas árvores. O hotel não está incluído no pacote de rafting da Adrift. Quartos simples, com vista do rio, custam 125 euros, ou US$ 174, com o euro cotado a US$ 1,39; quartos duplos, 155 euros. Os quartos sem vista para o rio custam 110 euros, os simples, e 140 euros, os duplos.Também é possível ficar no barulhento mas animado camping do Adrift, com camas a US$ 10 por pessoa (os preços da Adrift são em dólares), tendas duplas por US$ 40 no total e chalés de madeira (também para duas pessoas) por US$ 50 a noite. O rafting em si não custa caro, o motivo para a Adrift (256-772-237-438; http://www.adrift.ug/), que começou a atuar em 1996 e alega ser a primeira empresa de rafting de Uganda, ser um ímã de mochileiros. Os preços são US$ 115 pelo passeio de meio dia; US$ 125 pelo de dia todo; US$ 250 pelo passeio de dois dias; US$ 335 pelo de três dias (ambos incluindo alimentação e hospedagem). Os guias do rio servem comida saborosa e cerveja gelada Nile Special. Durante meu passeio de dois dias, nós comemos muitas frutas frescas, saladas, embutidos e frango ensopado. A cerveja, refrigerante e água engarrafada estavam inclusos. O camping onde passamos a noite era em um penhasco com bela vista acima do rio, com tendas de tamanho diferentes e alguns dormitórios, com chuveiros e toaletes.

Outras atrações

O rafting é apenas o início dos encantos de Uganda. Se quiser mais aventura, a Adrift pode levar você para praticar bungee jumping e jet boating.

Mais longe, é possível ver os enormes gorilas da montanha com cabeças do tamanho de blocos de motor no Parque Nacional Impenetrável de Bwindi, http://www.bwindiforestnationalpark.com/.
Ou caminhar em meio a chimpanzés no Parque Nacional Kibale, uma exuberante floresta tropical onde é possível procurar pelo parente vivo mais próximo do homem.
Veja em http://www.safari-uganda.com/uganda/kibale.php/. O Parque Nacional Rainha Elizabeth, http://www.queenelizabethnationalpark.com/, é o paraíso dos observadores de pássaros e diz ter mais de 600 espécies. Ele também está repleto de grandes animais (elefantes, leopardos e leões, para citar alguns) e é possível passear de barco no Canal de Kazinga, cruzando uma água cheia de hipopótamos.
E Uganda não está isolada do restante da África. Há vários voos por dia entre Entebe e Nairóbi, a capital do Quênia. Viagens de ida e volta pela Kenya Airways custam a partir de aproximadamente US$ 352 em junho, segundo uma recente pesquisa online. Isso facilita a inclusão de Uganda em uma viagem mais ampla pelo Leste da África, que poderia incluir o parque Mara Masai no Quênia ou uma escalada no Monte Kilimanjaro, na Tanzânia.
JEFFREY GETTLEMAN
New York Times Syndicate
(Jeffrey Gettleman é o correspondente no "The Times" no Leste da África.)
Tradução: George El Khouri Andolfato

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10 fevereiro, 2009

NATUREZA - 10-02-09

Formigas ‘conversam’ no formigueiro, diz estudo
Formigas operárias obedecem a som emitido pela rainha do formigueiro
Uma pesquisa das universidades de Oxford (Grã-Bretanha) e de Turim (Itália) mostrou que formigas costumam conversar entre elas, em seus formigueiros.
Segundo os pesquisadores, as rainhas emitem sons característicos dentro do formigueiro que produzem reações das operárias, o que reforça o status social da rainha, de acordo com o artigo publicado na revista Science.
De acordo com um dos pesquisadores, Jeremy Thomas, da Universidade de Oxford, o progresso da tecnologia permitiu a gravação dos sons das formigas nos formigueiros e a execução destas gravações sem que as formigas ficassem assustadas.
Ao colocar miniaturas de alto-falantes no formigueiro, especialmente fabricados para a pesquisa, e reproduzir os sons feitos por uma rainha, os pesquisadores conseguiram fazer com que as formigas ficassem em estado de atenção.
"Quando tocamos os sons da rainha elas apresentaram o comportamento ‘em guarda'. Elas ficavam imóveis com suas antenas estendidas e suas mandíbulas separadas por horas - se alguma coisa se aproximasse elas atacariam", disse.
Infiltrados
Apesar de ter uma sociedade muito bem defendida pelas operárias, as formigas também podem sofrer com infiltrados, segundo a pesquisa conduzida pelas universidades de Turim, Oxford e pelo Centro de Ecologia e Hidrologia de Oxfordshire.
Sons produzidos pela larva da borboleta europeia Maculinea rebeli, por exemplo, imitam os sons produzidos por formigas adultas, particularmente pela rainha do formigueiro.
"Pesquisas anteriores mostraram que parasitas sociais como estas larvas secretavam elementos químicos e usavam outras habilidades para conseguir se infiltrar em formigueiros", afirmou Francesca Barbero, pesquisadora da Universidade de Turim.
"Nosso novo trabalho mostra que o papel do som na troca de informações dentro de formigueiros foi muito subestimado e que a imitação do som fornece outra forma de infiltração para 10 mil espécies de parasitas sociais que exploram as sociedades de formigas."
Os pesquisadores usaram gravações de sons emitidos pelas larvas nos formigueiros hospedeiros.
Os resultados demonstraram que, depois que a larva foi aceita no formigueiro por meio da liberação de elementos químicos que imitavam os liberados por formigas, a imitação de sons de uma formiga adulta permite com que a larva avance socialmente.
"Nossas experiências mostraram que, em resposta aos sons emitidos pelas larvas, as formigas operárias protegiam elas de uma forma parecida com que protegiam suas rainhas", disse Karsten Schönrogge, do Centro de Ecologia e Hidrologia de Oxfordshire.
BBC Brasil

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11 dezembro, 2008

NATUREZA - 11-12-08

Fenômenos naturais viram grandes catástrofes no Brasil
Ondas gigantes, enchentes, secas, furacões... De uns tempos para cá tem sido comum esses tipos de fenômenos da natureza no Brasil. O mais recente foi a tragédia ocorrida em Santa Catarina. Mas não precisa ir muito longe. No primeiro semestre desse ano, o Rio Grande do Norte sofreu com as fortes chuvas que alagaram diversas cidades do interior. Para os especialistas, a maioria desses problemas é decorrência da conturbada relação Homem x Natureza.“Nunca houve uma relação harmoniosa.
O homem chegou à terra pensando que podia mandar em tudo e que a natureza obedeceria. Modificou o espaço natural, que já estava organizado, e as conseqüências são esses fenômenos naturais”, disse o professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Elias Nunes.
Ainda segundo o professor, tanto o que aconteceu no RN como o que está acontecendo em Santa Catarina são fenômenos naturais normais. “Vejo isso como fenômeno cíclico da natureza, que sempre acontecem, mas a ocupação de determinados locais pelo homem transforma uma coisa natural em catástrofe”, disse.
Ele citou como exemplo a região ocupada pelos viveiros de camarões no Vale do Açu. Com a retirada da vegetação local e da mata ciliar para a construção dos viveiros, não havia mais barreira natural, que seria o freio natural para impedir o escoamento das águas da chuva, inundando os viveiros e as plantações.
Em Santa Catarina aconteceu a mesma coisa. A região mais afetada pelas águas foi a cidade de Itajaí, que foi construída dentro de um vale. “Os vales são os locais para onde as águas dos rios devem ser escoadas quando houver o aumento dos níveis dessas águas. “Ou seja, quando há um aumento do nível dos rios, é para os vales que essas águas vão. Esse é o caminho natural, mas como existe a presença de casas, isso passa a ser uma catástrofe”, disse o professor.
A questão do derretimento das geleiras, em virtude do aquecimento global, provocado, entre outras coisas, pela emissão de gases poluentes é uma outra preocupação. “Esse também é um procedimento normal. Não digo com isso que não devemos ficar atentos à questão do aquecimento, mas não podemos colocar a culpa apenas nesse fenômeno, a sociedade tem que abrir os olhos, e perceber o que está fazendo com a natureza”, disse o professor.
Um outro problema que também foi provocado por essa relação conturbada Homem X Natureza é o avanço do mar. O resultado é a destruição de calçadões, estabelecimentos comerciais e até casas. De acordo com o professor, o avanço e o recuo das águas do mar são um fenômeno natural, que acontece de acordo com os horários das marés, as fases da lua, as estações do ano e a velocidade dos ventos. Mas as ações do homem, acabam interferindo nesse fenômeno natural. “O limite de faixa de praia do nosso litoral é estreito, quando a maré está cheia as ondas do mar batem forte no calçadão da Praia dos Artistas, por exemplo. Na avenida Café Filho não era para ter nenhuma construção, justamente por causa dessa faixa de praia. O mar está cobrando o seu espaço”, disse Elias Nunes.
Ainda segundo o professor, a reconstrução do calçadão da Praia dos Artistas não vai durar por muito tempo. “No próximo ano deverá ser feito tudo novamente porque ao calçadão não vai resistir a força do mar. A solução definitiva seria, quando possível, a retirada dessas construções inadequadas para que o mar pudesse ter o seu espaço de volta”, disse Elias Nunes.
Como é complicada a retirada dessas construções, uma alternativa seria a construção de gabiões, como foi feito em Areia Preta. “Essas estruturas permitem o aumento da faixa de praia e impedem que as ondas avancem até os calçadões”, disse o professor.
Obra dos calçadões fica pronta no fim do mês
Está prevista para o final deste mês a conclusão das obras de reconstrução de três trechos dos calçadões das Praias do Meio, dos Artistas e Ponta Negra, que foram destruídos pela força do mar. O serviço está sendo executado pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e fiscalizado pela Secretaria Obras e Viação. O orçamento é de R$575 mil, recursos oriundos do município. “Essa é uma obra definitiva, que com certeza vai conter o avanço do mar. O novo trecho do calçadão tem cerca de três metros de fundação, na parede foi feita uma drenagem especial que faz com que não absorva a água, pelo contrário, permite que ela volte para o mar”, disse o secretário da Semsur, Raniere Barbosa.
Segundo o secretário o novo calçadão é resistente à força do mar, o problema é que não é toda a extensão, vai ficar restrito apenas à parte reconstruída. “O ideal seria fazer esse trabalho em todos os trechos, mas por falta de recursos, já que custaria algo em torno de R$ 2 milhões, nós só pudemos fazer nas partes danificadas”, disse Raniere.
Um outro ponto que merece atenção do poder público é a Ponta do Morcego, que está numa situação precária, mas, também por falta de recursos, esse projeto deverá ficar para a próxima gestão. Já o Centro de Artesanato do local está passando por uma ampla reforma. Diferente de Raniere Barbosa, o titular da Semov, Damião Pita diz que a obra do calçadão é uma medida paliativa. “A solução definitiva para o avanço do mar nesses pontos é o que foi feito em Areia Preta, onde construímos três gabiões. Mas essa é uma obra cara, para se ter uma idéia, na época em que foi feita, quando a então governadora era prefeita, custou cerca de R$ 7 milhões”, disse Pita.
Mesmo sendo importante, a obra não está no cronograma da prefeitura. “Pelo menos para essa administração não temos nada programado. Acredito que se for feito, só nas próximas gestões”, falou Damião Pita.
Meteorologista faz alerta à população
Enquanto uns defendem que o homem tem sido responsável por grande parte das tragédias naturais que vêm acontecendo no Brasil e no mundo, outros acreditam que, ainda não é possível culpar o ser humano por essas alterações climáticas.
O meteorologista Gilmar Bristot é um desses, que ainda não tem uma opinião totalmente formada a esse respeito. “Com relação ao Catarina, por exemplo, as ações do homem sobre a natureza não eram capazes de formar aquele furacão. Aquelas chuvas que caíram no Rio Grande do Norte são outro exemplo”, disse.
Ainda segundo o meteorologista, os fenômenos naturais como chuva, seca, furacões, são provocados pelo comportamento dos oceanos. “Quem comandou e ainda comanda o clima do planeta são os oceanos. O homem ainda não conseguiu governar as ações do oceano”, falou.
É de acordo com a temperatura das águas do Oceano Pacífico que os meteorologistas podem saber se vai chover ou fazer seca no Nordeste brasileiro, ou se vai chover no Sul do país. “Quando as águas do Pacífico estão frias, a previsão é que seja um ano normal ou chuvoso aqui no Nordeste, já as águas quentes são sinal de seca”, disse Gilmar Bristot.
O meteorologista disse ainda que é possível fazer previsões sobre esses fenômenos naturais, mas não com muita antecedência, no máximo quatro meses antes. “O problema não é prever o clima ou suas alterações, a questão é que algumas variáveis utilizadas nessa previsão podem não ser confirmadas”, disse Gilmar.
Ele alertou ainda que mais do que fazer previsões, “o importante é alertar a sociedade para a questão do aquecimento global e outros problemas ambientais. Não podemos ficar esperando apenas pelas previsões, cada um precisa fazer a sua parte para conviver da melhor maneira com a natureza”, disse.
Carla França - Repórter
Tribuna do Norte

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27 novembro, 2008

NATUREZA - 27-11-2008

Criação de animais silvestres
Por que criar animais silvestres? Animais silvestres, diferentemente dos domésticos, são aqueles que foram tirados da natureza à força e reagem à presença do ser humano, como os micos, os jabutis, as iguanas, as jibóias, os papagaios, as araras. Animais domésticos convivem com o ser humano a centenas de anos e não reagem à sua presença, como os gatos, porcos, cachorros e galinhas.
Então, por que criar os animais silvestres? Porque os achamos “bonitos”? Porque o canto deles é belíssimo? Porque é “legal” criar uma cobra e uma iguana? Porque o mico “brinca” com seu filho? Nenhuma das opções acima justifica a criação desses animais. Animais silvestres devem ser criados na natureza e não tirados dela e criados dentro de uma gaiola, de um apartamento, de um aquário ou de um quintalzinho. Sempre digo aos meus alunos: “Não criem animais silvestres. Imagine se existisse uma outra espécie de seres na Terra e achava você ‘bonitinho’, te tirasse do convívio familiar e te criasse numa jaula para você brincar com os filhos dele. Você iria gostar? Portanto, não façam isso aos outros seres vivos.”
As pessoas não entendem que ao comprar um papagaio ela está incentivando o tráfico de animais. Se ninguém mais comprá-los, eles não serão mais comercializados e o tráfico acabará. O tráfico de animais silvestres é ilegal e movimenta 10 bilhões de dólares por ano no mundo e só perde para o tráfico de drogas e de armas. O Brasil possui um dos maiores tráficos internos do mundo e, consequentemente, sua participação no tráfico internacional é altíssima. A maior parte dos animais traficados é retirada das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, mas seu destino é a região Sudeste, principalmente para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Mas, o que eu tenho a ver com isso? Tem muito! Se você compra um papagaio, um mico ou um jabuti VOCÊ está incentivando o tráfico! VOCÊ sabe como eles são transportados até chegarem àquela linda lojinha que você os comprou? Em condições terríveis: dentro de caixas sem ventilação, de porta malas, de gaiolas minúsculas, sem comida e sem água! De cada 10 animais transportados, 9 morrem! Você acha que isso compensa? Não, não podemos tirá-los da natureza por um capricho nosso. As pessoas compram esses animais por impulso, não sabem como criá-los e alguns acabam morrendo ou sendo jogados, pois exigem muito cuidado. Os cágados são aquelas famosas “tartarugas de aquário”, que crescem e não cabem mais dentro dos aquários convencionais, então as pessoas os colocam no jardim, mas eles precisam da água. Pior, alguns são jogados no riacho mais próximo, pois “cresceram muito”. As iguanas são lindas, mas são répteis que exigem muitos cuidados. A excreção deles tem um cheiro muito forte e eles têm unhas afiadíssimas, e algum dia podem te machucar e você faz o que? As mata ou joga na mata, pois “te machucaram!”. E os papagaios que têm as asas cortadas para não voarem enquanto vivem dentro de uma gaiola minúscula só para falarem e cantarem quando você chega em casa? É a mesma coisa que cortarem um pedaço da sua perna para você não fugir da jaula. Interessante, né?
Porém, existem pessoas que criam esses animais que foram despejados por outras, pois eles não podem voltar para natureza. São pessoas conscientes da criação que estão tendo, pois estão cuidando de animais que não podem voltar para o convívio de seus iguais e não mais podem ser integrados na natureza. Essas pessoas constroem viveiros, lagos e dão condições melhores aos animais, e têm a consciência que aquilo não é o suficiente, mas é o melhor que podem fazer por aqueles que já foram tirados e não podem mais voltar à natureza.
Portanto, por favor PENSE ao comprar ou presentear uma pessoa com animais silvestres ou mesmo domésticos, pois eles não são brinquedos que depois de usados podem ser esquecidos no fundo do armário ou doados para os mais necessitados. PENSE.
Mais informações no Canal “Animais” do site itu.com.br e no
http://www.wwf.org.br/
Itu.com.br

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24 novembro, 2008

NATUREZA - 24-11-2008

Estudo inédito em várzea rastreia onça-pintada por satélite
MANAUS - Pela primeira vez, um espécie de onça-pintada foi capturada em uma área de várzea na Amazônia Ocidental, região que abrange os estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. O objetivo foi colocar um colar com localizador GPS/VHF no animal capturado para monitorar os hábitos da espécie via satélite, método ainda inédito na Amazônia Brasileira. As informações de localização subsidiarão estratégias para a conservação da onça-pintada.
A captura ocorreu no dia 31 de outubro e foi realizada por uma equipe de pesquisadores do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), com a participação de moradores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.
O animal, uma fêmea de quase 50 quilos e 1,80m de comprimento, foi capturado com uma armadilha de pé colocada nas proximidades do Lago Mamirauá, na Reserva Mamirauá, área de várzea com 1,12 milhão de hectares.
A idade estimada do animal é de aproximadamente quatro anos e seu estado de saúde é ótimo. A onça foi imobilizada com o uso de tranquilizantes e se recuperou em aproximadamente duas horas e meia.
Monitoramento
A ação faz parte das pesquisas do “Projeto Iauaretê - Ecologia e Conservação da onça-pintada”, criado em março de 2007 com o objetivo de monitorar em longo prazo a população de onças-pintada nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã.
O Projeto Iauaretê pretende reunir informações sobre a densidade populacional, ecologia e comportamento da espécie. Entre elas, qual sua dieta, reprodução e uso do habitat.
Resultados
De acordo com Emiliano Esterci Ramalho, coordenador do Projeto, uma das hipóteses já levantadas com esse estudo é de que o ambiente de várzea pode ter papel fundamental para a sobrevivência e reprodução da onça-pintada na Amazônia.- A várzea exerce papel importante para que a fêmea se reproduza e crie seus filhotes. Mas ainda não sabemos, por exemplo, se as onças que nascem na várzea migram para outros locais – de terra firme, por exemplo – ou ficam nesse ambiente. Agora, com a captura, será possível obter respostas a algumas dessas perguntas - diz o pesquisador.
O colar colocado na fêmea capturada fornecerá informações sobre a sua localização de duas em duas horas durante um ano. “Assim, é possível saber praticamente tudo que o animal fez durante aquele período”, explica Emiliano.
Ao final de um ano, o colar cairá do pescoço do animal, possibilitando assim a análise dos dados captados. Outras expedições para possíveis capturas estão previstas para este ano.
Para assistir a vídeos com notícias e informações sobre a Amazônia, acesse www.portalamazonia.com/videosdaamazonia. Faça o seu cadastro e assista grátis.
Portal Amazônia, com informações da Reserva Mamirauá - RC

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04 novembro, 2008

NATUREZA - 4-11-2008

A Terra não vai mais agüentar
Um relatório publicado na semana passada pela ONG World Wildlife Foundation dá a dimensão de como a exploração dos recursos do planeta saiu de controle e que conseqüências isso pode ter no futuro. O estudo mostra que o atual padrão de consumo de recursos naturais pela humanidade supera em 30% a capacidade do planeta de recuperá-los. Ou seja, a natureza não mais dá conta de repor tudo o que o homem tira dela.
A conta da ONG foi feita de seguinte forma. Primeiro, estimou-se a quantidade de terra, água e ar necessária para produzir os bens e serviços utilizados pelas populações e para absorver o lixo que elas geram durante um ano. A seguir, esses valores foram transformados em hectares e o resultado dividido pelo número de habitantes do planeta. Chegou-se à conclusão que cada habitante usa 2,7 hectares do planeta por ano. Nesta conta, o brasileiro utiliza 2,4 hectares.
De acordo com a análise, para usar os recursos sem provocar danos irreversíveis à natureza, seria preciso que cada habitante usasse, no máximo, 2,1 hectares. Se o homem continuar a explorar a natureza sem dar tempo para que ela se restabeleça, em 2030 serão necessários recursos equivalente a dois planetas Terra para atender o padrão de consumo.
Veja.com
''O mundo vive dois dramas: a crise financeira e a climática''
Para economista alemão, futuro do capitalismo está relacionado com combate ao aquecimento global

Há 15 dias, a Agência Americana de Oceanos e Atmosfera soou o alarme: a temperatura no Ártico está 5°C acima da média, um recorde que demonstra uma forte diminuição do banco de gelo, provocada pelo aquecimento global. O fenômeno, divulgado em meio a crise econômica americana, preocupa o economista e cientista político alemão Elmar Altvater, de 70 anos. "Nenhum cientista imaginou aumento da temperatura nesse patamar. E todo mundo só fala da crise financeira", lamenta.
Segundo ele, "o fenômeno é tão terrível quanto a questão econômica e ninguém está dando atenção", completa. Altvater está no Rio até amanhã para uma série de palestras.Não que a crise não seja preocupante. Mas o professor de ciência política da Universidade Livre de Berlim e autor do livro O fim do capitalismo como nós o conhecemos, lançado em 2006, ainda sem edição no Brasil, defende que os governos e a sociedade tenham a mesma atenção com a crise climática. Altvater prega uma mudança radical na produção econômica e no estilo de vida moderno para reverter o aquecimento global. "Não há dúvida que precisamos nos adaptar rápido a um novo tipo de vida.
O mundo vive dois dramas: a crise financeira e a crise climática. As duas estão interligadas", defende Altvater, um estudioso das relações entre economia e ecologia. Ele defende um sistema de produção baseado no uso progressivo de energias alternativas, não poluentes, como a solar. "O que vai acontecer com o capitalismo depois desta crise ninguém sabe.
Mas a única saída para a humanidade é o uso de energias renováveis." O etanol é uma das possibilidades. Altvater compartilha a opinião de uma corrente de ambientalistas que ataca o uso do etanol porque as plantações de cana-de-açúcar, beterraba, milho e trigo roubam espaço da produção de alimentos. "Se continuarmos com estilo de vida com base no carro, se nossa arquitetura não se adaptar ao clima de cada região e se não reduzirmos o uso de energia, nosso futuro não será bom. São mudanças que se fazem ao longo de 30 anos. Mas só depende de nós. Nós somos os arquitetos do nosso futuro."
Márcia Vieira, RIO
Estadão.com.br

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