ENTRESSEIO

s.m. 1-vão, cavidade, depressão. 2-espaço ou intervalo entre duas elevações. HUMOR, CURIOSIDADES, UTILIDADES, INUTILIDADES, NOTÍCIAS SOBRE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS CULTURAIS, AQUELA NOTÍCIA QUE INTERESSA A VOCÊ E NÃO ESTÁ NO JORNAL QUE VOCÊ COSTUMA LER, E NEM DÁ NA GLOBO. E PRINCIPALMENTE UM CHUTE NOS FUNDILHOS DE NOSSOS POLÍTICOS SAFADOS, SEMPRE QUE MERECEREM (E ESTÃO SEMPRE MERECENDO)

22 fevereiro, 2011

SAÚDE - 22-2-11

Retina artificial pode ajudar alguns cegos a enxergar
Por duas décadas, Eric Selby não enxergava e dependia de um cão-guia para se locomover. Mas depois de receber o implante de uma retina artificial em seu olho direito, ele pode detectar coisas normais, como o meio-fio e a calçada enquanto caminha pela rua.
"Basicamente, são flashes de luz que você tem que traduzir em seu cérebro, mas é incrível que eu possa ver alguma coisa", disse Selby, um engenheiro aposentado de Coventry, na região central da Inglaterra.
Há mais de um ano, o homem de 68 anos recebeu um implante artificial chamado de Argus 2, feito pela empresa norte-americana Second Sight, inserido cirurgicamente em seu olho direito. Reguladores holandeses são esperados nas próximas semanas para decidir sobre o pedido da empresa para comercializar o aparelho na União Europeia. Se a reposta for positiva, o implante será a primeira retina artificial disponível para venda.
Ele funciona com uma câmera de vídeo minúscula e um transmissor, instalados em um par de óculos e um pequeno computador wireless.
O computador processa as cenas captadas pela câmera e as converte em informações visuais na forma de um sinal eletrônico que é enviado ao implante. O dispositivo estimula as células sadias que restam na retina, fazendo com que elas retransmitam os dados para o nervo óptico.
Em seguida, a informação visual move-se para o cérebro, onde é traduzida em padrões de luz que podem se transformar na forma do contorno de um objeto. Os pacientes precisam aprender a interpretar os flashes de luz. Por exemplo, eles podem decodificar três pontos brilhantes como os três pontos de um triângulo.
O implante é indicado apenas para pessoas com um tipo específico de problema de retina, hereditário, quando as pessoas ainda têm algumas células funcionais. Elas devem ter sido capazes de enxergar no passado e seus nervos ópticos devem estar a funcionando. Cerca de uma em 3.000 pessoas são cegas devido a um deste grupo de doenças hereditárias, chamada retinite pigmentosa, e podem se tornar potenciais beneficiárias pela retina artificial.
O dispositivo custa um preço muito alto --cerca de US$ 100.000. Na Inglaterra, o serviço nacional de saúde, por vezes, paga caro por novas tecnologias para um pequeno número de pacientes, segundo Lyndon da Cruz, um dos médicos que testou a retina artificial, do Moorfields Eye Hospital, em Londres.
Ele disse que se a retina artificial permite que os pacientes sejam mais auto-suficientes, o implante pode sair mais barato do que os gastos com saúde dos governos.
ASSOCIATED PRESS

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14 junho, 2010

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 14-6-10

Descoberta de múmia atrasa as obras do Metrô em São Paulo

A polícia científica foi acionada e, ao ouvir a descrição de um dos operários, imediatamente notificou o Departamento de Arqueologia da Universidade Federal. Dois professores foram enviados ao local e após uma breve análise, constataram se tratar de uma urna funerária.
Após 12 dias de cuidadosas escavações, os arqueólogos conseguiram remover o artefato. A grande surpresa veio quando ele foi aberto, havia uma múmia muito bem preservada. “Esta é com certeza a maior descoberta arqueológica já feita no Brasil” afirmou o professor Isaac Koenig.
Um teste preliminar com carbono 14 estimou que a múmia tem entre 760 a 810 anos de idade. De acordo com os professores, sabe-se que nativos da tribo Guarani Tupac Amaru viveram nessa região entre os anos 1100 a 1530, entretanto nenhuma prova ou evidência de mumificação tinha sido encontrada.
A múmia foi levada até a sede do Departamento de Arqueologia, onde foi submetida a exames mais complexos. Não foram revelados detalhes, mas fontes seguras afirmaram ser um tipo de múmia nunca antes visto. Segundo informações, a múmia apresenta 7 cores espalhadas pelo corpo. Os responsáveis negam as informações “Não temos nada a declarar por enquanto”, disse o professor Moisés Hollanda.
Após 3 meses de sigilosos estudos, algumas fotos, chapas de raios X e relatórios vazaram da Universidade Federal e confirmaram que as informações sobre as 7 cores no corpo da múmia. Também pode ser notado um estranho objeto em sua mão, com 7 objetos fossilizados das mesmas cores. O exame de raio X revelou ainda objetos semelhantes na região abdominal da múmia.
O professor Moisés Hollanda e outros arqueólogos responsáveis foram procurados pela reportagem, mas nenhum deles quis se manifestar sem uma autorização oficial da reitoria da universidade.
Enquanto o mistério permanece, sabe-se que o “Tatuzão”, escavadeira de grande porte, está proibido de operar e as escavações no trecho que continuam sendo feitas manualmente. Sinal claro de que deve haver mais descobertas.
Sidney Welson

Ministério da Cultura fomenta livros para pessoas cegas
O Ministério da Cultura publicou hoje (7) no Diário Oficial da União o Edital de Fomento à Produção, Difusão e Distribuição de Livros em Formato Acessível voltado para apoiar entidades privadas sem fins lucrativos. Serão investidos R$ 1 milhão em projetos que fomentem a produção, difusão e distribuição de livros em formato acessível para pessoas com deficiência visual, ou seja, livros convertidos por meio de técnicas especializadas de adaptação, que proporcionem descrição ou narração das possíveis representações gráficas presentes na obra, nos formato Daisy, Braille, livro falado (voz humana ou sintetizada) ou outro formato que permita o acesso de todas as pessoas, prioritariamente aquelas com deficiência visual, ao seu conteúdo, excetuados os livros didáticos. As inscrições encerram no dia 22 de julho.
O edital tem três categorias: infraestrutura de produção de livros em formato acessível; produção e distribuição de livros em formato acessível e capacitação e difusão em livros em formato acessível. De acordo com dados do IBGE (Censo 2000), o Brasil tem 2,5 milhões de pessoas cegas ou com deficiência visual severa.
Pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV), encomendada pelo Ministério da Cultura, revelou que apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem seção Braille. Aliado a isso, durante o ano passado, a Diretoria de Direitos Intelectuais da Secretaria de Políticas Culturais juntamente com a Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, da Secretaria de Articulação Institucional, realizou uma série de reuniões com associações que representam pessoas com deficiência visual e entidades que trabalham com a produção de livros acessíveis e constatou a carência de obras literárias em formatos acessíveis disponíveis para pessoas cegas ou com baixa visão. “A democratização do acesso ao livro passa também pela necessidade de oferta de formatos acessíveis. Por isso que os editais do Ministério da Cultura, na área de livro e leitura, têm contemplado a exigência de livros nestes formatos”, afirma o diretor de Livro, Leitura e Literatura da Secretaria de Articulação Institucional do MinC, Fabiano dos Santos Piúba. O diretor de Direitos Intelectuais da Secretaria de Políticas Culturais do MinC, Marcos Alves de Souza, acrescenta que “não é possível aumentar a demanda sem que se invista também em estruturas de produção e distribuição destes livros, garantindo uma rede descentralizada e que considera as particularidades regionais”.
Na categoria infraestrutura de produção de livros em formato acessível serão selecionadas, no mínimo, três propostas, de até R$ 160 mil cada uma. Os recursos poderão ser usados para a criação de um centro de produção de livros em formato acessível ou sua ampliação. Os livros deverão ser distribuídos exclusivamente a pessoas com deficiência visual ou entidades que lhes atendam (associações, bibliotecas, entre outras).
A segunda categoria, voltada à produção e distribuição destes livros, contemplará projetos de adaptação e reprodução de livros que deverão ser distribuídos gratuitamente para o público atendido pela instituição. Serão selecionadas, no mínimo, duas propostas, no valor máximo de R$ 200 mil cada.
A terceira categoria do edital é destinada à capacitação e difusão, sendo selecionadas, no mínimo, duas iniciativas, no valor máximo de R$ 60 mil cada. Os projetos poderão ser de capacitação (por meio de cursos, treinamentos e outras atividades visando a transcrição, adaptação operação de programas e equipamentos que envolvam a produção e reprodução de livros em formato acessível) e difusão (de informações sobre livros acessíveis, entidades produtoras, acervos existentes ou práticas bem sucedidas nessa esfera).
As inscrições deverão ser feitas por correio eletrônico e toda a documentação deve ser enviada por correio postal. A seleção dos projetos será feita por uma comissão. Após a divulgação dos resultados de cada etapa de seleção, o proponente terá prazo de cinco dias úteis para interpor recurso. O resultado será publicado no Diário Oficial da União e no site www.cultura.gov.br, sendo de total responsabilidade do proponente acompanhar a atualização de informações em ambos.
Outras iniciativas de apoio à acessibilidade
Até o próximo dia 15 de junho, o Ministério da Cultura está com Edital Mais Cultura de Apoio a Bibliotecas aberto. Neste edital, além da exigência em todas as categorias de um percentual mínimo de livro acessíveis, há uma categoria específica para o segmento, voltada para o apoio a bibliotecas acessíveis. Serão investidos R$ 85 mil para cada projeto, totalizando 30. O valor poderá ser aplicado para a compra de acervo e de equipamentos e mobiliário destinados a pessoas com deficiência; capacitação de funcionários voltados para aperfeiçoar a gestão e o atendimento e serviços oferecidos aos usuários com deficiência; ampliação ou reforma física do espaço, adequando-o aos portadores de necessidades especiais, e a criação de programação sócio-cultural.
Junto com a Associação Nacional de Cegos do Rio Grande do Sul (Acergs), o MinC desenvolve o projeto piloto para uma Rede Nacional de Produção de Livros Acessíveis para pessoas com deficiência visual. O projeto prevê a estruturação do centro de produção de livros em formatos acessíveis e a qualificação de recursos humanos para trabalhar nesta produção. Junto com a Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual (Lamara), desenvolve o “Projeto inclusão no mundo da cultura através do acesso à escrita e à leitura Braille”, que prevê a compra e adaptação de máquinas de escrever Braille e a produção de material explicativo para possibilitar que 15 mil estudantes cegos tenham acesso ao mundo da leitura por meio do Braille.
Além disso, na regulamentação da Lei do Livro, a acessibilidade também está contemplada ao exigir que toda obra publicada em território nacional deva estar disponível pelas editoras para venda ao consumidor interessado, por meio de versões em formato acessível ou em arquivo em formato digital, bem como ao prever a expansão de bibliotecas acessíveis.
Confira aqui os valores financiados pelo MinC no Edital que está sendo lançado
Categoria
Valor máximo da parte do projeto que será apoiada pelo MinC (R$)
Número mínimo de propostas selecionadas
I – Infraestrutura de produção de livros em formato acessível
160.000,00
3
II – Produção, distribuição e difusão de livros em formato acessível
200.000,00
2
III– Capacitação e difusão em livro em formato acessível
60.000,00
2
MS Notícias

Pernambuco – História resgatada nos azulejos

Na capital pernambucana, a umidade do ar é um grande problema na conservação dos quadrados azuis e brancos. As moléculas de água impregnam de sais minerais os azulejos, estragando-os com o passar dos anos. Além disso, as colônias de fungos e a aceleração na construção de edificações e ruas no Bairro do Recife, a partir dos anos 1940, contribuíram para o deterioramento das peças. Resultado: os desenhos vão se apagando.
É aí que entra o trabalho de restauração. Augusto Borges, técnico da empresa Grifo, a responsável pela execução da obra de conservação, é um dos profissionais que trabalha na reintegração dos azulejos. Ele recompõe as imagens nas peças a partir de referências fotográficas. É um trabalho que exige intuição e, sobretudo, concentração. “Minha vida hoje está azul e branca”, brinca.
A reintegração é apenas a última fase de um processo que dura até dois meses por peça. Após a identificação e a proteção com papel dos ladrinhos, eles são retirados da parede para serem limpos. Um banho com água deionizada durante 35 dias retira os sais minerais e o congelamento a dezoito graus negativos por mais 10 dias mata os fungos. Depois, a massa de cada azulejo quebrado é recomposta e nivelada para caber perfeitamente na composição. Só aí é que entra o trabalho dos artistas que restauram o desenho original.
A expectativa é que 6 mil das mais de 29 mil peças do Convento de Santo Antonio e da Capela Dourada estejam como novas até o mês de dezembro deste ano. Até lá, há um longo caminho a percorrer para os profissionais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Esse é um trabalho minucioso de resgate da história pernambucana”, destacou o superintendente do Iphan em Pernambuco, Frederico Almeida.
Silvana Losekann
Defender

Casa de Juscelino pede socorro em Diamantina Localizado na Rua São Francisco, 241, imóvel faz parte do conjunto urbano tombado pelo Iphan

No ano em que Brasília (DF) comemora meio século, parte da memória do seu fundador, o presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976), corre o risco de desaparecer na sua terra natal, Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. Preocupado com a falta de recursos para garantir aberta e em funcionamento a Casa de Juscelino, misto de museu, biblioteca, bar e praça de eventos, no Centro Histórico da cidade, o dirigente da instituição, Serafim Jardim, de 74 anos, conclama o empresariado a ajudá-lo a preservar a história do mineiro que foi prefeito de Belo Horizonte (1940-1945), governador de Minas (1951-1955) e chefe da República (1956-1961), além de médico.
A crise na Casa de Juscelino, sociedade civil sem fins lucrativos que completará 25 anos em dezembro, começou em 2009, a partir de problemas no repasse de verbas pela Secretaria de Estado da Cultura (SEC). Até então, diz Jardim, a instituição se beneficiava da Lei 9.722/88, que autorizava a ajuda financeira pelo estado, algo em torno de R$ 150 mil por ano. “Ficamos sem receber esse valor durante seis meses, no ano passado, e a situação ficou muito difícil, pois temos sete empregados, custos de manutenção, encargos sociais, fazemos uma revista bimensal e não há receita para arcar com os gastos”, afirma. Para Jardim, preservar a casa é mais do que uma missão, pois, 13 dias antes de morrer, JK lhe pediu que comprasse o imóvel, então em poder de uma família, e zelasse por ele.
Jardim explica que houve mudanças no sistema de repasse de verbas e que, agora, para ter direito a elas, é obrigado a firmar convênios com a SEC. Recentemente, o secretário Washington Mello liberou recursos considerados “insuficientes” para resolver a questão. “Acredito que a campanha SOS JK vai sensibilizar os patrocinadores que entendem a importância de Juscelino na vida do país. Este aqui é o Memorial JK de Minas”, afirma, lembrando que a casa de 120 anos, onde o presidente viveu dos 3 aos 19 anos, é de propriedade do governo de Minas, embora a gestão esteja a cargo de uma organização de sociedade civil de interesse público (Oscip). O imóvel fica em área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e reconhecida como patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
A visitação mensal gira em torno de 1 mil pessoas, mas, nos fins de semana, feriado, época de vesperata e férias de julho, o turismo atinge o seu pico, com a média de 320 pessoas por dia. No restante do ano, o número cai para 30 visitantes diários. “No carnaval, quando a cidade recebe muitos turistas, decidimos não mais abrir a casa, pois entravam foliões bêbados, que se deitavam na cama de Juscelino e causavam confusão”, conta Jardim. Com ingresso custando apenas R$ 2, o movimento de visitantes rende parcos R$ 1 mil mensais, quantia bem distante dos R$ 12 mil necessários para fechar as contas e deixar os responsáveis respirando aliviados.
Para o secretário Washington Mello, “a Casa de Juscelino é um patrimônio que precisa ser preservado a qualquer custo”. Ele adianta que toda a questão relacionada à SEC será formalizada em documento, sendo toda a liberação de recursos feita na época apropriada e periodicamente.
Gustavo Werneck - Estado de Minas
L-zulaich, a pedra polida. É dessa palavra árabe que se originou o termo azulejo, chegado à Europa por meio das conquistas muçulmanas na península ibérica. No Recife, o Convento de Santo Antônio e a Capela Dourada, pertencentes à Ordem Primeira e à Ordem Terceira de São Francisco, respectivamente, abrigam uma das mais importantes coleções das pedras no país. E foi para tratar melhor da conservação dessas peças tão raras que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de Pernambuco reuniu cerca de 80 restauradores de todos o país no Recife para trocar experiência sobre o assunto.
Uma das maiores descobertas arqueológicas já feitas aconteceu onde menos se esperava: nas obras do Metrô. No dia 13 de fevereiro passado, operários escavavam manualmente uma galeria, num trecho entre as duas novas estações na Zona Oeste, quando esbarraram em algo incomum e assutador.

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09 junho, 2010

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 9-6-10

FADO tem candidatura para o Patrimônio Cultural Imaterial
Um dos expoentes da cultura e tradição de Portugal, o Fado entrará como candidato na Unesco à condição de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A indicação está sendo proposta pela Assembléia Municipal de Lisboa, depois de ter a matéria aprovada por unanimidade e aclamação. A matéria foi apresentada na autarquia da capital portuguesa e subscrita pela presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa. Há um empenho unânime de todos em volta da candidatura do Fado a Patrimônio.
“A Candidatura visa a preservação do Fado como tradição cultural viva e fator de identidade da Cidade de Lisboa”, avança a autarquia em comunicado, indicando que a apresentação do dossiê deverá ser feito até 31 de agosto.
Os fadistas Carlos do Carmo, João Braga, Cuca Roseta, Anita Guerreiro, Cristina Nóbrega, Maria Armanda, Julieta Estrela, Rodrigo, Duarte, Miguel Capucho, o instrumentista António Chainho e os investigadores Daniel Gouveia e Pedro Félix assistiram à sessão da Assembleia Municipal, garantindo o seu empenho e o envolvimento da comunidade fadista.
Agência Estado



Iphan conserva mais de 2 mil obras raras em Diamantina
A coordenadora do centro cultural, Monica Elisque, o técnico Ronney Brito
e a historiadora Ederlaine Seixas



A Casa do Muxarabiê, bela construção colonial da Rua da Quitanda, no Centro Histórico de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, guarda um tesouro que começa a ganhar as luzes da recuperação. No sobrado de propriedade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), onde funciona a Biblioteca Antônio Torres, a equipe do Centro de Documentação da Superintendência de Minas Gerais do órgão federal dá início à conservação de mais de 2 mil obras raras. Nesse acervo, há enciclopédias, coleções de autoria do francês Voltaire (1694-1778), coletâneas de leis, livros do século 18 e outros que tratam da história das Gerais.
“Ao mesmo tempo em que fazemos a higienização das obras da biblioteca, que pertence ao Iphan e totaliza 15 mil volumes, elaboramos o diagnóstico sobre a situação do acervo”, diz a coordenadora do Centro de Documentação, Mônica Elisque. Os livros ficaram guardados durante muito tempo, praticamente esquecidos e, por sorte, não estão tomados pelos cupins, traças e outros insetos xilófagos. “Foi uma surpresa, mas não encontramos nenhum até agora”, conta a coordenadora ao supervisionar o trabalho de Ronney Leite Brito, funcionário da instituição, e da historiadora Ederlaine Seixas.
A recuperação do acervo deverá trazer muitos benefícios para a cultura de Diamantina e abrir novas páginas para o entendimento da região. “À medida que o trabalho evolui é que vamos conhecendo toda a extensão desse patrimônio. Temos aqui muitos livros importantes que contam a história da cidade e arredores e podem ajudar nas pesquisas dos estudiosos. Com certeza, pouca gente os conhece”, diz Mônica, citando Arraial do Tijuco, de Ayres da Matta Machado, e Memórias do Distrito de Diamantina, de Joaquim Felício dos Santos. “Os dois livros são as obras mais procuradas pelos leitores”, informa a coordenadora do centro.
Durante o trabalho, conduzido no próprio prédio, a equipe avalia se vale a pena recuperar algumas obras ou se há necessidade de reposição de outras. Para tornar as obras mais conhecidas, a intenção é atrair a população e firmar parceria com a Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha.
Também paralelo à limpeza das obras raras, reforço de lombadas e outras ações de conservação, o Iphan desenvolve o inventário da biblioteca, com digitalização dos nomes e autores. Nessa empreitada, a equipe responsável faz descobertas, como encontrar, entre as páginas, bilhetes que ficaram guardados, além das tradicionais dedicatórias na folha de rosto.
“Outro objetivo nosso é fazer o treinamento dos funcionários na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro (RJ), para que estas medidas sejam mantidas e o trabalho não se perca. Os recursos para a primeira etapa, iniciada há um mês, são do Iphan, mas a superintendência mineira já entrou com um projeto no Ministério da Justiça para obtenção de recursos do Fundo de Direitos Difusos”, explicou Mônica Elisque.
Treliças
No Centro Histórico de Diamantina, tombado desde 1938 pelo Iphan e reconhecido como patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), impossível não admirar a Casa do Muxarabiê, que, segundo as pesquisas, é a única da cidade a conservar o muxarabi original – balcão com treliças de influência moura, que permite a quem está dentro da casa observar, discretamente, as pessoas que passam na rua. Foi aí que viveu, na década de 1920, Antônio Torres, cônsul do Brasil na Alemanha e dono de parte dos livros incorporados à biblioteca.
Gustavo Werneck - Estado de Minas



O trajeto da cegueira na educação brasileira

 No Brasil, o atendimento escolar especial às pessoas com deficiência teve início na segunda metade do século passado. Foi precisamente em 12 de setembro de 1854 que a primeira providência neste sentido foi concretizada por D. Pedro II, através do Decreto Imperial n° 1.428. Na ocasião, ele fundou na cidade do Rio de Janeiro o Imperial Instituto dos Meninos Cegos. A instituição foi inaugurada cinco dias depois. Esse foi o primeiro passo concreto no País para garantir à pessoa com deficiência visual o direito à cidadania. Aos poucos, o órgão foi derrubando preconceitos e mostrou que a educação e profissionalização das pessoas cegas não era utopia.
Em 17 de maio de 1890, já na república, o Chefe de Governo Provisório, Marechal Deodoro da Fonseca, e o Ministro da Instrução Pública, Correios e Telégrafos, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, assinaram o Decreto n° 408, mudando o nome do Instituto para Instituto Nacional dos Cegos e aprovando seu regulamento. Pelo Decreto n° 1.320, em 24 de janeiro de 1891, a escola passou a denominar-se Instituto Benjamin Constant (IBC), em homenagem ao seu ilustre e atuante ex-professor de Matemática e ex-diretor, Benjamin Constant Botelho de Magalhães.
Algum tempo depois da inauguração do Instituto, foram instaladas oficinas para aprendizagem de ofícios. Para os meninos, eram oferecidas aulas de tipografia e encadernação, e para as meninas turmas de tricô. Em setembro de 1945, a instituição inaugurou o curso de ginásio, que veio a ser equiparado ao do Colégio Pedro II em junho de 1946. Através dessas iniciativas, a unidade educacional começou a proporcionar o ingresso de seus alunos nas escolas secundárias e nas universidades.
Priscila Gomes



Patrimônio Cultural Brasileiro Proibido em São Paulo
"Cadê o tabuleiro da baiana do acarajé que ficava aqui?" É a pergunta que José Aldo da Silva, dono do Café Canet, na rua Frei Caneca (região central), mais tem ouvido nas últimas semanas.
A quituteira é a dona Neide Sena Avelino, uma soteropolitana que, diante da concorrência, trocou Salvador por São Paulo dois anos atrás.
Legalizada lá, clandestina aqui, ela não imaginava que algo pior que a saturação dos tabuleiros na Bahia a esperava nas ruas paulistanas.
Era o rapa, que apreendeu o que o tabuleiro da baiana tem. Do primeiro ponto, na rua Herculano de Freitas, ela foi para a Frei Caneca, para tentar despistar os fiscais.
Da noite para o dia, dona Neide sumiu, deixando a freguesia para trás. E sua história é a mesma das baianas Val, Bá, Gal, Luzia, que tinham tabuleiros nas praças da Sé, da República, Ramos de Azevedo, na avenida Ipiranga, no parque da Água Branca e desapareceram.
Para as baianas, a apreensão dos tabuleiros em São Paulo é "impiedosa" porque:
1) Elas e o acarajé -bolinho de feijão fradinho- são tombados pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como patrimônio cultural brasileiro. 2) Ao mesmo tempo em que proíbe o acarajé e outras comidas de rua, a prefeitura legaliza o comércio de cachorro-quente nas calçadas.
Com a situação, as baianas tomaram caminhos diversos. Umas voltaram para Salvador, outras passaram a cozinhar para fora, algumas foram parar nas feiras livres.
A situação mobilizou a Abam (Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares do Estado da Bahia), que diz ter ouvido a seguinte resposta da Subprefeitura da Sé: "São Paulo é São Paulo, baiana de tabuleiro é coisa de Salvador".
A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras nega ter sido procurada pela Abam nos últimos dois anos.
Hélia Bispo, a baiana Bá, teve o tabuleiro apreendido na rua Treze de Maio. "É muito humilhante a maneira como nos abordam", diz.
"Fomos mal recebidos na prefeitura. Não quiseram nem nos atender. Se não houver baianas com tabuleiros na rua, não há patrimônio nacional", afirma Rita Santos, presidente da Abam.
Questão cultural
"As baianas são patrimônio do Brasil, não apenas da Bahia. Não há porque a prefeitura não estabelecer regras razoáveis que possibilitem às baianas vender acarajé", afirma Carlos Amorim, superintendente do Iphan.
Em Salvador, a prefeitura estabeleceu regras de higiene para que o quitute possa ser vendido nas ruas.
O Iphan diz que vai procurar a coordenação das subprefeituras para fazer a mediação com a baianas.
A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras afirma que é "descabida a suposição de perseguição
contra vendedores de acarajé ou qualquer outro tipo de comércio em São Paulo".
"As subprefeituras seguem a legislação vigente, agindo contra qualquer comércio irregular, incluindo o de alimentos", afirma a secretaria, em nota.
"A legislação sobre comércio de alimentos foi definida segundo o Código Sanitário Municipal e tem o objetivo de resguardar a saúde dos cidadãos", diz."Sanções a comércios irregulares de alimentos são igualmente usadas para qualquer atividade."
VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
DE SÃO PAULO





Zona Portuária do Rio vai ganhar museu de arte
Projeto faz parte da revitalização da Praça Mauá.
Investimento para casa de cultura é de R$ 43 milhões.
Uma cerimônia na Praça Mauá, no Centro do Rio, nesta terça-feira (1º) marcou o lançamento da pedra fundamental de uma nova casa de cultura do Rio: o Museu de Arte do Rio (MAR).
A nova casa de cultura fica no Palácio Dom João VI, prédio tombado como Patrimônio Cultural e integra o "Porto Maravilha", programa de revitalização da Zona Portuária, que inclui a restauração de imóveis de quatro bairros: Saúde, Gamboa, Santo Cristo e Caju.
O projeto é uma iniciativa da prefeitura do Rio com apoio do governo do estado e realização da Fundação Roberto Marinho. Um teleférico vai ligar o Morro da Conceição ao museu, que vai abrigar obras de arte e uma exposição permanente sobre a história da cidade. O investimento é de R$ 43 milhões.
"Essa revitalização tem que ter uma âncora cultural de qualquer maneira, e eu acho que é isso, esse museu é um museu aberto, que se integra à cidade", disse o prefeito Eduardo Paes.
"Ele não vai funcionar em horário de museu, ele vai acompanhar a balada aqui da Praça Mauá, funcionando fim de semana, de forma muito divertida e natural", afirmou o curador do museu, Leonel Kaz.
O Museu de Arte do Rio deve ser aberto ao público no início de 2012.
G 1 - RJ

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18 maio, 2010

CULTURA, PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO - 18-5-10

São Paulo-SP - Biblioteca Louis Braille recebe Bíblia em braille

Exemplar foi entregue dia 1º/5. Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) vai distribuir mil novos livros e audiolivros ao longo de 2010. A cerimônia aconteceu dia 1º de maio, às 16h30, no próprio CCSP, localizado à rua Vergueiro, 1.000 - Paraíso. Na ocasião, também se comemorou o aniversário de criação da Biblioteca Louis Braille, inaugurada em 29 de abril de 1947.
A Bilblioteca Louis Braille, idealizada por Dorina Gouvêa Nowill, foi criada para atender à necessidade de se transcrever, para o sistema Braille, os livros de histórias infantis que compunham o acervo da Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato. Inaugurada oficialmente em 29 de abril de 1947, graças ao empenho de Lenyra Fraccarolli, , a Biblioteca Braille ofereceu uma oportunidade às crianças cegas, pela primeira vez, de conhecer uma biblioteca. Em 1986, a Biblioteca Braille foi transferida para o Centro Cultural São Paulo, como uma das Coleções Especiais da Divisão de Bibliotecas.
À medida que as necessidades do público infantil cresceram, a Biblioteca também foi ampliando, seus serviços, passando a transcrever, para o sistema Braille, obras didáticas para que o estudante portador de deficiência visual pudesse acompanhar os currículos escolares. Paralelamente, foram transcritos livros de literatura para atender à solicitação de adultos que passaram a freqüentar o local em busca de conhecimento, de convívio social e de interação com outros usuários.
O acervo dos livros em Braille abrange tanto obras de referência como de ficção, literatura brasileira e portuguesa, literatura infantil, além de periódicos nacionais, colocando à disposição do portador de deficiência visual material específico para leitura tátil. Dando suporte a esta coleção, existem os setores de informática e processamento técnico em Braille. A Biblioteca também dispõe de uma Audioteca - coleção de livros e periódicos falados -, gravados em estúdio do Centro Cultural São Paulo.
Por ser um local onde se acumulam experiências relativas à problemática da cegueira, a Biblioteca Braille é constantemente procurada por profissionais das áreas de Biblioteconomia, Educação e Saúde. Além de acompanhamento individualizado, com orientação de funcionários no momento da consulta, a biblioteca trabalha também com remessa postal, ampliando o seu atendimento a todo o país. Para o desenvolvimento destas atividades e dos serviços prestados à comunidade portadora de deficiência visual, a biblioteca conta com a colaboração de voluntários, e do apoio da Sociedade Amigos da Biblioteca Braille.

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10 fevereiro, 2010

ATUALIDADES - 10-2-10

USP cria identificador de cores e notas de dinheiro para deficientes visuais


Um identificador de cores e notas de dinheiro para deficientes visuais, desenvolvido por pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP), é finalista da competição internacional Unreasonable Finalists Marketplace, que premia projetos sociais de grande impacto em todo o mundo.
Batizado de Auire, o aparelho portátil literalmente "fala" o nome da cor do objeto analisado a partir de leitura óptica.
Desenvolvido pelos engenheiros de computação formados pela Poli, Fernando de Oliveira Gil e Nathalia Sautchuk Patrício, o Auire traz dois grandes diferenciais. O primeiro é o preço final para o consumidor. Os pesquisadores estimam que o aparelho possa chegar ao mercado com um valor entre R$ 100 e R$ 200. Hoje, aparelhos similares são vendidos por R$ 1,2 mil. A outra vantagem do Auire é que ele será o primeiro identificador de dinheiro a reconhecer notas de real. Importados, os outros aparelhos reconhecem apenas notas de dólar.
O público-alvo são os deficientes visuais, tanto os completamente cegos quanto os daltônicos, principalmente os de baixa renda que não têm acesso aos identificadores hoje disponíveis. "Para baixar os custos do aparelho, vamos utilizar uma eletrônica mais simplificada, com componentes disponíveis no mercado, além de uma arquitetura aberta de software livre. Queremos que o Auire possa ser reproduzido por quem possui os componentes e alguns conhecimentos de eletrônica", diz Fernando Gil.
O projeto do Auire está na etapa final da competição organizada pelo Unreasonable Institute, que tem como missão apoiar empreendedores com projetos sociais de alto impacto. A primeira fase da competição foi o desenvolvimento do plano de negócios, em que os competidores precisavam apresentar uma ideia que atingisse um milhão de pessoas; que fosse auto-sustentável no prazo de um ano; e que depois de três anos pudesse ser estendida para outros países.
Nesta última etapa, o instituto escolherá os 25 primeiros projetos que conseguirem arrecadar US$ 6.500 em doações. Os recursos serão usados para custear os desenvolvedores dos projetos durante um período de 10 semanas de treinamento na sede da instituição, no Colorado, Estados Unidos, com profissionais e especialistas na área de negócios. Passado o período de treinamento, os projetos serão expostos a investidores sociais num evento organizado pelo instituto.
As doações começaram no dia 25 de janeiro e podem ser feitas até 15 de março, pelo site oficial do Unreasonable Institute (www.unreasonableinstitute.org). Outra opção é usar o Pagseguro para fazer a doação no próprio site do Auire. As doações só serão efetivadas se o projeto for selecionado.
Carla Falcão, iG São Paulo

 
Novas cédulas do real vão custar R$ 1,15 bilhão
BRASÍLIA - A nova família de cédula do real vai custar cerca de R$ 1,15 bilhão ao contribuinte na substituição em três anos, informou o chefe do Departamento de Meio Circulante do Banco Central (BC), João Sidney Filho. Para a rede bancária, o custo adicional será "trocar as caixinhas" que separam as notas nos caixas eletrônicos, por onde circulam 70% do dinheiro em todo o país.
Novas cédulas de R$ 50 e R$ 100 começam a circular até junho
Sidney explicou que todo o meio circulante de 4,2 bilhões de unidades de cédulas atuais será substituído de forma gradativa, sendo que as notas de R$ 100 e R$ 50 começam em abril, com previsão de produção inicial de 200 milhões. Depois virão as notas de R$ 20 e 10, em 2011, e as de R$ 5 e R$ 2, no ano seguinte.
Ele explicou que, até agora, o BC pagava à Casa da Moeda cerca de R$ 170 por milheiro de cédula. Passará a pagar cerca de R$ 200. Dessa forma, o custo adicional estimado ficará em torno de 28%, sobre o orçamento de R$ 300 milhões previsto para este ano. Ou seja, será um adicional aproximado de R$ 84 milhões em três anos.
O técnico do BC informou ainda que todo o dinheiro em circulação tem valor aproximado de R$ 115 bilhões, sendo que 97% desse montante, ou R$ 111,5 bilhões, são cédulas e o restante, moedas.
A Casa da Moeda investiu R$ 400 milhões na modernização de seus equipamentos, dos quais R$ 230 milhões foram em novas máquinas para a produção de cédulas.
Haverá um ganho de 30% na vida útil das cédulas de menor valor (R$ 2 e R$ 5, por exemplo), que hoje duram em média um ano, por causa da envernização do papel, explicou Sidney.
Ele enfatizou que, desde 2005, o BC vem trabalhando na segunda família do real com grande foco em segurança, como novas nuances nas tonalidades da marca d'água. Cada animal da cédula será a marca d'água, como já é nas notas de R$ 2 e de R$ 20. Destaque ainda para a banda holográfica, existente na de R$ 20 e muito usada no euro.
O tamanho da cédula será reduzido, de acordo com o valor. Hoje, todas são iguais, ou seja, medem 13,5 cm por 6,5 cm. No modelo novo, a de R$ 2 medirá 12,1 cm por 6,5 cm, e a maior, a de R$ 100, terá 15,6 cm por 7 cm.
Sidney informou que 83% dos países em todo o mundo adotam cédulas de tamanhos diferentes, como o euro, por exemplo, de forma a facilitar o manuseio para os deficientes visuais. Ele também lembrou que a antiga cédula do cruzeiro, na década de 1970, também tinha tamanhos diferenciados.
O representante do BC comentou que a média atual de falsificação é de 143 em cada um milhão de cédulas em circulação. Disse também que a substituição das cédulas deverá estar concluída "já na Copa do Mundo de 2014", apenas pelo processo de saneamento, quando os bancos levam notas usadas e pegam cédulas novas no BC.
(Azelma Rodrigues Valor)

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09 setembro, 2009

UTILIDADES E INFORMAÇÕES - 9-9-09

Como funciona o sistema Braille?
No ano em que se comemora o bicentenário de nascimento do francês Louis Braille, seu método de leitura e escrita em relevo continua atual
Foto: Tatiana Cardeal
O sistema Braille é um processo de escrita e leitura baseado em 64 símbolos em relevo, resultantes da combinação de até seis pontos dispostos em duas colunas de três pontos cada. Pode-se fazer a representação tanto de letras, como algarismos e sinais de pontuação. Ele é utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão, e a leitura é feita da esquerda para a direita, ao toque de uma ou duas mãos ao mesmo tempo.
Neste ano, comemora-se o bicentenário do nascimento de Louis Braille (1809 – 1852), que criou o código aos 16 anos, após ter perdido a visão na infância, aos 3 anos. Ele teve o olho perfurado por uma ferramenta na oficina do pai, que trabalhava com couro. Após o incidente, o menino teve uma infecção grave, resultando em cegueira nos dois olhos.
O Brasil conhece o sistema desde 1854, data da inauguração do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, chamado, à época, Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Fundado por D. Pedro II, o instituto já tinha como missão a educação e profissionalização das pessoas com deficiência visual. “O Brasil foi o primeiro país da América Latina a adotar o sistema, trazido por José Álvares de Azevedo, jovem cego que teve contato com o Braille em Paris”, conta a pedagoga Maria Cristina Nassif, especialista no ensino para deficiente visual da Fundação Dorina Nowill.
O código Braille não foi a primeira iniciativa que permitia a leitura por cegos. Havia métodos com inscrições em alto-relevo, normalmente feito por letras costuradas em papel, que eram muito grandes e pouco práticos. Quatro anos antes de criar seu método, Louis Braille teve contato com um capitão da artilharia francesa que havia desenvolvido um sistema de escrita noturna, para facilitar a comunicação secreta entre soldados, já utilizando pontos em relevo. Braille simplificou esse trabalho e o aprimorou, permitindo que o sistema fosse também utilizado para números e símbolos musicais.
O Braille hoje já está difundido pelo mundo todo e, segundo pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", de 2008, do Instituto Pró-Livro, 400 mil pessoas leem Braille no Brasil. Não é possível, segundo o Instituto Dorina Nowill, calcular em porcentagem o que esses leitores representam em relação à quantidade total de deficientes visuais no país. Isso porque o censo do ano 2000, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que há 169 mil pessoas cegas e 2,5 milhões de pessoas com baixa visão. No entanto, este último grupo é muito heterogêneo – há aqueles que enxergam apenas 1% e, portanto, poderiam ler apenas em Braille, como pessoas que enxergam 30% e podem utilizar livros com letras maiores.
A falta de informação é ainda o principal problema que Maria Cristina percebe em relação ao Braille. “Muitos professores acham que é simples ensinar o Braille a um aluno cego. No entanto, a alfabetização com esse sistema tem suas especificidades, e o professor, para realizar essa tarefa com êxito, tem de buscar ajuda”, explica a especialista.
Hoje institutos como o Benjamin Constant, o Dorina Nowill e muitos outros pelo país oferecem programas de capacitação em Braille e dispõem de vasto material sobre o assunto.
Renata Costa
http://revistaescola.abril.uol.com.br/inclusao/educacao-especial/como-funciona-sistema-braille-496102.shtml

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14 agosto, 2009

INTERESSA, OU NÃO? - 14-8-09

Fabricação de máquinas de braille está suspensa pela Justiça
Após uma decisão judicial provisória, a ONG Laramara, Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, está impedida de fabricar e comercializar máquinas de braille desde dezembro de 2008. O equipamento auxilia na alfabetização de pessoas com deficiência visual. A determinação, chamada juridicamente de tutela antecipada provisória, é parte de uma ação movida pela Perkins, uma instituição norte-americana também sem fins lucrativos.
"Depois do rompimento de uma parceria que havia entre as duas instituições, a Laramara continuou fabricando as máquinas de braille, mas foi a Perkins que desenvolveu e criou essa máquina. A fabricação do equipamento no Brasil só foi possível em razão exatamente dessa parceria e dessa transferência de 'know how'. Sem a Perkins a Laramara não teria tido meios. Por isso, na nossa visão, eles estão usando a nossa tecnologia", diz ao G1 o advogado Paulo Bezerra de Menezes Reiff, da Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, que representa a Perkins no Brasil.
Segundo Carla Canto Quintas, advogada do Velloza, Girotto e Lindenbojm Advogados Associados, que representa a Laramara, depois do rompimento da parceria entre as entidades, a Laramara procurou parcerias com escolas do Serviço Nacional da Indústria (SENAI) e com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(FIESP) para
desenvolver uma tecnologia totalmente brasileira para continuar a fabricação da máquina. "Desde 2005, mais de 2,3 mil unidades já foram doadas para instituições e deficientes", diz a advogada.
A Lamara produzia 40 unidades da máquina de braille por mês. Cada equipamento fabricado no Brasil, segundo a instituição, custa cerca de R$ 2 mil. A assessoria de imprensa afirma que é possível encomendar a máquina. Apesar da suspensão, é possível comprar máquinas de braille importadas. O custo médio de um equipamento da Perkins é de R$ 2,9 mil.
Para o deficiente visual Renato José da Silva, 32 anos, revisor de textos em braille, a máquina é fundamental para a vida pessoal e profissional. "Fiquei cego aos 20 anos por causa de um glaucoma. A máquina foi muito importante para minha reabilitação, para que pudesse aprender braille e ter autonomia", diz. Para Jhulya Costa Oliveira, 8 anos, a máquina seria uma oportunidade para otimizar o aprendizado. "Ela perdeu a visão aos 6 meses e usa a máquina na escola, para ser alfabetizada, mas seria importante ter a máquina em casa para que eu também pudesse aprender e ajudá-la nas tarefas", diz Alessandra Costa Oliveira, mãe de Jhulya.
A parceria entre Laramara e Perkins, que começou em 1998 e terminou em 2001, por divergências administrativas, pretendia possibilitar que as máquinas de braille ficassem disponíveis no Brasil com um preço mais baixo do que se fossem importadas, visto que ainda não existia no país nenhuma iniciativa para a fabricação do equipamento.
"A Laramara recebia subsídios da Perkins para que a máquina fosse mais barata, além de receber ajuda técnica para a fabricação", diz Reiff.
"O Brasil era carente dessas máquinas. O equipamento substitui a caneta da pessoa que enxerga. Ele é fundamental para a alfabetização", afirma Mara Siaulys, uma das fundadoras da Laramara. "A tecnologia usada para a fabricação desse equipamento já está difundida entre outras empresas que atuam no ramo há muito tempo", completa.
Dentre os pedidos formulados pela Perkins na ação judicial, estão a devolução do maquinário entregue durante a vigência da parceria e a devolução de um valor adiantado pela instituição norte-americana para subsídio. A Laramara já entrou com recurso e aguarda determinação da Justiça sobre se a tutela antecipada provisória, que suspende a fabricação e comercialização das máquinas pela entidade brasileira, deve permanecer até o fim do julgamento da ação.
G1

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05 junho, 2009

UTILIDADES E INFORMAÇÕES - 5-6-09

Google
Google criou uma ferramenta de busca especial para deficiente visual. O Google portal mais acessivo pelos internautas do mundo inteiro anunciou que criou uma ferramenta de pesquisa especialmente para deficientes visuais. O objetivo é melhorar a acessibilidade para quem usa programas que transforma textos em áudio. O sistema recebeu o nome de Google Accessible Search (Busca Acessível), e pode ser acessado no endereço: http://labs.google.com/accessible.
Quando abrir o site, lá vai ter um botão chamado Search. Basta aciona-lo que aparecerá o campo de pesquisa.

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15 abril, 2009

ATUALIDADES - 15-04-09

Embalagens de medicamentos conterão informações em braile, diz ANVISA
As embalagens de medicamentos vão ficar mais informativas. Uma proposta da Anvisa quer incluir, por exemplo,nos medicamentos com efeito sedativo, um símbolo de alerta, acompanhado da expressão “não dirigir”.
As embalagens também deverão trazer informações em braile (nome do ativo, concentração, forma farmacêutica e SAC),para garantir a acessibilidade ao produto. Essas e outras alterações sugeridas pela Consulta Pública (CP) nº08/2009 recebem contribuições até o dia 11 de maio.
O objetivo da CP é que a rotulagem permita a identificação adequada do medicamento durante sua dispensação e uso, e oriente sobre o armazenamento adequado dos produtos, bem como quanto ao uso seguro do medicamento, com a disposição de informações e advertências que se fazem necessárias para o uso racional.
“A proposta foi feita para solucionar problemas que vêm sendo identificados no mercado e reclamados tanto pela população quanto por associações do setor”, afirma o diretor-presidente da Anvisa (agência nacional de vigilância sanitária), Dirceu Raposo de Mello. “O objetivo é tornar as informações da embalagem do medicamento mais claras e úteis para o cidadão”, ressalta.
O documento também propõe que informações que já figuram nas bulas também sejam colocadas nas embalagens, tais como substâncias presentes no medicamento e mudanças nos cuidados de conservação após a abertura do produto. “Essas mudanças são importantes para que pessoas que têm alergia a algum componente da fórmula saibam disto antes de abrir a embalagem”, completa Raposo.
Fonte: Anvisa (2009).
www.portaldocoracao.com.br
Comentário do Silvio: A idéia é muito boa, só não explicaram como vão fazer para caber todas as informações citadas, em braile na caixinha do medicamento!
Burt Bacharach faz shows em São Paulo nesta quarta e quinta
O cantor, compositor, maestro e arranjador norte-americano Burt Bacharach faz shows em São Paulo nesta quarta (15) e quinta-feira, no HSBC Brasil. Ainda há ingressos para as apresentações.
Em turnê brasileira, Bacharach cantou em Porto Alegre, nesta segunda-feira, e cantará no Rio de Janeiro, no sábado (18).
No repertório dos shows estão clássicos da música pop, como "Close to You", "I Say A Little Prayer" e "Raindrops Keep Falling On My Head". As canções compostas por Bacharach ao lado de parceiros como Hal David foram gravadas por nomes como Aretha Franklyn, Carpenters, Beatles e Frank Sinatra, entre outros.
Burt Bacharach lamenta a "música descartável" atual e tem fé na internet
Na turnê atual, o maestro se apresenta ao piano e é acompanhado por Elizabeth Chorley (violino), David Coy (baixo), David Crigger (bateria e percussão), Thomas Ehlen, (trompete e flugelhorn), David Joyce (teclado), Rob Shrock (teclado), Dennis Wilson (naipe de sopros de madeira/metal) e ainda John Pagano, Josie James e Donna Taylor (vocais).
BURT BACHARACH EM SÃO PAULO
Quando: quarta (15) e quinta-feira (16), às 21h30
Onde: HSBC Brasil (rua Bragança Paulista, 1281, Chácara Santo Antonio)
Quanto: de R$ 150 a R$ 400
Informações: www.hsbcbrasil.com.br
Passageiro assume controle de avião após morte do piloto
Um passageiro assumiu o controle de um avião bimotor depois da morte do piloto e conseguiu fazê-lo aterrissar sem problemas em um aeroporto da Flórida, com cinco pessoas a bordo, indicou nesta segunda-feira a Administração Federal de Aviação (FAA).
O avião havia decolado no domingo à tarde de Marco Island, próximo a Naples na Flórida (sudeste), e se dirigia para Jackson (Mississippi, sul).
"Pouco depois da decolagem o piloto ficou incapacitado. Um passageiro conseguiu assumir o controle da aeronave, conseguiu se comunicar com os controladores aéreos e aterrissou o avião de forma segura em Fort Myers", explicou a porta-voz da FAA na Flórida, Kathleen Bergen.
As causas da morte do piloto ainda não foram divulgadas, à espera da autópsia. O passageiro que assumiu o comando do avião tinha experiência em pilotar monomotores.
Para ajudá-lo a aterrissar, o passageiro pediu que entrassem em contato com um amigo instrutor em Connecticut (nordeste), que o guiou por rádio durante o voo de 40 minutos.
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/04/13/passageiro+assume+controle+de+aviao+apos+morte+do+piloto+5507022.html
Telefônica sofreu cinco ataques que desestabilizaram o Speedy
Em comunicado enviado à imprensa na tarde de hoje (10), a Telefônica divulgou informações sobre os ataques sofridos pelos servidores DNS da operadora, o que já resultou em cinco dias de instabilidade na conexão dos usuários do Speedy, o serviço de banda larga da empresa.
Foram cinco ataques, ocorridos entre 6 de abril, às 22h15, e 8 de abril, às 21h. A empresa afirmou que, desde a última quarta-feira não registrou nenhum novo ataque. No entanto, assinantes continuam reclamando na Central de Atendimento do UOL de problemas de conexão e navegação.
Os ataques foram realizados foram nos dias:
06 de abril, por volta de 22h15, com duração aproximada de 30 minutos;
07 de abril, por volta de 11h15, com duração aproximada de 3 horas e 45 minutos;
07 de abril, por volta de 17h45, com duração aproximada de 3 horas e 45 minutos;
08 de abril, por volta de 01h40, com duração aproximada de 10 minutos;
08 de abril, por volta de 21h00, com duração aproximada de 01 hora e 40 minutos
A Telefônica informou ainda que já iniciou diálogos com a Anatel e entidades de defesa do consumidor para que não sejam cobrados os períodos de instabilidade do serviço.
http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2009/04/10/ult4213u706.jhtm

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11 fevereiro, 2009

EXPOSIÇÕES - 11-02-09

Brasil recebe exposições francesas
Fotos de Robert Doisneau e Uma Aventura Moderna passarão por Curitiba e São Paulo

As exposições Fotos de Robert Doisneau e Uma Aventura Moderna passarão por Curitiba (23 de abril a 14 de junho) e São Paulo (26 de outubro a 6 de dezembro). As duas mostras fazem parte do calendário de atividades do Ano da França no Brasil.
A mostra de Doisneau terá 106 fotografias tiradas durante os anos 1934 e 1955. Doisneau realizou registros sensíveis e históricos de operários, linhas de produção, prédios de unidades fabris e do crescente papel do automóvel na sociedade do pós-guerra. Uma de suas imagens mais famosas mostra um casal se beijando em frente ao Hotel de Ville, em Paris.
Uma Aventura Moderna contará com 96 obras de grande porte, de artistas como Jean Debuffet, Victor Vasarely, Robert Rauschenberg e Niki de San Phalle.
Fotos de Robert Doisnaeu e Uma Aventura Moderna
Curitiba
23 de abril a 14 de junho - Casa Andrade Muricy
Rua Doutor Muricy, 915 - Centro
Entrada gratuita
São Paulo
De 26 de outubro a 6 de dezembro - Fiesp
Avenida Paulista, 1313 - Cerqueira César
Entrada gratuita
Rolling Stones

Portugal - O oriente na ponta dos dedos
Museu do Oriente - Avenida de Brasília, Doca de Alcântara (Norte),
1350-352 Lisboa,
Tel.: 213 585 200 Fax: 213 534 746
Informa-se que O Museu do Oriente, sito no endereço acima referido e acessível pelo autocarro da carreira 12, que tem uma paragem quase em frente da porta do museu, vai abrir no di 6 de Fevereiro, pelas 18h, uma exposição (O Oriente na Ponta dos Dedos) com peças do oriente, expressamente direccionada para pessoas portadoras de deficiência visual.
A todos vós, a quem o Museu deseja proporcionar o usufruto de bens culturais de que é credor, dirigimos o convite para na visita inaugual mostrarem com a vossa presença o quanto apreciam iniciativas desta natureza.
Colecção Kwok On
A Colecção Kwok On, donde provêm os objectos que aqui apresentamos, tem origem numa doação feita, em 1971, a Jacques Pimpaneau pelo banqueiro de Hong Kong, Sr. Kwok On, de um conjunto de marionetas cantonenses, instrumentos musicais, livros e objectos diversos. Esta doação viria a servir de ponto de partida para uma associação/museu fundada em Paris, o Museu Kwok On, criado por Jacques Pimpaneau que, desde logo, se propôs aumentar a colecção. Os objectos que reuniu são originários de um espaço geográfico que se estende da Turquia ao Japão e incluía, em 1999, ano em que a colecção foi doada à Fundação Oriente, mais de 10.000 peças.
Trata-se de uma colecção que, respeitando apenas à etnologia cultural, foi, em princípio, orientada para todas as formas de teatro na Ásia.
Posteriormente,
o âmbito foi alargado a todos os géneros que transmitem os mitos e os relatos da cultura comuns às grandes civilizações asiáticas. Reúne também o que diz respeito aos espectáculos como trajes, máscaras, instrumentos musicais, acessórios, teatros de sombras e de marionetas, englobando ainda pinturas e gravuras que ilustram mitos e histórias.
A Fundação Oriente tem vindo a dar continuidade a esta colecção que, presentemente, compreende mais de 13.000 objectos.
Recebido por e-mail


Melhor da obra de Tarsila do Amaral é exposto em museu espanhol
Duas das pinturas mais emblemáticas de Tarsila do Amaral (1886-1973), "Antropofagia" e "A Negra", poderão ser vistas na exposição que a Fundação Juan March dedica à artista, um dos expoentes do modernismo brasileiro e uma das principais figuras vanguardistas da América Latina.

O quadro "Operários", uma das obras expostas na Fundação Juan March, em Madri

No total, 182 obras formam a primeira exposição organizada na Espanha - e a segunda na Europa - dedicada à pintora, que, em suas viagens pelo continente europeu, interiorizou os conceitos que definiriam os princípios do modernismo na América Latina.Juan Manuel Bonet, curador da mostra, focou a seleção de pinturas nos anos de maior destaque na produção artística de Tarsila, entre 1922 e 1933, que abrangem as correntes culturais intimamente ligadas Pau-Brasil e Antropofagia, das quais foi máxima expoente em pintura.

As obras de Tarsila, que foi casada por alguns anos com Oswald de Andrade, outro grande nome da vanguarda latino-americana e autor do Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924) e do Manifesto Antropofágico (1928), estão contextualizadas na exposição com quadros de outros artistas.
Desde telas como "Mulher Tapuia" (1641) ou "Natureza morta" (1641-44), ambas de Albert Eckhout, a trabalhos de alguns dos mais destacados nomes do modernismo brasileiro, como "Figura Sentada" (1924), de Vicente do Rego Monteiro, ou "Cabeça de mulata" (1927), de Lasar Segall.
Outras peças, como braceletes, coroas ou máscaras da Amazônia, contribuem para recriar uma atmosfera brasileira e ambientar uma mostra na qual também são exibidas obras sobre papel, revistas e uma abundante documentação relacionada com a artista, que reuniu toda a modernidade europeia com a cultura popular brasileira.Europa e América, cubismo e tropicalismo, geometria e vegetação, campo e cidade, são algumas das antíteses sobre as quais se fundamenta o trabalho plástico de Tarsila do Amaral, exótica, sofisticada e cosmopolita.
A artista, durante sua estadia por Paris, se alimentou das correntes da vanguarda europeia como uma civilizada antropófaga.
Ao voltar ao Brasil, digerir as informações recebidas e reencontrar as cores e as formas de sua infância no interior de São Paulo dariam lugar, nos anos 1920, ao auge de seu talento, no qual se centra a exposição.
Figura central do movimento antropofágico, Tarsila concilia, em sua obra, o que aprendeu na Europa com um olhar para o Novo Mundo redescoberto, segundo Juan Manuel Bonet.
O curador confessa que realizou um sonho com a exposição, em Madri, da pintora, que soube assimilar o melhor do europeu e da história brasileira, criando uma nova linguagem.Sua obra, segundo Bonet, foi a mais importante contribuição do continente americano à cultura moderna, como se pode contemplar em pinturas como "Antropofagia", peça emblemática do modernismo que pode ser vista em um percurso no qual também se destaca "A família" (1925), que o museu espanhol Rainha Sofía comprou em 2003.
Manuel Fontán, diretor de Exposições da Fundação Juan March, definiu a mostra utilizando uma frase da própria Tarsila: "Nossa felicidade é irremediável".Ele destacou ainda que, através dela, o público poderá descobrir uma artista, "que em um romance policial, seria uma espécie de agente duplo, entre Europa e Brasil".
Aracy Amaral, especialista em arte brasileira e em Tarsila, destacou a dificuldade de organizar exposições como a da Fundação March.
Isso porque, segundo ele, as telas da artista brasileira se encontram principalmente em coleções privadas, "que hesitam em emprestá-las, por isso é um sucesso ter reunido tantas obras suas".
EFE
Mila TrenasDe Madri

São José do Ribamar-MA - Exposição homenageia Cem Anos do Nascimento de Carmem Miranda
Para homenagear o centenário de nascimento da cantora Carmem Miranda, o pesquisador Antônio Miranda inaugura neste sábado (07), às 18h, no Centro de Cultura do município de São José de Ribamar, a exposição “Cem anos do nascimento de Carmem Miranda”. Na
oportunidade, será oferecido um coquetel aos presentes.
A mostra, que ficará aberta até o dia 28 e tem o apoio da administração do prefeito Luís Fernando Silva, reúne uma coletânea de CDs e DVDs, documentários, livros, revistas, bonecas trajadas no estilo baiano, fotos históricas e quadros pintados pelo pesquisador retratando a artista.
De acordo Miranda, o material da exposição foi reunido durante mais de um ano e mostra as diversas fases da vida da cantora, desde o nascimento – no dia 9 de fevereiro de 1909, em Marco de Canavezes Várzea da Ovelha, na província do Porto, em Portugal – passando por sua estréia no mundo da música, sua consagração no Brasil e nos Estados Unidos, até sua morte, ocorrida dia 5 de agosto de 1955, vitima de infarto cardíaco.
Antônio Miranda afirmou que a exposição tem como objetivo mostrar às novas gerações a importância da cantora para o Brasil e para o mundo, uma vez que viveu boa parte de sua vida nos Estados Unidos, onde gravou cerca de 316 músicas, que se somam às 36 gravadas no início a carreira, ainda no Brasil.
Além de estrela internacional da música, a artista também estrelou cinco filmes no Brasil e 14 nos Estados Unidos. Carmem Miranda foi estrela das principias companhias cinematográficas norte-americanas e ficou conhecida no Brasil como a “Pequena Notável”, denominação que lhe foi dada pelo radialista César Ladeira, que trabalhava na rádio Mayrink Veiga.
Um dos destaques da exposição, segundo Antônio Miranda, são as 197 fotos históricas, que mostram cenas de vários momentos da vida da artista, inclusive do pouco tempo em que morou em Portugal, sua terra natal.
“Quem for visitar a mostra poderá assistir a trechos de vários filmes e
ouvir as músicas gravadas no Brasil e nos Estados Unidos. Outro destaque da exposição será um quadro pintado por mim retratando Carmem no filme “Romance Carioca”, que foi o 13º de sua carreira norte-americana”, destaca o pesquisador.
Badauê

Exposição combate teoria da evolução de Darwin nos EUA
No vasto espaço de um museu nos Estados Unidos, um grupo de missionários que combate a teoria da evolução de Darwin reproduziu o ambiente do Gênesis bíblico em uma exposição, na qual dinossauros convivem em perfeita harmonia com Adão e Eva no Jardim do Éden.
O Museu da Criação, uma iniciativa de US$ 27 milhões, tem como objetivo principal dar vida à Bíblia e seus relatos, aproximando-os das pessoas. "Preparem-se para acreditar", diz o folheto entregue aos visitantes na entrada da exposição.
"O que estamos tentando fazer aqui é deixar as pessoas terem acesso a informações que são amplamente censuradas do público, e certamente censuradas nas escolas públicas dos EUA, onde a evolução é ensinada como um fato", disse o co-fundador do museu criacionista, Ken Ham.
Para isso, seus idealizadores fazem um desafio direto às teorias da evolução do ser humano desenvolvidas pelo naturalista britânico Charles Darwin, nascido 200 anos atrás, em 12 de fevereiro de 1809. No livro "A origem das espécies", publicado em 1859, Darwin estabeleceu um marco na ciência, ao expor suas idéias sobre a evolução através da seleção natural.
Ao mesmo tempo, lançou um desafio àqueles que acreditam em uma interpretação literal das escrituras, afirmando que Deus criou o mundo e todas as espécies em seis dias. "As pessoas discutem as origens do universo, mas nós não estávamos lá. Ninguém viu o Big Bang", argumenta Ham, um missionário australiano e ex-professor de biologia radicado nos Estados Unidos. Ele admite que os criacionistas têm um longo e árduo caminho pela frente.
"Nos Estados Unidos, você não tem liberdade acadêmica nas escolas do governo, eles expulsaram Deus e a Bíblia e redefiniram a ciência como naturalismo", disse. "Em outras palavras, tudo precisa ser explicado por processos naturais. Isso, na verdade, é uma postura religiosa. É a religião do ateísmo". Além disso, Ham alega que, ao contrário do que muitos pensam, as evidências da natureza na verdade apóiam a teoria criacionista.
"Um evolucionista e um criacionista possuem crenças diferentes, e ambos possuem posturas religiosas diferentes. Mas nós utilizamos a mesma ciência de observação para confirmar nossas posições", afirmou. "A evolução tenta confirmar a evolução, nós não negamos isso. O que nós dizemos é que ela confirma a descrição bíblica da criação. Eles dizem que não", acrescentou o missionário.
Os dinossouros povoaram a Terra por milhões de anos, mas foram extintos cerca de 65 milhões de anos atrás, muito antes da aparição dos primeiros seres humanos, há aproximadamente 200 mil anos. Entretanto, uma vez dentro dos 6,5 mil m² do exuberante complexo do Museu da Criação, dinossauros 'animatronics' caminham ao lado de exemplares de Homo sapiens, em cenários criados por Patrick Marsh, diretor de arte responsável pelas atrações dos filmes King Kong e Tubarão no parque temático da Universal Studios, na Flórida.
Ao todo, 160 cenas e explicações recriam os relatos do Velho Testamento. Há um Jardim do Éden completo, com a árvore do conhecimento e a serpente tentando Adão e Eva. Caminhando pelo Vale das Sombras, os visitantes vêem as conseqüências da queda do homem. Há também uma representação da Arca de Noé, com os animais embarcando para escapar do Grande Dilúvio, além de um planetário que leva os visitantes aos confins do universo.
Apesar de muito criticado pela comunidade científica, que acusa os criacionistas de disfarçarem suas crenças com o conceito de 'design inteligente' e tentarem inflitrar o criacionismo nas escolas americanas, o Museu da Criação afirma já ter recebido mais de 500 mil visitantes desde 2007, quando foi inaugurado.
Para marcar o bicentenário de Darwin, o Museu da Criação dedicou a última edição de sua revista quinzenal Answers ("Respostas") ao naturalista britânico e à revolução que suas teorias causaram no mundo científico. A publicação, que conta com 50 mil assinantes, insiste em dizer que, se Darwin tivesse enquadrado suas descobertas, feitas ao longo de anos de pesquisa em vários lugares do mundo, sob uma perspectiva bíblica, certamente teria chegado a conclusões bastante diferentes.
"Vim aqui porque esse museu diz a verdade sobre o criacionismo", disse Kelly Page, de Buffalo, Nova York, que viajou ao Kentucky com a mulher e os dois filhos pequenos. "Você não pode ter a evolução e Deus". No Museu da Criação, os dinossauros são apresentados como mais uma criação de Deus, que escaparam do dilúvio na Arca de Noé. Alguns visitantes acreditam que eles eram apenas lagartos grandes, que não existem mais.
Robert Carr, executivo aposentado e colaborador do museu, afirma que, nos primeiros dias do universo, o tempo passava de maneira diferente. "Quando o universo era menor, o efeito gravitacional era enorme, e o tempo na Terra passava um bilhão de vezes mais devagar", estima Carr. "Isso explicaria porque Deus criou a Terra em apenas seis dias".
AFP

Vitória-ES - Museu do Colono recebe exposição que lança olhar sobre o Rio Santa Maria

Na quinta-feira (12), às 18 horas, o Museu do Colono, em Santa Leopoldina, abrirá a exposição “Um olhar sobre as águas do rio Santa Maria da Vitória”. A mostra contemplará as questões relacionadas ao meio ambiente, história, geografia e sócio-economia em torno do recurso hídrico que abastece aproximadamente 500 mil capixabas.
Na oportunidade também será lançada uma cartilha, elaborada para professores da rede municipal. A publicação, que leva o nome da mostra, possui o mesmo conteúdo informativo.
Segundo o coordenador técnico do trabalho, Sérgio Rodrigues, a proposta é que seja realizado, junto aos alunos e ao corpo docente do ensino fundamental, um trabalho de educação ambiental.
Catálogo de espécies
Durante o evento, também será apresentada, em primeira mão, uma outra publicação: “Peixes de Água Doce do Rio Santa Maria da Vitória”. O catálogo contém imagens inéditas de peixes da bacia hidrográfica, jamais vistas anteriormente em outras publicações.
O trabalho realizado apontou, entre outros, a presença significante de espécies exóticas, com destaque para o bagre africano. De acordo com Rodrigues, as informações contidas no estudo têm como finalidade fornecer subsídio para pesquisas futuras realizadas no rio Santa Maria.
“Este material deverá ser uma importante ferramenta de educação ambiental entre os diversos atores sociais que fazem uso, de forma direta ou indireta, dos recursos naturais presentes na área”, disse o coordenador técnico.
As duas publicações e a exposição, que contam com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), são uma realização da Energest, sob a execução técnica do Centro de Tecnologia em Aqüicultura e Meio Ambiente (CTA).
Sustentabilidade
A bacia hidrográfica de Santa Maria abrange em torno de 1.660 quilômetros quadrados. Sua área de drenagem percorre os municípios de Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina, Cariacica, Serra e Vitória. A importância do desenvolvimento sustentável de toda a região da bacia pesa de forma estrutural no incremento da economia do Estado, bem como o abastecimento de água dos moradores da Região Metropolitana – área que congrega mais da metade da população do Espírito Santo.
A geração de energia elétrica, a partir das águas do Santa Maria, auxilia o Estado a compensar a dependência em relação ao sistema elétrico nacional, diminuindo o déficit de consumo e geração em terras capixabas.
A poluição da bacia hidrográfica é apontada como um de seus principais problemas. Os danos como a descarga de esgoto doméstico, além da poluição gerada pelas agroindústrias (agrotóxicos e adubos) e indústrias de municípios por onde o Santa Maria passa, podem comprometer a qualidade e salubridade do recurso hídrico.
A maioria desses resíduos é carregada pela água da chuva, causando o assoreamento, erosão de pastagens, o desmatamento nas margens das nascentes e a ausência de mata ciliar nas margens dos rios.
Rede Sim Sat

São Paulo-SP - Exposição retrata América Latina sob olhar cubista

Argentina, Colômbia, Cuba, Chile, Equador, México, Nicarágua, Uruguai e Venezuela trazem à "Terra da Garoa" artistas vanguardistas do início do século XX, do pós-guerra e da década de oitenta do século passado.
O aporte estético da América como arte universal e a incorporação do surrealismo na plástica latino-americana, colorem o Instituto Tomie Ohtake de 11 de fevereiro a 5 de abril de 2009.
A exposição é composta por retratos e paisagens que testemunham a identidade de um povo e de uma terra.
Sob curadoria do grupo FEMSA - Fomento Econômico Mexicano S.A -, "Latitudes: Mestres Latino-americanos" revela a influência do cubismo nos pintores desse continente.
Cubismo é um movimento artístico que retrata as formas da natureza e humanas por meio das formas geométricas. Seus principais fundadores e expoentes da pintura do século XX foram Pablo Picasso e Georges Braque.
A mostra é composta por obras de Antonio Berni, Jacobo Borges, Fernando Botero, Leonora Carrington, Pedro Coronel, Olga Costa, Pedro Figari, Leonor Fini, José Gamarra, Oswaldo Guayasamin, José Gurvich, Alfredo Hlito, Frida Khalo e mais uma série de artistas, inclusive brasileiros como Iberê Camargo e Arcangelo Ianelli.
Serviço:Latitudes: Mestres Latino-americanos na coleção FEMSAAbertura: 11 de fevereiro, às 20h (convidados) Até 5 de abril de 2009 - de terça a domingo, das 11 às 20h - Entrada francaInstituto Tomie Ohtake Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900
Terra Magazine

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